CONECTA NEWS – 23/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ: NY fecha com forte baixa seguindo petróleo, com aversão ao risco
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações tombaram nesta quinta, seguindo o petróleo e outras commodities em dia de aversão ao risco. O dólar em alta contra o real e outras moedas pressionou também o café. Os investidores fugiram das commodities ante à apreensão com a desaceleração econômica global. Com a inflação atingindo países, os bancos centrais vão elevando juros, o que leva a temores de recessão. Isso pressiona pelos temores de queda na demanda por produtos agrícolas. O mercado também apresentou realização de lucros e correção técnica após dois dias de fortes altas. No processo, rompeu para baixo a importante linha técnica e psicológica de US$ 2,30 a libra-peso. Os contratos com entrega em julho/2022 fecharam o dia a 229,00 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 7,40 centavos, ou de 3,1%. A posição setembro/2022 fechou a 227,25 centavos, queda de 7,60 centavos, ou de 3,2%.

ARROZ: Preço de exportação da Tailândia cai de novo por moeda local
Os preços de exportação de arroz na Tailândia caíram nesta semana, acompanhando novamente a fraqueza da moeda local. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados valia de US$ 420 a US$ 425 nesta quinta-feira (23), ante US$ 430 a US$ 440 na semana anterior. No Vietnã, o preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados também recuou. O motivo foi o aumento da oferta, enquanto a demanda não esteve forte como na semana anterior. A tonelada valia de US$ 418 a R$ 423 nesta quinta-feira (23), ante US$ 420 a US$ 425 por tonelada na semana passada.

MILHO: Clima favorável nos EUA e aversão ao risco derrubam Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelo clima favorável às lavouras nos Estados Unidos. Chuvas estão previstas em boa parte do cinturão produtor para os próximos dias. Além disso, os temores em relação à economia dos Estados Unidos contribuíram com a desvalorização. O clima de aversão ao risco no mercado financeiro internacional voltou a ser ponto de preocupação. O dia foi de queda generalizada para as commodities, em meio ao quadro recessivo na economia americana e o temor de queda no consumo. A alta do dólar frente a outras moedas também tira competitividade dos produtos de exportação. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,46 3/4 por bushel, recuo de 21,25 centavos de dólar, ou 2,76%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,66 3/4 por bushel, baixa de 35,25 centavos, ou 5,02% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago despenca 4% com pressão de colheita e aversão ao risco
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado acelerou a queda desde o início da sessão, pressionado pela colheita em partes dos Estados Unidos e da Europa. Além disso, os temores em relação à economia dos Estados Unidos contribuíram com a desvalorização. O clima de aversão ao risco no mercado financeiro internacional voltou a ser ponto de preocupação. O dia foi de queda generalizada para as commodities, em meio ao quadro recessivo na economia americana e o temor de queda no consumo. A alta do dólar frente a outras moedas também tira competitividade dos produtos de exportação. Os preços renovaram as mínimas desde 1o de março. No acumulado parcial do mês, até o momento, a posição julho caiu 13,8%. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 9,37 1/4 por bushel, baixa de 39,25 centavos de dólar, ou 4,01%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 9,49 1/4, recuo de 39,50 centavos de dólar, ou 3,99%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Preocupação com economia dos EUA e clima favorável pressionam Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte baixa, próximo das mínimas do dia e enfileirando a quarta sessão seguida de perdas. Dois fatores seguem pressionando o mercado: o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas e os temores em torno de quadro recessivo na economia dos Estados Unidos. Os boletins meteorológicos continuam apontando chuvas de bom volumes e temperaturas adequadas para o desenvolvimento das lavouras americanas. Até o momento, não há ameaça ao potencial produtivo e a expectativa é de uma safra cheia. O clima de aversão ao risco no mercado financeiro internacional voltou a ser ponto de preocupação. O dia foi de queda generalizada para as commodities, em meio ao quadro recessivo na economia americana e o temor de queda no consumo. A alta do dólar frente a outras moedas também tira competitividade dos produtos de exportação. Para amanhã, parte das expectativas dos operadores deve se deslocar para o relatório de exportações semanais. O mercado aposta em número entre 250 mil e 725 mil toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 28,25 centavos de dólar por bushel ou 1,68% a US$ 16,52 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,76 1/2 por bushel, com perda de 34,00 centavos ou 2,25%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,10 ou 0,25% a US$ 415,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 70,66 centavos de dólar, com baixa de 2,71 centavos ou 3,69%.

MILHO: Colheita 21/22 atinge 42,3% na Argentina
A colheita de milho da safra 2021/22 atinge 42,3% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 5,3 pontos percentuais na semana. A projeção de produção fica em 49 milhões de toneladas, contra 52,5 milhões de toneladas em 2020/21. Em números absolutos, foram colhidos 21,203 milhões de toneladas ao longo de 3,03 milhões de hectares.

TRIGO: Plantio atinge 61,9% da área na Argentina
O plantio de trigo atinge 61,9% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 6,4 milhões de hectares. Os trabalhos avançaram 14,5 pontos percentuais na última semana e estão 9 pontos atrasados na comparação com o ano passado. Em números absolutos, foram semeados 3,897 milhões de hectares.

SOJA: Colheita está finalizada na Argentina
A colheita da safra 2021/22 de soja está finalizada na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os rendimentos acima do esperado permitiram estimar a produção em 43,3 milhões de toneladas. Foram plantados 16,3 milhões de hectares. A área apta para colheita ficou em 15,53 milhões de hectares.

CARNES: Fórum debate a campo seleção bovina por fenótipo e genótipo
A seleção de gado de corte avançou muito no Brasil nos últimos anos e trouxe ao criador o desafio de embasar suas escolhas em dois pilares: o fenótipo (escores visuais) e o genótipo (dados e estatísticas). Na tentativa de mostrar a melhor forma de integrar as duas avaliações para maximizar resultados, a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) reúne criadores na próxima terça-feira (28) no 1 Fórum Promebo na Prática. 
O evento inédito contará com animais de quatro raças (Angus, Devon, Charolês e Braford) ao vivo na Associação Rural de Pelotas (RS) e ensinará como valorizar o "olho do dono" e calibrar o gosto do criador com os dados disponíveis no Promebo. "Será uma forma de orientação prática para os selecionadores. É uma oportunidade rara em um modelo diferenciado desenvolvido para aqueles que sabem a importância do Promebo na rentabilidade da fazenda e na excelência de seus produtos", ponderou a superintendente de registros da ANC, Silvia Freitas.
Segundo ela, avaliação genética e fenotípica precisam andar juntas. "Um reprodutor com excelente fenótipo não necessariamente terá bons dados para a característica que o criador busca para o seu plantel. Da mesma forma, um animal pode não ter o melhor fenótipo, mas ter os atributos para o seu rebanho. Saber usar todas as informações disponíveis é a forma de maximizar resultados", explica. 
O Fórum ainda contará com palestra do chefe geral da Embrapa Pecuária Sul e consultor de genética do Promebo, Fernando Cardoso, que falará sobre "Como aumentar a produtividade e rentabilidade do seu rebanho usando as avaliações genéticas e os Sumários de Touros" e do zootecnista e proprietário da Meat Science Consultoria, Leandro Lunardini Cardoso, que detalhará a ultrassonografia de carcaça, importante ferramenta na seleção de animais com foco na produção de carne de qualidade. 
Para participar do Fórum e do lançamento do Sumário, é necessário inscrever-se pelo link tinyurl.com/forumpromebo. Interessados podem optar por acompanhar o evento de forma on-line pela plataforma Zoom.

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