CONECTA NEWS – 21/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Line-up prevê embarques de 1,705 milhão de tonelada em junho
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicou que poderão ser exportadas 1,705 milhão de toneladas de milho em junho, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 605,235 mil toneladas já foram embarcadas. Entre março e maio, o line-up indica que foram embarcadas 2,186 milhões de toneladas de milho. Em fevereiro foram embarcadas 523,342 mil toneladas do cereal. Para julho, estão programadas exportações de 1,906 milhão de toneladas. No acumulado de fevereiro/22 a janeiro/23, a programação de embarques até agora aponta volumes de 6,321 milhões de toneladas de milho. 

FERTILIZANTES: CF Fertilizers quer reestruturar operações no Reino Unido
A CF Fertilizers UK Limited, uma subsidiária da CF Industries Holdings, anunciou propostas para reestruturar suas operações no Reino Unido para posicionar o negócio para rentabilidade e sustentabilidade de longo prazo e permitir que continue a fornecer fertilizantes, dióxido de carbono e outros produtos industriais aos seus clientes domésticos. A CF Fertilizers UK propõe concentrar suas operações de fabricação no Reino Unido exclusivamente na fábrica de Billingham. As informações são da World Fertilizer. 

MILHO: Chicago fecha em forte baixa com previsão de clima favorável nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelo indicativo de clima favorável nos Estados Unidos ao desenvolvimento das lavouras, bem como ritmo de inspeções de exportação de milho abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Os preços caíram à mínima em duas semanas. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.184.268 toneladas na semana encerrada no dia 16 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 950 mil de toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 1.221.332 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.775.716 toneladas. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,60 3/4 por bushel, recuo de 23,75 centavos de dólar, ou 3,02%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,09 1/4 por bushel, baixa de 28,50 centavos, ou 3,86% em relação ao fechamento anterior.

FERTILIZANTES: Gensource Potash quer aumentar capacidade no Canadá
A Gensource Potash Corporation anunciou que seu investidor estratégico e parceiro, HELM AG, e sua subsidiária, HELM Fertilizers, aumentaram seu compromisso com o projeto de potássio da empresa localizado perto da região canadense de Tugaske, na província de Saskatchewan. Os preços crescentes de fertilizantes e oferta restrita são responsáveis pela intenção de incremento nos investimentos. As informações são da World Fertilizer.

FEIJÃO: Colheita da 2a safra 21/22 atinge 85% no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou que a colheita de feijão 2a safra atinge 85% da área estimada de 303,3 mil hectares, 11% acima dos 272,3 mil hectares plantados na safra anterior. Segundo o Deral, 34% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, 39% condições médias e 27% ruins, nas fases de frutificação (9%) e maturação (91%). No dia 13 de junho, a colheita atingia 74% da área, 35% das lavouras tinham boas condições, 45% situação média e 20% ruins, entre as fases de frutificação (7%) e maturação (93%). A produção da 2a safra de feijão em 2021/22 deve chegar a 601,9 mil toneladas, 110% acima das 286 mil toneladas na safra anterior (2020/21). A produtividade é estimada em 1.984 quilos por hectare, ante os 1.138 quilos por hectare da safra 2020/21.

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 9.756 sacas em 21/06
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 21 de junho de 2022 estão em 981.901 sacas de 60 quilos, com queda de 9.756 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

TRIGO: Chicago despenca com colheita e vai à mínima em quase três meses
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Segundo a Agência Reuters, o mercado foi pressionado pela colheita em partes da Europa e dos Estados Unidos. Os preços chegaram ao menor nível desde 29 de março. A fraca demanda nos EUA contribuiu com a forte desvalorização. As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 331.328 toneladas na semana encerrada no dia 16 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 400 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 411.916 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 554.712 toneladas. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 9,75 1/4 por bushel, baixa de 59,00 centavos de dólar, ou 5,7%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 9,87 1/4, recuo de 59,50 centavos de dólar, ou 5,68%, em relação ao fechamento anterior.

ALGODÃO: Presidente da Abit defende fim do ciclo de aumento dos juros
Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), ao comentar a reunião do Copom, realizada nos dias 14 e 15 de junho, pondera que a taxa básica de juros do Brasil encontra-se em níveis muito elevados. Passou, em pouco mais de um ano, de 2% para 13,25%, conforme decisão anunciada pelo órgão. "Os Estados Unidos já iniciaram a elevação dos juros e a União Europeia está em vias de começar a adotar medida nessa direção. Porém, no Brasil, estamos num patamar muito acima das demais nações", ressalta Pimentel, acentuando: "Ficamos apreensivos, porque, embora nosso país tenha memória inflacionária ainda não totalmente extirpada, a Selic muito alta provoca enorme encarecimento do crédito para as famílias e empresas e aumento das despesas do governo com os juros da dívida pública, prejudicando o ajuste fiscal". 
O presidente da Abit lembra que o efeito do juro alto é a retração da economia. Entretanto, o Brasil já não tem estimativa elevada para o crescimento do PIB este ano. A verdade é que o mundo corre risco de um estagflação conforme tem sido possível observar nos indicadores internacionais. "Entendemos que a dose da Selic já seja suficiente, num cenário no qual a maior parte dos problemas no País não advém de um excesso de demanda, como pode até ser o caso dos Estados Unidos". Aqui, segundo Pimentel, a inflação está ligada muito mais a uma questão de oferta, que impacta o preço da energia e dos alimentos, tendo em vista a crise mundial, os lockdowns e a guerra entre Rússia e Ucrânia. "Está mais do que na hora de encerrar o ciclo de aumento da Selic. É premente combater a inflação, um mal horroroso que nos assombrou durante anos, mas, considerando o baixo desempenho atual do índice de atividade, a dosagem do remédio dos juros não pode matar o paciente", afirma o dirigente, concluindo: "É preciso manter a economia viva, gerando riqueza, emprego e renda".

TRIGO: Plantio da safra 2022 atinge 82% da área no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o Paraná segue no cultivo da safra 2022 de trigo. Até agora, 82% da área de área estimada em 1,172 milhão de hectares, contra 1,225 milhão de hectares em 2021, queda de 4%. Segundo o Deral, 97% das lavouras de trigo apresentam boas condições de desenvolvimento e 3% situação média, com 14% das lavouras em germinação, 82% em crescimento vegetativo e 4% em floração. No dia 13 de junho, o plantio atingia 69% da área e 97% das lavouras tinham boas condições e 3% situação média, entre as fases de germinação (9%), crescimento vegetativo (90%) e floração (1%). A safra 2022 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,879 milhões de toneladas, 21% acima das 3,208 milhões de toneladas colhidas na temporada 2021. A produtividade média é estimada em 3.309 quilos por hectare, acima dos 2.632 quilos por hectare registrados na temporada 2021.

SOJA: Clima favorável nos EUA determina perdas em Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. O clima nos Estados Unidos centralizou as atenções dos operadores no retorno do feriado. A previsão de chuvas em bom volume e ]]>
<![CDATA[ temperaturas menos intensas pressionou as cotações. Até o momento, as lavouras vêm apresentando bom desenvolvimento no cinturão produtor americano. No final do dia, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar o relatório semanal com o avanço do plantio e as condições da planta. O mercado aposta em condições boas a excelentes caindo de 70% para 69%. O plantio deve ter evoluído de 88% para 95%. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 427.344 toneladas na semana encerrada no dia 16 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 475 mil toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 21,00 centavos de dólar por bushel ou 1,23% a US$ 16,81 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 15,10 1/2 por bushel, com perda de 27,00 centavos ou 1,75%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 6,80 ou 1,55% a US$ 431,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,37 centavos de dólar, com baixa de 0,42 centavo ou 0,56%.

CAFÉ: Colheita da safra 2021/22 atinge 35% no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), indicou que a colheita da safra de café 2021/22 atingiu 35% da área no Paraná. A área plantada com café na safra 2021/22 deve ficou em 27,1 mil hectares, 15% aquém dos 31,8 mil hectares na temporada anterior. O quadro de desenvolvimento das lavouras de café do estado aponta que 70% das lavouras estão em boas condições, 27% em situação média e 3% ruins, com 9% das lavouras em frutificação e 91% em maturação. No último dia 13 de junho, a colheita atingia 28% da área, com 71% das lavouras estão em boas condições, 26% em situação média e 3% ruins, com 19% das lavouras em frutificação e 81% em maturação. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou que a safra 2021/22 de café do estado deve ficar em 33,4 mil toneladas, queda de 35% ante as 51 mil toneladas da temporada anterior. A retração se deve aos problemas de estiagem enfrentados pelo estado. A produtividade média é estimada em 1.231 quilos por hectare, abaixo dos 1.605 quilos colhidos na temporada 2019/20.

MILHO: Colheita da safrinha atinge 3% no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), informou que a colheita de milho atinge 3% da área de milho, estimada em 2,732 milhões de hectares. A área deve subir 9% frente à temporada anterior, de 2,515 milhões de hectares. Segundo o Deral, 75% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, 20% condições médias e 5% ruins. As lavouras se dividem entre as fases de floração (2%), frutificação (54%) e maturação (44%). No dia 13 de junho, 79% das lavouras apresentavam boas condições, 16% condições médias e 5% ruins, entre fases de floração (5%), frutificação (63%) e maturação (32%). A 2a safra 2021/22 de milho no Paraná está estimada em 16,005 milhões de toneladas, volume 180% maior ante as 5,722 milhões de toneladas da temporada anterior. A produtividade média deve alcançar 5.857 quilos por hectare em 2021/22, acima da registrada na temporada anterior, de 2.637 quilos por hectare.

GRÃOS: Chuvas atrapalham plantio de inverno no Rio Grande do Sul
O excesso de chuvas dos últimos meses está atrapalhando o início das safras de inverno no Rio Grande do Sul. Depois de amargar com a estiagem, que trouxe uma quebra nas culturas da soja e do milho, além de impactar outras produções agropecuárias, o clima mais uma vez tem sido adverso para a implantação da produção do período, conforme a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Segundo o presidente da entidade, Paulo Pires, em alguns municípios gaúchos chegou a chover mil milímetros nos últimos três meses. "Parece que esta chuva estava represada. E isso prejudica enormemente os plantios tanto de canola, que praticamente está sendo finalizada em termos de semeadura no Rio Grande do Sul, quanto do trigo que agora se iniciou. Porém, o plantio de trigo teve início nas regiões mais quentes do Estado e agora temos previsão de uma semana de chuvas, o que pode atrapalhar ainda mais", destaca. O dirigente salienta que a previsão de aumento de área de 16% feita pela Rede Técnica Cooperativa (RTC) se confirma e o produtor gaúcho tem a esperança de ter rentabilidade com as culturas de inverno. "Com esses preços praticados para o trigo no mundo todo, o produtor aumentou a área, principalmente em cima do orçamento, com a possibilidade de renda que poderá ter, mesmo com a elevação de custo em 51%, e também com a questão de que precisa desta renda", observa. A expectativa agora é pela resolução dos problemas que os agricultores enfrentam em relação ao Plano Safra. "Infelizmente estamos na metade de junho e não temos um Plano Safra andando nos bancos para os produtores. Isto é muito ruim e o produtor está sendo resiliente para procurar soluções. É uma atitude nobre ser resiliente e resistir a esse momento procurando uma alternativa com estas culturas que estão aí na frente", complementa o presidente da FecoAgro/RS. As informações são da AgroEffective.

SOJA: Exportações paraguaias caem 50,5% em maio em base anual
Segundo dados fornecidos pelo Relatório de Comércio Exterior da Câmara Paraguaia de Exportadores e Comerciantes de Cereais e Oleaginosas (Capeco), ao fechamento do mês de maio deste ano, as exportações de soja foram reduzidas em 50,5%, para 1.638.763 toneladas, em relação ao mesmo período de 2021, quando o volume atingiu 3.309.615 toneladas. O total exportado em maio representa metade do que foi exportado até o quinto mês de 2021, devido à queda drástica na produção devido a condições climáticas adversas durante a safra 2021/2022, disse Sonia Tomassone, Assessora de Comércio Exterior da Capeco. Da mesma forma, o representante alertou que a queda nos volumes de embarques de soja e derivados continuaria aumentando nos próximos meses, devido à baixa disponibilidade de insumos, como resultado da baixa na produção devido à seca extrema sofrida no início do ano.

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