CONECTA NEWS – 14/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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ALGODÃO: NY tomba seguindo petróleo e mercados com apreensão com recessão
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta quinta-feira. Os preços foram duramente pressionados acompanhando as perdas do petróleo, das bolsas de valores e de commodities. A alta do dólar contra outras moedas foi aspecto baixista para as commodities nos mercados futuros. O dia foi de aversão ao risco com as notícias de inflação acima do esperado nos Estados Unidos. Há fortes preocupações com a recessão nos Estados Unidos e no mundo, e com os efeitos disso na demanda mundial. Isso pode afetar especialmente a indústria têxtil, o que pressiona o algodão. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 83,71 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 4,00 centavo, ou de 4,56%.

MILHO: Clima adverso nos Estados Unidos favorece ganhos em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. Após oscilar, o mercado se firmou no território positivo em meio ao temor em torno de uma queda na produtividade dos Estados Unidos, diante do clima quente e seco. Os investidores também refletiram a demanda para o cereal norte-americano. As vendas líquidas semanais norte-americanas de milho caíram frente à semana passada, mas o volume divulgado ficou dentro da expectativa do mercado. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 59.000 toneladas na semana encerrada em 7 de julho. Representa um forte recuo frente à semana anterior e uma queda de 72% sobre a média das últimas quatro semanas. O Japão liderou as compras, com 124.100 toneladas. Para a temporada 2022/23, foram mais 348.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 100 mil e 600 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,00 por bushel, ganho de 5,00 centavos de dólar, ou 0,83%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,01 por bushel, alta de 5,75 centavos, ou 0,96% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago fecha em forte baixa pressionada por sinais de oferta
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Os preços apresentaram bastante volatilidade na primeira parte da sessão. A partir do meio-pregão as cotações se consolidaram no território negativo. O mercado começou o dia pressionado negativamente pelas notícias de progresso nas negociações entre Rússia e Ucrânia envolvendo a liberação das exportações de grãos ucranianos através do Mar Negro. O potencial cenário é baixista uma vez que sinaliza para aumento da oferta disponível no mercado internacional, ao mesmo tempo que avançam as colheitas de importantes produtores do Hemisfério Norte. Os preços já vêm de fortes quedas recentemente, pressionados pela ceifa dos Estados Unidos, na Rússia e na Europa Ocidental, em meio a sinais de clima favorável e boas produções. Vem pesando negativamente, também, o temor de recessão da economia global, sinalizado, por exemplo, pelo aperto monetário nos Estados Unidos e por novos casos de covid na China. Isso gera um sentimento de aversão ao risco e faz com que investidores busquem ativos mais seguros, liquidando suas posições nas commodities como o trigo. Por outro lado, nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou as maiores vendas semanais de trigo do país em quase dez anos, conforme analistas consultados por agências internacionais. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2022/23, que tem início em 1o de junho, ficaram em 1.017.200 toneladas na semana encerrada em 7 de julho. Destaque para a venda de 265.300 toneladas para a China. Para a temporada 2023/24, foram mais 30.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 500 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,95 por bushel, baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,94%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,13 1/2, recuo de 14,25 centavos de dólar, ou 1,72%, em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: NY mergulha abaixo de US$ 2,00 em mais um dia de aversão ao risco
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações despencaram e o mercado rompeu para baixo a importante linha técnica e psicológica de US$ 2,00 a libra-peso. Vendas de fundos e especuladores derrubaram as cotações, e o mercado atingiu stops de comprados, acelerando o movimento negativo. O dia foi de aversão ao risco nos mercados e o café seguiu o "mau humor" generalizado. Dados mostrando inflação acima da expectativa nos Estados Unidos levaram a mais um dia de baixas nas bolsas de valores americanas e europeias, o petróleo caiu e o dólar subiu contra outras moedas, levando as commodities para o "buraco". Há fortes preocupações em torno de uma recessão global, com EUA e outras nações tomando medidas para conter a inflação, especialmente aumento de taxas de juros, o que pode frear o consumo. Isso pesa sobre as commodities de modo geral. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 195,30 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 12,05 centavos, ou de 5,8%. A posição dezembro/2022 fechou a 192,75 centavos, queda de 11,95 centavos, ou de 5,8%.

SOJA: Em dia volátil, financeiro pesa e Chicago fecha em baixa
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos, em sessão de muita volatilidade. O clima de aversão ao risco decorrente do temor de uma recessão global, com possível queda na demanda por commodities, suplantou as preocupações com o clima no Meio Oeste e pressionou o mercado. Outro ponto de pressão foi o fraco resultado das exportações semanais americanas. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em negativas em 362.900 toneladas na semana encerrada em 7 de julho - menor patamar da temporada. Para a temporada 2022/23, ficaram em 113.900 toneladas. Analistas esperavam exportações entre zero e 400 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 13,00 centavos ou 0,87% a US$ 14,71 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,41 por bushel, com perda de 8,50 centavos de dólar ou 0,62%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 1,70 ou 0,38% a US$ 438,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 58,14 centavos de dólar, com perda de 0,86 centavo ou 1,45%.

TRIGO: Plantio atinge 90,7% da área na Argentina
O plantio de trigo atinge 90,7% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 6,3 milhões de hectares. Os trabalhos avançaram 5,5 pontos percentuais na última semana e estão 5,5 pontos atrasados na comparação com o ano passado. Em números absolutos, foram semeados 5,621 milhões de hectares.

MILHO: Colheita 21/22 atinge 58,1% na Argentina
A colheita de milho da safra 2021/22 atinge 58,1% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 5,1 pontos percentuais na semana. A projeção de produção fica em 49 milhões de toneladas, contra 52,5 milhões de toneladas em 2020/21. Em números absolutos, foram colhidos 29,077 milhões de toneladas ao longo de 4,119 milhões de hectares.

BIOCOMBUSTIVEIS: Consumo aumenta na UE com alívio em restrições
Com o levantamento dos bloqueios impostos 2021 e 2022 por conta da pandemia, o consumo de etanol e biodiesel está aumentando na União Europeia. Já a invasão da Ucrânia pela Rússia levou a aumentos nos preços do combustível para o setor de transporte. Segundo o adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Bruxelas, a disparada dos preços da gasolina aumentou a competitividade do componente etanol, impulsionando as vendas de misturas mais baixas e mais altas. Em contraste, o consumo de biodiesel está previsto para estagnar em 2022, pois o maior uso de biodiesel com valores mais altos de redução de gases de efeito estufa (GEE) significa que menos volumes são necessários para cumprir os mandatos. Prevê-se que a produção de etanol da UE aumente, com a utilização de maiores volumes de beterraba sacarina. Já a produção de biodiesel deverá estagnar e o óleo de palma será parcialmente substituído por óleo de cozinha usado e óleo de colza.

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