CONECTA NEWS – 10/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Chicago fecha mista com vieses opostos de relatório USDA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mistos. O mercado repercutiu o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou menor oferta global de trigo, ao mesmo tempo que aumento as projeções de safra e estoques finais dos EUA nesta temporada. A safra mundial de trigo em 2022/23 é estimada em 773,43 milhões de toneladas, contra 774,83 milhões de toneladas em maio. Para 2021/22, a estimativa ficou em 779,03 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2022/23 foram estimados em 266,85 milhões de toneladas, abaixo das 267,02 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 267,6 milhões de toneladas. Para 2021/22, as reservas finais foram estimadas em 279,4 milhões de toneladas. O mercado esperava 278,9 milhões. A produção do cereal nos Estados Unidos em 2022/23 é estimada em 1,737 bilhão de bushels. Em maio, a projeção era de 1,729 bilhão. Para a safra 2021/22, a produção estadunidense ficou em 1,646 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2022/23 foram projetados em 627 milhões de bushels. O mercado esperava 622 milhões. Em maio, eram 619 milhões. Em 21/22, foram 655 milhões, enquanto o mercado esperava 661 milhões de bushels. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 10,70 3/4 por bushel, baixa de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 10,84 3/4, estáveis em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Apesar de USDA amigável, Chicago fecha em baixa por realização
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, reduzindo os ganhos acumulados ao longo da semana. Após atingir ontem o patamar histórico, o dia foi de realização de lucros. O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou aperto nos estoques, mas sem impactar na correção do dia. Na semana, a posição julho subiu 2,88%, impulsionada pela boa demanda pela soja americana e pelas preocupações com o excesso de chuvas no norte do cinturão produtor americano. Após os números do USDA, o mercado tentou reduzir as perdas, mas o movimento não se confirmou. O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,640 bilhões de bushels em 2022/23, o equivalente a 126,28 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 51,5 bushels por acre. Foram mantidas as projeções de maio. O mercado apostava em número de 4,638 bilhões de bushels ou 126,22 milhões de toneladas. Os estoques finais estão projetados em 280 milhões de bushels ou 7,62 milhões de toneladas. Em maio, o número era de 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. 


AÇÚCAR: Nova York fecha em baixa diante de amplas ofertas globais
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em julho/2022 encerraram o dia a 18,87 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,42 centavo (-2,17%) em relação ao fechamento anterior, acumulando perda de 2% na semana. A posição outubro/2022 fechou cotada a 19,07 centavos (-2,25%). O mercado caiu avaliando os novos dados de produção do Centro-Sul, que acelerou depois de um início de safra lento, mas mesmo assim os números estão abaixo daqueles vistos no início do ano passado. Segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), as usinas do Centro-Sul produziram 2,311 milhões de toneladas de açúcar na segunda quinzena de maio, ante 2,649 milhões no mesmo período do ano passado, uma queda de 12,74%. Ao mesmo tempo, as fortes exportações e a melhora nas perspectivas para a safra da India ajudam a manter pressão sobre as cotações futuras do açúcar, que não conseguem se reaproximar da marca de 20 centavos. Com informações da Reuters.

EMPRESAS: BRF inaugura fábrica na Arábia Saudita
A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, inaugurou sua nova fábrica em Dammam, na Arábia Saudita. A unidade foi adquirida em janeiro de 2021 e recebeu investimentos de cerca de US$ 18 milhões, que elevaram sua capacidade de produção mensal para 1.200 toneladas de alimentos. 
A relação da BRF com a Arábia Saudita teve início em meados da década de 1970, quando a Sadia começou a comercializar seus produtos no Oriente Médio. Atualmente, a BRF conta com mais de 500 colaboradores neste país. O mercado Halal desempenha um papel estratégico nos planos de crescimento com sustentabilidade da Companhia. Hoje em dia, seus produtos são exportados para 14 países da região e há planos de alcançar ainda mais mercados nos próximos anos.

CAFÉ: Londres recua seguindo arábica em NY e mercados com aversão ao risco
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos. As cotações recuaram em Londres acompanhando as perdas do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), do petróleo e de outros mercados. O dólar subiu contra o real e outras moedas em dia de aversão ao risco dos investidores. Os mercados foram pressionados após a divulgação do Indice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos para maio vir acima do estimado pelo mercado, o que aumenta os temores de uma recessão na economia norte-americana. Temores de novos lockdowns na China por conta da Covid também pesaram sobre as bolsas de valores, do petróleo e de futuros de commodities, como o café. Outro aspecto que afugentou os investidores de ativos de maior risco foi a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter as taxas de juros inalteradas. No balanço da semana, o contrato setembro acumulou baixa de 2%. Os contratos para entrega em julho/2022 fecharam o dia a US$ 2.077 a tonelada, baixa de US$ 16, ou de 0,8%. A posição setembro/2022 fechou a US$ 2.095 a tonelada, queda de US$ 13, ou de 0,6%.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações mais baixas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em agosto/2022 fecharam a US$ 564,30 por tonelada, queda de US$ 14,40 (-2,48%) na comparação ao fechamento anterior. Outubro/2022 fechou a US$ 542,50 por tonelada, recuo de US$ 9,00 a tonelada (-1,63%).

ARROZ: USDA prevê safra mundial 2022/23 em 515,35 milhões de toneladas de beneficiado
O relatório de junho de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta sexta-feira (10), estimou a produção mundial de arroz beneficiado em 515,35 milhões de toneladas para 2022/23, ante 514,63 milhões no mês anterior. Para 2021/22, foi estimada safra de 513,67 milhões de toneladas. As exportações mundiais de arroz beneficiado foram estimadas em 54,20 milhões de toneladas para 2022/23, mesmo patamar do mês passado. A estimativa para o consumo é de 519,22 milhões de toneladas de beneficiado para 2022/23, ante 518,44 milhões de toneladas indicadas no mês anterior. Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais mundiais de arroz beneficiado na temporada 2022/23 foram previstos em 183,44 milhões de toneladas, ante 186,26 milhões de toneladas no relatório passado. Para 2021/22, foram estimados estoques de 187,31 milhões de toneladas. A India deverá produzir 130,5 milhões de toneladas beneficiadas em 2022/23; a Tailândia, 19,8 milhões; e o Vietnã, 27,4 milhões. A safra brasileira está estimada em 7,1 milhões de toneladas de beneficiado. A safra da Indonésia está projetada em 34,6 milhões de toneladas. A produção chinesa está estimada em 149 milhões de toneladas.

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