CONECTA NEWS – 01/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ: Embarques de junho fecham em 3,014 milhões de sacas
As exportações brasileiras de café em grão em junho chegaram a 3.014.523 sacas de 60 quilos no acumulado fechado do mês, com 21 dias úteis computados (média diária de 143.548 sacas), com receita chegando a US$ 721,495 milhões (média diária de US$ 34,357 milhões), e preço médio de US$ 239,34 por saca. A receita média diária obtida com as exportações de café em grão em junho foi 76,7% maior no comparativo com a média diária de junho de 2021, que fora de US$ 19,444 milhões. Já o volume médio diário embarcado foi 3,8% maior que o de junho de 2021, que tinha o registro de 138.332 sacas diárias de média. O preço médio, por sua vez, disparou 70,3%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

FERTILIZANTES: Importações somam 4,147 milhões de toneladas em junho
As importações de fertilizantes do Brasil envolveram US$ 3,28 bilhão em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 156,55 milhões. A quantidade total de fertilizantes importada pelo país ficou em 4,147 milhões de toneladas, com média de 197,48 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 792,80. Em relação a junho de 2021, houve alta de 187,5% no valor médio diário da importação, ganho de 17,5% na quantidade média diária importada e valorização de 144,70% no preço médio. Os dados são do Ministério da Economia e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

MILHO: Chicago ainda digere USDA e cai forte pressionada por aversão
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelas preocupações com um quadro de recessão econômica tanto nos Estados Unidos quanto no mundo, o que traz temor de queda no consumo e impacta o cenário financeiro internacional. O mercado segue impactado pelos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgados ontem, indicando uma área plantada em 2022 e estoques trimestrais na posição 1 de junho acima do previsto pelo mercado. Os Estados Unidos deverão cultivar 89,921 milhões de acres na safra 2022/23, com queda de 4% frente aos 93,357 milhões de acres registrados na temporada 2021/22, segundo relatório de área plantada divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado trabalhava com uma expectativa de área de 89,693 milhões de acres. A área ficou acima dos 89,49 milhões de acres divulgados no relatório de intenção de plantio, divulgado no final de março. Já os estoques trimestrais de milho dos Estados Unidos, na posição 1 de junho de 2022, totalizaram 4,346 bilhões de bushels, conforme relatório divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume estocado é 6% maior frente a igual período de 2021, que indicava estoques de 4,111 bilhões de bushels. O volume indicado pelo Departamento ficou acima do esperado pelo mercado, de 4,330 de bilhões de bushels. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,19 3/4 por bushel, recuo de 9,00 centavos de dólar, ou 1,43%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,07 1/2 por bushel, baixa de 12,25 centavos, ou 1,97% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago volta a despencar e vai às mínimas desde fevereiro
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado estendeu o movimento baixista de ontem, pressionado por sinais de oferta no mercado internacional. Os preços no contrato setembro renovaram as mínimas e estão no menor nível desde 25 de fevereiro, um dia após o início da guerra na Ucrânia. Numa base contínua, as cotações tocaram as mínimas desde 22 de fevereiro. A meteorologia indica clima favorável sobre as regiões produtoras dos Estados Unidos, da Austrália e da Europa, o que pode significar boas colheitas ao final da safra. O ritmo acelerado das exportações russas também traz otimismo quando à continuidade do fornecimento do país. Completando o quadro baixista, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatórios que apontam para maior área e maiores estoques no país. Conforme analistas consultados pelo Wall Street Journal, os sinais recentes trouxeram alívio ao mercado. A expectativa é de que os preços não voltem as máximas observadas logo após o início da guerra na Ucrânia. Por outro lado, as cotações também não devem chegar, no curto prazo, aos níveis pré-pandemia. Isso se deve à firme demanda global por grãos em meio à retração da economia global que diminui a renda do consumidor. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 8,46 por bushel, baixa de 38,00 centavos de dólar, ou 4,29%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,62 1/2, recuo de 38,00 centavos de dólar, ou 4,21%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Temor de recessão global faz Chicago despencar 4%
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte baixa, empurrando o resultado da semana também para o território negativo. Em meio ao final de semana prolongado - segunda é feriado nos Estados Unidos, Dia da Independência -, o temor de em torno de uma recessão global impactou sobre as commodities e a soja sentiu. A inflação galopante, o aperto monetário e a valorização do dólar trazem dias preocupações: uma queda na demanda por commodities e a perda de competitividade da soja americana. Com o longo período sem sessão, os players procuraram posicionar as carteiras, movimento que jogou os contratos para patamares próximos às mínimas do dia. A queda de hoje também colocou por água abaixo os ganhos acumulados até quinta. O contrato novembro fechou o período com desvalorização superior a 2%. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 50,75 centavos de dólar por bushel ou 3,25% a US$ 15,09 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,95 1/4 por bushel, com perda de 62,75 centavos ou 4,3%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 13,40 ou 3,07% a US$ 422,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 64,43 centavos de dólar, com baixa de 2,58 centavos ou 3,85%.

CAFÉ: NY tem perdas expressivas com alta do dólar e fatores técnicos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços acentuadamente mais baixos. Os preços caíram diante da alta do dólar contra o real e outras moedas, com aversão ao risco se mantendo presente em função dos temores de recessão global. Os investidores também se posicionaram com o final de semana estendido pelo feriado da segunda-feira, 04 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos, quando a bolsa não vai operar. Fatores técnicos, ajustes de carteiras, o superávit na oferta global de quase 8 milhões de sacas estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e a entrada da safra brasileira são aspectos baixistas. No balanço da semana, o contrato setembro acumulou uma alta de 0,6%. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 224,65 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 5,45 centavos, ou de 2,4%. A posição dezembro/2022 fechou a 221,50 centavos, queda de 5,55 centavos, ou de 2,4%.

AÇÚCAR: Exportação cai para 2,358 milhões de toneladas em junho
A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços totalizou US$ 44,132 milhões em junho (21 dias úteis). Já o volume médio diário de exportações atingiu 112,327 mil toneladas. Foram exportadas 2.358.874 toneladas de açúcar no período, com receita total de US$ 926,784 milhões e um preço médio de US$ 392,90 por tonelada. Em junho de 2021, o Brasil exportara 2,753 milhões de toneladas de açúcar, com receita de US$ 922,6 milhões. Na comparação com a média diária de junho de 2021, de US$ 43,935 milhões, verificou-se alta de 0,4% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em junho de 2022. Em volume, houve queda de 14,3%, ante as 131,102 mil toneladas diariamente embarcadas em junho de 2021. Já o preço médio subiu 17,2%, ante os US$ 335,10 por tonelada verificados em junho de 2021. Os dados partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

CARNE SUÍNA: Exportações atingem 83,536 mil toneladas em junho
As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 202,945 milhões em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 9,664 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 83,536 mil toneladas, com média diária de 3,977 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.429,40. Em relação a junho de 2021, houve baixa de 20,3% no valor médio diário, perda de 14,5% na quantidade média diária e queda de 6,8% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CARNES: Exportação de aves atinge 399,961 mil toneladas em junho
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 880,749 milhões em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 41,940 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 399,961 mil toneladas, com média diária de 19,045 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.202,10. Em relação a junho de 2021, houve alta de 50,4% no valor médio diário, ganho de 10,2% na quantidade média diária e avanço de 36,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

ALGODÃO: Brasil exporta 62,733 mil toneladas em junho
As exportações brasileiras de algodão somaram 62,733 mil toneladas nos 21 dias úteis de junho, com média diária de 2,987 mil. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 176,454 milhões, com média de US$ 7,522 milhões. O preço médio é de ]]>
<![CDATA[ US$ 2.517,90 por tonelada. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em relação à igual período do ano anterior, houve recuo de 37,7% no volume diário exportado (4,798 mil toneladas diárias em junho de 2021). Já a receita diária teve retração de 10,5% (US$ 8,403 milhões diários em junho de 2021).

CARNE BOVINA: Exportação atinge 152,656 mil toneladas em junho
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,041 bilhão em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 49,614 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 152,656 mil toneladas, com média diária de 7,269 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.825,10. Em relação a junho de 2021, houve ganho de 43,3% no valor médio diário da exportação, aumento de 8,8% na quantidade média diária exportada e valorização de 31,7% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: Exportações do Brasil somam 10,128 milhões de toneladas em junho
As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 6,35 bilhões em junho (21 dias úteis), com média diária de US$ 302,402 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 10,128 milhões de toneladas, com média diária de 182,308 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 627,00. Na comparação com junho de 2021, houve alta de 22,7% na receita média diária e baixa de 8,5% no volume. O preço subiu 34,1%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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