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    Agricultura brasileira recebe destaque inédito na COP28

    Representantes da Embrapa na comitiva do Mapa participam de painéis, reuniões com ministros da Agricultura de diversos países, organismos internacionais e movimentos sociais
    Rafael De Marco
    Divulgação
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    Tags:

    Agronegócio

    Clima

    Agricultura regenerativa, solos e água. Estes foram os principais temas relacionados à agricultura na Conferência das Nações Unidades sobre as Mudanças do Clima (COP28). Um dos principais pontos da edição 2023 foi a inédita participação dos temas ligado à produção no campo no centro da agenda, com debates e fóruns de ampla participação sobre.

     

    A informação vem dos participantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária que integram a missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária. No Pavilhão Brasil, a Embrapa manteve vários contatos com organismos internacionais, ministérios, organizações não governamentais, além de participar de diversos painéis temáticos com foco na sustentabilidade ambiental.

     

    A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância de participar dos painéis, mas principalmente discutir projetos em parceria com os organismos internacionais, como o IICA e FAO, entre outras instituições, bem como participar de discussões com vários ministérios, como o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e secretarias estaduais de agricultura de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Silvia também participou de reunião com ministros da América do Sul mostrando o papel da Embrapa na produção de alimentos e da agropecuária sustentável.

     

    “Estamos mostrando ao mundo o que o Brasil vem desenvolvendo, através da Embrapa, de tecnologias sustentáveis, para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas, a importância de gerar dados e informações para desenvolvermos os indicadores tropicalizados e métricas para medir a sustentabilidade da agricultura brasileira. Apresentamos várias experiências no bioma Amazônia como a fixação biológica do nitrogênio, o plantio direto e os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta”, explicou a presidente.

     

    Agricultura brasileira recebe destaque inédito na COP28 1 Importantes negociações com participação da Embrapa marcam a COP 28 (Foto: Divulgação)

    “Também mostramos os resultados do consórcio de gramíneas e leguminosas na região Amazônica, que apontaram como resultados a conversão de 55 mil hectares e trouxe a redução de gases de efeito estufa de aproximadamente 36%. O que mostra a importância das práticas sustentáveis na agropecuária brasileira e a necessidade de se fazer um cálculo do ciclo de vida. A agricultura emite, mas tem condição de sequestrar carbono, por exemplo, no ILPF e muitas vezes gerar até um balanço positivo”, complementou Silvia.

     

    RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS
    Outro destaque foi a nova proposta do governo federal de recuperação de áreas degradadas, onde a Embrapa é participante ativa mapeando as áreas de pastagens e fazendo o cruzamento com o ZARC, para mostrar a aptidão de cada uma dessas áreas. “Muitas vezes podemos mudar de áreas de pastagens para agricultura ou sistema agroflorestal, sempre baseado na execução de políticas públicas voltadas para a recuperação de áreas degradadas”. Ao todo, destacou Sílvia, são 160 milhões de hectares de pastagens, sendo 40 milhões com aptidão agrícola.

     

    O Brasil participou de diversos encontros, incluindo a coordenação dos grupos negociadores (no caso do Brasil, o ABU e o G77+China), reuniões bilaterais entre as partes e grupos e nas convocações para as reuniões de instrução e de negociação (Informal Consultations, Contact Group, Inf Inf Meetings). Foram obtidos avanços na construção dos diferentes elementos dos seis pontos de negociação, com a elaboração de um texto base, por parte do Brasil (Informal Note, sem status) para negociações.

     

    CONFIRA OS SEIS PONTOS:

    (1) Criação de um 'roadmap' até a COP31 (2026), com foco em ações que promovam a implementação de projetos e políticas públicas para adaptação da agricultura às mudanças climáticas e garantia da segurança alimentar;

    (2) Estabelecimento das bases para elaboração de um relatório síntese anual (Synthesis Report) pelo Secretariado da UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Clima), relatando os avanços alcançados e os 'gaps' que devem ser solucionados para implementação das ações, incluindo financiamento;

    (3) Estabelecimento de um calendário de workshops anuais com temas relativos aos objetivos do SSH-JW (Sharm el-Sheikh), com foco na busca de mecanismos para superar os gaps relatados, assim como a discussão de novos temas e compartilhamento de experiências em implementação de ações climáticas para adaptação e resiliência da agricultura frente às mudanças climáticas;

    (4) Operacionalização de um Portal online para acompanhamento das ações, compartilhamento de experiências e negociação de financiamento para iniciativas nacionais das Partes (países membros) em implementação de ações climáticas para adaptação e resiliência da agricultura;

    (5) Elaboração das recomendações dos órgãos subsidiários para tomada de decisões na COP;

    (6) Definições relativas ao modelo de governança do SSH-JW.

     

    Clique AQUI para conferir o artigo completo no site do Embrapa

     

    Com informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Agência Gov