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    Brasil tem recorde na safra deve exportar mais trigo

    A situação é contrária na Argentina. Devido à seca no país vizinho, a produção das lavouras está reduzida
    Rafael De Marco
    Brasil tem recorde na safra deve exportar mais trigo
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    Mercado

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revisou a projeção de vendas externas dos argentinos para 12,5 milhões de toneladas neste mês, um milhão a menos do que previa em setembro.
     
    Isso porque a seca provoca uma queda de produtividade nas lavouras de trigo dos argentinos, e a safra deste ano deverá recuar para 17,5 milhões de toneladas, a menor em cinco anos.
    Já para o Brasil, devido ao recorde da safra nacional, próxima de 10 milhões de toneladas, a estimativa é de exportações de 3,5 milhões na safra 2022/23.

    PREÇOS
    Os preços do trigo, que vinham recuando desde junho, voltaram a subir e, em 13 de outubro. O contrato de dezembro esteve em US$ 8,92 por bushel (27,2 kg) em Chicago, com alta de 1,1% no dia.

    Os preços do cereal passaram a ser afetados por incertezas no mar Negro e por estoques baixos em países exportadores.

    MERCADO EXTERNO
    Nos Estados Unidos, o volume deverá cair para o menor patamar desde a safra 2007/08. Já a Rússia terá os maiores estoques em 30 anos.  O preço médio da tonelada foi a US$ 459 nos Estados Unidos e a US$ 420 na Argentina, segundo o USDA. Houve alta também nos preços do produto no Canadá e na União Europeia.

    Na Austrália e na Rússia, as altas foram menos acentuadas porque os países tiveram boas safras.

    Os russos, além da colheita recorde, terão dificuldades em colocar o produto no mercado externo, devido a embargos comerciais.

    Para o Reino Unido e União Europeia, o USDA prevê estoques menores, mas consumo maior, principalmente devido a uma troca de parte do milho usado na ração por trigo.
    A estimativa de exportação da União Europeia, que terá uma safra maior, subiu para 35 milhões de toneladas; a dos Estados Unidos, com produção menor, caiu para 23 milhões.

    O Brasil importará 6,2 milhões, segundo o USDA. As informações são da Folha de São Paulo .