CONECTA NEWS – 08/03/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Brasil deve exportar 502,608 mil toneladas em março, diz ANEC
Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) previram que o Brasil poderá exportar 502,608 mil toneladas de trigo ao longo do mês de março. Em março do ano passado, o Brasil não realizou embarques. Em fevereiro de 2022, os embarques do cereal somaram 925,264 mil toneladas. No acumulado de 2022, os embarques atingem 2123 milhões de toneladas. De acordo com a ANEC, na semana entre 27 de fevereiro e 5 de março, o Brasil exportou 239,361 mil toneladas de trigo. Entre os dias 6 de março e 12 de março são esperados embarques de 207,774 mil toneladas do cereal.

MILHO: ANEC não prevê embarques do Brasil em março
Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) não estão prevendo embarques de milho do Brasil ao longo do mês de março. Em março do ano passado, o Brasil exportou 115,120 mil toneladas. Em fevereiro de 2022, os embarques do cereal somaram 523,341 mil toneladas. No acumulado de 2022, os embarques atingem 2,746 milhões de toneladas. De acordo com a ANEC, na semana entre 27 de fevereiro e 5 de março, não foram registrados embarques do cereal. Também não estão previstas exportações de milho entre 6 de fevereiro e 12 de março.

SOJA: Brasil deve embarcar até 13,769 milhões de toneladas em março, aponta ANEC
As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 13,769 milhões de toneladas em março, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em março do ano passado, as exportações ficaram em 14,915 milhões de toneladas. Em fevereiro, o país embarcou 9,119 milhões de toneladas. Na semana entre 27 de fevereiro a 5 de março, o Brasil embarcou 2,762 milhões de toneladas. Para o período entre 6 a 12 de março, a ANEC indica a exportação de 3,865 milhões de toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,782 milhão de toneladas em março. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,269 milhão de toneladas. Em fevereiro, volume ficou em 1,573 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 337,016 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 296,614 mil toneladas.

TRIGO: Área no Brasil pode subir 33% em 2022, aponta SAFRAS
O otimismo dos produtores em relação aos preços e à necessidade de recuperar as perdas da safra de verão no sul do país devem garantir um aumento expressivo da área plantada com trigo. O primeiro levantamento de intenção de plantio realizado por SAFRAS & Mercado aponta um total de 3,638 milhões de hectares, o que corresponde a uma elevação de 33,4% em relação à anterior e é a segunda maior da história, sendo superada apenas pelas 3,909 milhões de hectares que foram cobertos com trigo na temporada 1986/1987. "Seria a maior área plantada depois da desregulamentação do mercado pelo governo em 1990", aponta o analista e consultor de SAFRAS, Élcio Bento. O potencial de produção, em condições climáticas e de investimento em insumos dentro da normalidade, é estimado em 10,790 milhões de toneladas. Esse seria o maior volume já produzido, superando em 40% a safra passada. Entre os fatores que podem limitar esse aumento da área, indica Bento, estão a possível falta de sementes, o aumento excessivo dos custos de produção e a escassez hídrica. "A venda de sementes tem apresentado um ritmo bastante forte e em muitas regiões já não existe disponibilidade para as cultivares mais procuradas. Em relação ao custo de produção, a guerra na Ucrânia gerou incertezas em relação ao abastecimento global e elevou os preços. A disponibilidade dos insumos não deve ser um problema para a safra de inverno, porém, o custo será elevado. Em relação à escassez hídrica, a recente ocorrência de chuva em importantes regiões de produção trouxe alívio", completou.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha no terreno positivo
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em maio/2022 fecharam a US$ 536,50 por tonelada, alta de US$ 3,20 a tonelada (+0,6%) na comparação ao fechamento anterior. Agosto/2022 fechou a US$ 520,80 por tonelada, valorização de US$ 3,80 a tonelada (+0,7%).

GRÃOS: Duração do conflito entre Rússia e Ucrânia ditará mercado
Discussões e apresentações de especialistas da cadeia produtiva para ter uma visão de futuro e os desafios da cadeia produtiva. Foi assim que o presidente da Cotrijal, Nei Mânica, apresentou o Fórum da Soja, que chegou à sua 32 edição e foi realizado de forma híbrida durante a programação da Expodireto Cotrijal na manhã desta terça-feira, 8 de março. Complementando, o presidente da CCGL, Caio Vianna, lembrou também que no fórum foram travadas lutas do setor agropecuário e demandas saíram do evento direto para as autoridades. 
O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, em sua manifestação, frisou que o Fórum da Soja sempre foi um espaço para discutir questões da comercialização e precificação. "Desde então, a cada ano, tentamos fazer os temas mais pontuais possíveis no evento. E este ano optamos a dar mais significado às questões estruturantes. Uma questão já mexe com muita coisa, e tivemos nos últimos tempos uma estiagem, uma pandemia e uma guerra", observou. 
Presencialmente no Fórum, o professor sênior de agronegócio global do Insper e coordenador do centro Insper Agro Global, Marcos Jank, abordou o tema "A inserção global do agronegócio brasileiro em tempos turbulentos (Guerra Ucrânia x Rússia)". Disse que desde o início da pandemia houve muitas incertezas que paralisaram parte da economia, mas o agronegócio continuou produzindo. "A pandemia surpreendeu com uma demanda muito firme pelos nossos produtos. Em um primeiro momento achamos que a demanda cairia, haveria um excesso de oferta e queda nos preços. Porém, não foi o que aconteceu. Observamos que principalmente as nossas exportações atingiram níveis nunca antes vistos", pontuou, colocando que em 2021 foram exportados US$ 120,8 bilhões, 20% a mais do que em 2020. 
Segundo Jank, esse crescimento nos embarques brasileiros do agronegócio ocorreu especialmente devido à demanda aquecida na Ásia, com destaque para a China na compra de soja e milho. "Com isso, vimos vários preços subirem. Porém, houve um aumento também nos custos de produtos que adquirimos como glifosato, adubos, máquinas e equipamentos. Também tivemos problemas com suprimento de peças. E, agora, para fechar este ciclo temos esta guerra entre Rússia e Ucrânia", ressaltou.  De acordo com o especialista, os produtos mais afetados com este conflito são o trigo e os fertilizantes. Em relação ao cereal, os dois países representam juntos 30% da exportação mundial do produto. Lembrou que o Brasil está cada vez mais dependente do mercado em relação aos fertilizantes, "já que não aumentou a sua produção doméstica e teve queda em termos relativos". 
Conforme Jank, Rússia e Bielorrússia são os nossos maiores fornecedores. "Tivemos um salto na importação de fertilizantes, portanto temos que trabalhar com outros fornecedores porque não tem agricultura sem adubo", observou. Para finalizar sua palestra enfatizou o que o produtor precisa pensar no seu dia a dia levando em conta questões como clima, comercialização, riscos institucionais e financeiros. Também citou os principais desafios internacionais para o desafio do Brasil no mercado mundial: competitividade, sustentabilidade, acesso a mercados, valor adicionado, melhoria de imagem e internacionalização. "Em relação ao acesso aos mercados, é preciso brigar para entrar na China, no Sudeste da Ásia, na África, na India, e brigar pelo fertilizante, pelo glifosato, ou seja, ter acesso aos suprimentos", concluiu. As informações são da assessoria de imprensa da FecoAgro.

CARNES: Relação de troca entre boi e bezerro em MT recua em fevereiro-Imea
A relação de troca boi/bezerro (RT) recuou 0,33% em fevereiro/22, devido à baixa mais intensa no indicador do boi gordo ante a do bezerro de ano em Mato Grosso. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), diante do mercado de reposição sem muitas negociações em fevereiro/22, a cotação do bezerro foi pressionada em 2,45% no comparativo com janeiro/22. Porém, nesse mesmo período a arroba do boi gordo recuou de maneira mais intensa (-2,78%) por efeito da pressão dos frigoríficos nas regiões em que parte deles se ausentou das compras. Esse cenário trouxe um impacto direto na relação de troca entre as categorias, que decresceu para 1,77 cabeça/cabeça em fevereiro/22. Ou seja, o invernista conseguiu adquirir menos bezerros com um animal terminado (boi gordo). No entanto, para 2022 é esperada uma maior oferta de bovinos jovens, o que pode pressionar a categoria no médio prazo e gerar uma possível inversão na RT. As informações partem do boletim semanal do Imea.

CAFÉ: Londres acompanha reação do arábica em NY e subida do petróleo
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços acentuadamente mais altos. Em mais uma sessão volátil, Londres teve perdas em parte do dia, seguindo o comportamento do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Porém, NY apresentou uma boa recuperação e subiu, e Londres acompanhou o movimento, diante da subida também do petróleo. A baixa do dólar contra o real e outras moedas contribuiu para o avanço do café. Os contratos para entrega em maio/2022 fecharam o dia a US$ 2.094 a tonelada, com valorização de US$ 59, ou de 2,9%. A posição julho/2022 fechou a US$ 2.071 a tonelada, ganho de US$ 57, ou de 2,8%.

FERTILIZANTES: Mapa confirma embarque da Rússia ao Brasil no último dia 4
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou que houve um embarque de fertilizantes por parte da empresa russa Acron com destino ao Brasil na última sexta-feira (4), muito embora sem dispor de maiores informações sobre volumes e especificações. A notícia ocorreu depois dos russos terem recomendado que empresas do setor no país paralisem as exportações de fertilizantes diante da desorganização da cadeia logística provocada pelo conflito com a Ucrânia. A empresa russa Acron tem interesse de adquirir a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras, situada em Três Lagoas, no estado de Mato Grosso do Sul. A fábrica não chegou a ser concluída pela estatal, pois a construção foi suspensa em 2014. As negociações envolvendo a aquisição acabaram sendo interrompidas com o início do conflito entre russos e ucranianos.

TRIGO: Câmaras agrícolas argentinas exigem respostas concretas do governo
A Argentina estabeleceu uma agenda de trabalho para estudar as políticas do governo de Alberto Fernández, após a oficialização do truste do trigo e aguardando o fechamento do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para estabelecer metas fiscais para os próximos 10 anos. Em uma conferência realizada em Alcorta, província de Santa Fé e berço da revolução agrária de 1912, os principais dirigentes da Mesa reuniram-se para analisar o contexto social e político do país. Nicolau Pinheiro, da Sociedade Rural Argentina (SRA), anunciou que o campo participará de discussões do acordo com o FMI no Congresso, que acontecerá nesta semana, para rejeitar ajustes que afetam o setor. O presidente da Federação Agrária Argentina (FAA), Carlos Achetoni, disse que os problemas continuam e infelizmente as situações estão se somando que complicam a atividade agrícola. "É hora de começar a ver por que estamos pagando retenções há 20 anos e não funcionou (o modelo). Temos que encontrar uma maneira de trabalhar para propor as coisas que consideramos ser uma solução, com propostas muito firmes e apoiadas pelos produtores de todo o país". Mais tarde, Jorge Chemes, das Confederações Rurais Argentinas (CRA), afirmou que os desentendimentos com o governo geraram saldo negativo e com perspectivas ruins. O vice-presidente da Coninagro, Elbio Laucirica, concluiu: "Não nos falta nenhum dos quatro a convicção e firmeza para poder levantar o problema, embora às vezes não tenhamos as respostas, o que não significa que não cumpramos a tarefa que nos foi confiada como dirigentes sindicais. As informações são da Agência CMA Latam.

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