CONECTA NEWS – 11/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CARNE SUINA: Exportações atingem 83,536 mil toneladas em julho
As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 67,728 milhões em julho (6 dias úteis), com média diária de US$ 11,287 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 27,679 mil toneladas, com média diária de 4,613 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.246,80. Em relação a julho de 2021, houve alta de 7,43% no valor médio diário, ganho de 9,4% na quantidade média diária e baixa de 1,9% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

MILHO: Clima adverso e boa demanda nos EUA favorecem alta em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelos sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos e pelo clima quente e seco no cinturão produtor norte-americano. Os investidores aguardam o relatório de condições das lavouras de milho estadunidenses no final da tarde. Os investidores também buscam um posicionamento frente ao relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura do País, que será divulgado amanhã. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 933.725 toneladas na semana encerrada no dia 7 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 915 mil toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 876.386 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.002.342 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 49.227.453 toneladas, contra 59.294.132 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,37 por bushel, ganho de 3,75 centavos de dólar, ou 0,59%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,29 por bushel, alta de 5,50 centavos, ou 0,88% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago despenca com fraca demanda nos EUA e aversão ao risco
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pela inflação e pelos novos casos de covid na China, que deflagraram um sentimento de aversão ao lucro. Sinais de fraca demanda nos Estados Unidos também pesaram negativamente. As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 309.802 toneladas na semana encerrada no dia 7 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 350 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 272.940 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 429.316 toneladas. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 8,56 1/2 por bushel, baixa de 35,00 centavos de dólar, ou 3,92%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,72 1/2, recuo de 34,00 centavos de dólar, ou 3,75%, em relação ao fechamento anterior.

CARNES: Exportação de aves atinge 121,442 mil toneladas em julho
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 277,781 milhões em julho (6 dias úteis), com média diária de US$ 46,296 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 121,442 mil toneladas, com média diária de 20,240 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.287,30. Em relação a julho de 2021, houve alta de 51,4% no valor médio diário, ganho de 13,9% na quantidade média diária e avanço de 33,0% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: Na véspera do USDA, clima ajuda a sustentar Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos, mas abaixo das máximas do dia. Foi a quarta sessão seguida de alta. A preocupação com o clima seco em parte do Meio Oeste dos Estados Unidos e um movimento de posicionamento de carteiras na véspera do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) garantiram a alta. Mas a aversão ao risco no financeiro e a preocupação com a demanda chinesa reduziram os ganhos no final da sessão. O Departamento deve reduzir a sua estimativa para a safra e os estoques finais de soja dos Estados Unidos em 2022/23. Os estoques para 2021/22 deverão ser elevados. O relatório de julho será divulgado na terça, 12, às 13hs. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,515 bilhões de bushels em 2022/23. Em junho, a previsão ficou em 4,64 bilhões de bushels. No ano passado, a safra somou 4,435 bilhões de bushels. Para os estoques finais, o mercado indica número de 214 milhões para a temporada 2022/23 e de 215 milhões para 2021/22. Em junho, a previsão do USDA era de 280 milhões e 205 milhões, respectivamente. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2022/23 de 99,2 milhões de toneladas, contra 110,5 milhões estimados em junho. Para 2021/22, a aposta é de estoques subindo de 86,2 milhões para 86,4 milhões de toneladas. Para o Brasil, o USDA deve indicar safra de 125,9 milhões de toneladas para 2021/22, abaixo dos 126 milhões previstos em junho. A produção argentina deverá ser indicada em 43,3 milhões, abaixo dos 43,4 milhões indicados no relatório do mês passado. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 8,75 centavos de dólar por bushel ou 0,57% a US$ 15,22 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,05 por bushel, com ganho de 8,50 centavos ou 0,6%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,37% a US$ 432,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 63,72 centavos de dólar, com alta de 1,13 centavo ou 1,8%.

ALGODÃO: Brasil exporta 7,855 mil toneladas até 2ª semana de julho
As exportações brasileiras de algodão bruto somaram 7,855 mil toneladas até a segunda semana de julho (6 dias úteis), com média diária de 1,309 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 19,768 milhões, com média diária de US$ 3,924 milhões. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em relação à igual período do ano anterior, houve recuo de 52,7% no volume diário exportado (2,770 mil toneladas diárias em julho de 2021). Já a receita diária teve decréscimo de 28,6% (US$ 4,611 milhões diários em julho de 2021).

SOJA: Exportações do Brasil somam 2,597 milhões de toneladas em julho
As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 1,62 bilhão em julho (6 dias úteis), com média diária de US$ 270,058 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 2,597 milhões de toneladas, com média diária de 432,855 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 623,90. Na comparação com junho de 2021, houve alta de 49,1% na receita média diária e de 9,8% no volume. O preço subiu 35,8%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CAFÉ: Embarques de julho somam 741 mil sacas
As exportações brasileiras de café em grão em julho chegam a 740.716 sacas de 60 quilos no acumulado do mês, com oito dias uteis computados (média diária de 123.450 sacas), com receita chegando a US$ 388,019 milhões (média diária de US$ 179,686 milhões), e preço médio de US$ 242,58 por saca. A receita média diária obtida com as exportações de café em grão em julho está 96,7% maior no comparativo com a média diária de julho de 2021, que fora de US$ 15,225 milhões. Já o volume médio diário embarcado é 14% menor que o de julho de 2021, que tinha o registro de 108.266 sacas diárias de média. O preço médio, por sua vez, disparou 72,5%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

CARNE BOVINA: Exportação atinge 43,856 mil toneladas em julho
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 291,646 milhões em julho (6 dias úteis), com média diária de US$ 48,607 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 43,856 mil toneladas, com média diária de 7,309 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.650,00. Em relação a junho de 2021, houve ganho de 18,7% no valor médio diário da exportação, baixa de 2,8% na quantidade média diária exportada e valorização de 22,2% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CLIMA: Inmet prevê chuvas significativas na Região Sul até 18 de julho
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas significativas acumuladas entre os dias 12 e 18. Os maiores volumes são esperados na Região Sul. Para a Região Norte, são previstos acumulados de chuva que podem superar os 70 mm no extremo norte de Roraima. No noroeste do Amazonas e norte do Pará, os acumulados de chuva deverão ficar na faixa de 20 e 50 mm. Nas demais áreas, os acumulados de chuva previstos serão inferiores a 10 mm. Na Região Nordeste, não são previstos volumes de chuva significativos para esta região, porém não se descarta ocorrência de chuva de forma isolada, principalmente na faixa norte e leste. Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, a predominância de uma massa de ar seco durante a semana não irá favorecer a formação de nuvens de chuva, favorecendo a redução da umidade nestas áreas. Para a Região Sul do país, a passagem de uma frente fria irá contribuir para formação de áreas de instabilidade no sul do Rio Grande do Sul, no dia 12/07. Enquanto no final de semana, uma nova frente fria avança pelo sul do país, se mantendo estacionária no estado do Paraná no dia 18/07, com previsão de acumulados de chuva significativos. Os volumes previstos ficarão entre 60 e 90 mm. No restante da região, os acumulados de chuva deverão ser inferiores a 30 mm. As informações são do Inmet.

AÇÚCAR: Exportação atinge 929 mil toneladas em julho
A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços totaliza US$ 59,445 milhões em julho (seis dias úteis). Já o volume médio diário de exportações atingiu 154,922 mil toneladas. Foram exportadas 929.532 toneladas de açúcar no período, com receita total de US$ 356,670 milhões e um preço médio de US$ 383,70 por tonelada. Na comparação com a média diária de julho de 2021, de US$ 37,543 milhões, verifica-se alta de 58,3% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em julho de 2022. Em volume, houve alta de 38,1%, ante as 112,215 mil toneladas diariamente embarcadas em julho de 2021. Já o preço médio subiu 14,7%, ante os US$ 334,60 por tonelada verificados em julho de 2021. Os dados partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

MILHO: Exportações somam 953,345 mil toneladas em julho
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 286,128 milhões em julho (6 dias úteis), com média diária de US$ 47,688 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 953,345 mil toneladas, com média de 158,890 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 300,10. Em relação a julho de 2021, houve alta de 160,5% no valor médio diário da exportação, avanço de 75,5% na quantidade média diária exportada e valorização de 48,4% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

AGROPECUÁRIA: Preços pagos a produtores paulistas recuam em junho
Relatório elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP) referente aos preços pagos para os produtores paulistas apontou queda na maioria dos produtos. De 28 itens pesquisados, 16 mostraram baixa no mês de junho, enquanto 12 registraram alta. "O relatório mostrou que os produtores agropecuários não são os maiores culpados pela inflação, apesar de estarem pressionados pela alta dos insumos e por elevadas taxas de juros cobradas nos empréstimos dos bancos", afirma o presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, Fábio de Salles Meirelles. As fontes de dados dos preços são da CONAB e CEPEA/ESALQ/USP. As maiores quedas mensais foram na banana-prata (-13,32%), borracha látex (-11,46%), alface crespa (-10,42%), limão taiti (-9,89%), alface americana (-9,25%) e laranja pera (-7,48%). As maiores altas no mês foram na banana nanica (+24,60%), batata-doce (26,31%), café arábica e suíno (ambos com +5,70%), trigo (+5,67%) e leite (+5,24%). As informações são da assessoria de imprensa da FAESP.

CARNE BOVINA: Exportação de Goiás cresce 12,4% até maio, aponta Seapa
Em Goiás, o volume de carne bovina exportada registrou crescimento de 12,4% no período de janeiro a maio de 2022, se comparado ao mesmo período do ano passado, conforme aponta o boletim Agro em Dados de julho. A publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) revela que, nos primeiros cinco meses do ano, o Estado exportou 108,1 mil toneladas, registrando US$ 615,1 milhões, aumento de 38,1% em relação ao mesmo período de 2021. Com esse resultado, Goiás ficou na terceira posição entre os maiores exportadores de carne bovina no País, com 12,2% do valor total nacional, atrás apenas de São Paulo, com 25,8% do total exportado, e de Mato Grosso, com 20,3% da carne bovina exportada pelo Brasil. Entre os principais destinos da carne bovina goiana, o boletim lista China, com 62,6%; Egito com 7,5% e Estados Unidos, com 5,1%. Do total exportado, o Agro em Dados mostra, ainda, que 90,2% foram de carnes congeladas; 6,5% de carnes frescas ou refrigeradas; e 3,3% de miudezas de carne bovina. Ainda no item carne bovina, o Agro em Dados mostra que houve crescimento de 4,4% no abate de bovinos no primeiro trimestre de 2022. Foram 673 mil cabeças, colocando Goiás como o quarto no ranking nacional e alcançando 9,7% da produção brasileira. O Estado também está em quarto lugar em relação ao couro curtido, com 710 mil unidades e crescimento de 11,4%. Isso significa que Goiás foi responsável por 10,3% da produção nacional de couro curtido. Para a compilação desses dados, a Gerência de Inteligência de Mercado da Seapa - área responsável pelo Agro em Dados - avaliou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de bovinos, o Agro em Dados de julho traz números das cadeias de suínos e de aves. Em relação ao abate de suínos, houve aumento de 3,7%, com 514,5 mil cabeças no primeiro trimestre de 2022, se comparado ao mesmo período de 2021. Com isso, o Estado ocupou a 8a posição no ranking nacional. Já no de frangos, o crescimento foi de 0,6%, com 116,3 milhões de cabeças e Goiás ocupando a 5a posição no ranking brasileiro. As informações são da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás.

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