CONECTA NEWS – 02/08/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MERCADO ETANOL: Com gasolina defasada em relação ao exterior, preços devem cair ainda mais nas usinas
O mercado físico de etanol teve uma terça-feira marcada por baixa demanda de distribuidoras junto as usinas, mantendo o padrão dos últimos dias. Segundo o analista da Consultoria SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci, as usinas já começam aos poucos a recuar em suas pedidas de preços, mas a demanda das distribuidoras segue em função de volumes muito pontuais, deixando o mercado ainda com a esta característica de esvaziamento. Conforme levantamento da SAFRAS & Mercado, ainda não houve o total repasse para o etanol hidratado do último ajuste de baixa nos preços da gasolina, na última semana de julho. Ao mesmo tempo, os dados mais recentes da Abicom mostram que os preços internos da gasolina no mercado interno brasileiro ainda se mostram 11% mais altos que no mercado internacional [para o diesel a defasagem é de 10%]. Apesar disto, a expectativa é que o próximo ajuste de baixa na gasolina seja entre 5% a 8%, com a Petrobras não repassando na integralidade a diferença indicada pela Abicom, assinalou Muruci. Neste contexto o hidratado em Ribeirão Preto em queda de 0,91% a R$ 3,25 com usinas pedindo R$ 3,30 e distribuidoras tentando comprar a R$ 3,23. O anidro na mesma localidade em alta de 2,92% mas nominal e equivalente a R$ 3,53 o litro, com usinas pedindo R$ 3,53 o litro e sem pedidas de preços de distribuidoras.

MERCADO TRIGO: Queda internacional e dólar fraco pressionam preços no Brasil
A forte queda das cotações internacionais e o dólar mais fraco em relação ao real voltaram a exercer pressão sobre o mercado nacional de trigo pela paridade de importação. As indicações da safra velha são nominais e ficam próximas a R$ 2.000/tonelada no interior do Paraná. A paridade de importação em relação ao trigo hard de Kansas nesta terça-feira fechou próxima a R$ 2.085/tonelada. Se considerar a referência do trigo de safra nova argentina (que entra apenas em dezembro) essa paridade cai para R$ 1.875/tonelada. No Rio Grande do Sul a indicação fica por volta de R$ 1.925/tonelada. A paridade de importação em relação ao trigo hard de Kansas está em R$ 2.070/tonelada. Em relação ao trigo de safra nova argentina a referência de paridade de importação é R$ 1.815/tonelada e a de exportação R$ 1.660/tonelada. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, como o estado terá que exportar um grande volume, no mercado gaúcho a safra nova tende a buscar a linha de paridade de exportação. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O cereal foi pressionado pela retomada das exportações de grãos da Ucrânia. Também pesaram negativamente a firmeza do dólar e a melhora nas condições das lavouras de trigo primavera dos Estados Unidos, enquanto analistas esperavam uma piora. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo primavera. Segundo o USDA, até 31 de julho, 70% estão entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 67% -, 23% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 68%, 24% e 8%, respectivamente. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,74 3/4 por bushel, recuo de 25,50 centavos de dólar, ou 3,18%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 7,94 por bushel, baixa de 25,00 centavos, ou 3,05% em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,93%, negociado a R$ 5,2770 para venda e a R$ 5,2750 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1910 e a máxima de R$ 5,2810.

CAFÉ: Colheita dos cooperados da Cooxupé estava em 62,77% até 29/7
A colheita de café pelos cooperados da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), que envolve as regiões do sul de Minas Gerais, cerrado mineiro e partes de São Paulo, estava em 62,77% até o dia 29 de julho. É o que indica o levantamento semanal da Cooxupé. No relatório anterior, a colheita envolvia 52,57% até 22 de julho. Segundo o relatório, a colheita está levemente atrasada em relação ao ano passado. Em igual período do ano passado a colheita estava em 63,14%. No levantamento, a Cooxupé indicou que no sul de Minas Gerais a colheita pelos cooperados estava em 68,59%; no cerrado mineiro em 56,89%; e nas partes de São Paulo em 40,31%.

MERCADO AÇÚCAR: Preços sobem nesta terça-feira no cenário doméstico
Os preços do açúcar cristal subiram no mercado físico paulista no dia de hoje. Em Ribeirão Preto, preços a R$ 131,00 a saca (22,96 centavos), alta de 0,77%. O etanol hidratado foi 6,86% mais baixo que o açúcar bruto de Nova York equivalendo a 14,68 centavos de dólar por libra-peso (PVU) e 22,21% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 101,12 por saca (17,72 centavos). Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais altas. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 17,69 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,09 centavo (+0,51%) em relação ao fechamento anterior. A posição março/2023 fechou cotada a 17,80 centavos (+0,45%). O mercado adotou uma postura de consolidação depois de renovar mínimas de um ano, puxado por correção técnica, acompanhando a sinalização positiva do petróleo. Na sessão da segunda-feira, a posição outubro bateu em 17,20 centavos. Especuladores incrementaram o volume de posições vendidas diante de sinais macroeconômicos negativos. Preocupações com uma possível recessão global e suas implicações sobre a demanda de commodities como o açúcar vem pressionando as cotações. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,93%, negociado a R$ 5,2770 para venda e a R$ 5,2750 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1910 e a máxima de R$ 5,2810.

ALGODÃO: NY sobe em sessão volátil acompanhando petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta terça-feira. Em sessão volátil, NY terminou avançando na trilha do petróleo e diante de fatores técnicos. Na primeira parte do dia, NY teve perdas com a melhora nas condições das lavouras americanas, segundo relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mas o mercado reverteu com fatores técnicos e acompanhando o petróleo. Segundo o USDA, até 31 de julho, 38% estavam entre boas e excelentes condições, 34% em situação regular e 28% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 34%, 36% e 30%, respectivamente. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 94,81 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,75 centavo, ou de 0,8%.

TRIGO: Lavouras de Palotina (PR) têm bom desenvolvimento e aproveitam fertilizantes da soja
As lavouras de trigo cobrem uma área de aproximadamente 2 mil hectares em Palotina, no oeste do Paraná. Segundo o engenheiro agrônomo da C.Vale, Matheus Pavan, o desenvolvimento é considerado satisfatório, propiciado por chuvas pontuais favoráveis. A produtividade é esperada entre 57 e 60 sacas por hectare. "Observamos, também uma qualidade interessante", Pavan disse que o trigo aproveitou boa parte dos fertilizantes que estavam no solo desde a safra de verão e que não foram absorvidos pela soja, devido à quebra. "Isso, somado ao clima muito bom, dá boas condições para a colheita e uma boa economia ao produtor". Poucas áreas podem começar a ser colhidas dentro de duas ou três semanas. De um modo geral, no entanto, 60% da safra deve ser ceifada na primeira quinzena de setembro, e 40%, na segunda.

GRÃOS: Primeiro navio a deixar Ucrânia desde início da guerra chega à Turquia
O navio de carga Razoni, que estava carregado com 26 mil toneladas de milho ucraniano, chegou hoje a Istambul, na Turquia, segundo uma publicação do ministério de Defesa turco no Twitter. Ele saiu ontem do porto de Odessa, na Ucrânia, e é o primeiro navio liberado depois do acordo assinado em 22 de julho por Ucrânia e Rússia, mediado pela Turquia e pelas Nações Unidas, para permitir a exportação de cereais ucranianos, em meio à ameaça de uma crise alimentar global. O navio passou pelo estreito de Bósforo, no mar Negro, e chegou a Istambul. O destino é o porto de Trípoli, no Líbano. Segundo o ministro de Infraestrutura da Ucrânia, Oleksandr Kubrakov, o fim do bloqueio aos portos devido à invasão da Rússia, poderá gerar rendimentos de até US$ 1 bilhão à economia ucraniana. A Ucrânia é o quarto maior exportador de milho no mundo, atrás de Estados Unidos, Argentina e Brasil. O desbloqueio dos portos ucranianos é considerado essencial par garantir a segurança alimentar mundial. As informações são da Agência CMA.

SOJA: Chicago fecha em baixa por melhora nas condições das lavouras e preocupação geopolítica
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. O mercado foi pressionado pela indicação de melhora nas condições das lavouras americanas e pelas preocupações geopolíticas, em meio às discussões entre China e Estados Unidos em torno Taiwan. Também pesa negativamente a queda nos vizinhos milho e trigo com a retomada das exportações ucranianas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 31 de julho, 60% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 58% -, 29% em situação regular e 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 59%, 30% e 11%, respectivamente. O representante da Turquia no Centro de Coordenação Conjunta (Joint Coordination Centre) em Istambul disse nesta terça-feira que o primeiro navio que transporta grãos ucranianos para os mercados mundiais deve ancorar em Istambul nesta noite. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 16,25 centavos ou 1,13% a US$ 14,15 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,86 por bushel, com perda de 19,50 centavos de dólar ou 1,38%. Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 4,50 ou 1,04% a US$ 434,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 62,33 centavos de dólar, com perda de 1,76 centavo ou 2,74%.

MILHO: Retomada de exportações da Ucrânia pressionam forte queda em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O cereal acelerou as perdas registradas mais cedo, em meio à possibilidade de que novos embarques de milho possam ser realizados pela Ucrânia. O primeiro carregamento do cereal saiu do porto de Odessa ontem (1), sem incidentes, e foi o primeiro desde que o conflito com a Rússia iniciou em fevereiro. Além disso, as condições das lavouras norte-americanas ficaram estáveis, enquanto analistas esperavam uma piora. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 31 de julho, 61% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 60% -, 25% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 61%, 25% e 14%, respectivamente. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,91 1/4 por bushel, recuo de 15,75 centavos de dólar, ou 2,59%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 5,94 1/4 por bushel, baixa de 15,50 centavos, ou 2,54% em relação ao fechamento anterior.
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