CONECTA NEWS – 03/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
ALGODÃO: NY fecha sessão volátil em baixa em meio a fatores técnicos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta sexta-feira. A sessão foi volátil e NY teve ganhos em parte do dia. A alta do petróleo deu suporte à pluma em grande parte do pregão. Mas, o mercado retornou ao terreno negativo em meio a fatores técnicos. A boa evolução do plantio nos Estados Unidos é fator fundamental baixista. No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 4,1%. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 138,18 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 0,93 centavo, ou de 0,7%. Dezembro fechou a 117,90 centavos, baixa de 2,20 centavos, ou de 1,8%.

MILHO: Chicago fecha em baixa predominante com fracas vendas dos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços predominantemente mais baixos. O mercado foi pressionado pelas fracas vendas semanais de milho dos Estados Unidos. A boa alta dos preços do petróleo mantiveram uma expectativa positiva em torno da demanda de milho voltado a produção de etanol, o que sustentou os contratos mais distantes. Os investidores também avaliam o anúncio de comercialização do cereal a destinos não revelados. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 185.800 toneladas na semana encerrada em 26 de maio. Representa um avanço de 23% frente à semana anterior e uma baixa de 52% sobre a média das últimas quatro semanas. A Arábia Saudita liderou as compras, com 74.800 toneladas. Para a temporada 2022/23, foram mais 48.700 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 225 mil e 700 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de USDA a venda de 101.600 toneladas de milho para destinos não revelados. O cereal será entregue na temporada 2021/22. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,27 por bushel, recuo de 3,25 centavo de dólar, ou 0,44%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,01 1/4 por bushel, baixa de 3,50 centavo, ou 0,49% em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: NY fecha com queda expressiva com ajustes técnicos e realização
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos. O mercado deu sequência ao movimento de ajustes e correção técnica da quinta-feira, após recentes altas que levaram as cotações aos patamares mais altos em 3 meses. Realização de lucros determinou basicamente as perdas do dia. No acumulado da semana, o contrato julho teve alta de 1,3%. A entrada da safra brasileira, com a evolução da colheita, embora com atraso, é aspecto fundamental baixista. Por outro lado, a oferta menor da Colômbia, com o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzindo a estimativa da safra 2021/22 e estimando uma produção estável em 2022/23, é aspecto de suporte. A produção de café na Colômbia deverá atingir em 2022/23 (temporada de outubro a setembro) um total de 13,3 milhões de sacas, mesmo volume estimado para a safra 2021/22. As estimativas partem do adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na Colômbia. O adido reduziu a estimativa da safra 2021/22 de 13,8 para 13,0 milhões de sacas. Chuvas excessivas e consequências do fenômeno La Niña reduziram a safra em relação à projeção anterior, apontou o adido. As exportações de café colombianas em 2022/23 deverão atingir 13,0 milhões de sacas, contra 13,1 milhões de sacas em 2021/22. O consumo interno na Colômbia está apontado em 2022/23 em 2,15 milhões de sacas, mesmo nível de 2021/22. Os estoques finais colombianos em 2022/23 são projetados pelo adido do USDA em 485 mil sacas, contra 780 mil sacas em 2021/22. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 232,40 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 5,85 centavos, ou de 2,4%. A posição setembro/2022 fechou a 232,55 centavos, baixa de 5,70 centavo, ou de 2,4%.

SOJA: Fracas exportações e realização pressionam Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte baixa, acentuando a queda na semana. O mercado realizou os lucros de ontem e sentiu o impacto do fraco resultado das exportações semanais americanas. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 111.600 toneladas na semana encerrada em 26 de maio - menor patamar da temporada. Representa um recuo de 60% frente à semana anterior e uma retração de 77% sobre a média das últimas quatro semanas. A Holanda liderou as importações, com 68.400 toneladas. Para a temporada 2022/23, ficaram em 284.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 800 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 31,50 centavos ou 1,82% a US$ 16,97 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,33 3/4 por bushel, com perda de 25,00 centavos de dólar ou 1,50%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 7,00 ou 1,68% a US$ 407,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 81,85 centavos de dólar, com ganho de 0,41 centavos ou 0,5%.

TRIGO: Chicago fecha em baixa predominante pressionada por realização
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços predominantemente mais baixos. O mercado realizou parte dos lucros acumulados ontem. Na semana, a posição julho caiu 10,15%. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2021/22, que tem início em 1o de junho, ficaram em 700 toneladas na semana encerrada em 26 de maio. Representa um forte recuo frente à semana anterior e uma queda de 98% sobre a média das últimas quatro semanas. Destaque para a venda de 7.000 toneladas para a Venezuela. Para a temporada 2022/23, foram mais 363,500 mil toneladas. Analistas esperavam exportações entre 75 mil e 400 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 10,40 por bushel, baixa de 18,25 centavos de dólar, ou 1,72%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 10,51 3/4 por bushel, recuo de 18,00 centavos ou 1,68% em relação ao fechamento anterior.

AGRICULTURA: Índice de preços da FAO cai 0,6% em maio
O indicador de preços globais dos alimentos (FFPI) da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) somou 157,4 pontos em maio, queda de 0,6% contra abril, marcando a segunda queda consecutiva, embora ainda 29,2 pontos (22,8%) acima do valor do mês correspondente do mês passado. O índice acompanha as mudanças mensais nos preços internacionais de uma cesta de commodities alimentares comumente comercializadas. Segundo a FAO, a queda em maio foi puxada por declínios nos preços dos óleos vegetais e dos produtos lácteos, enquanto o açúcar também caiu, embora em menor proporção. Por outro lado, os índices que medem os preços dos cereais e das carnes aumentaram.

AGRONEGÓCIO: Caixa empresta R$ 6,1 bi em crédito rural em maio
A Caixa registrou recorde histórico mensal de contratações de crédito rural em maio de 2022, quando foram concedidos R$ 6,1 bilhões para operações rurais. O número representa um aumento de 392% em comparação a maio de 2021, quando o banco contratou R$ 1,24 bilhão, e de 707% em relação ao mesmo mês em 2018, que teve R$ 755 milhões em contratações. De janeiro a maio de 2022, o volume de crédito concedido atingiu a marca de R$ 16,8 bilhões, valor maior do que o realizado em todo o ano de 2021, quando as contratações totalizaram R$ 16,7 bilhões. 
No âmbito do Ano Safra 21/22, entre julho de 2021 e maio deste ano, foram contratados R$ 27,1 bilhões em operações, valor 201% maior na comparação com o mesmo período do Ano Safra 20/21. Os resultados destacam o posicionamento da Caixa no apoio ao agronegócio brasileiro, beneficiando, especialmente, agricultores familiares, como pescadores e piscicultores, pequenos e médios produtores rurais, além de cooperativas e agroindústrias. Investimentos no atendimento ao setor: Também colaboraram para o resultado os investimentos realizados pelo banco nos últimos anos, como a abertura de 100 unidades especializadas no atendimento a produtores rurais e a participação da Caixa em feiras Agro em todas as regiões do país. De janeiro a maio, foram 27 participações nesses eventos, nos quais a Caixa atua na ampliação e fortalecimento do relacionamento com produtores rurais de todos os portes, em especial os pequenos agricultores. 
Até o fim de 2022, o banco prevê participar de pelo menos 60 feiras de agronegócio. Principais linhas: Por meio do crédito rural, a Caixa busca estimular os investimentos realizados pelas cooperativas e pelos produtores rurais, do plantio à comercialização, para fortalecer o desenvolvimento do campo. 

AÇÚCAR: NY fecha sessão com cotações mistas, acumulando perdas na semana
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mistas. Os contratos com entrega em julho/2022 encerraram o dia a 19,29 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,06 centavo (-0,31%), acumulando perda de 1,6% na semana. A posição Outubro/2022 fechou cotada a 19,47 centavos (-0,3%). Os futuros do açúcar bruto voltaram a cair com sinalizações de amplas ofertas em termos globais. Analistas seguem apontando para um superávit de oferta neste ano e em um ainda maior para o próximo ciclo, o que mantém as cotações sob pressão.

logo