CONECTA NEWS – 01/08/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO PRIMAVERA: USDA estima que 70% das lavouras estão entre boas e excelentes condições nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo primavera. Segundo o USDA, até 31 de julho, 70% estão entre boas e excelentes condições o mercado esperava 67% , 23% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 68%, 24% e 8%, respectivamente.

TRIGO DE INVERNO: USDA aponta colheita em 82% nos Estados Unidos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo de inverno. Até 31 de julho, a colheita estava apontada em 82%. O mercado esperava 84%. Na semana passada, eram 77%. Em igual período do ano passado, o número estava em 90% e a média dos últimos cinco anos é de 85%.

MERCADO AÇÚCAR: Semana inicia com preços estáveis no cenário doméstico
Os preços do açúcar cristal ficaram estáveis no mercado físico paulista no dia de hoje. Em Ribeirão Preto, preços a R$ 130,00 a saca (22,84 centavos). O etanol hidratado foi 8,50% mais baixo que o açúcar bruto de Nova York equivalendo a 14,34 centavos de dólar por libra-peso (PVU) e 21,61% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 102,69 por saca (17,41 centavos). Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais altas. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 17,60 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,06 centavo (+0,34%) em relação ao fechamento anterior. A posição março/2023 fechou cotada a 17,72 centavos (+0,16%). Em sessão volátil, o mercado buscou recuperação no final do pregão, puxado por correção técnica depois de ter se aproximado de mínimas de um ano estabelecidas no final de julho. Com o óleo mais barato, as usinas do Brasil são estimuladas a produzir mais açúcar ao invés do etanol, que fica menos competitivo. Com os preços da gasolina caindo no Brasil depois que o governo adotou medidas de desoneração, o biocombustível ficou menos vantajoso, o que pode impactar negativamente o consumo do biocombustível. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, negociado a R$ 5,1770 para venda e a R$ 5,1750 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1300 e a máxima de R$ 5,2030.

ALGODÃO: USDA estima 38% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de algodão. Segundo o USDA, até 31 de julho, 38% estavam entre boas e excelentes condições, 34% em situação regular e 28% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 34%, 36% e 30%, respectivamente.

SOJA: USDA estima que 60% das lavouras estão entre boas e excelentes condições nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 31 de julho, 60% estavam entre boas e excelentes condições o mercado esperava 58% , 29% em situação regular e 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 59%, 30% e 11%, respectivamente.

MILHO: 61% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 31 de julho, 61% estavam entre boas e excelentes condições o mercado esperava 60% , 25% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 61%, 25% e 14%, respectivamente.

ARROZ: India tem previsão de chuvas de monção dentro da média em agosto e setembro
A India deve receber chuvas dentro da média em agosto e setembro, disse o escritório de meteorologia nesta segunda-feira, apontando para bons rendimentos gerais das colheitas na terceira maior economia da Ásia, que depende da agricultura para impulsionar o crescimento e gerar empregos. O departamento estatal de meteorologia da India (IMD) define a precipitação média, ou normal, entre 96% e 104% de uma média de 50 anos, de 89 cm para a temporada de quatro meses que começa em junho. Mas alguns Estados produtores de arroz no leste do país podem receber chuvas de monção abaixo da média, disse Mrutyunjay Mohapatra, diretor-geral do IMD, em entrevista coletiva. A India é o maior exportador mundial de arroz, um alimento básico para a Ásia, e as chuvas das monções determinam o tamanho da safra de arroz do país. Uma boa produção ajudaria a India a manter sua posição de destaque no mercado global de arroz, mas um período prolongado de chuvas mais baixas ou irregulares poderia afetar a safra. Traders disseram que chuvas mais fracas no leste da India poderiam afetar os rendimentos da safra de arroz. O arroz semeado no verão da India responde por mais de 85% da produção anual do país, que saltou para um recorde de 129,66 milhões de toneladas no ano-safra até junho de 2022. No geral, as chuvas de monção ficaram 8% abaixo da média em junho e 17% acima da média em julho, disse Mohapatra. Mas as regiões leste e nordeste da India receberam chuvas 45% abaixo da média nos dois primeiros meses da temporada, a menor em 122 anos, disse ele. "A precipitação está gradualmente se tornando deficiente nessas regiões", disse Mohapatra. As monções, que respondem por cerca de 75% das chuvas anuais da India, são vitais, pois quase metade das terras agrícolas do país não possuem sistemas de irrigação.

ALGODÃO: Imea corta estimativa de produtividade do Mato Grosso em 2021/22
A antecipação da semeadura da safra 2021/22 do algodão em Mato Grosso colaborou para um maior percentual de áreas semeadas dentro das condições consideradas ideias para a cultura, que em conjunto com o atrativo preço da pluma nesse período incentivou os cotonicultores a aumentarem as áreas destinadas ao cultivo da fibra. Diante disso, é estimado uma área de 1,18 milhão de hectares para a safra 2021/22 do algodão, aumento de 22,43% ante a safra passada. Na última semana (29/07) a colheita do algodão em Mato Grosso atingiu 44,79% da área total estimada para a safra 2021/22, e de acordo com o rendimento médio registrado nessas áreas colhidas, a produtividade para o final da temporada foi revisada para 265,29@/ha, recuo de 1,13% e 4,46% ante a última estimativa e a safra passada, respectivamente. Esse cenário de menor produtividade aguardada para o ciclo é reflexo das adversidades climáticas que afetaram boa parte das regiões de Mato Grosso nos meses de abr-22 e mai-22. No que tange as regiões do estado, a centro-sul e a oeste foram as mais afetadas pela estiagem, refletindo em uma estimativa de 255,23@/ha e 257,17@/ha, recuo expressivo de 6,92% e 12,61%, respectivamente, ante o rendimento médio consolidado da safra passada. Dessa forma, com a redução na produtividade média do caroço de algodão no estado, a produção desse ciclo ficou projetada em 4,69 milhões de toneladas de algodão em caroço e 1,93 milhão de toneladas de pluma, recuo de 1,14% e 1,13% ante a última estimativa, respectivamente.

MILHO: Sem alteração, Imea estima produção no Mato Grosso em 21/22 em 39,16 milhões de toneladas
A décima-primeira estimativa da safra de milho em Mato Grosso não apresentou mudanças em relação às previsões de área, produtividade e produção para a safra 2021/22 no estado, se comparado com o último relatório. Desse modo, a área projetada para o cereal se manteve em 6,39 milhões de hectares, sendo 9,43% maior que o valor consolidado da safra 2020/21 em Mato Grosso, em um cenário de aumento de demanda do mercado externo, bem como pelas usinas de etanol de milho, e por consequência, os altos patamares de preços do cereal no mercado estimularam o aumento das áreas destinadas à cultura para esta safra. Até a última sexta-feira (29/07), o percentual colhido das áreas de milho foi de 97,95% e diante do cenário reportado pelos informantes, o Imea manteve a previsão de produtividade do cereal em 102,10 sc/ha para a safra. Cabe ressaltar que nem todas as regiões foram afetadas com intensidade pela escassez hídrica que ocorreu nos meses de abril e maio de 2022, uma vez que regiões como a médio-norte tiveram um maior percentual semeado dentro da janela ideal, favorecendo o desenvolvimento do cereal. Desse modo, para o próximo mês, o Instituo vai reavaliar juntamente com os agentes de mercado e os produtores de milho, quanto a consolidação da produtividade do cereal no estado. Por último, sem alteração na área e produtividade para esta safra, a produção se manteve estimada em 39,16 milhões de toneladas. Desse modo, o volume é 20,24% superior à da safra passada, sendo recorde na produção do cereal em Mato Grosso.

SOJA: Imea mantém intenção de área 22/23 em 11,81 milhões de hectares no Mato Grosso
O novo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) da safra 2022/23 realizado no mês de julho com os agentes de mercado em Mato Grosso trouxe a manutenção das projeções divulgadas na primeira estimativa. Segundo o documento, apesar da cotação da soja em Chicago apresentar desvalorização no mês de julho ante o mês anterior, o otimismo e o maior investimento em área semeada para a próxima safra continuam firmes até o momento segundo os relatos dos informantes. Desse modo, a intenção de área foi mantida em 11,81 milhões de hectares, aumento de 2,92% ante a safra 2021/22. Os olhares se voltam à questão climática, visto que restam menos de 45 dias para o fim do vazio sanitário da soja em Mato Grosso. A média dos modelos climáticos do NOAA, apontam chuvas dentro das médias histórica para o mês de setembro. O maior volume de precipitações está previsto para outubro, período que praticamente todo estado poderá receber chuvas acima da média histórica. Por outro lado, espera-se que até o final do ano o fenômeno La Niña predomine no estado, o que pode gerar série de mudanças nos padrões climáticos, como atrasos nas precipitações no início da primavera em Mato Grosso. Além disso, outros pontos podem influenciar na safra, como: ocorrência de pragas e doença, incertezas dos investimentos em insumos e tecnologia para a temporada devido ao alto custo de produção e a indefinição quanto a entrega dos insumos nas lavouras. Diante desse cenário, as projeções para o rendimento ficam limitadas e por isso, o Instituto permanece estimando 58,58 sc/ha para à safra 2022/23, indicando um recuo inicial de 1,26% em relação aos rendimentos da safra 2021/22. Por fim, a produção da safra 2022/23 continua estimada em 41,51 milhões de toneladas de soja, representando uma alta de 1,62% ante a safra 2021/22. As informações são do Imea.

ALGODÃO: NY interrompe sequência de ganhos com movimento de realização de lucros
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta segunda-feira. Após 5 sessões seguidas de ganhos, acumulando na última semana alta de 6,4%, a segunda-feira foi de realização de lucros, com correção técnica. O movimento foi estimulado ainda pela queda do petróleo e de outras commodities. A expectativa está voltada para o relatório da segunda-feira do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com as condições das lavouras. Na última semana houve piora nas condições, o que promoveu altas para o algodão em NY. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 94,06 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 2,68 centavos, ou de 2,8%. Março/2023 fechou a 91,47 centavos, desvalorização de 2,04 centavos, ou de 2,2%. As exportações brasileiras de algodão somaram 19,682 mil toneladas nos 21 dias úteis de julho, com média diária de 937 toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 47,864 milhões, com média de US$ 2,279 milhões. As informações são do Ministério da Economia. Em relação à igual período do ano anterior, houve recuo de 66,2% no volume diário exportado (2,770 mil toneladas diárias em julho de 2021). Já a receita diária teve decréscimo de 50,6% (US$ 4,611 milhões diários em julho de 2021).

MILHO: Chicago realiza e fecha em forte queda com petróleo e exportação da Ucrânia
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado realizou parte dos lucros acumulados na última semana. A queda consistente do petróleo também influenciou negativamente. Além disso, após mais de cinco meses desde a invasão russa, o primeiro navio transportando grãos deixou o porto de Odessa, na Ucrânia, na manhã desta segunda-feira. Segundo o ministro de Infraestrutura do país, Oleksandr Kubrakov, a embarcação está carregada com 26 mil toneladas de milho. A carga tem como destino o Líbano. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,16 1/4 por bushel, ganho de 1,25 centavo de dólar, ou 0,2%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,20 por bushel, alta de 1,00 centavo, ou 0,16% em relação ao fechamento anterior.

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