CONECTA NEWS – 07/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CARNE BOVINA: Preços estão pressionados, mas custos seguem altos
De acordo com relatório do Rabobank relativo ao 2o trimestre de 2022, os primeiros sinais de afrouxamento da confiança do consumidor estão visíveis na maioria dos mercados globais, com os preços no atacado da carne bovina sob pressão, embora os custos de produção estejam mais altos. Para o banco holandês, um ajuste para baixo dos preços do gado e dos custos dos insumos será necessário para restaurar as margens do processador e manter a competitividade da carne bovina com os consumidores. "Esperamos ajustes contínuos de consumo e margens em todos os mercados à medida que avançamos para o terceiro trimestre de 2022", destacam analistas do Rabobank. 
Enquanto isso, os bloqueios na China e os riscos de biossegurança na Indonésia apresentam implicações notáveis para o comércio. Os bloqueios nas principais cidades chinesas estão restringindo ainda mais a demanda por carne bovina e restringindo as vendas de serviços de alimentação. Como resultado, as importações chinesas de carne bovina caíram no primeiro trimestre e esperamos que caiam no segundo trimestre. A continuação dos bloqueios afetará as importações de carne bovina da China em 2022. 
Na Indonésia, relatórios oficiais de doença de pele irregular (início de março) e febre aftosa (final de abril) colocaram as autoridades em países comerciais - particularmente Austrália e Nova Zelândia - em alerta máximo. Como doenças de notificação obrigatória, essas doenças altamente infecciosas não só têm implicações para a produtividade do gado, mas também têm implicações comerciais para os países infectados. Por fim, com maior foco no carbono nos últimos dois anos, vimos várias empresas, indústrias e governos assumirem compromissos em torno da redução dos gases de efeito estufa. 
A maioria das grandes empresas de processamento de carne em todo o mundo tem uma declaração sobre o meio ambiente e um compromisso de reduzir as emissões - e em muitos casos, atingir emissões líquidas zero - por um período de tempo especificado. O Rabobank vê o mesmo para grandes empresas de varejo de alimentos e serviços de alimentação. 
Até agora, a maioria dos compromissos não mudou necessariamente o que os consumidores veem. Mas tudo isso está começando a mudar à medida que os pioneiros lançam produtos neutros para o clima nas prateleiras.
Acompanhe abaixo a situação resumida dos principais players global de carne bovina. 
AMÉRICA DO NORTE: A produção de carne bovina nos Estados Unidos foi muito maior do que a esperada no primeiro trimestre de 2022. A produção tende a crescer no segundo semestre, especialmente no quarto trimestre. 
EUROPA: Os preços da carcaça bovina devem seguir elevados com a oferta limitada. A demanda por parte dos consumidores tende a ser testada.
CHINA: O consumo de carne bovina foi seriamente impactado por lockdowns devido a política de covid zero. Os preços seguem resilientes, com a oferta também declinando. 
BRASIL: A produção melhorou no primeiro trimestre e tende a ser mantida até o segundo semestre. Os preços do boi vivo deverão seguir pressionados no segundo trimestre do ano. 
AUSTRÁLIA/NOVA ZELÂNDIA: A produção de carne bovina segue contraída, com o incremento dos riscos de biosseguridade na Austrália. Já a Nova Zelândia está gerenciando processos pendentes Japão O consumo doméstico está declinando, com os preços elevados da carne retraindo a demanda.

CAFÉ: NY fecha em baixa acentuada com alta do dólar e fatores técnicos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais baixos. A valorização do dólar contra o real exerceu pressão sobre as cotações, sendo fator de estímulo e competitividade às exportações brasileiras. Fatores técnicos também pressionaram o mercado, com realização após os ganhos da sessão anterior. Em nota, a Fitch Solutions manteve a sua estimativa para a safra brasileira de café 2022/23 em 60 milhões de sacas de 60 quilos, citando que a frente fria vista em meados de maio não fez as temperaturas caírem para os níveis que causam danos às lavouras. Ao mesmo tempo, a Fitch disse que as perspectivas de longo prazo para as cotações do café "permanecem baixistas, na medida em que o mercado global deve voltar a ser superavitário em 2022/23 e o aumento da inflação e a tendência de menor crescimento da economia irão pesar na demanda antes do final de 2022". Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 232,15 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 5,40 centavos, ou de 2,3%. A posição setembro/2022 fechou a 232,35 centavos, baixa de 5,30 centavos, ou de 2,2%.

MILHO: Chicago sobe forte atenta a Mar Negro e lavouras dos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado refletiu as incertezas em torno de um acordo para a criação de um corredor de exportação no Mar Negro. Os investidores também avaliaram dados de plantio e de desenvolvimento das lavouras norte-americanas de milho. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 5 de junho, a área plantada estava estimada em 94%. O mercado esperava 93%. Em igual período do ano passado, o número era de 98%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 86% da área. A média para os últimos cinco anos é de 92%. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 5 de junho, 73% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 68% -, 23% em situação regular e 4% em condições entre ruins e muito ruins. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,57 por bushel, ganho de 14,50 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,25 3/4 por bushel, alta de 11,50 centavos, ou 1,61% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Chuvas no norte do Meio Oeste determinam forte alta em Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços acentuadamente mais altos. O mercado seguiu o desempenho do milho e também refletiu a expectativa de fortes chuvas para as regiões produtoras do norte dos Estados Unidos, que vêm atrasando o plantio. Os operadores também começam a se posicionar frente ao relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira, às 13hs. Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 29,00 centavo ou 1,7% a US$ 17,28 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,53 3/4 por bushel, com ganho de 18,00 centavos de dólar ou 1,10%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 10,30 ou 2,53% a US$ 417,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 81,44 centavos de dólar, com ganho de 0,25 centavos ou 0,3%.

TRIGO: Chicago realiza lucros e fecha em forte baixa
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado realizou parte dos lucros obtidos na última sessão, avaliando os relatórios de colheita da safra de trigo de inverno dos Estados Unidos, de plantio e de condições das lavouras de primavera. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo de inverno. Até 5 de junho, a colheita estava apontada em 5%. O mercado esperava 6%. Em igual período do ano passado, o número estava em 2% e a média dos últimos cinco anos é de 6%. Segundo o USDA, até 5 de junho, 30% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 30% -, 30% em situação regular e 40% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 29%, 31% e 40%, respectivamente. O USDA também divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo primavera. Até 5 de junho, o plantio estava apontado em 82%. O mercado esperava 86%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 73% da área. Em igual período do ano passado, o número estava em 99% e a média dos últimos cinco anos é de 97%. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 10,71 3/4 por bushel, baixa de 21,25 centavos de dólar, ou 1,94%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 10,84 1/2 por bushel, ganho de 20,00 centavos ou 1,81% em relação ao fechamento anterior.

ALGODÃO: Congresso Internacional Abit 2022 já tem data definida
Acontece em Belo Horizonte (MG), nos dias 03 e 04 de novembro, o Congresso Internacional Abit 2022, que esse ano traz como tema "estratégias para um futuro mais sustentável". Inteligência Competitiva, Mercado, Tecnologia, Talentos, Políticas Públicas e Investimentos, Sustentabilidade e Economia Circular são os seis painéis que compõem o evento, cada um com a participação de três palestrantes e um moderador. Organizado anualmente pela Abit desde 2016, o Congresso se tornou o mais importante evento do setor no País, momento em que empresários de toda a cadeia produtiva, especialistas e autoridades do Brasil e do mundo se encontram para uma grande troca de conhecimento, networking e insights.

CARNE DE FRANGO: Turquia se destaca na compra halal no 1o quadrimestre
O Brasil é o maior exportador de carne de frango halal do mundo e essa excelência e confiabilidade conquistada junto aos países que compram este produto tende a se consolidar e conquistar novos espaços. De acordo com dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), no primeiro quadrimestre de 2022 o volume exportado foi de 623.112.140 quilos e uma receita gerada de US$ 1.074.454.701, receita que representa aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2021. 
No mesmo período, os Emirados Árabes mantiveram-se como o principal destino da carne de frango halal brasileira, com crescimento de 80% de aumento em volume e 123% em receita. O volume exportado neste quadrimestre foi de 164.586.990 quilos e a receita de US$ 319.663.566. Ainda no 1o quadrimestre de 2022, destaque para a Turquia, que apresentou 122% de crescimento em volume na importação da carne de frango halal do Brasil e aumento de 223% em receita em relação ao mesmo quadrimestre de 2021. 
Foram exportados para a Turquia 14.312.272 quilos da proteína. Confira a tabela abaixo com os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango halal. "A carne de frango halal é um produto consolidado das exportações brasileiras, tendo em vista a credibilidade e segurança nos nossos processos de certificação asseguradas a esses países consumidores. Mas ainda há muito espaço a ser conquistado não apenas junto aos países de religião islâmica, mas atende a todos os consumidores que desejam um produto com a segurança e rastreabilidade garantidas, por isso ainda há espaço para crescimento neste mercado promissor, que deve movimentar em torno de US$ 5,74 trilhões até 2024", destaca o diretor de Operações da CDIAL Halal, Ahmad M. Saifi. 
Ahmad ressalta que o processo de certificação analisa toda a cadeia, como a matéria-prima, insumos, transporte e armazenamento, para garantir, dentre outras coisas, que não haja contaminação cruzada com produtos ilícitos, como a carne suína.

ARROZ: Conab estima colheita em 99,6% nos principais produtores do país
A colheita de arroz avançou para 99,6% da área estimada para a temporada 2021/22 nos seis principais estados produtores do Brasil (Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que representam 87% do total), conforme levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 4 de junho. Na semana anterior, a colheita estava em 98,3%. Em igual período do ano passado, o número era de 99,2%.

ALGODÃO: Conab indica colheita em 1,1% da área no Brasil para 2021/22
A colheita da safra 2021/22 de algodão somou 1,1% da área nos sete principais estados produtores do Brasil (que representam 98,2% do total), conforme levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 4 de junho. Na semana anterior, a colheita estava em 0,9%. Em igual período do ano passado, estava em 0,6%.

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