CONECTA NEWS – 02/03/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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ETANOL: Biocombustível está mais competitivo em quatro estados – ANP
O preço médio do etanol ficou mais barato na última semana no varejo brasileiro. O biocombustível está mais competitivo que a gasolina em quatro estados. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do etanol ao consumidor ficou em R$ 4,632 o litro na semana de 20 a 26 de fevereiro, ante R$ 4,699 o litro na semana anterior (13 a 19), queda de 1,43%. O estado de Roraima teve o etanol mais caro na média do País, a R$ 6,380 por litro. O preço máximo entre os estados brasileiros para o etanol foi verificado no Rio Grande do Sul: R$ 7,699 o litro. Já em São Paulo, principal estado produtor de etanol do Brasil, o preço médio do biocombustível ficou em R$ 4,401 o litro, ante R$ R$ 4,457 o litro na última semana (-1,26%). O etanol mais barato em todo o País foi comercializado no Mato Grosso na média: R$ 4,265 o litro. Conforme o levantamento, o preço médio da gasolina comum no país ficou em R$ 6,560 o litro, ante R$ 6,583 da semana anterior (-0,35%). O preço do etanol equivaleu a 69,82% do preço da gasolina em São Paulo na última semana. No Mato Grosso, a relação de paridade está em 67,35%. Em Goiás, a paridade ficou em 68,05% e, em Minas Gerais, em 69,00%. Considera-se o etanol mais vantajoso que a gasolina quando a relação de paridade entre os preços está abaixo de 70%.

ALGODÃO: NY cai mais de 3% por realização e seguindo grãos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos. O comportamento negativo dos grãos em Chicago e um movimento de realização de lucros pressionou o mercado. A situação na Ucrânia ainda merece atenção dos investidores. A alta do petróleo sinaliza que o mercado ainda pode se recuperar. Para amanhã, as atenções se voltam para os números semanais para as exportações americanas. Os contratos com entrega em maio fecharam a 118,54 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 4,21 centavos, ou de 3,42%. Julho/2022 fechou a 115,08 centavos, com perda de 4,14 centavos, ou de 3,47%.

MILHO: Chicago cai forte pressionada por realização de lucros
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. Nos contratos mais próximos, o cereal teve queda leve, buscando suporte no vizinho trigo, que atingiu um novo limite de alta de 75 centavos por bushel em meio ao cenário de guerra entre Rússia e Ucrânia. Há limitações logísticas registradas tanto para a chegada quanto para a saída de mercadorias na região do conflito, o que influencia o cenário internacional de forte alta nos preços do trigo, uma vez que Rússia e Ucrânia respondem por um terço das exportações globais do cereal. Nos contratos mais distantes, o milho recuou diante de um movimento de realização de lucros frente aos ganhos recentes. Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 7,25 por bushel, recuo de 0,75 centavos de dólar, ou 0,1%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho de 2022 fechou a sessão a US$ 6,93 3/4 por bushel, baixa de 14,00 centavos, ou 1,97% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago fecha em direções opostas; maio perto de máxima histórica
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mistos. O contrato com entrega em maio fechou no limite de alta para a sessão, e o contrato julho, perto disso. Ambos foram impulsionados pelo temor de que a guerra entre Rússia e Ucrânia interrompam o fornecimento de trigo pelo Mar Negro. Os dois países são responsáveis por 29% das exportações globais do grão. Os contratos com entrega mais distantes fecharam em forte queda, pressionados por um movimento de realização. Numa base contínua, os preços estão nos maiores níveis desde março de 2008, quando atingiram o maior patamar na história. Segundo a Reuters, citando o Comerzbank, a Ucrânia disse, no início da semana, que manteria fechados seus portos no Mar Negro até o fim da invasão russa. Isso significa que o país não exportará trigo por via marítima por um período indefinido. A Rússia também pode ter dificuldade nas exportações, pois as empresas devem relutar em passar com suas embarcações por regiões em conflito. Da mesma forma, seguradoras devem pedir prêmios significativamente maior para cobertura. Investidores também temem que os países não plantem algumas culturas no futuro próximo. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em março de 2022 eram cotados a US$ 10,59 por bushel, ganho de 75,00 centavos de dólar, ou 7,62%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2022 eram negociados a US$ 10,41 1/4 por bushel, alta de 74,25 centavos de dólar, ou 7,67%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Após forte alta recente, Chicago cede e realiza lucros
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. Após duas sessões de ganhos, acumulando valorização de quase 7%, os operadores aproveitaram para realizar lucros, em meio a um quadro sobrecomprado. O cenário fundamental continua positivo, resultado das preocupações com o abastecimento global em meio aos conflitos na Ucrânia. A boa e contínua demanda pela soja americana e a forte alta do petróleo completam o momento de fortes ganhos. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou duas novas operações de venda por parte de exportadores privados: 266 mil toneladas para a China e 264 mil para destinos não revelados. Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 27,00 centavos de dólar por bushel ou 1,59% a US$ 16,63 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 16,34 por bushel, com perda de 28,75 centavos ou 1,72%. Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 6,30 ou 1,38% a US$ 448,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 75,87 centavos de dólar, com baixa de 0,34 centavo ou 0,44.

CAFÉ: NY fecha com forte baixa com apreensão com guerra e efeitos na demanda
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. Apesar da alta do petróleo, o café caiu nesta quarta-feira diante da preocupação com a guerra entre Rússia e Ucrânia e os efeitos sobre a economia global e sobre a demanda do café. O mercado rompeu a importante linha de US$ 2,30 a libra-peso e fechou abaixo deste patamar. No dia, o arábica para maio atingiu mínima de 227,20 centavos de dólar por libra-peso, que é o patamar mais baixo desde 04 de janeiro. De acordo com o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a guerra na Ucrânia continua direcionando os mercados globais. "E apesar da disparada no petróleo, que levou o índice CRB a 280 pontos, nem todas as commodities estão subindo. Algumas se mostram mais preocupadas aos efeitos das sanções dadas a Rússia em relação à economia mundial, ainda bastante debilitada por conta da pandemia da Covid-19", diz. Ele destaca que o preço do café vem perdendo valor desde o início do conflito no Leste da Europa, refletindo os temores sobre a demanda global. "A Europa é a principal região consumidora de café, respondendo por 33% do consumo mundial da bebida. Além disso, a cotação do café estava muito inflada, o que também estimulava correções e realizações de lucros entre os investidores na ICE US", comenta. Os contratos com entrega em maio/2022 fecharam o dia a 229,20 centavos de dólar por libra-peso, queda de 6,80 centavos, ou de 2,9%. A posição julho/2022 fechou a 228,15 centavos, desvalorização de 6,35 centavos, ou de 2,7%.

AÇÚCAR: NY sobe bem, acompanhando petróleo e com atenções na guerra
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações acentuadamente mais altas. Os contratos com entrega em maio/2022 encerraram o dia a 18,64 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,30 centavo em relação ao fechamento anterior (ou 1,6%). A posição julho/2022 fechou cotada a 18,48 centavos, elevação de 0,36 centavo (+2,0%). O mercado de açúcar apresentou boa valorização acompanhando a subida forte do petróleo. O petróleo registra os patamares mais elevados alcançados desde 2014, impulsionado pela preocupação com o abastecimento em meio ao acirramento da tensão na Ucrânia. Seguem as atenções e o foco do mercado na guerra entre Rússia e Ucrânia e os efeitos econômicos globais.

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