CONECTA NEWS – 01/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 16.619 sacas em 01/06 
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 1 de junho de 2022 estão em 1.043.879 sacas de 60 quilos, com queda de 16.619 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures. 

SOJA/MILHO: Preços de fretes oscilam nas principais rotas do país
Levantamento elaborado por SAFRAS & Mercado indica que os preços dos fretes da soja e do milho oscilaram nas principais rotas de escoamento do país na semana terminada em 1o de junho. O frete entre Cascavel e Paranaguá subiu de R$ 93,00 para R$ 110,00 por tonelada. Entre Sorriso (MT) e Paranaguá, o preço por tonelada seguiu em R$ 500,00. De Rondonópolis a Paranaguá, os preços subiram de R$ 330,00 para R$ 355,00 por tonelada. Entre Passo Fundo e Rio Grande, o frete permaneceu em R$ 93,00 por tonelada. Entre Rio Verde (GO) e o Porto de Santos, os preços caíram de R$ 320,00 para R$ 310,00 por tonelada. 

TRIGO: Ceifa na Ucrânia deve cair 42% em 2022, dizem trades
A colheita de trigo da Ucrânia em 2022 deve cair para 19,2 milhões de toneladas, ante um recorde de 33 milhões de toneladas em 2021, disse o sindicato ucraniano de comerciantes de grãos, UGA, nesta quarta-feira, embora as exportações mais baixas sejam vistas empurrando os estoques para níveis recordes. Autoridades e analistas ucranianos dizem que as hostilidades em muitas regiões podem impossibilitar a colheita, embora o sindicato não tenha especificado oficialmente uma razão para a queda. A UGA disse que a produção de milho deste ano também pode cair para 26,1 milhões de toneladas de 37,6 milhões de toneladas em 2021, enquanto a produção de cevada pode cair para 6,6 milhões de toneladas de 10,1 milhões de toneladas. O sindicato espera que a Ucrânia possa exportar 10 milhões de toneladas de trigo e 15 milhões de toneladas de milho, embora a capacidade atual de exportação não possa exceder 18 milhões de toneladas para toda a temporada. "Ao mesmo tempo, as exportações da Ucrânia na nova temporada podem chegar a 30 milhões de toneladas, desde que a capacidade de tráfego de travessias nas fronteiras da Ucrânia seja dobrada", disse a UGA em comunicado.
Em tempos de paz, a Ucrânia, um grande produtor e exportador mundial de grãos, envia para o exterior até 6 milhões de toneladas por mês de grãos. Suas exportações caíram acentuadamente depois que os portos do Mar Negro foram bloqueados devido à invasão russa que começou em 24 de fevereiro. As exportações de grãos totalizaram cerca de 1,06 milhão de toneladas em maio, ante 1,1 milhão de toneladas em abril. O sindicato disse que os estoques de grãos podem atingir um recorde de 25 milhões de toneladas devido à forte queda nas exportações, e podem subir para 43 milhões de toneladas no pior cenário no final da próxima temporada. "A Ucrânia terá reservas suficientes de grãos, enquanto os países do mundo não receberão uma quantidade significativa de grãos da Ucrânia devido à guerra, o que levará a preços mais altos e inflação de alimentos mesmo em países desenvolvidos", disse UGA.

ALGODÃO: NY fecha em forte queda com bom avanço do plantio americano
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta quarta-feira. Os preços caíram de forma significativa nesta quarta-feira refletindo as indicações ainda de boa evolução do plantio da safra norte-americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de algodão. Até 29 de maio, a área plantada era apontada em 68%. Em igual período do ano passado, o número estava em 62% e a média dos últimos cinco anos é de 64%. Na semana passada, os trabalhos atingiam 54%. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 136,06 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,92 centavos, ou de 2,1%. Dezembro fechou a 118,43 centavos, desvalorização de 4,02 centavos, ou de 3,3%.

MILHO: Chicago fecha em forte baixa pressionada por realização e trigo
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O cereal reverteu os ganhos registrados mais cedo, seguindo as perdas do vizinho trigo e realizando lucros. O mercado segue na expectativa de que a Rússia possa criar um corredor sanitário para escoamento de grãos represados na Ucrânia. O bom andamento do plantio de milho nos Estados Unidos também pressionou as cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 29 de maio, a área plantada estava estimada em 86%. O mercado esperava 85%. Em igual período do ano passado, o número era de 94%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 72% da área. A média para os últimos cinco anos é de 87%. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,31 1/4 por bushel, recuo de 22,25 centavos de dólar, ou 2,95%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,03 3/4 por bushel, baixa de 21,25 centavos, ou 2,93% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago volta a despencar com otimismo por exportações da Ucrânia
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado chegou a tentar uma recuperação no início do dia, mas perdeu força, reverteu e passou a cair forte. Segundo a Reuters, o mercado está otimista com a possível retomada das exportações ucranianas de grãos. Apesar de representantes das Nações Unidas falarem em "conversas construtivas" com a Rússia, os traders seguem cautelosos quanto a uma saída diplomática. Moscou pede a retirada de sanções, uma demanda rejeitada por Kiev e seus aliados do Ocidente. Nas últimas duas sessões, a queda acumulada é de 10,04%. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 10,41 1/4 por bushel, baixa de 46,25 centavos de dólar, ou 4,25%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 10,52 1/2 por bushel, recuo de 45,25 centavos ou 4,12% em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: NY dispara seguindo petróleo, nos níveis mais altos em 3 meses
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais altos. Os preços dispararam e atingiram os níveis mais altos em mais de três meses, na quinta sessão seguida com fechamento em elevação, testando a linha de US$ 2,40 a libra-peso. Compras por parte de fundos puxaram para cima as cotações, com reposicionamento de carteiras. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, fatores financeiros, com recentes baixas do dólar, com alta do petróleo, estimularam os ganhos. Barabach indica que, apesar da evolução da colheita no Brasil, não há tanta pressão vendedora. Além disso, há apreensão com a menor oferta da Colômbia. Houve indicações de preocupações com o clima seco no Brasil. Mas, Barabach comenta que no momento é normal o clima mais seco nas regiões produtoras do país. Há indicações de apreensão com o fenômeno La Niña e maiores períodos de falta de umidade adiante no país. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 239,45 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 8,20 centavos, ou de 3,5%. A posição setembro/2022 fechou a 239,40 centavos, elevação de 7,95 centavos, ou de 3,4%. 

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