CONECTA NEWS – 08/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
ALGODÃO: Seguindo outros mercados, NY sobe mais de 4% e reduz perda semanal
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços em forte alta. Com o cenário de menor aversão ao risco no financeiro, o mercado teve a segunda sessão de boa alta, seguindo o petróleo e reduzindo a perda semanal. Os analistas absorveram os números e exportação e buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça, 12. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2021/22, iniciada em 1o de agosto, ficaram em 37.400 fardos na semana encerrada em 30 de junho. Representa uma queda de 22% frente à semana anterior e um recuo de 57% sobre a média das últimas quatro semanas. O maior importador foi a Turquia, com 14.700 fardos. Para a temporada 2022/23, foram mais 381.900 fardos. Os contratos com entrega em dezembro fecharam a 95,63 centavos de dólar por libra-peso, alta de 3,75 centavos, ou de 4,08%. Março fechou a 91,81 centavos, com ganho de 3,81 centavos, ou de 4,32%.

MILHO: Notícias econômicas positivas favorecem fortes ganhos em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado acelerou os ganhos, em meio às notícias mais positivas sob o ponto de vista econômico, com a criação de vagas de emprego nos Estados Unidos acima das expectativas, o que gera um sentimento de menor aversão ao risco. Preocupações com o cenário climático nos Estados Unidos, com a redução da umidade em áreas do cinturão produtor do país e a alta nos preços do petróleo também atuaram como fatores de suporte. Na semana, a posição setembro subiu 2,18%. A fraca demanda para o cereal estadunidense pesou negativamente, bem como a expectativa do mercado com relação ao relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura do País, que será divulgado na próxima terça-feira (12) e que deve indicar um aumento na produção de milho. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 66.600 toneladas na semana encerrada em 30 de junho - menor patamar da temporada. Representa um forte recuo frente à semana anterior e sobre a média das últimas quatro semanas. O México liderou as compras, com 67.400 toneladas. Para a temporada 2022/23, foram mais 111.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 700 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,33 1/4 por bushel, ganho de 24,25 centavos de dólar, ou 3,98%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,23 1/2 por bushel, alta de 27,25 centavos, ou 4,57% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago dispara e fecha semana positiva com menor aversão
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado estendeu a reação iniciada ontem, após os preços atingirem os menores níveis em quase quatro meses. Desde a reabertura, os contratos acentuaram a alta, chegando ao maior nível em uma semana. A variação semanal foi positiva em 5,38%. Os investidores buscam um posicionamento antes do final de semana. Segundo a Reuters, a valorização foi sustentada pelo alívio nos temores de recessão global e por sinais de demanda internacional renovada. Traders dizem que o mercado se tornou tecnicamente sobrevendido. Ao mesmo tempo, novos estímulos fiscais na China trouxeram otimismo ao sentimento econômico, ainda que permaneça a cautela. Além disso, sinais de menor produção na Argentina e de maiores importações da China e do Egito favorecem a alta. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 8,36 1/2 por bushel, alta de 32,00 centavos de dólar, ou 3,97%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,51 3/4, ganho de 30,25 centavos de dólar, ou 3,68%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Com menor aversão ao risco, Chicago sobe bem e zera perdas da semana
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte alta. Foi a terceira sessão de ganhos, zerando as perdas da semana e atingindo a máxima da semana, após iniciar o período no menor nível em seis meses. O cenário financeiro seguiu dando as cartas. Após a divulgação de dados positivos da economia americana, a aversão ao risco diminuiu e o petróleo se recuperou. O dólar caiu frente a outras moedas, formando um quadro de sinais de recuperação da demanda pela soja. Os agentes também se posicionam frente ao relatório de julho do Departamenbto de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça, 12. O Departamento deve reduzir a sua estimativa para a safra e os estoques finais de soja dos Estados Unidos em 2022/23. Os estoques para 2021/22 deverão ser elevados. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,515 bilhões de bushels em 2022/23. Em junho, a previsão ficou em 4,64 bilhões de bushels. No ano passado, a safra somou 4,435 bilhões de bushels. Para os estoques finais, o mercado indica número de 214 milhões para a temporada 2022/23 e de 215 milhões para 2021/22. Em junho, a previsão do USDA era de 280 milhões e 205 milhões, respectivamente. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2022/23 de 99,2 milhões de toneladas, contra 110,5 milhões estimados em junho. Para 2021/22, a aposta é de estoques subindo de 86,2 milhões para 86,4 milhões de toneladas. Para o Brasil, o USDA deve indicar safra de 125,9 milhões de toneladas para 2021/22, abaixo dos 126 milhões previstos em junho. A produção argentina deverá ser indicada em 43,3 milhões, abaixo dos 43,4 milhões indicados no relatório do mês passado. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 31,00 centavos de dólar por bushel ou 2,27% a US$ 13,96 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,01 1/4 por bushel, com ganho de 31,00 centavos ou 2,26%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 7,80 ou 1,84% a US$ 431,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 62,59 centavos de dólar, com alta de 0,97 centavo ou 1,57%.

GRÃOS: Ucrânia colhe um milhão de toneladas na safra de 2022
O Ministério da Agricultura da Ucrânia disse hoje que os agricultores ucranianos colheram o primeiro milhão de toneladas de grãos da safra de 2022, cerca de 3% da área semeada. Segundo o ministério, os agricultores colheram 1,1 milhão de toneladas de grãos de 417.300 hectares, com rendimento médio de 2,63 toneladas por hectare. Dados do ministério mostraram que o volume incluiu 355.800 toneladas de trigo, com rendimento médio de 2,41 toneladas por hectare. A Ucrânia, grande produtora e exportadora global de grãos, colheu um recorde de 86 milhões de toneladas de grãos em 2021. Isso incluiu 42,1 milhões de toneladas de milho e 32,2 milhões de toneladas de trigo. Segundo informações da Agência Reuters, em razão da invasão russa na Ucrânia, os agricultores reduziram a área de semeadura em cerca de 25%. O governo disse que, como resultado, a colheita deste ano pode cair para cerca de 50 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas, com exportações estimadas em 30 milhões de toneladas na temporada 2022/23, que vai até junho do ano que vem.

AGRICULTURA: Preços dos alimentos caem em junho e produção sobe - ONU
A agência de alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) disse hoje que os preços mundiais de alimentos caíram pelo terceiro mês consecutivo em junho, mas permaneceram próximos dos recordes alcançados em março. O índice de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, que rastreia as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, teve uma média de 154,2 pontos em junho. Em maio, a média registrada foi de 157,9. Segundo informações da Agência Reuters, apesar da queda mensal, o índice de junho ainda está 23,1% acima em comparação com o mesmo período no ano passado. O fato ocorre impulsionado pelo impacto da invasão russa na Ucrânia, preocupações com clima adverso, forte demanda global e altos custos de produção e transporte. "Os fatores que elevaram os preços globais em primeiro lugar ainda estão em jogo", disse o economista-chefe da FAO, Maximo Torero Cullen. Em estimativas separadas de oferta e demanda de cereais, a FAO elevou sua previsão para a produção global de cereais em 2022 para 2,792 bilhões de toneladas, ante 2,784 bilhões. O número está 0,6% abaixo da produção mundial em 2021. O índice de cereais da FAO caiu 4,1% em relação a maio, mas subiu 27,6% em comparativo anual. A FAO comunicou que o declínio de junho foi impulsionado pela disponibilidade sazonal de novas colheitas no hemisfério norte, melhores condições de colheita em alguns dos principais países produtores e maiores perspectivas de produção na Rússia. O índice do açúcar caiu 2,6% em relação a maio, com a desaceleração do crescimento econômico global pesando sobre a demanda. O índice de carnes subiu 1,7% em junho, estabelecendo um novo recorde. A previsão de utilização mundial de cereais em 2022/23 também foi elevada, de 9,2 milhões de toneladas para 2,797 bilhões de toneladas. No entanto, isso ainda representou uma queda de 0,1% nos níveis de 2021/22.

AGRICULTURA: Governo publica lista de produtos que receberão bônus do PGPAF
Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União, a lista do mês de julho com os produtos que receberão o bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é o órgão responsável pela realização do cálculo do bônus. O desconto nas parcelas de financiamento do Pronaf é oferecido pelo governo federal com base no valor médio de mercado e no preço de garantia de cada produto. Maracujá (Sergipe), laranja (Pará, Alagoas, Bahia e Rio Grande do Sul), e castanha de caju (Piauí) foram incluídos na atual lista de bonificação e nenhum dos produtos que estavam na lista no mês passado deixou de bonificar. Além desses produtos, constam na lista atual: açaí (Acre), banana (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo), borracha natural (Maranhão e Bahia), cacau (Amazonas, Pará, Rondônia e Bahia), cará/inhame (Espírito Santo, Rio de Janeiro) e feijão caupi (Tocantins, Maranhão e Mato Grosso). O maior bônus concedido foi de 32,74% para a borracha natural no Maranhão e o segundo maior foi para o feijão caupi em Mato Grosso (32,29%) seguido do cacau cultivado (31,95%) no Amazonas. As informações são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

CAFÉ: Nova York fecha em alta com real mais forte e correção técnica
A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica fechou a sessão de hoje com cotações mais altas. Os contratos com entrega em setembro/2022 do café arábica encerraram a sessão negociados a 220,45 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,55 centavo (+0,7%) ante ao fechamento anterior, acumulando perda de 4,2% na semana. No fechamento, dezembro/2022 tinha cotação de 217,60 centavos (+0,71%). O mercado fechou em campo positivo, puxado pelo fortalecimento do real ante o dólar, fator que desestimula das exportações do Brasil, maior produtor mundial de café arábica. Também corrigiu tecnicamente depois das fortes perdas acumuladas no início da semana. Negociantes disseram que o café estava sob pressão de um real fraco, que atingiu seu valor mais baixo em relação ao dólar desde o final de janeiro, incentivando os exportadores a vender devido ao aumento no retorno em termos de moeda local. Entretanto, eles acrescentaram que os agricultores no Brasil estão relutantes em vender e são capazes de resistir por preços mais altos.

CARNE DE FRANGO: Exportações crescem 8% no primeiro semestre no RS
As exportações de carne de frango (processada e in natura) do Rio Grande do Sul aumentaram 8% no primeiro semestre de 2022. No período de janeiro a junho deste ano, o Estado exportou 380,222 mil toneladas, contra 352,143 mil toneladas enviadas ao mercado internacional no mesmo período do ano passado. O aumento também foi obtido na receita, passando de US$ 559,9 milhões em 2021 para US$ 740,9 milhões neste ano, registrando uma alta de 32,3% no período. O mês de junho deste ano registrou um acréscimo de 13,4% nas exportações comparadas ao mesmo mês do ano passado, saltando de 64,2 mil toneladas há 12 meses, para 72,9 mil toneladas em 2022. Esta elevação refletiu também na receita obtida no período, passando de US$ 105,4 milhões em 2021 para US$ 153,5 milhões neste ano, aumentando em 45,60% o faturamento alcançado. No setor da indústria e produção de ovos, o Estado manteve a tendência altista das exportações. De janeiro a junho deste ano, o volume exportado atingiu 1.175 toneladas, com aumento de 70,1% comparado ao mesmo período de 2021, onde foi registrado 691 toneladas exportadas. Em faturamento, o aumento foi de 151,4%, passando de US$ 1,55 milhão para US$ 3,9 milhões na receita obtida. Junho registrou também elevação de 48,2% no volume de ovos exportados, alcançando 195,7 toneladas, em comparação há 12 meses quando havia enviado ao mercado externo 132,1 toneladas. O aumento foi obtido também no faturamento, passando de US$ 205,7 mil para US$ 886,2 mil, um crescimento de 330,8% no período. O presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, avalia que o aumento das exportações ainda está ligado aos efeitos do conflito Rússia X Ucrânia, além da "qualidade e potencial de atendimento do complexo agroindustrial avícola brasileiro".
logo