CONECTA NEWS – 17/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em agosto/2022 fecharam a US$ 561,40 por tonelada, alta de US$ 2,60 (+0,46%) na comparação ao fechamento anterior. Outubro/2022 fechou a US$ 535,40 por tonelada, ganho de US$ 3,40 a tonelada (+0,63%). 

CAFÉ: Londres cai acompanhando baixa em NY, no petróleo e alta do dólar
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. Londres teve ganhos para o robusta em parte do dia, mas reverteu e voltou ao terreno negativo. O mercado acompanhou a reversão e baixa do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), bem como o tombo do petróleo. O dólar subiu contra o real e outras moedas, em meio à aversão ao risco com as apreensões globais com recessão. Depois de elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), outros bancos centrais pelo mundo também elevaram juros na tentativa de conter a inflação. O problema é que isso pode levar a desaceleração econômica e recessão e gera temores de menor demanda por produtos, o que pesa sobre as commodities nas bolsas de futuros. O Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco Nacional Suíço aumentaram suas taxas de referência. Na contramão, hoje, o Banco do Japão (BoJ)reforçou seu compromisso com a política ultra acomodatícia e manteve sua principal taxa de juros em -0,1%. Na frente de dados econômicos, a inflação anual da zona do euro subiu para um recorde de 8,1% no mês passado, em linha com a estimativa preliminar, de acordo com informações divulgadas hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat. O indicador reforça os planos do Banco Central Europeu (BCE) de aumentar os juros no próximo mês para conter a escalada dos preços. No balanço da semana, o contrato setembro acumulou uma baixa de 0,8%. Os contratos para entrega em julho/2022 fecharam o dia a US$ 2.065 a tonelada, baixa de US$ 26, ou de 1,2%. A posição setembro/2022 fechou a US$ 2.079 a tonelada, queda de US$ 25, ou de 1,2%.

TRIGO: Área na Argentina pode sofrer novo corte devido à estiagem
A estimativa de área plantada com trigo na Argentina em 2022 pode ser cortada pela terceira vez caso a estiagem persista em partes das regiões produtoras. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, as chances de chuvas significativas são baixas. A Argentina é um importante exportador mundial de trigo e é o principal fornecedor de óleo de soja e de farelo de soja. Seu papel como exportador de grãos cresceu durante a guerra entre Rússia e Ucrânia, normalmente os maiores fornecedores de trigo. Por outro lado, as condições adversas ao plantio e os altos preços dos fertilizantes prejudicaram a capacidade argentina de produzir trigo. A área a ser plantada no país é estimada atualmente em 6,4 milhões de hectares, tendo sido cortada duas vezes desde a previsão inicial de 6,6 milhões.

ARROZ: Preço de exportação da Tailândia cai por moeda local
Os preços de exportação de arroz na Tailândia caíram nesta semana, acompanhando a fraqueza da moeda local. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados valia de US$ 430 a US$ 440 nesta quinta-feira (16), ante US$ 450 a US$ 460 na semana anterior. No Vietnã, o preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados teve estabilidade. A tonelada valia de US$ 420 a R$ 425 nesta quinta-feira (16), mesmo valor da semana passada.

CLIMA: Inmet alerta para frente fria no Sul e Sudeste neste fim de semana
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para o processo de formação de uma frente fria que pode provocar queda da temperatura no centro-sul do país nesta sexta (17) e no fim de semana. Também há previsão de chuvas, que podem ser localmente fortes, em todos os estados da Região Sul, Mato Grosso Sul e no sudoeste de São Paulo. As chuvas fortes serão acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e possível queda de granizo. No sábado (18), a frente fria avança até o litoral norte de São Paulo favorecendo a entrada de uma massa de ar frio pela Região Sul do país. Haverá queda de temperatura em todos os estados da Região Sul e em Mato Grosso do Sul e sul do estado de São Paulo. Além disso há previsão de geada para o Rio Grande do Sul (exceto no litoral). Já no domingo (19), a previsão do Inmet aponta que o dia começará com formação de geada moderada nas serras do Sudeste e Nordeste do Rio Grande do Sul e no planalto sul de Santa Catarina. Há previsão de geada fraca a moderada no sul, centro e oeste do Rio Grande do Sul e no oeste e meio-oeste de Santa Catarina. Na segunda-feira (20) a massa de ar frio perde força na Região Sul e novas áreas de instabilidade podem ocasionar chuvas intensas em áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

SEMANA MILHO: Mercado mantém lentidão, à espera da safrinha
O mercado brasileiro de milho teve uma semana de poucas mudanças nos preços. Ao longo dos dias, houve algumas variações nas cotações nos portos diante da volatilidade do dólar, conforme também as oscilações na Bolsa de Chicago, com oscilações nos prêmios. Ao produtor, poucas alterações foram vistas nos valores, com preços mantidos e na maior parte das regiões com ligeira alta no comparativo com a semana anterior. O ritmo dos negócios seguiu muito lento. A expectativa está voltada para a colheita da safrinha. Assim, os compradores protelam ao máximo as negociações dentro de suas possibilidades, aguardando que com a entrada da safrinha o volume alto de milho novo entrando no mercado possa trazer o cereal para patamares mais baixos de preços. O feriado desta quinta-feira reduziu ainda mais as negociações. No balanço dos últimos sete dias, o milho em Campinas/CIF na venda avançou de R$ 91,00 para R$ 92,00 a saca, alta de 1,1%. Na região Mogiana paulista, o cereal na venda passou de R$ 89,00 a saca para R$ 90,00 a saca, aumento de 1,1%. Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 89,00 para R$ 90,00 a saca, valorização de 1,1%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação se manteve em R$ 78,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor subiu de R$ 93,00 a saca para R$ 94,00, alta de 1,1%. Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação passou de R$ 81,00 para R$ 82,00 a saca, elevação de 1,2%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado subiu de R$ 80,00 para R$ 82,00, alta de 2,5%. EXPORTAÇÕES As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 403,374 milhões em maio (22 dias úteis), com média diária de US$ 18,335 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,165 milhão de toneladas, com média de 52,995 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 346,00. Em relação a maio de 2021, houve alta de 9.260,6% no valor médio diário da exportação, avanço de 7.894,4% na quantidade média diária exportada e valorização de 17,1% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SEMANA CAFÉ: SAFRAS estima colheita 2022 no Brasil em 28%
A colheita da safra brasileira de café 2022/23 segue com atraso em relação ao normal para o período. Segundo levantamento semanal de SAFRAS & Mercado, a colheita estava em 28% até o dia 14 de junho. Na semana anterior, o índice era de 24%. Tomando por base a estimativa de SAFRAS para a produção de café do Brasil em 2022/23, de 61,1 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que foram colhidas 17,36 milhões de sacas até o dia 14 de junho. A colheita está atrasada em relação ao ano passado, quando 34% da safra estava colhida neste período. Os trabalhos também estão atrasados contra à média dos últimos 5 anos, que é de 36%. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a colheita de café segue atrasada em relação ao normal para o período. "O produtor continua se queixando da falta de mão de obra, especialmente na região das Matas de Minas e no Espírito Santo. Isso limita um avanço mais rápido dos trabalhos. O clima, predominantemente, seco continua favorecendo os trabalhos de colheita e secagem do café. Mas o produtor não tem mostrado pressa no beneficiamento, especialmente no arábica, o que justifica a pouca oferta disponível", avalia. A colheita de arábica evoluiu a 21% da safra, em linha com igual época do ano passado, mas bem abaixo dos 28% de média para o período. Já os trabalhos com conilon chegam a 42% do potencial da safra, contra 55% no ano passado e 56% de média dos últimos anos. A safra maior e a dificuldade com mão de obra explicam a lentidão dos trabalhos. GCA Os estoques norte-americanos de café verde (em grão) cresceram 97.125 sacas de 60 quilos em maio na comparação com abril, conforme relatório mensal da Green Coffee Association (GCA). O total de café verde depositado nos armazéns credenciados pela GCA em 31 de maio de 2022 chegava a 6.003.731 sacas, ante as 5.906.606 sacas em 30 de abril de 2022.

SEMANA FRANGO: Preços sobem no atacado com avanço na demanda
O mercado brasileiro de frango registrou uma semana de cotações acomodadas para o quilo vivo e de preços mais altos para os cortes negociados no atacado e na distribuição. "No mercado de frango vivo, o cenário indica um menor estímulo para a reação nos preços no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo", destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias. No mercado atacadista, contudo, o indicativo de demanda aquecida contribuiu para um avanço nas cotações, tanto dos cortes congelados, quanto dos cortes resfriados de frango. "A tendência é de que este movimento de valorização nos preços venha a perder um pouco de força na segunda metade de junho", sinaliza. De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango subiram ao longo da semana. O preço do quilo do peito passou de R$ 9,60 para R$ 10,00, o quilo da coxa seguiu em R$ 7,30 e o quilo da asa avançou de R$ 9,80 para R$ 10,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito subiu de R$ 9,80 para R$ 10,20, o quilo da coxa continuou em R$ 7,50 e o quilo da asa mudou de R$ 10,00 para R$ 10,20. Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alta nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito pulou de R$ 9,70 para R$ 10,10, o quilo da coxa seguiu em R$ 7,40 e o quilo da asa subiu de R$ 9,90 para R$ 10,10. Na distribuição, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 9,90 para R$ 10,30, o quilo da coxa se manteve em R$ 7,60 e o quilo da asa avançou de R$ 10,10 para R$ 10,30. As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 349,152 milhões em junho (8 dias úteis), com média diária de US$ 43,644 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 164,568 mil toneladas, com média diária de 20,571 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 2.121,60. Em relação a junho de 2021, houve alta de 56,5% no valor médio diário, ganho de 19% na quantidade média diária e avanço de 31,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 429,6 mil toneladas em maio, volume que supera em 3,7% o total embarcado no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 414,3 mil toneladas. Com este desempenho, o setor alcançou receita de US$ 904,6 milhões, número 37,8% superior ao alcançado em maio de 2021, com US$ 656,3 milhões. No saldo acumulado no ano (janeiro a maio), as exportações de carne de frango alcançaram 1,990 milhão de toneladas, número 7,8% maior do que as 1,846 milhão de toneladas registradas em 2021. No mesmo período, a receita em dólares das vendas internacionais alcançou US$ 3,776 bilhões, número 33,6% maior que o resultado alcançado no ano passado, com US$ 2,826 bilhões. O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 6,30. Em São Paulo o quilo permaneceu em R$ 6,00. Na integração catarinense a cotação do frango prosseguiu em R$ 5,00. No oeste do Paraná o preço continuou em R$ 5,60. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo se manteve em R$ 5,80. No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 6,25. Em Goiás o quilo vivo permaneceu em R$ 6,25. No Distrito Federal o quilo vivo prosseguiu em R$ 6,30. Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 6,50. No Ceará a cotação do quilo se manteve em R$ 6,00 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 6,50.

SEMANA SOJA: Chicago recua e trava negócios no Brasil
O mercado brasileiro de soja teve um dia de escassos negócios e de preços regionalizados, predominando as perdas. As cotações estiveram praticamente nominais, em meio à falta de interesse dos negociadores. O recuo das cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) determinou a semana de fraca comercialização. O feriado da quinta ajudou na lentidão. A alta do dólar frente ao real amenizou a pressão sobre os preços domésticos. A saca de 60 quilos subiu de R$ 196,00 para R$ 197,00 no período em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço permaneceu em R$ 194,50. No Mato Grosso, em Rondonópolis, a cotação passou de R$ 180,50 para R$ 176.50. No Porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 200,00 para R$ 199,50. Os prêmios de exportação se recuperaram na segunda metade da semana, reflexo do sentimento de deslocamento da demanda chinesa dos Estados Unidos para o Brasil. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho acumularam desvalorização de 2,06% até quinta. A semana foi de correção técnica após os recentes ganhos. O clima de aversão ao risco no mercado financeiro internacional contribuiu para a baixa. O câmbio amenizou o impacto negativo de Chicago sobre as cotações domésticas. Com os riscos fiscais no Brasil e com as preocupações com a inflação global, o dólar comercial teve alta de 0,8% até quinta, encerrando a R$ 5,029.

SEMANA AÇÚCAR: Cotações internacionais caem diante de amplas ofertas
Os preços internacionais do açúcar caíram na primeira quinzena de junho estendendo as perdas de outubro. Os contratos com entrega em julho de 2022 do açúcar bruto negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão do dia 15 cotados a 18,46 centavos de dólar por libra-peso, ante 19,40 centavos em 30 de abril, queda de 5%, atingindo mínimas de um mês. Segundo analistas, expectativas de boas safras no Brasil, India e Tailândia sugerem que haverá ofertas mais do que adequadas de açúcar na próxima temporada. Isso pressiona os contratos, assim como o fortalecimento do dólar, que, próximo de máximas de 20 anos ante uma cesta de moedas, torna os ativos denominados na moeda norte-americana mais caros para detentores de outras divisas. A India pode produzir um recorde de 36 milhões de toneladas de açúcar em 2021/22, quase 3% a mais do que o estimado, já que a produção aumentou mais do que o previsto no estado de Maharashtra e no vizinho Karnataka. A produção recorde do maior produtor de açúcar do mundo pesa sobre os preços globais, mas ajuda o país do sul da Ásia a manter amplos estoques para uso doméstico, mesmo que exporte todas as 10 milhões de toneladas permitidas pelo governo, o que também significaria um recorde para as exportações, conforme noticiou a Reuters. Exportação A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços totaliza US$ 37,678 milhões em junho (oito dias úteis até o domingo, 12). Já o volume médio diário de exportações atingiu 98,145 mil toneladas. Foram exportadas 785.159 toneladas de açúcar no período, com receita total de US$ 301,425 milhões e um preço médio de US$ 383,90 por tonelada. Na comparação com a média diária de maio de junho, de US$ 43,935 milhões, verificou-se queda de 14,2% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em junho de 2022. Em volume, houve queda de 25,1%, ante as 131,102 mil toneladas diariamente embarcadas em junho de 2021. Já o preço médio subiu 14,6%, ante os US$ 335,10 por tonelada verificados em junho de 2021. Os dados partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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