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    Brasil tem potencial para liderar transição energética no mundo

    A conclusão é de especialistas que discutiram o tema durante o Congresso Brasileiro de Fertilizantes, destacando a bioenergia e o importante papel do agro para a segurança alimentar
    Rafael De Marco
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    Energia

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    A matriz energética brasileira é 45% renovável, enquanto, no mundo, esse índice é de 15%. O Coordenador do Centro Insper Agro Global, Marcos Jank, traz esses dados a aponta para um futuro de expansão partindo do cenário doméstico para o internacional.

     

    Para ele o “nome do nosso jogo” hoje é proteína, mas no futuro poderá ser bioenergia. "Temos 40 anos de bioenergia, mas temos com características brasileiras, que foi pouco copiada no mundo. Um pouco nos Estados Unidos e na India. Mas, a transição energética global abre uma fronteira de bioenergia reformulada, repaginada, que é fantástica".

     

    Jank participou deum painel durante o 10o Congresso Brasileiro de Fertilizantes, no qual o tema principal foi rumo dos Novos mecanismos globais para transição energética. "A transição será lenta e complexa, principalmente porque as energias renováveis não são estáveis, depende muito da natureza (água, vento, sol e biomassa), compondo, assim, os grandes desafios dessa transição”, comentou

     

    Mesmo diante de grandes desafios, ele está otimista. "Eu realmente acredito que avançamos muito em agricultura, agronegócio e na bioenergia, avançamos em modelo nacional, e hoje temos a oportunidade de avançar no modelo internacional."

     

    O presidente da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas - ABCA, Roberto Rodrigues, falou que estamos trabalhando a transição da economia tradicional para economia verde muito melhor do que muitos outros países do mundo, mas enfatiza que o mundo enfrenta três grandes problemas: segurança alimentar, questão energética e ambiental. "os três temas precisam ser resolvidos e o agro precisa participar deste processo. A agricultura tropical participará disso como protagonista", finaliza.

     

    Brasil tem potencial para liderar transição energética em nível mundial 1

    Rodrigues acredita que o Brasil tem liderança tecnológica, que garante uma visão potencialmente extraordinária para liderar esse processo mundial de alimentação e energia. E que o país precisa de uma estratégia mais clara, como acordo comercial, logística de estrutura e tecnologia. "Precisamos de uma estratégia muito articulada para que o Brasil se transforme e seja um líder mundial de segurança alimentar, energética e ambiental.

     

    Carla Barroso Carneiro, representante permanente do Brasil junto à ONU - FAO, trouxe a perspectiva de quem olha para o cenário a partir do posto de observação de quem trabalha com três entidades das Nações Unidas que se ocupam da segurança alimentar e segurança global.

     

    Ela aponta que a FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, indica que o ano passado foi caracterizado por preços elevados e voláteis de fertilizantes e outros insumos agrícolas, como o diesel e o gás natural.

     

    Apesar das dificuldades, ela salienta que a FAO indica que em fevereiro, os preços da ureia e de gás natural diminuíram cerca de 40% dos recordes do primeiro trimestre de 2022.

     

    Segundo Carla Carneiro, as três agências da ONU têm trabalhado com os países membros e com o Brasil na intenção de expandir a sua capacidade de pesquisar, analisar e desenvolver modelos econômicos para compreender as relações do mercado de fertilizantes e a produção e produtividade agrícola.

     

    Com informações da Agência Safras e assessoria do evento