CONECTA NEWS – 17/02/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
MILHO: Colheita 2021/22 atinge 1,7% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
A colheita de milho da safra 2021/22 foi iniciada e atinge 1,7% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. A produção é projetada em 51 milhões de toneladas, contra 52,5 milhões de toneladas em 2020/21. Grande parte das lavouras estão em período crítico para definição de rendimentos. A área em déficit hídrico subiu de 24% para 28% na última semana. Em igual momento do ano passado, eram 23%. Atualmente, 26% das lavouras estão em condições de regular a ruim, contra 25% na semana passada e 12% em igual período de 2020/21.

ARROZ: Especialista alerta para inovação e sustentabilidade
A demanda alimentar e o arroz do futuro foi a primeira palestra técnica da 32 Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão (RS). Ministrada nesta quarta-feira, 16 de fevereiro, o Engenheiro Agrônomo e Doutor em Administração, Xico Graziano, detalhou o assunto acompanhado pelo presidente da Federarroz, Alexandre Velho, o presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Rodrigo Machado e o chefe Geral da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso de Oliveira. Para o presidente da Federarroz, o protagonismo que o Rio Grande do Sul tem na produção de arroz é um compromisso importantíssimo com a segurança alimentar brasileira. "Isso nos traz a responsabilidade muito grande de continuar buscando as ferramentas para que o produtor tenha condições de se manter em uma atividade a céu aberto, que tem muitos riscos", destacou, apontando como exemplo a seca que atinge o Estado neste verão de 2022. 
Velho também sinalizou que o evento técnico e profissional está consolidado no calendário gaúcho, brasileiro e da América. "A informação é um ativo cada vez mais fundamental para a condução dos negócios e das propriedades rurais", afirmou, agradecendo a todos os envolvidos na elaboração do mesmo. "Nós não vamos mais conseguir vender o alimento que ninguém mais quer comprar", foi um dos alertas apontados pelo palestrante Xico Graziano. Durante toda a sua fala, o engenheiro agrônomo e doutor em Administração provocou uma reflexão sobre o futuro do arroz e do próprio arrozeiro, ao citar o movimento de migração que impacta, principalmente, a China. Naquele país, 400 milhões de pessoas deixaram o campo para viverem na cidade e o comportamento do consumidor é buscar valor agregado ao produto nas prateleiras dos mercados. "Hoje, a dona de casa quer saber de onde vem o alimento, como foi produzido e se a propriedade explora a mão de obra, sem falar no pavor que foi criado em torno dos pesticidas", destacou. 
Para Graziano há dez requisitos básicos de sustentabilidade no agronegócio que devem ser o foco do produtor brasileiro. A baixa pegada de carbono abriu a lista e a recomendação dada foi que os produtores façam desta uma ferramenta de tomada de decisões. O segundo item citado foi a economia de recursos hídricos, seguido da proteção da biodiversidade. Ao citar a regeneração biológica do solo, destacou que esta é "a bola da vez", a maior tendência global, e se chama agricultura regenerativa. No quinto item essencial, zerar resíduos de agrotóxicos, Graziano fez uma provocação: "A gente garante que não tem mesmo ou ficamos brigando com estes agrochatos?", questionou. Na sequência, ele citou que o Brasil é líder em inovação tecnológica e que o controle biológico de pragas cresce no país. O sétimo requisito básico citado foi o da diversidade produtiva. "Este é o núcleo da sustentabilidade e é preciso radicalizar", destacou. O bem estar animal foi o oitavo item enumerado por Graziano, que destacou normativa que entra em vigor na Europa em 2023 onde galinhas poedeiras não poderão mais serem criadas em gaiolas. A inclusão social veio a seguir, com um alerta de que "não é mais possível ganhar dinheiro se um funcionário não tiver um dente na boca". A lista encerrou com a sustentabilidade produtiva, onde Graziano destacou a tríade aumento de produtividade, de rentabilidade e a redução de custo.

CAFÉ: Londres tem poucas alterações, sem direção, com petróleo pressionando
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quarta-feira com preços pouco alterados. O mercado teve uma sessão de difícil direcionamento, oscilando bastante dentro de margens mais estreitas. A queda do petróleo exerceu pressão sobre as cotações. Por outro lado, a apreensão com os estoques em queda e com a oferta geral apertada no curto prazo. O dólar firme sobre o real e outras moedas foi outro aspecto negativo, além do mercado seguir observando a tensão envolvendo o conflito entre Rússia e Ucrânia. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.289 a tonelada, com perda de US$ 1, ou de 0,04%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.274 a tonelada, estável.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em alta. Os contratos com entrega em maio/2022 fecharam a US$ 486,80 por tonelada, alta de US$ 4,10 a tonelada (+0,84%) na comparação ao fechamento anterior. Agosto/2022 fechou a US$ 479,70 por tonelada, ganho de US$ 4,90 a tonelada (+1%).

SOJA: Line-up projeta embarque de 30,45 mil t pela Argentina em fevereiro
O line-up, programação de embarques argentinos de soja, projeta a exportação de 30.450 toneladas em fevereiro, segundo a compilação feita pela SAFRAS & Mercado. De janeiro a fevereiro, o line-up registra um acúmulo preliminar de 62.272 toneladas. No mesmo período do ano anterior, o número chegou a 36.625 toneladas. As informações são da Agência CMA Latam.

GRÃOS: Parlamento russo recomenda cancelamento de tarifas de exportação
O parlamento russo pediu ao governo em 16 de fevereiro que reconsiderasse as tarifas que introduziu sobre as exportações de grãos um ano atrás, informou a agência de notícias Interfax. A Rússia é o maior exportador de trigo do mundo e suas exportações de alimentos básicos são atualmente tributadas em US$ 92,80 por tonelada, o que equivale a quase um terço do preço FOB. A introdução de uma tarifa flutuante em um momento de aumento dos custos de produção para a produção agrícola levou a uma redução crítica na lucratividade do setor e forçou os produtores a focar na produção de culturas mais lucrativas, principalmente girassol, soja e ervilha. A Rússia impôs tarifas sobre uma série de exportações de uma variedade de grãos em fevereiro de 2021, inicialmente com taxas fixas e depois com taxas variáveis a partir de junho de 2021. Para o trigo, o valor é calculado como 70% da diferença entre US$ 200 por tonelada e a média dos preços de exportação em base FOB durante os 60 dias anteriores ao dia do cálculo. As tarifas foram introduzidas após um período de aumento dos preços dos produtos básicos de consumo na Rússia, em meio a temores de que os preços internacionais mais altos dos grãos possam alimentar a inflação doméstica. O Departamento de Agricultura dos EUA prevê que a Rússia exportará 35 milhões de toneladas de trigo no ano comercial de 2021-22 (julho de 2021 a junho de 2022), o que representa 17% do total das exportações globais.

logo