CONECTA NEWS – 15/07/2022

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Agricultura

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CAFÉ: Estoques certificados de Nova York baixam 10.535 sacas em 15/07
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 15 de julho de 2022 estão em 740.167 sacas de 60 quilos, com queda de 10.535 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

ALGODÃO: NY sobe forte com recuperação técnica, seguindo petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais altos nesta sexta-feira. As cotações dispararam no dia após as perdas recentes. Fatores técnicos garantiram a recuperação, com compras de fundos e especuladores. A valorização do petróleo e a fraqueza do dólar contra outras moedas puxaram para cima os preços da pluma com força. Ainda assim, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 7,2% nesta semana. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 88,71 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 5,00 centavos, ou de 6,0%.

CAFÉ: NY reage acompanhando petróleo, mas não supera US$ 2 no fechamento
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços acentuadamente mais altos. Após as fortes perdas da quinta-feira, NY encontrou recuperação técnica, com cobertura de posições vendidas. Na máxima do dia, o contrato setembro atingiu 202,15 centavos de dólar por libra-peso, mas não conseguiu manter esse patamar, fechando ligeiramente abaixo desta linha, que mostra-se como uma resistência no momento. NY seguiu os ganhos do petróleo e de outros mercados, com o dólar mais fraco contra outras moedas no dia. Porém, no balanço da semana o contrato setembro ainda acumulou uma forte baixa de 9,4%. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 199,80 centavos de dólar por libra-peso, alta de 4,50 centavos, ou de 2,3%. A posição dezembro/2022 fechou a 196,60 centavos, valorização de 3,85 centavos, ou de 2,0%.

SOJA: Recuperação é limitada pela aversão ao risco em Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mistos, perto da estabilidade para o grão. O farelo teve perda acentuada e o óleo subiu bem. Na semana, o grão fechou com baixa acumulada de 3,9% na posição novembro. O mercado encontrou sustentação parcial na previsão de clima desfavorável nos Estados Unidos, podendo comprometer o desenvolvimento das lavouras. Já a preocupação com uma recessão global, determinando queda na demanda pela commodity limitou a reação. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 164,677 milhões de bushels em junho, ante 171,08 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 164,48 milhões. A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em junho somaram 1,767 bilhão de libras, ante o esperado - 1,7 bilhão. No mês anterior, foram 1,774 bilhões de libras. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 5,75 centavos ou 0,39% a US$ 14,66 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,42 1/4 por bushel, com ganho de 1,25 centavo de dólar ou 0,09%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 7,90 ou 1,79% a US$ 431,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 60,08 centavos de dólar, com ganho de 1,94 centavo ou 3,33%.

MILHO: Chicago fecha mista entre realização e clima adverso nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mistos. O mercado operou entre as preocupações em torno do clima quente e seco previsto nos Estados Unidos, os sinais de demanda aquecida por parte da China, e um movimento de realização de lucros. Os temores de recessão da economia global seguem pesando negativamente. Na semana, os contratos com entrega em setembro acumularam 4,62%. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 133.000 toneladas de milho para a China. O volume será entregue na temporada 2022/23. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,04 1/4 por bushel, recuo de 0,75 centavo de dólar, ou 0,12%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,03 3/4 por bushel, alta de 2,75 centavos, ou 0,45% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago se afasta de mínimas, mas despenca na sessão e na semana
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pela entrada da oferta no Hemisfério Norte, com o avanço da colheita em importantes países produtores. O clima favorável no Canadá também atuou negativamente. Notícias sobre a elaboração do acordo entre Rússia e Ucrânia para o corredor de exportação de grãos contribuíram com o viés baixista. Na mínima do dia, os preços chegaram ao menor patamar desde 11 de fevereiro. No acumulado da semana, o contrato setembro acumulou queda de 12,87%. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,76 3/4 por bushel, baixa de 18,25 centavos de dólar, ou 2,29%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 7,94, recuo de 19,50 centavos de dólar, ou 2,39%, em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: Londres fecha em baixa na contramão de NY
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos. As cotações caíram em Londres em sessão volátil. O mercado teve ganhos em parte do dia, mas foi perdendo terreno. Os preços cederam diante de aspectos técnicos, na contramão do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e do petróleo. No balanço da semana, o contrato setembro acumulou baixa de 2,9%. Os contratos para entrega em setembro/2022 fecharam o dia a US$ 1.923 a tonelada, baixa de US$ 7, ou de 0,4%. A posição novembro/2022 fechou a US$ 1.924 a tonelada, queda de US$ 11, ou de 0,6%.

GRÃOS: Acordo Rússia-Ucrânia não significa negociação de paz, diz envolvido
O acordo sobre as exportações de grãos da Ucrânia não deve levar a retomada das negociações entre Rússia e Ucrânia, disse o parlamentar Leonid Slustky, que participou das conversas de paz em Kiev no passado. A proposta da Rússia para os grãos foi amplamente apoiada pelos envolvidos nas conversas desta semana e um acordo está próximo. As informações são da Agência Reuters.

CARNE SUINA: SIAVS promove Simpósio para debater status sanitário
As doenças suinícolas que ganharam a pauta global do setor e que geraram impactos na oferta de alimentos mundial estarão em debate do Simpósio sobre Enfermidades de Suínos, que acontecerá durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), maior evento dos setores no país, que acontecerá entre os dias 09 e 11 de agosto, no Anhembi Parque, em São Paulo (SP). "O Simpósio sobre Enfermidades na Suinocultura será um mergulho nas questões mais relevantes para a saúde animal, abordando desde a crise sanitária global de PSA até o fundamental e necessário controle da população de javalis, que é um ponto crítico e demanda total atenção. A participação do Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, reforçará ainda mais o peso dos debates no evento", ressalta Ariel Antônio Mendes, coordenador da programação do SIAVS. As informações são da assessoria de imprensa do Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura (SAIVS).

CLIMA: Previsão aponta chuvas e temperaturas baixas no RS nos próximos dias
A previsão para os próximos dias é de chuva distribuída em momentos distintos por todo o Estado até o fim da noite de sábado (16/7). É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico 27/2022, publicado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Irga. Estas chuvas devem ocorrer de maneira irregular, horas com rajadas de vento fortes, horas com raios e trovoadas em forma de temporal. No domingo (17/7), o tempo fica seco e dura até a tarde de segunda-feira (18/7), quando volta a chover na fronteira norte, divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Na terça (19/7) e quarta-feira (20/7) tempo firme. Os maiores acumulados previstos devem ocorrer na Fronteira Oeste e nas Regiões Central e Metropolitana. Por causa da massa de ar frio que atua no Rio Grande do Sul, as temperaturas seguem baixas até o final da próxima semana, com mínimas negativas previstas para ocorrer na quarta-feira (20/7), principalmente nas localidades mais altas do Estado. As máximas previstas durante toda a semana não devem passar dos 22 graus.

AÇÚCAR: Nova York fecha em alta, seguindo recuperação do petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em alta. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 19,25 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,28 centavo (+1,47%) em relação ao fechamento anterior, acumulando ganho de 1,2% na semana. A posição março/2023 fechou cotada a 19,39 centavos (+1,4%). O mercado avançou seguindo a recuperação das cotações internacionais do petróleo. Porém, analistas apontaram que "é difícil ver o açúcar avançando muito com o índice do dólar permanecendo próximo às máximas de 20 anos". Eles acrescentaram, no entanto, que o aperto de curto prazo no açúcar branco, ligado em parte às restrições de exportação da India, deve limitar as perdas em matérias-primas.
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