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    Brasil segue na vanguarda dos defensivos biológicos

    Ministério da Agricultura (Mapa) registra 45 defensivos agrícolas com inovações tecnológicas para controle de pragas. Destes, 15 são de baixo impacto
    Rafael De Marco
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    Pulverização

    Defensivos

    O Brasil é uma referência mundial na utilização de defensivos agrícolas biológicos no campo. Ao todo, são 710 produtos de baixo impacto registrados desde o ano de 2000. No ano de 2023, foram registrados, até o mês de outubro, 63 produtos de baixo impacto.

     

    Os produtos considerados de baixo impacto possuem ingredientes ativos biológicos, microbiológicos, semioquímios, bioquímicos, extratos vegetais e reguladores de crescimento, podendo ser autorizados em vários casos na agricultura orgânica.

     

    Esses produtos são importantes para agricultura não apenas pelo impacto toxicológico e ambiental, mas também por beneficiar as culturas de suporte fitossanitário insuficiente (minor crops), pois esses produtos são registrados por pragas e não por cultura como acontece com os químicos.

     

    Brasil segue na vanguarda dos defensivos biológicos 1

    Mais um sinal favorável neste ponto veio com o Ato número 45 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado no Diário Oficial da União. Ele trouxe o registro de mais 45 produtos formulados, ou seja, defensivos agrícolas que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Desses, 15 são de baixo impacto.

     

    PRODUTOS BIOLÓGICOS

    Entre os biológicos, destaca-se o registro de um produto a base da mistura de Paenibacillus azotofixans; Bacillus subtilis; Bacillus licheniformis e Bacillus circulans recomendado para controle dos nematóides Macrophomina phaseolina, Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica e do fungo Rhizoctonia solani. Essas são pragas de solo que afetam várias culturas.

     

    Outro produto de baixo impacto registrado é a base de Priestia megaterium, recomendado para o controle de Pratylenchus zea. Esse é um nematóide de grande importância para a cultura do milho, mas afeta também outras culturas como a cana-de-açúcar, algodão e feijão.

     

    Para os produtores de abacate foi registrado um produto a base de (Z)-9,13-Tetradecadienal, feromônio sexual para controle de Stenoma catenifer, uma praga específica dessa cultura. Essa é uma grande conquista para produtores de Culturas com Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFI), também conhecidas como minor crops, que normalmente possuem poucos ativos específicos registrados.

     

    Brasil segue na vanguarda dos defensivos biológicos 2

    Ainda no registro de produtos de baixo impacto, o Ato traz um regulador de crescimento a base de Bacillus aryabhattai CBMAI1120 + Bacillus haynesii CCT7926 + Bacillus circulans CCT0026. O modo de ação desse produto é ativando a planta por meio dos compostos biológicos presentes na formulação.

     

    Quanto aos produtos químicos, a inovação se dá pelos primeiros produtos registrados com o ativo Fluindapyr no Brasil. Ao todo, são quatro produtos que possuem em sua composição o Fluindapyr, que é fungicida e nematicida do grupo pirazol-carboxamidas (pyrazole-carboxamides), já registrado nos Estados Unidos e em fase de registro na União Europeia. Esses produtos serão mais uma ferramenta que os produtores poderão utilizar para o controle de pragas no campo nas culturas do amendoim, café, feijão, milho e soja.

     

    Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

     

    Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

     

    Com informações do Mapa e da Agência Safras