CONECTA NEWS – 14/03/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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GRÃOS: Cazaquistão diz ser capaz de atender plenamente consumo doméstico
O Cazaquistão é capaz de cobrir totalmente suas necessidades domésticas de grãos com sua própria produção, declarou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira. De acordo com dados oficiais, em 1 de fevereiro, os estoques de grãos e leguminosas totalizavam 10 milhões de toneladas, incluindo 8,1 milhões de toneladas de trigo (6,7 milhões de toneladas de alimentos e 0,3 milhões de toneladas de ração), 1,2 milhão de toneladas de cevada, 157 mil toneladas de milho para grão, 26 mil toneladas de centeio. Adicionalmente, o país tem cerca de 1,5 milhões de toneladas de reservas sociais alimentares, incluindo 145,1 mil toneladas de farinha, 47,6 mil toneladas de açúcar, 40,2 mil toneladas de arroz, 21,3 mil toneladas de massas e 1 milhão de toneladas de legumes. "A produção de alimentos continua. Temos matéria-prima suficiente para a produção de grumos, farinha, produtos enlatados e outros bens, bem como um número suficiente de animais", acrescentou o ministério. As informações partem da APK News.

CAFÉ: Embarques de março estão em 1,527 milhão de sacas - Secex
As exportações brasileiras de café em grão em março chegam a 1,527 milhão de sacas de 60 quilos no acumulado do mês até o dia 13, com 8 dias úteis computados (média diária de 190.915 sacas), com receita chegando a US$ 367,046 milhões (média diária de US$ 45,881 milhões), e preço médio de US$ 240,32 por saca. A receita média diária obtida com as exportações de café em grão em março está até agora 96,9% maior no comparativo com a média diária de março de 2021, que fora de US$ 23,297 milhões. Já o volume médio diário embarcado é 9,0% maior que o de março de 2021, que tinha o registro de 175.077 sacas diárias de média. O preço médio, por sua vez, disparou 80,6%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

SOJA: Aumento da retenção afetará ingresso de divisas na Argentina
A Câmara da Indústria de Oleaginosas da Argentina (CIARA) alertou que a restrição às exportações de farelo e óleo de soja que o governo argentino ordenou neste fim de semana é totalmente contrária ao interesse dos exportadores, além de ser ilegal. "Isso afetará o ingresso de divisas e o emprego no agronegócio. Acaba com a rentabilidade do milho, trigo e oleaginosas, pois altera as condições do comércio exterior", disse a CIARA. Em outra mensagem, afirmou que "o governo encerrou o registro de exportação de óleo e farelo de soja porque a decisão do ministro [da Economia, Martín] Guzmán é aumentar em dois pontos as retenções para o complexo agroindustrial". De acordo com dados da Câmara e do Centro Exportadores de Cereais (CEC), as agroexportadoras arrecadaram US$ 2,5 bilhões em fevereiro, sendo o melhor mês de fevereiro dos últimos 20 anos. As informações partem da Agência CMA Latam.

ALGODÃO: NY cai forte acompanhando petróleo e observando guerra
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta segunda-feira. O mercado teve uma sessão de perdas expressivas acompanhando o movimento baixista do petróleo. Acompanha as notícias sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e o possível cessar-fogo. Além disso, o mercado apresentou um movimento técnico de perdas associadas à realização de lucros de fundos e especuladores. Os contratos com entrega em maio/2022 fecharam a 118,77 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 2,26 centavos, ou de 1,9%. Julho/2022 fechou a 115,12 centavos, queda de 1,67 centavo, ou de 1,4%.

CARNES: Canadá poderá ser um importante mercado para Brasil
A notícia da abertura do mercado do Canadá para carne bovina e suína do Brasil é bem positiva, segundo a avaliação do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias. "Esse mercado poderá vir a ser importante nos embarques brasileiros das duas proteínas. A questão agora é esperar para ver quanto será a participação canadense em termos das vendas do Brasil", avalia. Iglesias destacou, especialmente, que o Canadá será um mercado que ajudará o Brasil a reduzir a atual dependência existente junto à China nas vendas de carne bovina e de carne suína. "Quanto mais mercados o Brasil abrir, melhor será para o país, independente dos volumes que vierem a ser adquiridos", conclui.

CAFÉ: NY atinge preços mais baixos desde novembro, seguindo petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços mais baixos. As cotações caíram no dia acompanhando o movimento baixista do petróleo, que teve fortíssimas perdas. O mercado segue monitorando a guerra entre Rússia e Ucrânia. Se mantém a apreensão com os efeitos da guerra sobre a economia global e sobre a demanda pelo café. As cotações caíram aos níveis mais baixos desde novembro, com o preço de fechamento mais baixo (na posição maio) desde 11 de novembro. Os contratos com entrega em maio/2022 fecharam o dia a 218,80 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 3,15 centavos, ou de 1,4%. A posição julho/2022 fechou a 218,35 centavos, queda de 3,05 centavos, ou de 1,4%.

MILHO: Chicago fecha em baixa com aversão ao risco e queda do petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais baixos. Mesmo com os sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos, o mercado foi pressionado pelo sentimento de aversão ao risco, o que fez com que o preço do petróleo opere em forte queda ao longo do dia. A baixa do petróleo faz com que o etanol perca competitividade os Estados Unidos frente à gasolina. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.144.850 toneladas na semana encerrada no dia 10 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 1,325 milhão de toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 1.582.167 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 2.274.441 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 25.925.281 toneladas, contra 30.199.718 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 159.000 toneladas de milho ao México. O cereal será entregue na temporada 2021/22. Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 7,48 1/4 por bushel, perda de 14,25 centavos de dólar, ou 1,86%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho de 2022 fechou a sessão a US$ 7,18 1/2 por bushel, perda de 10,25 centavos, ou 1,40% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Volátil, Chicago perde força e fecha no vermelho
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços fortemente mais baixos. Em sessão bastante volátil, o mercado tentou se recuperar, mas acabou perdendo força e revertendo para o território negativo. A tensão envolvendo conflito entre Rússia e Ucrânia, a forte queda nos preços do petróleo e os sinais de fraca demanda para o cereal norte-americano acabaram pesando e pressionando as cotações. As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 282.344 toneladas na semana encerrada no dia 10 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 425 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 403.187 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 715.052 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 16.194.257 toneladas, contra 19.383.021 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em maio de 2022 eram cotados a US$ 10,96 1/4 por bushel, baixa de 10,25 centavos de dólar, ou 0,92%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2022 eram negociados a US$ 10,70 por bushel, perda de 7,25 centavos de dólar, ou 0,67%, em relação ao fechamento anterior.

ARROZ: Exportações da Tailândia totalizam 988 mil toneladas no ano
As exportações de arroz da Tailândia totalizaram 114,349 mil toneladas na semana compreendida entre 21 e 27 de fevereiro. A média das últimas quatro semanas ficou em 115,997 mil toneladas. No acumulado do ano, as exportações somam 988 mil toneladas, ante 563 mil em igual período do ano passado. Não estão computadas neste número as exportações de arroz aromático. As informações são Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

SOJA: Soja tem leve baixa por petróleo / Farelo tem forte alta
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em leve baixa para o grão, com perda consistente para o óleo e alta forte para o farelo. A queda do petróleo no mercado internacional pesou sobre o grão e o óleo. Já o farelo encontrou sustentação na notícia de interrupção das exportações de farelo e óleo da Argentina. Surpreendentemente, o Ministério da Agricultura da Argentina encerrou neste domingo o registro das declarações juramentadas de exportação de farelo e óleo de soja. Ele fazia isso logo no início da colheita e para evitar que a mercadoria saísse. Esta medida é o prelúdio de um aumento do imposto de exportação sobre esses produtos. Apesar de o Ministro da Agricultura, Julián Domínguez, ter afirmado repetidamente que não iam tocar nas retenções, o fechamento do registro indica que o farão. Da Casa Rosada, rumores que anunciarão medidas na terça-feira.O fechamento do cadastro gerou uma reação geral de repúdio por parte das entidades rurais, dos produtores agrícolas auto-organizados e da oposição. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 772.719. toneladas na semana encerrada no dia 10 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 740 milhões de toneladas. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) divulga nesta terça-feira o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de fevereiro. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em número de 165,024 milhões de bushels. Em janeiro, foram esmagados 182,216 milhões de bushels. Em fevereiro do ano passado, foram 155,158 milhões de bushels. Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar por bushel ou 0,32% a US$ 16,70 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 16,46 3/4 por bushel, com perda de 4,50 centavos ou 0,27%. Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 7,20 ou 1,5% a US$ 484,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 73,95 centavos de dólar, com baixa de 2,08 centavo ou 2,73%.

SOJA: Brasil exporta 4,419 milhões de toneladas até 2ª semana de março
As exportações brasileiras de soja somaram 4,419 milhões de toneladas até a segunda semana de março (8 dias úteis), com média diária de 552,443 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 2,265 bilhões, com média diária de US$ 283,198 milhões. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em relação à igual período do ano anterior, houve avanço de 0,1% no volume diário exportado (551,908 mil toneladas diárias em março de 2021). Já a receita diária teve acréscimo de 29,1% (US$ 5,045 milhões diários em março de 2021).

FERTILIZANTES: Importações somam 1,1 milhão de toneladas em março - Secex
As importações de fertilizantes do Brasil envolveram US$ 695,4 milhões em março (8 dias úteis), com média diária de US$ 86,92 milhões. A quantidade total de fertilizantes importada pelo país ficou em 1,1 milhão de toneladas, com média de 137,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 632,10. Em relação a março de 2021, houve alta de 177,5% no valor médio diário da importação, ganho de 8,5% na quantidade média diária importada e valorização de 155,7% no preço médio. Os dados são do Ministério da Economia e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CARNE SUINA: Exportações atingem 37,667 mil toneladas em março - Secex
As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 80,651 milhões em março (8 dias úteis), com média diária de US$ 10,081 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 37,667 mil toneladas, com média diária de 4,708 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.141,20. Em relação a março de 2021, houve baixa de 5,1% no valor médio diário da exportação, alta de 11,9% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 15,1% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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