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    A hora e vez do etanol brasileiro

    Projeto de lei cria cenário para alavancar mobilidade sustentável, com a valorização do biocombustível a base de cana-de-açúcar
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    O Brasil será o primeiro país do mundo a implementar uma política de mobilidade com base no ciclo de vida do poço à roda dos combustíveis, anunciou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante participação do seminário Sustainable Mobility - Ethanol Talks, em Goa, India.

     

    Durante o evento, o ministro reforçou que a região sul do globo terrestre tem uma grande vantagem competitiva com a produção e uso dos biocombustíveis e que nenhuma fonte de energia isoladamente será capaz de atender todas as necessidades globais de sustentabilidade.

     

    “Nesse setor podemos garantir geração de emprego e renda, menor preço ao consumidor e diminuição da pegada de carbono no setor de transportes. Pretendemos enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei, o Combustível do Futuro, que pretende fazer o Brasil avançar ainda mais com uma política pública integrada e voltada para promover a mobilidade sustentável de baixo carbono”, anunciou.

     

    Segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, o Brasil tem o potencial de se transformar o centro gravitacional do mundo quando o assunto é bioenergia e o governo brasileiro tem empenhado os esforços necessários para que esse processo se dê ainda mais rápido. “Quando setores público e privado atuam em parceria, o Brasil avança. Tivemos oportunidade de participar das discussões nos comitês do Programa Combustível do Futuro e trabalhar a várias mãos essa política que colocará o país, mais uma vez, na vanguarda quando o assunto é sustentabilidade.”

     

    A hora e vez do etanol brasileiro 1

    Outro tema destacado por Silveira durante o evento foi a ampliação da mistura de etanol dos atuais 27% para 30%. “Gostaria de anunciar que o governo está em vias célere de adotar o padrão E30, para aumentar a octanagem da gasolina e possibilitar a população motores à combustão mais eficientes”, afirmou.

     

    CICLO DO POÇO À RODA

    Pelo conceito adotado no projeto de lei, a avaliação dos combustíveis irá contabilizar todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), desde o processo de cultivo e extração de recursos, produção dos combustíveis líquidos ou gasosos ou da energia elétrica, sua distribuição e utilização em veículos leves e pesados de passageiros e comerciais.

     

    Além de compartilhar a experiência brasileira, o seminário traz a discussão sobre os benefícios econômicos, sociais e ambientais da bioenergia para a mobilidade de baixo carbono. A experiência brasileira na produção e consumo de etanol tem inspirado oportunidades em várias regiões do mundo, principalmente na Ásia e América Latina.

     

    A realização deste evento, em conjunto com as reuniões dos ministros de Energia do G20, mostra a relevância do etanol como solução energética de baixo carbono. “O desenvolvimento pela India de um programa de etanol, com a ampliação da mistura na gasolina, fortalece o biocombustível, pois é um país de proporções continentais, como uma frota diversificada”, destaca o diretor-executivo da APLA, Flávio Castellari.