CONECTA NEWS – 21/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Plantio atinge 90% da área no Rio Grande do Sul
O plantio do trigo atinge 90% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, os trabalhos chegavam a 88%. Emigual momento do ano passado, eram 97%. A média dos último cinco ano para o período é de 95%. A estimativa de cultivo de trigo no Estado para a safra 2022 é de 1.413.763 hectares. A produtividade estimada é de 2.822 kg/ha. A cultura está em fase final de semeadura. De modo geral, no período entre 11 e 17/07, o excesso de umidade nas lavouras proporcionou poucos momentos possíveis de acesso para a semeadura ou tratos culturais. A estimativa atual de implantação é de 90% na média estadual. Há expectativa de que a área projetada seja semeada até o final de julho. Contudo, houve atrasos e dificuldades de plantio nas regiões da Campanha, Campos de Cima da Serra, Centro e Sul do Estado, onde a recorrência de chuvas impediu a progressão da operação. Parte dos cultivos apresentam falhas de estande devido ao excesso de umidade no solo pós-semeadura, situação que pode ser parcialmente compensada pelo estímulo ao perfilhamento com aporte de nitrogênio. Os produtores com lavouras bem estabelecidas estão animados com o potencial produtivo e os preços elevados, programando uma nova aplicação nitrogenada para a fase de alongamento As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

CANA: Safra no Centro-Sul tem produtividade similar à da safra passada, diz CTC
A produtividade média dos canaviais colhidos no mês de junho no Centro-Sul (77,5 ton/ha) se equipara à da safra passada (78 ton/ha), com variação menor que 1% em relação ao ano anterior. No acumulado da safra, a produtividade da região também está bastante similar à observada no ciclo anterior, com variação negativa de aproximadamente 2% (76 ton/ha nesta safra, contra 77 ton/ha em 2021/2022). Já a qualidade da matéria prima (ATR) colhida no mês de junho foi inferior em praticamente todas as regiões do Centro-Sul na comparação com 2021. Na média, os canaviais da região estão com cerca de 5 quilos de ATR/ton a menos do que na safra passada, o que representa uma variação negativa de aproximadamente 4%. No acumulado dos três meses de safra o resultado é bastante similar redução da qualidade da matéria prima em praticamente todos os estados (130 kg/tc em 2021/2022 para 125 kg/tc nesta safra). Os dados são do Boletim De Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), divulgado hoje. São José do Rio Preto O destaque positivo é da região de São José do Rio Preto (SP), que registra ganho de produtividade de quase 7% no acumulado desta safra, em relação ao mesmo período de 2021/2022. O bom resultado da região se deve ao maior volume de chuvas e da colheita de canaviais mais jovens. No acumulado da safra as canas de plantio de ano e meio representam quase 25% do total colhido na região. Mato Grosso do Sul O destaque negativo continua sendo de Mato Grosso do Sul, que teve retração de aproximadamente 20% na produtividade acumulada desta safra em relação à anterior. A queda no rendimento se deve à falta de chuvas verificada entre novembro de 2021 e março deste ano, período de crescimento e desenvolvimento da cultura. Também é importante destacar que mais de 27% da cana total colhida no acumulado da safra foram canas acima de 5º corte, fator que também causa uma diminuição na produtividade. As informações partem da assessoria de imprensa do CTC.

MILHO: Chicago despenca com chuvas favoráveis nos EUA e queda do petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado manteve o tom negativo desde o início da manhã. O cereal foi pressionado por chuvas benéficas nos Estados Unidos e pela queda de cerca de 3% no petróleo. O sentimento generalizado de aversão ao risco também pesou negativamente. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 33.900 toneladas na semana encerrada em 14 de julho. Representa um recuo de 43% frente à semana anterior e uma queda de 82% sobre a média das últimas quatro semanas. O Japão liderou as compras, com 87.300 toneladas. Para a temporada 2022/23, foram mais 570.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 550 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,75 3/4 por bushel, recuo de 16,50 centavo de dólar, ou 2,78%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 5,73 1/2 por bushel, baixa de 16,50 centavos, ou 2,79% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Em dia volátil, Chicago fecha em forte baixa acompanhando vizinhos
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Em mais um dia volátil, o mercado começou a sessão eletrônica em alta, perdeu força e passou a cair. Os contratos acompanharam o movimento negativo da soja e do milho, que seguiam, por sua vez, a forte perda do petróleo e o clima favorável nos EUA. O sentimento de aversão ao risco completou o quadro baixista. Do lato altista - o mercado chegou a operar com bons ganhos no meio-pregão - pesaram as incertezas em torno do acordo de exportação da Ucrânia com a Rússia. Autoridades turcas disseram que o acordo deve ser assinado nesta sexta, mas traders já vêm demonstrando ceticismo em relação aos termos da negociação e à celeridade com a qual o assunto deve ser tratado daqui para frente. Uma demora na retomada do fornecimento deve seguir favorecendo a sustentação dos preços em patamares elevados. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2022/23, que tem início em 1o de junho, ficaram em 511.100 toneladas na semana encerrada em 14 de julho. Representa um recuo de 50% frente à semana anterior e uma queda de 10% sobre a média das últimas quatro semanas. Destaque para a venda de 110.100 toneladas para as Filipinas. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 850 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 8,06 1/4 por bushel, recuo de 13,25 centavos de dólar, ou 1,61%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,21 3/4 por bushel, baixa de 13,50 centavos, ou 1,61% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Chicago fecha perto das mínimas do dia por clima favorável e queda do petróleo
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em baixa. O mercado bateu nos menores níveis desde o início de julho, recuando pela terceira vez consecutiva. Perto do final da sessão, as perdas se acentuaram, com a posição novembro ficando abaixo de US$ 13,00 e perto das mínimas do dia. A previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e a forte queda do petróleo foram os principais motivadores da queda. O mercado também mostra preocupação com uma possível queda na demanda, em meio ao cenário de recessão global. O relatório semanal sobre os embarques de soja dos Estados Unidos na semana tive pouco impacto na formação dos preços. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas ficaram em 458,200 toneladas. O mercado apostava em número entre -200 mil e 700 mil toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 30,50 centavos ou 2,1% a US$ 14,18 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,01 1/2 por bushel, com perda de 30,75 centavos de dólar ou 2,3%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,48% a US$ 434,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 58,60 centavos de dólar, com perda de 1,43 centavo ou 2,38%.

MILHO: Colheita 21/22 atinge 67,2% da área na Argentina
A colheita de milho da safra 2021/22 atinge 67,2% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 9,1 pontos percentuais na semana. A projeção de produção fica em 49 milhões de toneladas, contra 52,5 milhões de toneladas em 2020/21. Em números absolutos, foram colhidos 33,472 milhões de toneladas ao longo de 4,754 milhões de hectares.

TRIGO: Plantio atinge 96,8% da área na Argentina
O plantio de trigo atinge 96,8% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície foi cortada de 6,2 para 6,1 milhões de hectares devido ao déficit hídrico.A nova estimativa representa uma queda interanual de 9%. Os trabalhos avançaram 6,1 pontos percentuais na última semana e estão 1,1 ponto percentual atrasados na comparação com o ano passado.

CAFÉ: Nova York fecha sessão em baixa com correção técnica
A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica fechou a sessão de hoje com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em setembro/2022 do café arábica encerraram a sessão negociados a 215,85 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 2,30 centavos (-1,05%) ante ao fechamento anterior. No fechamento, dezembro/2022 tinha cotação de 211,75 centavos (-1,02%). O mercado caiu com correção técnica depois de subir a 218,60 centavos na sessão da quarta-feira, nível mais alto em mais de uma semana. Analistas apontam que as cotações futuras de café arábica seguem sustentadas pela queda nos estoques certificados da ICE. Na posição 20 de julho, os estoques estavam em apenas 718.617 sacas, depois de caírem cerca de 28% no último mês.

FERTILIZANTES: Com preços mais caros, produtores veem margem de lucro encolher
Mesmo atingindo valor recorde de exportações em junho deste ano, com crescimento de mais de 30% em relação ao mesmo período de 2021, e registrando um faturamento de US$ 15,71 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as receitas do agronegócio seguem pressionadas pelo aumento do preço dos fertilizantes importados. Além disso, houve uma queda na disponibilidade dos insumos, agravada pelos conflitos entre Rússia e Ucrânia, e o valor dos fretes marítimo e terrestre têm contribuído diretamente para a diminuição na margem de lucro do setor. Segundo informações da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), 85% dos insumos utilizados no Brasil, cerca de 40 milhões de toneladas, vêm de outros países, como Rússia, China, Marrocos e Canadá. A dependência do agronegócio brasileiro por produtos importados se agravou ao longo das últimas décadas, com aumento de 440% das importações, se comparado aos volumes registrados no final dos anos 90, período em que os fertilizantes nacionais conseguiam atender metade da demanda do mercado brasileiro. Para Fernando Tallarico, CEO da Aguia Fertilizantes, o contexto atual evidencia a importância de fortalecer iniciativas para a produção nacional. O que vemos é o agravamento de um cenário que já se mostrava preocupante há bastante tempo: a dependência por fertilizantes importados. Temos um solo extremamente rico em minerais, o que faz do Brasil um produtor em potencial, e uma economia em que o agronegócio representa mais de 27% do PIB. Ou seja, temos não só um subsolo rico, mas a necessidade de se investir em projetos nacionais pelo bem do agronegócio brasileiro e pela segurança alimentar global, visto que estamos na iminência de uma crise mundial de alimentos, reforça Tallarico. O CEO da Aguia Fertilizantes destaca ainda que além de minimizar os impactos da baixa oferta, os insumos nacionais também impactariam positivamente no preço dos fretes e na disponibilidade do produto. Há alguns meses, era preciso esperar até 45 dias para que as cargas de fertilizantes fossem descarregadas dos navios, o que não seria mais necessário caso houvesse investimento em projetos nacionais. Além disso, não haveria necessidade de se comprar um grande volume de insumos de uma só vez, pois o produtor teria a possibilidade de adquiri-lo em quantidades bem menores. Depois de três anos de testes agronômicos, podemos dizer com segurança que entregaremos ao mercado um fertilizante natural, inovador e de alta qualidade. O Pampafos não terá adição de acidulantes, o que preserva a saúde do solo, além de ser um insumo com solubilidade gradual do macronutriente fósforo, o que significa que será fornecida ao solo a quantidade adequada para o pleno desenvolvimento das lavouras, com mais durabilidade do que os produtos acidulados, aumentando o aproveitamento do produto, sem desperdícios. As informações são da assessoria da Águia Fertilizantes.

AÇÚCAR: Nova York estende perdas, seguindo petróleo e com etanol menos atrativo no Brasil
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 18,35 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,32 centavo (-1,7%). A posição Março/2023 fechou cotada a 18,53 centavos (-1,7%). O mercado estendeu as perdas das últimas sessões, acompanhando o direcionamento negativo das cotações internacionais do petróleo. Com os combustíveis mais baratos no Brasil, agora é significativamente mais rentável para as usinas do país produzirem açúcar do que etanol, elevando as perspectivas para um aumento na oferta global da commodity. O preço do etanol no Brasil está atualmente abaixo do equivalente do açúcar, a 17 centavos de dólar em Nova York. Analistas disseram que as usinas brasileiras aumentaram o hedge na ICE em junho, sinalizando a intenção de produzir mais açúcar.

AÇÚCAR: Londres fecha sessão com cotações mais baixas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em baixa. Os contratos com entrega em outubro/2022 fecharam a US$ 532,60 por tonelada, queda de US$ 3,30 a tonelada (-0,61%) na comparação ao fechamento anterior. Dezembro/2022 fechou a US$ 512,00 por tonelada, recuo de US$ 4,70 a tonelada (-0,9%).

CARNE SUINA: Superação para avanço na produção é foco do setor no SIAVS
Celebrando neste domingo, dia 24 de julho, o Dia do Suinocultor, a suinocultura do Brasil entra, gradativamente, em um momento de estabilização e retomada, após experimentar um de seus momentos mais críticos na história recente. A avaliação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Após praticamente três anos de movimento positivo nas exportações e no consumo interno, a suinocultura do Brasil tem enfrentado, desde meados de 2021, um de seus momentos mais desafiadores. A alta acumulada e histórica de custos produtivos, a diminuição momentânea da demanda internacional e o quadro inflacionário interno com o menor poder de compra do consumidor desafiaram o setor a traçar novos caminhos para o restabelecimento da força da cadeia produtiva. No mercado internacional, após a estabilização dos níveis de importações da China - em patamares inferiores aos realizados em 2021, mas superiores aos anos anteriores - o Brasil viu novas oportunidades surgirem para a produção nacional. A mais recente delas é o Canadá, com a abertura de mercado e a habilitação de oito plantas. Novos players ganharam força nas importações, como é o caso das Filipinas, Vietnã, Singapura, Tailândia e Argentina, que permitiram ao país manter níveis médios mensais de exportações, desde março deste ano, acima de 90 mil toneladas. Considerando todo o primeiro semestre de 2022, a média de embarques foi de 85 mil toneladas. Para efeitos comparativos, a média das vendas nos seis primeiros meses de 2021 foi de 93,7 mil toneladas, enquanto em 2020, a média do primeiro semestre ficou em 79 mil toneladas, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA. Já no mercado interno, a alta competitividade da carne suína tem gerado efeitos positivos em seu consumo. De acordo com a ABPA, a expectativa é de alta em relação ao registrado no ano passado, ganhando espaço antes ocupado pela carne bovina nas gôndolas. Os investimentos em novas linhas de produtos pelas empresas têm favorecido a elevação de consumo da proteína. A competitividade da proteína, entretanto, não tem sido favorecida pelos custos de produção, que seguem elevados. Milho e farelo de soja, embora em preços levemente inferiores aos registrados em 2021, ainda mantêm forte pressão na conta final para as agroindústrias e produtores. Neste quadro, diesel, plástico, papelão e outros insumos acumulam forte alta, reforçando o desafio para produtores. Entretanto, levantamentos recentes mostram que houve ligeira redução da pressão dos custos, com as perspectivas de boa oferta de insumos desta safra, além de uma melhora já observada no comércio com a China e outros mercados relevantes que traz novo alento para as nossas exportações no segundo semestre, avalia o diretor de mercados da associação, Luís Rua. As projeções para a produção e as exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil para 2022 estarão na pauta da coletiva virtual de imprensa que a ABPA realizará na próxima quinta-feira (28), às 10h00, via ZOOM. Na coletiva, também serão apresentadas observações iniciais do estudo de competitividade que será lançado pela Associação durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), que acontecerá entre 09 e 11 de agosto, em São Paulo (SP). Com informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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