CONECTA NEWS – 05/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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ALGODÃO: Nova York cai mais de 4% seguindo outros mercados
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta terça-feira. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam a 93,48 centavos de dólar por libra-peso, queda de 4,00 centavos, ou de 4,1%. As cotações intensificaram as perdas seguindo outros mercados, como o petróleo e os índices acionários globais em um dia de forte aversão ao risco com temores de recessão econômica global. Os investidores estão preocupados com as implicações sobre a demanda de commodities básicas como o algodão. Completando o tom negativo do dia, o dólar se valoriza ante outras divisas, tornando ativos como algodão mais caros para compradores estrangeiros. Os investidores estão na expectativa também para a divulgação do relatório de condições das lavouras norte-americanas de algodão por parte do Departamento de Agricultura do País (USDA) na tarde desta terça-feira. Os dados serão conhecidos excepcionalmente hoje em razão do feriado de ontem do Estados Unidos.

MILHO: Fraca demanda e temores de recessão fazem Chicago despencar
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. Além das fracas inspeções de exportação norte-americanas de milho, o mercado repercutiu o cenário de deterioração da economia global, com temores de recessão. No mercado acionário europeu e estadunidense, as ações despencaram. Há temores de falta de gás na Europa com a greve de petroleiros na Noruega. O petróleo despenca em Nova York e em Londres. A firmeza do dólar ante outras moedas também contribuiu como fator baixista, pois tira a competitividade do produto estadunidense no mercado internacional. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 676.824 toneladas na semana encerrada no dia 30 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 1.246.950 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.251.583 toneladas. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,92 1/4 por bushel, recuo de 27,50 centavos de dólar, ou 4,43%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 5,78 1/2 por bushel, baixa de 29,00 centavos, ou 4,77% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago despenca por aversão ao risco e fraca demanda nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Após o feriado da Independência nos Estados Unidos, que manteve a bolsa fechada na segunda-feira, o mercado repercutiu a deterioração da economia global, com temores de recessão. Sinais de fraca demanda nos Estados Unidos também pesaram negativamente. As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 111.830 toneladas na semana encerrada no dia 30 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 352.894 toneladas. Um trader consultado por agências internacionais disseram que os números podem estar incompletos e podem ser revisados na semana que vem. Os preços do trigo chegaram hoje aos menores níveis desde 18 de fevereiro. No mercado acionário europeu e estadunidense, as ações despencaram. Há temores de falta de gás na Europa com a greve de petroleiros na Noruega. O petróleo cai acentuadamente. A firmeza do dólar ante outras moedas também contribui como fator baixista, pois tira a competitividade do produto estadunidense no mercado internacional. Fundos de investimento vêm liquidando suas posições em Chicago, em especial as de soja e milho. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 8,07 por bushel, baixa de 39,00 centavos de dólar, ou 4,6%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,24, recuo de 38,50 centavos de dólar, ou 4,46%, em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caem 31.234 sacas no dia
Os estoques certificados de café arábica nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) na posição de 05 de julho de 2022 estão em 823.350 sacas de 60 quilos, queda de 31.234 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

FEIJÃO: Colheita da segunda safra 21/22 atinge 98% no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou que a colheita de feijão 2a safra atinge 98% da área estimada de 318,6 mil hectares, 17% acima dos 272,3 mil hectares plantados na safra anterior. Segundo o Deral, 43% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, 24% condições médias e 33% ruins, nas fases de frutificação (5%) e maturação (95%). No dia 27 de junho, a colheita atingia 96% da área, 40% das lavouras tinham boas condições, 28% situação média e 32% ruins, entre as fases de frutificação (4%) e maturação (96%). A produção da 2a safra de feijão em 2021/22 deve chegar a 556,7 mil toneladas, 95% acima das 286 mil toneladas na safra anterior (2020/21). A produtividade é estimada em 1.748 quilos por hectare, ante os 1.138 quilos por hectare da safra 2020/21.

TRIGO: Plantio da safra 2022 atinge 96% da área no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o Paraná segue no cultivo da safra 2022 de trigo. Até agora, 96% da área de área estimada em 1,166 milhão de hectares, contra 1,225 milhão de hectares em 2021, queda de 5%. Segundo o Deral, 97% das lavouras de trigo apresentam boas condições de desenvolvimento e 3% situação média, com 10% das lavouras em germinação, 80% em crescimento vegetativo e 10% em floração. No dia 27 de junho, o plantio atingia 88% da área e 97% das lavouras tinham boas condições e 3% situação média, entre as fases de germinação (10%), crescimento vegetativo (83%) e floração (7%). A safra 2022 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,856 milhões de toneladas, 20% acima das 3,208 milhões de toneladas colhidas na temporada 2021. A produtividade média é estimada em 3.307 quilos por hectare, acima dos 2.632 quilos por hectare registrados na temporada 2021.

CAFÉ: Colheita da safra 2021/22 atinge 46% no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), indicou que a colheita da safra de café 2021/22 atingiu 46% da área no Paraná. A área plantada com café na safra 2021/22 deve ficou em 27,1 mil hectares, 15% aquém dos 31,8 mil hectares na temporada anterior. O quadro de desenvolvimento das lavouras de café do estado aponta que 70% das lavouras estão em boas condições, 27% em situação média e 3% ruins, com 3% das lavouras em frutificação e 97% em maturação. No último dia 27 de junho, a colheita atingia 40% da área, com 69% das lavouras estão em boas condições, 27% em situação média e 4% ruins, com 4% das lavouras em frutificação e 96% em maturação. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou que a safra 2021/22 de café do estado deve ficar em 34,9 mil toneladas, queda de 32% ante as 51 mil toneladas da temporada anterior. A retração se deve aos problemas de estiagem enfrentados pelo estado. A produtividade média é estimada em 1.289 quilos por hectare, abaixo dos 1.605 quilos colhidos na temporada 2019/20.

GRÃOS: Ucrânia aumenta exportações em junho ante maio
Em junho, a Ucrânia exportou 2,17 milhões de toneladas de grãos, leguminosas, oleaginosas e subprodutos, um aumento de 470 mil toneladas ou 25% em relação a maio, informou o Ministério da Política Agrária em 5 de junho. As exportações de trigo aumentaram mais de 3 vezes, para 138 mil toneladas em junho (43,5 mil toneladas em maio). No entanto, é significativamente inferior às 662 mil toneladas exportadas em junho de 2021. A exportação de milho aumentou em 54 mil toneladas em junho, para 1,01 milhão de toneladas. A Ucrânia exportou 1,7 milhão de toneladas de milho em junho de 2021. O embarque de sementes de girassol atingiu o recorde de 540 mil toneladas em junho, um aumento de 60% frente maio. É quase 3 vezes maior em relação à temporada 2020/21 completa (189,6 mil toneladas). A exportação de soja totalizou 71 mil toneladas, ante 67 mil toneladas embarcadas em maio e 44 mil toneladas em junho de 2021. As informações são da Agência APK Inform.

MILHO: Colheita da safrinha atinge 10% no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), informou que a colheita de milho atinge 10% da área de milho, estimada em 2,718 milhões de hectares. A área deve subir 8% frente à temporada anterior, de 2,515 milhões de hectares. Segundo o Deral, 72% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, 21% condições médias e 7% ruins. As lavouras se dividem entre as fases de frutificação (36%) e maturação (64%). No dia 27 de junho, a colheita estava em 6%, com 72% das lavouras apresentavam boas condições, 21% condições médias e 7% ruins, entre fases de frutificação (45%) e maturação (55%). A 2a safra 2021/22 de milho no Paraná está estimada em 15,447 milhões de toneladas, volume 170% maior ante as 5,722 milhões de toneladas da temporada anterior. A produtividade média deve alcançar 5.682 quilos por hectare em 2021/22, acima da registrada na temporada anterior, de 2.637 quilos por hectare.

CARNE DE FRANGO: Exportações aumentam 8,8% em junho
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 432,5 mil toneladas em junho, volume que supera em 8,8% os embarques realizados no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 397,4 mil toneladas. Em receita, as vendas de junho totalizaram US$ 951,7 milhões, desempenho 46,3% maior que o realizado no sexto mês de 2021, com US$ 650,6 milhões. As exportações totais registradas ao longo do primeiro semestre alcançaram 2,423 milhões de toneladas, volume 8% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2021, com 2,244 milhões de toneladas - mantendo, neste ano, média mensal acima das 400 mil toneladas. Em receita, a alta do semestre é de 36%, com US$ 4,728 bilhões em 2022, contra US$ 3,476 bilhões em 2021. 
"A inflação global dos alimentos e os efeitos dos custos de produção, assim como as consequências para o comércio internacional dos inúmeros focos de influenza aviária em várias partes do mundo tiveram influência direta no resultado das exportações brasileiras de carne de frango de junho. Os mercados internacionais enfrentam dificuldades para manter os níveis das produções locais. Como contramedida, demandam volumes junto a parceiros confiáveis, sanitariamente seguros e estáveis, e que produzem com sustentabilidade, como o Brasil", avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin. No ranking dos principais destinos de junho, destaque para a Arábia Saudita, com 39 mil toneladas (+69%), Japão, com 37,1 mil toneladas (+3%), Emirados Árabes Unidos, com 35,6 mil toneladas (+18%), Filipinas, com 21,1 mil toneladas (+9%) e Coreia do Sul, com 18,4 mil toneladas (+67%). 
As vendas para a China, maior importadora da carne de frango do Brasil, totalizaram 46,5 mil toneladas no mês. (-18%), "A maior parte dos nossos principais clientes internacionais vêm aumentando o volume das compras. Neste contexto, destacam-se mercados do Oriente Médio como a Arábia Saudita, que recentemente reabilitou parcialmente plantas brasileiras, tendo voltado inclusive a comprar volumes nos patamares históricos. Também foram relevantes as altas de determinados mercados da Ásia como as Filipinas e a Coreia do Sul, que assumiram, respectivamente, o quinto e o sexto postos entre os principais importadores de junho. Além disso, o preço médio obtido com as exportações também vem evoluindo nos últimos meses, dentro de um contexto de necessidade em função dos custos de produção", avalia Luís Rua, diretor de mercados da ABPA. As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

CAFÉ: Nova York cai com real fraco e outros mercados
A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica fechou a sessão de hoje com cotações em baixa. Os contratos com entrega em setembro/2022 do café arábica encerraram a sessão negociados a 221,05 centavos de dólar por libra-peso, queda de 3,60 centavos (-1,6%) ante ao fechamento anterior. No fechamento, dezembro/2022 tinha cotação de 218,05 centavos (-1,55%). As cotações futuras do café seguiram as perdas de outros mercados em meio a um temor de recessão econômica global. O real se enfraquece ainda mais ante o dólar, fator que estimula as exportações do Brasil, maior produtor mundial de café arábica.

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