CONECTA NEWS – 02/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Chicago perde força, mas fecha em alta predominante
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços predominantemente mais altos. O mercado perdeu força ao longo da sessão. Por um lado, o bom andamento do plantio nos Estados Unidos pesou e pressionou o contrato julho. Por outro, a boa demanda voltada a produção de etanol nos Estados Unidos sustentou os contratos mais distantes. A produção de etanol de milho dos Estados Unidos cresceu 5,62% na semana encerrada em 20 de maio, atingindo 1.071 mil barris diários (*), ante 1.014 mil barris na semana anterior (13) segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia). Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 23,712 milhões de barris para 22,961 milhões de barris no mesmo período comparativo (-3,16%). (*) Cada barril equivale a 159 litros. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,30 1/4 por bushel, recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,13%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,04 3/4 por bushel, alta de 1,00 centavo, ou 0,14% em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: Em sessão volátil, NY fecha em baixa com realização e ajustes técnicos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. Após cinco sessões seguidas de ganhos, o mercado teve uma sessão de correção e ajustes técnicos, com realização de lucros de fundos e de especuladores pressionando as cotações. O mercado chegou a ter ganhos em parte do dia, mas depois declinou. Na quarta-feira, NY bateu nos patamares mais altos em mais de 3 meses e chegou a ultrapassar a linha de US$ 2,40 a libra-peso. Assim, naturalmente o mercado buscou consolidação e ajustes nesta quinta-feira. As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 9,86 milhões de sacas de 60 quilos em abril, sétimo mês da safra mundial 2021/22, contra 10,16 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2021, queda de 2,9%. Já as exportações acumuladas da safra 2021/22, entre outubro e abril, somam 69,67 milhões de sacas, queda de 0,9% em relação aos sete primeiros meses da temporada 2020/21, quando foram embarcadas 70,28 milhões de sacas. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 238,25 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 1,20 centavo, ou de 0,5%. A posição setembro/2022 fechou a 238,25 centavos, baixa de 1,15 centavo, ou de 0,5%.

TRIGO: Chicago volta a despencar com otimismo por exportações da Ucrânia
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado buscou uma recuperação frente ao tombo de ontem, quando fechou com quedas de mais de 4%. Conforme agências internacionais, a alta foi sustentada pela grande compra do Egito. Através de licitação internacional, o país adquiriu 465 mil toneladas da Rússia, da Romênia e da Bulgária. A operação indica pessimismo do país africano quanto à liberação do corredor de exportações da Ucrânia pela Rússia em meio à guerra. Ontem a Reuters disse que o mercado estava otimista com a possível retomada das exportações ucranianas de grãos. Apesar de representantes das Nações Unidas falarem em "conversas construtivas" com a Rússia, os traders seguem cautelosos quanto a uma saída diplomática. Moscou pede a retirada de sanções, uma demanda rejeitada por Kiev e seus aliados do Ocidente. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 10,58 1/4 por bushel, alta de 17,00 centavos de dólar, ou 1,63%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 10,69 3/4 por bushel, ganho de 17,50 centavos ou 1,66% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Chicago sobe mais de 2% por petróleo, clima e demanda
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte alta. A alta do petróleo, as chuvas nos Estados Unidos e sinais de demanda pelo produto americano sustentaram as cotações. Há preocupação com a situação do plantio nos estados mais ao norte do cinturão produtor americano, principalmente Minnesota e Dakota do Norte. O excesso de chuvas está atrapalhando os trabalhos. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 352 mil toneladas do grão para o Paquistão por parte dos exportadores privados. Amanhã, o USDA divulga as vendas líquidas mensais e o mercado aposta em número entre 400 mil e 800 mil toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 39,00 centavos ou 2,3% a US$ 17,29 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,58 3/4 por bushel, com ganho de 33,75 centavos de dólar ou 2,07%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 2,20 ou 0,53% a US$ 414,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 81,44 centavos de dólar, com ganho de 3,33 centavos ou 4,26%.

TRIGO: Plantio atinge 13,9% da área na Argentina
O plantio de trigo atinge 13,9% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície foi cortada de 6,6 para 6,5 milhões de hectares devido ao déficit hídrico. Os trabalhos avançaram 8,6 pontos percentuais na última semana.

MILHO: Colheita 21/22 atinge 32% na Argentina
A colheita de milho da safra 2021/22 atinge 32% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 1,9 ponto percentual na semana. A projeção de produção fica em 49 milhões de toneladas, contra 52,5 milhões de toneladas em 2020/21. Em números absolutos, foram colhidos 15,836 milhões de toneladas ao longo de 2,307 milhões de hectares.

SOJA: Colheita atinge 94,3% na Argentina
A colheita da safra 2021/22 de soja atinge 94,3% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os rendimentos acima do esperado permitiram elevar a projeção de produção de 42 para 43,3 milhões de toneladas. Os trabalhos avançaram 4,5% na semana. Foram plantados 16,3 milhões de hectares. A área apta para colheita fica em 15,576 milhões de hectares. Foram colhidos 14,692 milhões de hectares, totalizando 41,683 milhões de toneladas.

ARROZ: Exportação é um caminho sem volta, dizem especialistas
A 13 Semana Arrozeira de Alegrete iniciou nesta quarta-feira, 1 de junho. A necessidade de exportar o excedente do arroz foi o caminho apontado por analistas do segmento para a sobrevivência e a saúde da lavoura arrozeira. Este foi o tema do segundo painel da noite, que versou sobre a exportação. 
Os orizicultores obtiveram informações precisas a respeito da rotina da exportação, principais países competidores e também sobre um assunto pertinente que foi a preocupação a respeito da gestão dos negócios. "Temos o excedente de 10% e só exportamos na oportunidade. Este cenário deve mudar e o produtor se conscientizar que não é somente nos melhores momentos para esta ação acontecer. Tem que ser no momento em que o mercado externo tem a necessidade", apontou Guilherme Gadret da Silva, diretor da empresa Expoente, que há 26 anos trabalha com exportação. "Exportar é valorizar o produto que fica", salientou.
Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, este é um caminho sem volta para também os orizicultores serem profissionais neste quesito e uma forma de regular o preço no mercado interno. O dirigente apresentou o trabalho da entidade com relação à abertura de mercado, como o México. "Temos a necessidade de exportar 1,2 milhão de toneladas até o final do ano para tirar o excedente".
Segundo Gadret, até o momento foram exportadas 400 mil toneladas de arroz (branco, casca, parboilizado e quebrado). Também foi salientado que um dos gargalos na exportação é a logística e o preço. Com uma amostragem completa de dados a respeito do mercado de arroz, o economista chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz foi pragmático ao afirmar que a exportação é um caminho necessário para a lavoura arrozeira, para haver o equilíbrio do mercado. De maneira geral, o economista mostrou que, mesmo em um ano que iniciou com uma produção e um estoque menores, as exportações continuaram fluindo, apesar de um câmbio desafiador. "Haverá um momento em que as contas terão que se ajustar. No entanto, o custo de produção não para de subir. Esse é um ponto desafiador", afirmou Antônio da Luz. 

ALGODÃO: Exportações têxteis crescem 29,61% no 1º quadrimestre
Conforme informações compiladas pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), com base em dados do Comex, as exportações do setor foram de US$ 396,3 milhões no acumulado dos primeiros quatro meses de 2022, significando aumento de 29,61% em relação a igual período de 2021. O movimento foi impulsionado pelo aumento das vendas a países vizinhos, como Argentina (+36,2%), Colômbia (+61,64%) e Peru (+56,8%). As importações cresceram 9,82%, alcançando US$ 1,89 bilhão. O aumento foi influenciado pelo preço médio do produto estrangeiro no período (+38,9%), e pela participação do vestuário no período -- que passou de 28% para 35% do valor importado. Embora a expansão das compras tenha sido bem menor do que a das vendas no fluxo do comércio exterior, se observa déficit na balança comercial, que foi de US$ 1,49 bilhão no quadrimestre. Os indicadores específicos de abril mostram crescimento de 5,83% das importações ante o mesmo mês de 2021, alcançando US$ 369,1 milhões. Até o momento, abril foi o mês que registrou o menor volume de importação no ano, ficando 36,1% abaixo do ocorrido em março de 2022. As exportações foram de US$ 107,85 milhões, com alta de 20,13%, também em relação a 2021.

AÇÚCAR: NY fecha sessão com leve queda em meio a ajuste técnico
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais baixas. Os contratos com entrega em julho/2022 encerraram o dia a 19,35 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,09 centavo (-0,46%). A posição Outubro/2022 fechou cotada a 19,53 centavos (-0,4%). Os futuros buscaram direcionamento em meio a fatores técnicos, em uma sessão de estreitas margens. Analistas seguem apontando para um superávit de oferta neste ano e em um ainda maior para o próximo ciclo, o que mantém as cotações sob pressão e abaixo da linha de 20 centavos.

CAFÉ: Exportações globais recuam 2,9% em abril
As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 9,86 milhões de sacas de 60 quilos em abril, sétimo mês da safra mundial 2021/22, contra 10,16 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2021, queda de 2,9%. Já as exportações acumuladas da safra 2021/22, entre outubro e abril, somam 69,67 milhões de sacas, queda de 0,9% em relação aos sete primeiros meses da temporada 2020/21, quando foram embarcadas 70,28 milhões de sacas.

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