CONECTA NEWS – 14/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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ALGODÃO: NY fecha em baixa com boa evolução do plantio nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta terça-feira. As cotações foram pressionadas pela boa evolução do plantio nos Estados Unidos, em fase final dos trabalhos. Além disso, segue a apreensão nos mercados com aversão ao risco diante de inflação nos Estados Unidos e possível aumento das taxas de juros, além de medidas na China para conter a covid-19. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de algodão. Até 12 de junho, a área plantada era apontada em 90%. Em igual período do ano passado, o número estava em 87% e a média dos últimos cinco anos é de 88%. Na semana passada, os trabalhos atingiam 84%. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 143,48 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 2,18 centavos, ou de 1,5%. Dezembro fechou a 120,65 centavos, desvalorização de 2,16 centavos, ou de 1,7%. 

AGROPECUÁRIA: Custo do frete pode cair com limitação do ICMS sobre o diesel
A aprovação nesta segunda, dia 14 de junho, pelo Senado do Projeto de Lei Complementar (PLC) 18/2022, que limita em 17% a cobrança de ICMS sobre bens considerados essenciais, como combustíveis, telecomunicações, energia e transporte público, trará efeitos positivos em caso de redução efetiva no preço do diesel, refletindo no frete dos caminhões que transportam grande parte dos produtos agropecuários no País. A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), Fábio de Salles Meirelles. Meirelles, entretanto, ressalta que novas medidas poderiam ser tomadas para diminuir também a carga de impostos dos produtos da cesta básica. "Os alimentos são itens ainda mais essenciais e devem ter a carga tributária reduzida ao máximo", argumenta o presidente da Federação. "Com o diesel mais barato, esperamos menor pressão nos preços dos fretes e, consequentemente, menor custo para os produtores", afirma Meirelles. 
O presidente da FAESP lembra que diesel mais barato também diminui os custos de produção agrícola, com menor dispêndio em tratores, máquinas e equipamentos que utilizam este combustível. "É um valor cada vez mais elevado para o produtor, que nem sempre consegue repassar e acaba tendo que absorver esse custo e o prejuízo", diz Meirelles. O objetivo da medida é tentar amenizar os impactos da inflação. O presidente lembra que a inflação alta leva a um aumento da taxa Selic por parte do Banco Central (BC) e, com isso, também a uma elevação nas taxas de juros nos financiamentos agropecuários. "Os produtores precisam financiar a atividade agropecuária e o aumento da Selic é uma péssima notícia", diz ele.

MILHO: Chicago fecha em baixa com plantio nos EUA e temor com inflação
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelo bom avanço do plantio de milho nos Estados Unidos. Os investidores também mostraram preocupação com temor de inflação alta nos Estados Unidos, que deve levar a um aperto monetário por parte do Federal Reserve (Fed), cuja decisão sobre os juros sai amanhã. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 12 de junho, a área plantada estava estimada em 97%. O mercado esperava 98%. Em igual período do ano passado, o número era de 100%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 94% da área. A média para os últimos cinco anos é de 97%. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 148.000 toneladas de milho para o México. Do total, 103 mil toneladas serão entregues na temporada 2021/22 e 45 mil toneladas na temporada 2022/23. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,68 1/4 por bushel, recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,12%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,29 1/2 por bushel, baixa de 1,25 centavo, ou 0,17% em relação ao fechamento anterior.

MILHO: Colheita da safrinha atinge 3,1% no Centro-Sul do Brasil
A colheita da safrinha 2022 de milho atingia 3,1% da área estimada de 14,689 milhões de hectares na sexta-feira (10), segundo levantamento de SAFRAS & Mercado. Os trabalhos atingem 0,2% no Paraná, 2,3% em Mato Grosso do Sul, 3,2% em Goiás, 4,9% em Mato Grosso e 0,2% em Minas Gerais. No mesmo período do ano passado, a colheita ainda não havia iniciado na área cultivada de 14,402 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 0,2%. Na região do Matopiba, a colheita atingia 0,1% da área cultivada de 1,103 milhão de hectares até sexta-feira (10). A colheita atinge 0,2% no Maranhão. Nos demais estados a colheita ainda não teve início. No mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída na área cultivada de 1,078 milhão de hectares.

ALGODÃO: Fortes chuvas afetam produção em importante estado australiano
Fortes chuvas afetam a produção de algodão em um importante estado australiano (Nova Gales do Sul). Relatos indicam que em algumas áreas a colheita chega a acumular atraso de dois meses.

TRIGO: Inflação, dólar e colheita nos EUA pressionam queda forte em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Conforme a Agência Reuters, a inflação alta nos Estados Unidos, com reflexo nos produtos agrícolas, pressionou as cotações. Cresce o sentimento de aperto maior que o esperado na política monetária do país, cuja decisão do Federal Reserve (Fed) sai amanhã. A força do dólar, que encarece a exportação estadunidense, e a pressão da colheita completam o quadro baixista. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo primavera. Até 12 de junho, o plantio estava apontado em 94%. O mercado esperava 91%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 82% da área. Em igual período do ano passado, o número estava em 100% e a média dos últimos cinco anos é de 99%. Sobre a colheita das lavouras de trigo de inverno, até 12 de junho, estava apontada em 10%. O mercado esperava 14%. Na semana passada, eram 5%. Em igual período do ano passado, o número estava em 4% e a média dos últimos cinco anos é de 12%. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 10,50 1/4 por bushel, baixa de 20,75 centavos de dólar, ou 1,93%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 10,65 1/4 por bushel, recuo de 20,75 centavos ou 1,91% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Chicago fecha em baixa pela terceira sessão, seguindo financeiro
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos, pela terceira sessão consecutiva. Em dia volátil, o mercado voltou a ser pressionado pelo desempenho do financeiro, em meio ao quadro de forte aversão ao risco e expectativa sobre a política monetária norte-americana. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) divulga na quarta-feira o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de maio. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em número de 171,552 milhões de bushels. Em abril, foram esmagados 169,788 milhões de bushels. A Associação deve indicar os estoques de óleo de soja americanos em 1,765 bilhão de libras. Em abril, somaram 1,814 bilhão de libras. Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 9,00 centavos ou 0,52% a US$ 16,98 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,16 1/2 por bushel, com perda de 11,25 centavos de dólar ou 0,69%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 4,10 ou 0,98% a US$ 411,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,28 centavos de dólar, com perda de 1,23 centavo ou 1,54%.

CAFÉ: NY fecha em alta com recuperação técnica
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais altos. Após as fortes perdas das duas últimas sessões, o arábica encontrou um movimento de compras associado à cobertura de posições vendidas. Basicamente, o mercado teve um pregão de correção técnica e ajustes após as recentes perdas. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 226,95 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 3,60 centavos, ou de 1,6%. A posição setembro/2022 fechou a 226,90 centavos, alta de 3,45 centavos, ou de 1,5%.

TRIGO: Conab indica plantio em 47% da área na safra 2022
O plantio de trigo da safra 2022 atingiu 47% da área, de acordo com relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados colhidos até 11 de junho. Na semana anterior, o plantio atingia 38,6%. Em igual período do ano passado, a semeadura atingia 54,2% da área.

MILHO: Conab indica colheita da 1a safra 2021/22 em 88,6% no Brasil
A colheita da 1a safra 2021/22 de milho atingia 88,6% da área no Brasil até o dia 11 de junho, conforme levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a ceifa estava em 86,7%. Em igual período do ano passado, o número era de 88,2%.

SOJA: Conab aponta colheita do Brasil em 99,8% para 2021/22
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou que a colheita de soja avançou para 99,8% da área estimada para a temporada 2021/22 do Brasil, conforme levantamento semanal feito com dados recolhidos até 11 de junho. Na semana anterior, a ceifa estava em 99,4%. Em igual período do ano passado, o número era de 99,9%.

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