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    Agropecuária impulsiona o PIB brasileiro

    Crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2023 é puxado pelo desempenho positivo do agro, que sobe 21,6%
    Rafael De Marco
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    Tags:

    Agropecuária

    Agronegócio

    Economia

    O agronegócio segue como o principal motor da economia nacional. O Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,9% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os últimos três meses do ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB no período somou R$ 2,6 trilhões.

     O crescimento foi puxado pela agropecuária, que teve alta de 21,6%. Este resultado pode ser explicado pelo bom desempenho de produtos da lavoura, com safra relevante no primeiro trimestre, e pela produtividade. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), a soja, principal cultivo, apresentou ganho de produtividade e crescimento expressivo na produção anual, estimada em 24,7%.

     

    Com exceção do arroz (-7,5%), outras culturas com safra relevante nesse trimestre também apontaram crescimento na produção anual e ganho de produtividade, como milho (8,8%), fumo (3,0%) e mandioca (2,1%)

     

    Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 4%. O PIB acumula alta de 3,3% no período de 12 meses.

     

    OUTROS SETORES

    Os serviços também tiveram crescimento no período (0,6%), com destaque para o desempenho das atividades de transportes e de atividades financeiras (ambos com alta de 1,2%).

     

    A indústria, por sua vez, teve variação negativa de 0,1% no período, o que, segundo o IBGE, representa estabilidade. Bens de capital (máquinas e equipamentos usados no setor produtivo) e bens intermediários (insumos industrializados usados no setor produtivo) apresentaram queda, enquanto as indústrias extrativas cresceram 2,3% e atividade de eletricidade e água, gás, esgoto, atividades de gestão de resíduos subiu 1,7%

     

    FAMÍLIAS + GOVERNO

    Sob a ótica da demanda, o crescimento foi sustentado pelo consumo das famílias, com alta de 0,2%, e pelo consumo do governo, com crescimento de 0,3%. A formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, caiu 3,4% no período.

     

    EXPORTAÇÕES X IMPORTAÇÕES

    No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 0,4%. As importações, por sua vez, recuaram 7,1%, contribuindo positivamente para o PIB.

     

    Com informações da Agência Brasil e Safras & Mercados