CONECTA NEWS – 22/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR: Fundos/especuladores elevam carteira comprada em NY
A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders com dados até 19 de julho para o açúcar bruto na ICE Futures U.S. (Bolsa de Nova York). Os números do relatório revelam que os grandes fundos e especuladores possuíam até a data 127.162 posições líquidas compradas (long), ante 105.869 posições compradas na semana anterior. As casas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 141.842 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam que os especuladores estão comprados em 14.680 contratos líquidos. Em 19 de julho, 703.614 contratos estavam em aberto no mercado futuro de açúcar bruto da ICE Futures US, 12.101 lotes a menos que na semana anterior.

CAFÉ: Fundos reduzem posições compradas na Bolsa de Nova York
A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders, com dados até 19 de julho para o café na Ice Futures US. O levantamento mostrou que os grandes fundos e grandes especuladores apresentavam uma posição líquida comprada (long) de 27.979 contratos, contra 42.787 contratos comprados na semana anterior. As empresas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 28.026 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam uma posição líquida comprada (long) de 47 contratos. Até 19 de julho, eram 196.041 contratos em aberto no mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, com alta de 231 lotes na semana.

GRÃOS: Lavouras brasileiras têm bom desenvolvimento ante últimas safras, diz Conab
Dados do Boletim de Monitoramento Agrícola, publicado pela Companhia nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21), indicam que as lavouras brasileiras de grãos, apesar das restrições hídricas em diversas localidades, desenvolveram-se de forma similar ou melhor do que as últimas safras, na maioria das regiões monitoradas. Segundo a publicação, nas primeiras semanas de julho, as chuvas foram mais volumosas nas regiões Norte e Sul, além da faixa leste da região Nordeste. Nas demais áreas do país, predominou o tempo seco, favorecendo a maturação e as operações de colheita dos cultivos de segunda safra. Apesar da ocorrência de geadas de intensidade fraca a moderada na região Sul, não foram observados danos significativos para os cultivos de segunda safra e safra de inverno. Final de ciclo Em razão da predominância de cultivos em final de ciclo, em geral, não foi observada restrição hídrica em função da baixa umidade do solo, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, com exceção de lavouras em estágios reprodutivos em São Paulo e Paraná. Por outro lado, foi observada boa disponibilidade hídrica em parte da região Sul e Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia), favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de segunda e terceira safras e de inverno. Já a semeadura dos cultivos de inverno foi favorecida pela redução das chuvas. Nas principais regiões produtoras de cultivos de inverno, a ascensão do índice de vegetação demonstra o avanço da semeadura. De forma geral, persiste uma expectativa de boa produtividade. As informações são da gerência de imprensa da Conab.

FERTILIZANTES: Aprosoja/MS avalia qualidade dos adubos que serão utilizados na safra 2022/2023
A Aprosoja/MS - Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul está em campo, por meio do SIGA MS Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio, com a finalidade de avaliar a qualidade dos fertilizantes que serão utilizados durante a safra de soja 2022/2023, que iniciará a semeadura no dia 16 de setembro deste ano. A avaliação é gratuita e os agricultores podem demonstrar interesse pelo link: t.ly/Wb8a. Esta será a terceira edição do projeto, que passará por dezenas de propriedades rurais, coletando amostras dos fertilizantes. Nas duas primeiras edições, safras 2020/2021 e 2021/2022, os técnicos da Associação coletaram 98 e 112 amostras de fertilizantes, respectivamente. A finalidade é comparar os resultados obtidos em laboratório e compará-los à tabela de variação de percentuais admissíveis, com isso o produtor rural fica ciente de que o fertilizante em que está investindo, tem realmente a eficácia esperada, podendo garantir maiores produtividades. Na comparação das duas primeiras edições do projeto, foi conferido um avanço de 11% na qualidade do fertilizante. Todas as amostras coletadas foram identificadas e enviadas a um laboratório certificado, seguindo a metodologia de análise do MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Com essa coleta pretendemos ir além de mostrar apenas a qualidade do fertilizante. A ideia é demonstrar a importância de se analisar todos os insumos participantes na produção de alimentos. Na atual conjuntura, de custos altíssimos para se produzir, essa é uma ferramenta segura ao produtor rural, que precisa ter uma contraprova de que realmente está investindo corretamente e que isso trará resultados em sua lavoura, aponta o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi. Todos os técnicos da Aprosoja/MS foram treinados para realização da coleta, conforme procedimentos que contemplam a Instrução Normativa nº 53, de 23 de outubro de 2013. Custos dos Fertilizantes Levantamento do departamento de economia da Aprosoja/MS mostra um aumento médio menos expressivo em junho deste ano, com 81% sobre os preços dos fertilizantes, em relação ao mesmo mês de 2021. Já no comparativo entre maio deste ano e do ano passado o acréscimo foi de 181%. Segundo a Associação esse resultado se deve ao fato de que no mês de junho de 2021, os preços de insumos, principalmente fertilizantes, já haviam aumentado, tornando essa média menor. Se compararmos o ano atual, com 2020, ano em que os preços ainda estavam acompanhando a normalidade, o aumento no mês de junho foi de 202%. Outro fator que corrobora para a confirmação é o cenário de inflação e preços elevados, cujo impacto será verificado no custo de produção dos grãos.

ALGODÃO: NY recua em sessão volátil seguindo petróleo e com apreensão com recessão
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta sexta-feira. Em mais uma sessão de volatilidade, NY teve ganhos em parte do dia, mas demonstrou dificuldades para ter um melhor direcionamento. Bom desempenho das exportações semanais americanas garantiu ganhos em parte do dia. Mas, NY acabou seguindo o movimento do petróleo e também caiu diante das preocupações com a recessão no mundo. No balanço da semana, o contrato dezembro ainda acumulou alta de 2,5%. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 90,89 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 0,71 centavo, ou de 0,8%.

TRIGO: India deve produzir 99 milhões de toneladas em 2022/23
A India deve produzir 99 milhões de toneladas em 2022/23. Segundo adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em 21/22, foram 109,586 milhões de toneladas. O consumo do país é estimado em 104 milhões de toneladas. Os estoques ao início de 22/23 são estimados em 19,5 milhões toneladas. Os estoques finais são projetados em 8,525 milhões de toneladas na temporada.

MILHO: Chicago segue trigo e fecha em forte baixa com acordo e clima nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado manteve o tom negativo desde o início da manhã. O mercado é pressionado pela forte queda do vizinho, trigo, após a assinatura do acordo de exportação de grãos no Mar Negro. O clima favorável nos Estados Unidos completou o quadro baixista. Na semana, a posição setembro acumulou queda de 6,62%. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,64 1/4 por bushel, recuo de 11,50 centavos de dólar, ou 1,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 5,64 1/4 por bushel, baixa de 9,25 centavos, ou 1,61% em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 7.090 sacas em 22/07
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 22 de julho de 2022 estão em 705.727 sacas de 60 quilos, com queda de 7.090 sacas em relação ao dia anterior.

SOJA: Compras de barganha asseguram alta das cotações em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. Um movimento de compras de barganha garantiu a recuperação, reduzindo as perdas semanais e após uma queda de 6% nas três sessões anteriores. A semana foi negativa, com o mercado sendo pressionado pelo clima de aversão ao risco trazendo temor de recessão global e queda na demanda por commodities. Este sentimento limitou o movimento de recuperação de hoje. O clima favorável ao desenvolvimento da lavouras também exerceu pressão sobre as cotações. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 16,00 centavos ou 1,12% a US$ 14,34 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,15 3/4 por bushel, com ganho de 14,25 centavos de dólar ou 1,09%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 2,90 ou 0,66% a US$ 431,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 60,32 centavos de dólar, com ganho de 1,72 centavo ou 2,93%.

CAFÉ: NY despenca com realização de lucros e correções
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços acentuadamente mais baixos. NY despencou dando sequência aos ajustes técnicos e realização de lucros da quinta-feira, intensificando o movimento de correção. O mercado caiu e rompeu suportes, acentuando as perdas. Ainda assim, no balanço da semana, o contrato setembro acumulou uma alta de 3,45%. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 206,70 centavos de dólar por libra-peso, queda de 9,15 centavos, ou de 4,2%. A posição dezembro/2022 fechou a 202,65 centavos, desvalorização de 9,10 centavos, ou de 4,3%.

TRIGO: Chicago fecha em forte baixa pressionada por acordo no Mar Negro
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O cereal foi pressionado pela assinatura do acordo entre Rússia e Ucrânia para a liberação das exportações pelo Mar Negro. Os preços chegaram ao menor nível desde 8 de fevereiro. Na semana, o contrato setembro acumula queda de 2,29%. Segundo o Wall Street Journal, a Ucrânia pretende exportar cerca de 5 milhões de toneladas de grãos por mês a partir da retomada do fluxo de cargas. O volume representaria a volta aos níveis de fornecimento pré-guerra. O acordo tem efeito para um período de 120 dias e pode ser renovado. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,59 por bushel, recuo de 47,25 centavos de dólar, ou 5,86%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 7,77 1/2 por bushel, baixa de 44,25 centavos, ou 5,38% em relação ao fechamento anterior.

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