CONECTA NEWS – 10/03/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AGRICULTURA: Putin alerta para alta nos preços em caso de restrições
Os preços globais dos alimentos podem subir ainda mais se países ocidentais intensificarem a pressão econômica sobre a Rússia, um grande produtor de fertilizantes, disse o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quinta-feira. O ministro russo da Agricultura, Dmitry Patrushev, disse em reunião do governo presidida por Putin que a segurança alimentar russa está garantida e que Moscou continuará a cumprir suas obrigações com suas exportações para o mercado agrícola global. As informações partem da Reuters.

MILHO: Chicago fecha em boa alta, refletindo demanda nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado acentuou os ganhos registrados mais cedo, buscando suporte na boa demanda para o cereal norte-americano, bem como no indicativo de cortes na safra da América do Sul. A expectativa de que possa haver um incremento na demanda de etanol dos Estados Unidos, após o país ter banido as importações de petróleo da Rússia, também contribuiu para os ganhos. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 2.143.700 toneladas na semana encerrada em 3 de março - maior patamar da temporada. Representa um forte avanço frente à semana anterior e sobre a média das últimas quatro semanas. Destinos desconhecidos lideraram as compras, com 800.600 toneladas. Para a temporada 2022/23, foram mais 22.900 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 750 mil e 1,9 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 7,55 3/4 por bushel, ganho de 22,75 centavos de dólar, ou 3,1%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho de 2022 fechou a sessão a US$ 7,26 por bushel, alta de 17,75 centavos, ou 2,50% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago fecha com perdas acima de 9%, com realização de lucros
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços fortemente mais baixos. Em sessão bastante volátil, o mercado reverteu os ganhos registrados mais cedo, puxado pelas vendas semanais norte-americanas de trigo e passou a ser impactado por realizações de lucros e pelo declínio nas cotações do petróleo. Seguem as preocupações em torno do conflito entre Rússia e Ucrânia, que trouxe ao mercado um forte sentimento de aversão ao risco, favorecendo vendas por parte de fundos especuladores. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2021/22, que tem início em 1o de junho, ficaram em 307.200 toneladas na semana encerrada em 3 de março. Representa um avanço de 2% frente à semana anterior e um aumento de 21% sobre a média das últimas quatro semanas. Destaque para a venda de 133.100 toneladas para as Filipinas. Para a temporada 2022/23, foram mais 63 mil toneladas. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 700 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No fechamento de hoje, os contratos com entrega em maio de 2022 eram cotados a US$ 10,87 por bushel, perda de 114,50 centavos de dólar, ou 9,52%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2022 eram negociados a US$ 10,45 1/4 por bushel, baixa de 65,00 centavos de dólar, ou 5,85%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Cenário fundamental garante altas em Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. O cenário fundamental dominou as ações, combinando previsões ainda mais baixas para a safra sul-americana com bons números de demanda pelo produto americano. Hoje, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), diminuiu a sua previsão para a safra brasileira de 125,5 milhões para 122,8 milhões de toneladas. A Bolsa de Rosário cortou a estimativa da Argentina de 40,5 milhões para 40 milhões de toneladas. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 2.204.300 toneladas na semana encerrada em 3 de março. Representa um forte avanço frente à semana anterior e uma elevação de 76% sobre a média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 1.096.400 toneladas. Para a temporada 2022/23, foram mais 895.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 1,9 milhão e 3,2 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 14,50 centavos de dólar por bushel ou 0,86% a US$ 16,86 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 16,59 1/2 por bushel, com ganho de 16,25 centavos ou 0,98%. Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 9,00 ou 1,89% a US$ 483,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 74,68 centavos de dólar, com alta de 0,53 centavo ou 0,71%.

AGRICULTURA: CMN cria crédito emergencial a produtor afetado por chuva-CNA
O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou, no dia 8 de março, a Resolução CMN n 4.987, que institui linha emergencial de crédito rural e autoriza a renegociação de operações de custeio e investimento para agricultores familiares e produtores rurais prejudicados pelo excesso de chuvas. Em Comunicado Técnico, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que a decisão atende ao pleito da entidade, que encaminhou ofícios ao Poder Executivo em janeiro deste ano solicitando medidas para ajudar os produtores rurais. A Resolução do CMN contempla municípios da área de atuação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo. A linha de crédito emergencial é destinada aos agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e demais produtores rurais que tiveram perdas na renda agropecuária em decorrência das chuvas intensas ocorridas entre 1 de novembro de 2021 e 28 de fevereiro de 2022. O prazo para contratação de crédito por meio da linha emergencial é até 30 de junho de 2022. Já o prazo para adesão a renegociação se estenderá até 30 de dezembro de 2022. Nos ofícios encaminhados ao governo, a CNA pediu a criação de uma linha emergencial com condições especiais para os produtores impactados pelas enchentes, com maior carência e prazo para pagamento, além de menores taxas de juros que as praticadas nas linhas oferecidas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A prorrogação para o pagamento dos financiamentos que haviam sido contratados pelos produtores, seja para a finalidade de custeio, seja para investimento, também foi solicitada pela entidade. As informações partem da assessoria de comunicação da CNA.

AÇÚCAR:NY perde força e fecha mista com incremento das exportações da India
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mistas. Os contratos com entrega em maio/2022 encerraram o dia a 19,10 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,16 centavo (ou 0,84%) em relação ao fechamento anterior. A posição Julho/2022 fechou cotada a 19,06 centavos (+0,73%). Contratos mais longos, a partir de julho/23, recuaram. O mercado disparou, com a posição maio subindo quase 3%, indo a 19,59 centavos de dólar na máxima intradiária, repercutindo o aumento dos combustíveis no Brasil, fator que torna o etanol mais atrativo para as usinas do maior produtor de açúcar do mundo. No entanto, as cotações desaceleraram acompanhando a volatilidade do mercado de petróleo. Ajudou a conter os ganhos dos futuros do açúcar bruto a notícia dando conta que as usinas de açúcar indianas assinaram contratos para exportar 550 mil toneladas do adoçante nos últimos dias, com o aumento dos preços globais e a desvalorização da rúpia tornando as vendas no exterior lucrativas. As usinas indianas até agora assinaram contratos para exportar 6,4 milhões de toneladas de açúcar em 2021/22, estimam os operadores. Desse total, quase 5 milhões de toneladas já foram embarcadas. A India havia exportado um recorde de 7,2 milhões de toneladas de açúcar na temporada anterior, aproveitando subsídio do governo para vendas no exterior. Mas este ano, as usinas podem exportar de 7,5 milhões a 8 milhões de toneladas sem incentivos do governo, disse um negociante de Nova Délhi com uma trading global. Com informações da Reuters.

SOJA: Área em déficit hídrico cai a 23% na Argentina -Bolsa de Buenos Aires
O percentual de lavouras em déficit hídrico na Argentina caiu de 32% para 23% na última semana. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, em igual momento do ano passado eram 45%. A superfície totaliza 16,3 milhões de hectares. As chuvas registradas nos últimos dias melhoraram a oferta hídrica sobre as lavouras de plantio tardio. Os quadros com desenvolvimento mais adiantado já não têm chances de melhora em suas condições. A produção segue estimada em 42 milhões de toneladas. Atualmente, 20% das lavouras estão em situação de regular a ruim, contra 25% na semana passada e 28% em igual período de 2020/21.

MILHO: Colheita 21/22 atinge 5,7% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
A colheita de milho da safra 2021/22 atinge 5,7% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior.O s trabalhos avançaram 0,8 ponto percentual na última semana. A produção é projetada em 51 milhões de toneladas, contra 52,5 milhões de toneladas em 2020/21. A área em déficit hídrico caiu de 27% para 22% na última semana. Em igual momento do ano passado, eram 41%. Atualmente, 23% das lavouras estão em condições de regular a ruim, contra 26% na semana passada e 28% em igual período de 2020/21.

ARROZ: Preço de exportação da Tailândia sobe forte, seguindo milho e trigo
Os preços de exportação de arroz na Tailândia subiram forte nesta semana, acompanhando a disparada do milho e do trigo no mercado internacional. Isto porque o arroz quebrado pode ser usado como substituto do milho e do trigo na ração animal. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados valia de US$ 415 a US$ 428 nesta quinta-feira (10), ante US$ 400 a US$ 403 na semana anterior. No Vietnã, o preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados também subiu bastante por demanda aquecida, valendo de US$ 410 a US$ 415 nesta quinta-feira (10), ante US$ 400 na semana passada. As informações são da Agência Reuters.

CAFÉ: Londres cai acompanhando perdas do arábica em NY
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. As cotações caíram bem em Londres no dia acompanhando a queda forte do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Seguem as apreensões no mercado de café com a guerra entre Rússia e Ucrânia e os impactos sobre a economia global e a demanda pela bebida. A comercialização da safra brasileira de café de 2021/22 até o último dia 10 de março atingia 89% da produção, contra 86% do mês anterior. O dado faz parte de levantamento mensal de SAFRAS & Mercado. O percentual de vendas é superior a igual período do ano passado, quando girava em torno de 87% da safra. O fluxo de vendas também está bem acima da média dos últimos anos para o período (85%). Os contratos para entrega em maio/2022 fecharam o dia a US$ 2.093 a tonelada, com desvalorização de US$ 24, ou de 1,1%. A posição julho/2022 fechou a US$ 2.072 a tonelada, perda de US$ 24, ou de 1,1%.

FERTILIZANTES: Situação do mercado está piorando, diz Putin
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse à mídia do país que a situação do mercado de fertilizantes está piorando e que os preços podem subir, elevando os valores dos alimentos. Ele afirmou, porém que o país tem relações amistosas com os produtores de fertilizantes. Já o ministro da Industria da Rússia, Denis Manturov, disse que o país decidiu suspender temporariamente as exportações de fertilizantes. Putin destacou que os planos de colheita da safra agrícola do país são bons e seu potencial de exportação também é bom. Já o ministro da Indústria da Rússia, Denis Manturov, destacou que houve um aumento significativo nos preços de importação dos grãos devido ao "comportamento irresponsável de ex-parceiros". As informações partem da QT News.

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