CONECTA NEWS – 15/02/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ: Exportações de Uganda caíram 10% em janeiro
As exportações de café de Uganda caíram 10% em janeiro deste ano no comparativo com o mesmo mês do ano passado, diante de menor produtividade nas lavouras com estiagem e com escassez de contêineres para os embarques. As informações partem da Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda (UCDA, na sigla em inglês), seguindo noticiou a Dow Jones. Os embarques em janeiro de 2022 atingiram 402.212 sacas de 60 quilos, contra 445.920 sacas em janeiro de 2021. No entanto, em valor, as exportações subiram 56% no mesmo comparativo, atingindo US$ 61 milhões em janeiro de 2022, com o aumento nos preços globais do café. A UCDA informou que o congestionamento na fronteira devido a medidas de contenção da Covid-19 também prejudicou os embarques de Uganda em janeiro. Uganda é o maior exportador de café da África. No acumulado da temporada 2021/22, de outubro de 2021 a janeiro de 2022 (a temporada vai de outubro a setembro), os embarques de café de Uganda chegam a 1,95 milhão de sacas, contra 1,72 milhão de sacas de igual período da temporada 2020/21. Já a receita com as exportações nos quatro primeiros meses da temporada 2021/22 subiu 70% contra o mesmo período da temporada anterior, atingindo um recorde de US$ 270 milhões, com preços mais elevados devido a escassez de contêineres no Vietnã e preocupações climáticas com a safra 2022 do Brasil, informou a UCDA. A queda nas exportações em janeiro é a primeira nos quatro meses da temporada, sinal de que o clima seco e os problemas logísticos com a pandemia estão prejudicando o fluxo de saída de café do país. Na temporada 2020/21, Uganda exportou um recorde de 6,5 milhões de sacas, 21% a mais que na temporada anterior.

MILHO: Brasil deve embarcar 350 mil toneladas em fevereiro, aponta ANEC
As exportações brasileiras de milho deverão ficar em 350 mil toneladas em fevereiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em fevereiro do ano passado, o Brasil exportou 508,407 mil toneladas. Em janeiro de 2022, os embarques do cereal somaram 2,223 milhões de toneladas. No acumulado de 2022, os embarques atingem 2,573 milhões de toneladas. Na semana entre 6 e 12 de fevereiro, dados apontam que o Brasil embarcou 91,718 mil toneladas. No período entre 13 e 19 de fevereiro, a ANEC indica que a exportação deve ficar em 9,845 mil toneladas de milho.

AGRONEGÓCIO: Tereza Cristina viaja ao Irã para ampliar relações comerciais
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, viaja nesta terça-feira (15) para o Irã, onde cumpre agenda para tratar de assuntos relacionados à relação comercial com o Brasil, como a importação de ureia iraniana. Após ser diagnosticada com Covid-19, Tereza Cristina realizou novo teste nesta segunda-feira (15), que resultou negativo para a doença, possibilitando a realização da viagem programada anteriormente. A ida ao Irã prevê reuniões com o Ministro da Agricultura, Seyed Javad Sadati Nejadi, e com o presidente da Comissão de Agricultura do parlamento iraniano, deputado Muhammad Askari, além de encontros com a Câmara de Comércio Brasil-Irã e com o Fórum Empresarial entre os dois países. Também está prevista visita à Petroquímica de Shiraz, importante produtora de ureia, e à Câmara de Comércio de Shiraz. Em 2020, o Brasil exportou US$ 1,9 bilhão para o Irã em produtos agrícolas, com forte participação de milho (64,4%) e soja em grãos (21,2%) sobre o total. No sentido contrário, as vendas de produtos agropecuários iranianos ao Brasil somaram US$ 2 milhões em 2020, na maioria nozes e castanhas, uvas secas e outras frutas conservadas.

AÇÚCAR: NY volta a cair com rolagens e boa perspectiva para safras da Ásia
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 18,07 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,05 centavo em relação ao fechamento anterior (ou 0,27%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 17,57 centavos (-0,5%). O mercado seguiu oscilando dentro de estreitas margens, em uma postura de consolidação, buscando um melhor direcionamento, dominado por rolagens de posições, de março para diante, faltando poucas semanas para o vencimento do primeiro contrato. Melhores perspectivas para as safras na India e na Tailândia continuam exercendo pressão baixista sobre os preços. Ao mesmo tempo, especuladores seguem reduzindo suas posições compradas em açúcar, também como resultado de melhores perspectivas de safra no Brasil.

CAFÉ: Londres reage acompanhando NY e menor tensão nos mercados
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços mais altos. As cotações do robusta em Londres avançaram acompanhando os ganhos do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), num movimento de correção técnica após recentes perdas na bolsa nova-iorquina especialmente. Além disso, a diminuição na tensão entre Rússia e Estados Unidos a respeito da invasão russa na Ucrânia trouxe alívio para parte dos mercados, como os acionários na Europa, o que contribuiu para o suporte do robusta londrino. A apreensão com a oferta apertada no curto prazo segue como aspecto altista. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.281 a tonelada, com alta de US$ 18, ou de 0,8%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.265 a tonelada, com ganho de US$ 22, ou de 1,0%.

SOJA: Brasil deve embarcar até 7,1 milhões de toneladas em fevereiro, aponta ANEC
As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 7,1 milhões de toneladas em fevereiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 5,510 milhões de toneladas. Em janeiro, o país embarcou 2,282 milhões de toneladas. Na semana entre 6 e 12 de fevereiro, o Brasil embarcou 1,879 milhão de toneladas. Para o período entre 13 e 19 de fevereiro, a ANEC indica a exportação de 3,213 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,951 milhão de toneladas em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 890,368 mil toneladas. Em janeiro, volume ficou em 1,581 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 289,273 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 636,771 mil toneladas.

SOJA/MILHO: Chuvas favorecem recuperação de lavouras em Córdoba, Argentina
Dos 8,4 milhões de hectares cultivados com milho e soja da campanha 2021/22 em Córdoba, 46% foram afetados pela onda de calor do verão 2021/22. Enquanto, de um total de 3,8 milhões de hectares afetados pela onda de calor, 3,1% não se recuperaram após as chuvas, segundo a engenheira Carol González, em evento online realizado hoje pela Bolsa de Córdoba Cereais. Sobre o efeito da onda de calor nas lavouras, a especialista explicou que o mapa de 16 de janeiro mostrava um efeito da onda de calor nas lavouras, com várias lavouras muito afetadas, enquanto o mapa de 30 de janeiro, após as chuvas, indicava uma recuperação em quase toda a província, embora algumas culturas em menor grau não tenham se recuperado. Por sua vez, Jorge Ruiz, responsável pelas projeções climáticas para a campanha 2021/22, explicou que a partir de 14 de fevereiro há falta de humidade elevada em algumas áreas plantadas. A partir desta data até 20 de fevereiro, neste período, a zona mais favorecida será o sul da província, com pouca pluviosidade no resto do território. De 21 a 28 de fevereiro, novamente as regiões mais favorecidas com chuvas serão o sul da província. De acordo com a Bolsa de Cereais, prevê-se precipitação abaixo do normal para fevereiro, março e abril, enquanto para esses mesmos meses, a província prevê temperaturas médias acima do normal. 

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em baixa. Os contratos com entrega em maio/2022 fecharam a US$ 480,00 por tonelada, queda de US$ 2,20 a tonelada (-0,45%) na comparação ao fechamento anterior. Agosto/2022 fechou a US$ 473,20 por tonelada, recuo de US$ 3,20 a tonelada (-0,67%).

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