CONECTA NEWS – 06/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caem 9.505 sacas no dia
Os estoques certificados de café arábica nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) na posição de 06 de julho de 2022 estão em 813.845 sacas de 60 quilos, queda de 9.505 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

EUA: Há possibilidade de novas restrições da política monetária - Fed
Os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) concluíram em sua reunião no mês passado que precisavam acelerar o ritmo dos aumentos das taxas de juros porque as perspectivas de inflação haviam se deteriorado. De acordo com ele, um aumento de 0,5 ponto percentual (pp) ou 0,75 pp deve ocorrer na reunião de julho. As informações são da ata do encontro realizado entre os dias 14 e 15 de junho, quando as autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano)votaram para aumentar em 0,75 pp a taxa básica, elevando-a para a faixa entre 1,5% e 1,75%, além de continuar com a redução do balanço patrimonial do órgão por meio da venda de títulos do Tesouro e de hipoteca. 
"Os participantes concordaram que as perspectivas econômicas justificavam a mudança para uma postura restritiva da política, e reconheceram a possibilidade de que uma postura ainda mais restritiva poderia ser apropriada caso as pressões inflacionárias elevadas persistissem", afirma o documento. De acordo com a ata, se a taxa básica de juros ficar "próxima ou acima das estimativas de seu nível de longo prazo no final deste ano, o Comitê estaria então bem posicionado para determinar o ritmo apropriado de consolidação de políticas adicionais e até que ponto os desenvolvimentos econômicos justificam ajustes de política". 
De acordo com as estimativas divulgadas pelos membros na reunião, espera-se que as taxas cheguem à faixa entre 3,25% e 3,5% até o fim do ano. 
O aumento de 0,75 pp, o maior desde 1994, marcou uma mudança abrupta na orientação extraordinariamente precisa fornecida no período que antecedeu a reunião pela maioria das autoridades, que indicaram ser a favor de um aumento menor, de 0,5 pp. A mudança de política de última hora seguiu a divulgação de um relatório de inflação acima do esperado, o índice de preços ao consumidor (IPC) de maio, dias antes da reunião de política. O índice subiu 1,0% em maio na comparação com o mês anterior, já descontados os fatores sazonais, segundo dados do Departamento de Trabalho do país. Analistas previam alta de 0,7%. 

MILHO: Chicago busca recuperação e fecha em alta significativa
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços significativamente mais altos. Em dia volátil, os preços fecharam no território positivo após registrarem queda pelo quadro fundamental de aversão ao risco. A valorização foi sustentada por uma tentativa de recuperação, baseada num movimento de cobertura de posições vendidas. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,99 3/4 por bushel, ganho de 7,50 centavos de dólar, ou 1,26%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 5,85 por bushel, alta de 6,50 centavos, ou 1,12% em relação ao fechamento anterior.

ALGODÃO: NY despenca mais de 5% por temor de recessão global
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços em forte baixa. O desempenho de outros mercados, principalmente a queda do petróleo, provocou mais um dia de perdas expressivas para a fibra. Os analistas não escondem o temor com a situação da economia mundial, com a possibilidade de uma recessão global prejudicando a demanda. Com isso, se desfazem de posições e buscam investimentos mais seguros. Os contratos com entrega em dezembro fecharam a 88,61 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 4,87 centavos, ou de 5,2%. Março fechou a 84,68 centavos, com perda de 4,69 centavos, ou de 5,24%.

TRIGO: Em dia volátil, Chicago fecha em baixa moderada após testar extremos
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Em sessão volátil, o mercado começou o dia em forte alta, com investidores cobrindo posições vendidas, buscando uma recuperação frente às fortes perdas das últimas sessões. Ainda durante a manhã, pesaram negativamente o cenário fundamental baixista de temores com a recessão da economia global e os sinais de avanço significativo da colheita de inverno nos Estados Unidos, além da melhora nas condições das lavouras do país. Os preços já se afastaram das mínimas do dia, quando tocaram o menor nível desde 10 de fevereiro. Ao final do dia, alguns contratos chegaram a voltar ao território positivo. Por fim, houve o fechamento teve uma queda moderada. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo de inverno. Até 3 de julho, a colheita estava apontada em 54%. O mercado esperava 57%. Na semana passada, eram 41%. Em igual período do ano passado, o número estava em 43% e a média dos últimos cinco anos é de 48%. O USDA também divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo de inverno. Segundo o Departamento, até 3 de julho, 31% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 30% -, 26% em situação regular e 43% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 30%, 27% e 43%, respectivamente. Conforme o USDA, até 3 de julho, 66% das lavouras de trigo de primavera estão entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 59% -, 26% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 59%, 33% e 8%, respectivamente. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 8,04 1/2 por bushel, baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,3%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,21 1/2, recuo de 2,50 centavos de dólar, ou 0,3%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Em dia de oscilações, compras técnicas sustentam Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em alta. Em dia de muitas oscilações, um movimento de compras técnicas e de barganhas assegurou a recuperação final, após o mercado ter atingido ontem o menor nível desde dezembro de 2021. As cotações abriram o dia no território negativo. Na parte da tarde, no entanto, o mercado voltou a ser pressionado pelo temor de uma queda na demanda pela soja, em consequência de um quadro de recessão global que se configura. A baixa do petróleo foi outro fator de pressão, limitando a recuperação das cotações. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,75 centavos de dólar por bushel ou 0,51% a US$ 13,22 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,27 1/4 por bushel, com perda de 5,25 centavos ou 0,39%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 5,20 ou 1,26% a US$ 415,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 58,56 centavos de dólar, com baixa de 1,06 centavo ou 1,77%.

AGRICULTURA: América Latina e Caribe aumentam índices de fome, diz ONU
De acordo com o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI) 2022, mais 4 milhões foram empurrados para a fome entre 2020 e 2021 na América Latina e no Caribe. Isso ocorre após um aumento já desanimador de 9 milhões de pessoas entre 2019 e 2020, com o número de pessoas subalimentadas atingindo um total de 56,5 milhões em 2021, 8,6% da população. "A situação é extremamente difícil. Em apenas dois anos, treze milhões de pessoas foram empurradas para a fome. E quatro em cada dez pessoas vivem com insegurança alimentar, enquanto ainda temos que nos preparar para os impactos da atual crise alimentar, incluindo a guerra na Ucrânia", disse o Representante Regional da FAO, Julio Berdegué. O novo relatório da ONU afirma que, do número total de pessoas desnutridas em 2021 (823 milhões), mais da metade vive na Ásia, mais de um terço na África, enquanto a América Latina e o Caribe respondem por 7,4% da subalimentação global. O SOFI é uma publicação conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Alimentar Mundial (PAM) e o Programa Mundial de Saúde. Organização (OMS).

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