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    Cana e milho impulsionam produção de etanol

    Investimentos em usinas e expectativas positivas para a safra trazem investimentos para o setor do biocombustível em diferentes frentes
    Rafael De Marco
    Créditos: Arquivo
    Créditos: Arquivo

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    Cana-de-Açúcar

    Milho

    Etanol

    Duas notícias movimentam o mercado nacional de etanol. A primeira trata de investimentos no setor de cana, como a reativação da usina de Anaurilândia, no Mato Grosso do Sul, do Grupo Agroterenas. A segunda é sobre o aumento da produção do biocombustível à base de milho.
     
    CANA
    Em reunião com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, representantes do Agroterenas, e o prefeito Edson Takazono, de Anaurilândia, trataram da concessão de incentivos fiscais e deram entrada ao pedido de Licença de Instalação da usina de etanol na cidade.
     
    O Grupo Agroterenas pretende reativar a usina de Anaurilândia (antiga Usina Aurora) em 2024 e a previsão é que sejam gerados 650 empregos diretos. Atualmente, já estão trabalhando na empresa cerca de 300 funcionários, afirmou o diretor administrativo Cláudio Takao. Serão investidos mais de R$ 100 milhões para reativação da planta e a produção estimada é de 80 mil metros cúbicos de etanol por ano.
     
    O secretário Jaime Verruck disse que o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) vai elaborar um cronograma para acompanhar o andamento das obras e proceder o processo de licenciamento de modo a não haver atrasos. "Isso mostra que o setor sucroenergético avança no Estado. Tivemos há pouco o anúncio da usina de Paranaíba e agora também a usina de Anaurilândia que já tem mais de 300 funcionários trabalhando e começa a operar efetivamente em maio do ano que vem", disse Verruck.
     
    NÚMEROS
    • Mato Grosso do Sul é o quarto maior produtor de cana e exportador de bioeletricidade para o SIN (Sistema Integrado Nacional).
    • O estado é o quinto maior produtor de açúcar e de etanol.
    • A atividade gera mais de 30 mil empregos diretos.
    • Só com o pagamento de salários, injetou mais de R$ 834 milhões na economia em 2021.
    • A cultura ocupa 800 mil hectares no estado, espalhados por 39 municípios.
    • 84% das lavouras estão concentradas na região Cone-Sul.
    • 17 usinas estão em operação, todas produzindo etanol hidratado (o etanol usado como combustível).
    • 12 unidades produzem o etanol anidro (que é misturado na gasolina)
    • 10 produzem açúcar e todas transformam o bagaço e a palha da cana em eletricidade.
    • Essa energia foi responsável pela geração de 2,3 megawatts/hora de energia em 2021, mais do que consumiram todas as residências do Estado no período (2,1 MWh), conforme dados da concessionária de energia.
     
    MAIS USINAS
    No início do ano o Grupo Pedra Agroindustrial S/A, de Andradina (SP), anunciou a aquisição da planta da Usina Orbi Bioenergia, localizada na Fazenda Toca da Coruja, no distrito da Vila Raimundo, em Paranaíba. O empreendimento estava semiacabado e pertencia à Companhia Energia Renovável (Cern) e com a troca de dono passou a se chamar Usina Cedro.
    A expectativa é concluir as obras e começar a produção em 2024, quando se espera moer 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar até chegar à plena capacidade da planta de 5 milhões de toneladas. O investimento previsto na conclusão da Usina Cedro é de R$ 400 milhões e serão gerados até 1.200 empregos diretos e indiretos, conforme anunciou o Grupo na época.
     
    MILHO
    Cana e milho impulsionam produção de etanol 1 Não é só da cana que se produz combustível. O Brasil já é o segundo maior produtor de etanol de milho em nível mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.
     
    A produção saltou de 520 milhões de litros para 4,5 bilhões de litros nos últimos cinco anos. Isso representa crescimento de 800% no período. De acordo com a Unem (União Nacional do Etanol de Milho) estima-se que até 2030, esse volume chegue a dez bilhões de litros.
     
    Com isso, a expectativa é que a participação desse combustível no mercado nacional passe de 15% para 20%. O crescimento da produção de milho, especialmente a segunda safra, reforça esse cenário.
     
    Com informações da Agência Safras, Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), Imasul,  Biosul e Unem