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    Como reduzir perdas na colheita da cana-de-açúcar?

    Continue sua leitura e entenda onde você precisa estar atento para maximizar seus resultados na lavoura de cana-de-açúcar
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    Divulgação: Arquivo
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    Você tem noção da porcentagem de perdas que podem ocorrer no processo de colheita da cana-de-açúcar? Tem noção de quais as formas de perdas existentes? Já parou para analisar onde você pode estar perdendo dinheiro no seu canavial? É justamente sobre essas perdas que nós iremos falar neste artigo. Continue sua leitura e entenda onde você precisa estar atento para maximizar seus resultados na lavoura de cana-de-açúcar

     

    Texto: Marluce Corrêa Ribeiro – Jornalista e Redatora do Portal Agromulher

     

    Um estudo realizado pelo Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), aponta que as perdas na colheita podem chegar a cerca de 10% da produção de cana.

     

    Já uma avaliação da Socicana aponta que de 70 t/ha produzidas, seria deixado 10,5 t/ha na lavoura, em forma de cana inteira, lascas, estilhaços e outros pedaços de material vegetal de interesse econômico.

     

    Mas quais são as formas de perdas?

     

    As perdas na colheita da cana podem ser classificadas de duas formas: perdas visíveis e invisíveis .

    As perdas visíveis são parte do material fracionado e são visíveis, sendo associadas às características da área e também à operação em si. Podem ser: tocos, cana ponta, cana inteira, colmos e lascas.

     

    Já as perdas invisíveis são aquelas de difícil quantificação no campo, podendo ocorrer por meio da qualidade e condições de serviços das facas e discos de corte e até mesmo pela velocidade de ambos os extratores.  Podem ser classificadas como caldo, serragem e estilhaço.

     

    Estas perdas consideradas invisíveis geram um prejuízo que, muitas vezes, passam despercebido aos olhos do produtor justamente por não ser visualizado e nem mensurado na colheita.

     

     

    Então, como reduzir as perdas na colheita da cana?

    Várias estratégias podem ser adotadas pelo produtor pensando em reduzir as perdas. A seguir destacaremos algumas destas estratégias. São elas:

     

    ·     Planeje as safras – é necessário sempre pensar em cada detalhe, antes mesmo do plantio. Aspectos como a escolha da área e da época de plantio, disponibilidade de água e demais recursos, o escalonamento da colheita, além de todos os outros fatores agronômico são extremamente importantes para um planejamento eficiente e estratégico.

    ·     Colha no momento ideal – é importante que a colheita da cana seja realizada no momento que ela atinge a sua maturação. E esse momento pode ser avaliado a partir da análise do grau Brix. Este indicador avalia a maturidade da planta em relação à quantidade de açúcares presente no colmo da cana-de-açúcar. Com um aparelho chamado refratômetro pode ser feita a determinação do Brix.

    ·     Busque a máxima eficiência da colheita – para uma colheita mecanizada eficiente e que não gere danos às soqueiras, é recomendado que seja feita uma gestão de qualidade e com tecnologia. Neste ponto, é importante usar boas e modernas colhedoras que sejam dimensionadas para que haja, por exemplo, sistemas automáticos de ajuste de altura do corte de base, limpeza mais eficiente e menos perdas por estilhaços. É importante ainda trabalhar dentro da velocidade ideal de colheita recomendada pelo fabricante. E ainda deixar a manutenção das máquinas sempre em dia.

    ·     Faça um eficiente controle de tráfego na lavoura – O controle de tráfego é fundamental. Neste caso, é preciso ter controle, por exemplo, para que as rodas da máquina passem sempre no mesmo lugar, criando uma espécie de corredor de tráfego na entrelinha. E isso é uma grande vantagem para quem trabalha com colhedoras de duas linhas.

     

    Tecnologia a favor do produtor

    Entre as estratégias para redução de perdas citadas acima, podemos destacar uma que é fundamental para resultados eficientes: o uso de soluções tecnológicas.

    E quando falamos em soluções tecnológicas, podemos destacar a CH950 da John Deere. Além de todos os benefícios agronômicos relacionado a redução da compactação de solo, a CH950 apresenta eficiência e rapidez na colheita porque possui duas “bocas” e dois sistemas de alimentação. Com essa máquina dimensionada para a realidade dos canaviais brasileiros, o produtor reduz as perdas na colheita porque há uma limpeza mais efetiva, chegando menos estilhaços no extrator primário.

    Além disso, a solução possui o RowAdapt™ que permite à colhedora independência dos cortes de base e sistemas de alinhamento. Neste caso, a colhedora possui uma amplitude de 20 cm para copiar o desnível ou diferença do solo, gerando um corte mais preciso, com menos perdas, menos impurezas e menos arranque de soqueira. É a entrega de uma cana de alta qualidade para a indústria, gerando excelentes resultados ao produtor, com menos perdas (visíveis e invisíveis) e maior eficiência de colheita.