CONECTA NEWS – 05/08/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Mercado deve seguir observando Ucrânia e clima nos EUA
Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias. - O mercado brasileiro de milho operou de maneira pouco fluída no decorrer da última semana. Os produtores brasileiros optaram pela retenção nos últimos dias, aguardando as definições da safra norte-americana; - O frete segue como um problema recorrente neste momento, o milho ainda chega acima de R$ 90 a saca nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; - O corte dos preços do diesel pela Petrobrás tende a aliviar o custo do frete nos próximos dias; - A paridade de exportação segue como grande balizador dos preços domésticos neste momento, com o milho brasileiro muito demandado internacionalmente. - Na CBOT, o clima ainda é a variável chave, os modelos do NOAA ainda apontam para temperaturas elevadas e chuvas abaixo do normal; - O relatório do próximo dia 12 será um norte importante, oferecendo a perspectiva em torno da produtividade média na atual temporada; - Os relatórios de condição das lavouras que o USDA divulga semanalmente também são relevantes nesse sentido; - Acompanhar o escoamento dos grãos ucranianos que estavam estocados também precisa ser mencionado como fator de volatilidade.

CLIMA: Meio-Oeste dos EUA deve ter chuvas favoráveis nos próximos dez dias
O Meio-Oeste dos Estados Unidos deve ter algumas chuvas em áreas importantes nos próximos dez dias. Segundo o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos, o quadro deve possibilitar uma condição relativamente favorável ao desenvolvimento da soja e do milho. "Vemos as condições melhorando nos EUA. Já vínhamos alertando que não haveria quebra acentuada, mas não seria, também, uma grande safra. As temperaturas devem seguir elevadas, como efeito do La Niña. Depois desse período de dez a quinze dias, teremos tempo firme. No final de agosto, novas chuvas completam o quadro positivo, praticamente resolvendo a safra", disse. Santos recomendou cautela a quem espera grande quebra de safra para uma elevação dos preços. "A safra norte-americana está vindo muito bem", disse.

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York recuaram 5.369 sacas em 05/08
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 05 de agosto de 2022 estão em 660.564 sacas de 60 quilos, com queda de 5.369 em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures. Em igual período do ano passado, os estoques estavam em 2.161.686 sacas.

ALGODÃO: NY fecha em alta diante de fatores técnicos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta sexta-feira. As cotações avançaram no dia em meio a aspectos técnicos, com ajustes ante o final de semana. O mercado tentou acompanhar as oscilações do petróleo, extremamente volátil no dia. O petróleo teve uma reação e isso animou a algodão a estender os ganhos. No balanço da semana, o contrato dezembro, ainda assim, acumulou uma baixa de 0,6%. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 96,13 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,51 centavo, ou de 1,6%.

MILHO: Atenta a clima nos EUA, Chicago fecha em alta
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. Em sessão bastante volátil, subiu diante das preocupações em torno do clima adverso previsto para o cinturão produtor norte-americano nos próximos dias. De qualquer forma, outras previsões indicam condições favoráveis. A incerteza dos traders com relação ao volume de milho que poderá ser exportado pela Ucrânia neste ano para aliviar o quadro de aperto de oferta neste ano também contribuiu para os ganhos. Na semana, a posição setembro subiu 0,97%. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,10 1/4 por bushel, ganho de 8,00 centavos de dólar, ou 1,32%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,10 por bushel, alta de 3,75 centavos, ou 0,61% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago fecha mista atenta a Ucrânia, petróleo e clima nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mistos. Após muita volatilidade, as primeiras posições fecharam em queda e as mais distantes, em baixa. Na semana, os contratos com entrega em dezembro caíram 3,96%. O mercado oscilou entre os territórios positivo e negativo, atento aos sinais de demanda internacional pelo grão e à retomada das exportações da Ucrânia pelo Mar Negro. Além disso, pelo lado baixista, pesou um movimento de correção. Pelo lado altista, apareceu a valorização do petróleo após dados de emprego nos Estados Unidos. Previsões desencontradas para o clima dos Estados Unidos contribuíram para a movimentação em vieses oposto. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,75 3/4 por bushel, recuo de 6,75 centavos de dólar, ou 0,86%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 7,95 1/4 por bushel, baixa de 6,75 centavos, ou 0,84% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Em dia volátil e de baixa liquidez, soja fecha com preços mistos em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mistos para grão, em forte baixa para o farelo e com ganhos acentuados para o óleo. O dia foi de baixa liquidez, resultados em volatilidade e nas bruscas oscilações para os sub produtos. No caso do grãos, as primeiras posições encontraram suporte nas vendas de 132 mil toneladas de produto americano para a China e de outras 132 mil para destinos não revelados. As demais posições foram pressionadas pela previsão de melhora nas condições climáticas no Meio Oeste dos Estados Unidos. As fortes oscilações dos subprodutos foram determinadas pela baixa liquidez e pela ação dos fundos. "Há a expectativa de um aumento no uso de biocombustíveis nos Estados Unidos, mas o movimento de hoje não leva em conta os fundamentos", acredita o analista de SAFRAS & Mercado, Gabriel Viana. Segundo ele, "quando sobre muito o óleo, o farelo cai por compensação de margem". Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 2,00 centavos ou 0,13% a US$ 14,63 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,08 3/4 por bushel, com perda de 9,00 centavos de dólar ou 0,63%. Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 16,00 ou 3,52% a US$ 437,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 65,00 centavos de dólar, com ganho de 2,55 centavo ou 4,08%.

CAFÉ: NY fecha em forte baixa com apreensão com demanda
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços acentuadamente mais baixos. Os preços despencaram no dia diante das preocupações com a demanda global em meio ao cenário de recessão. Tecnicamente, o mercado rompeu para baixo a importante linha técnica e psicológica de US$ 2,10 a libra-peso. É grande a apreensão de que a recessão e desaceleração na economia global possam afetar a demanda pelos produtos, e no caso do café que caia o consumo da bebida. No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou baixa de 3,5%. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 209,45 centavos de dólar por libra-peso, queda de 9,85 centavos, ou de 4,5%. A posição dezembro/2022 fechou a 206,40 centavos, baixa de 9,35 centavos, ou de 4,3%.

CARNE SUINA: Com valor acessível, proteína é opção vantajosa para brasileiros, diz ABCS
O tema da décima edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) foi pensado de forma estratégica para auxiliar a cadeia de suínos a escoar a oferta excedente da proteína no mercado interno. "Sabor de oferta? Suíno na certa" não só frisou o valor, mas demonstrou, por meio das campanhas, todas as qualidades da carne suína. A campanha de marketing foi criada com foco nas promoções da proteína e no cenário atual do poder de compra dos brasileiros, evidenciando que a carne suína é uma escolha barata, de extrema qualidade e muito saudável, que pode ganhar um lugar permanente na mesa dos brasileiros. Os valores altos da carne bovina e de frango também tem direcionado os olhares dos consumidores para a proteína suína. Para se ter uma ideia, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) fez um levantamento dos valores de venda dos principais cortes de carne suína em algumas regiões do país. Na região Sul, é possível encontrar cortes a partir de R$ 8,90 (paleta) o kg até R$ 23,90 (costelinha). Na região Sudeste, os preços estão mais altos, mas ainda sim atrativos e competitivos nesse tempo de alta do preço dos alimentos. Uma ótima chance de manter as refeições ricas em proteínas e vitaminas essenciais para o corpo com os cortes suínos, com cortes a partir de R$ 11,00 (paleta) o kg. Nas regiões Norte e no Nordeste os preços também seguem mais ou menos a faixa anterior, mostrando que há muita oportunidade de consumo e aumento de venda em volume. O menor preço nessas regiões está em torno dos R$ 14,50 (paleta) e o mais caro por volta de R$ 26,70 (costelinha). Já no Centro-Oeste, temos preços mais suaves em comparação a parte de cima do país, com cortes custando de R$ 12,95 (pernil) até R$ 29,50 (costelinha). Em todo o país os preços dos cortes ficaram mais atrativos para o bolso do consumidor nesse momento de inflação e alta dos alimentos nos últimos meses. Esse cenário é favorável para o consumidor e também para a cadeia de suínos nacional, já que é necessário escoar o excesso de oferta da proteína no mercado doméstico, consequência do crescimento da produção no último ano e da estabilidade das exportações nos últimos meses. "Esse momento é uma oportunidade para que o brasileiro experimente novos preparos e perceba na prática que a carne suína pode estar presente em qualquer tipo de refeição, com uma variedade de cortes que trazem mais sabor e possibilidades, do mais simples ao mais elaborado", conta o presidente da ABCS, Marcelo Lopes. Cenário que propicia o consumidor O excesso de oferta da proteína no mercado fez com que os preços dos cortes ficassem mais leves para o bolso. Isso se tornou atrativo tendo em vista a crise econômica que assola o país, além da inflação e da alta dos alimentos nos últimos meses. A carne suína se mostrou muito mais competitiva, até mesmo que o frango, já que é a primeira vez que a proteína ficou mais cara do que a carne suína. Além disso, os preços altos da carne bovina também propiciaram um bom momento para investir no valor da proteína suína e nas suas características. O incentivo ao consumo da proteína continua nos principais varejos, mesmo após o encerramento da décima edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), que aconteceu no período de 1 a 17 de junho. A estratégia teve como resultado a venda de 600 toneladas de carne suína a mais de carne suína em 17 dias. Esse número representa um impacto de R$ 5,4 milhões de receita para as granjas produtoras, e o equivalente a 6.500 animais processados, gerando ganhos para toda a cadeia. Os dados são da ABCS, com informações do IBGE e SECEX. As informações partem da assessoria de imprensa da ABCS.

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