CONECTA NEWS – 25/02/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Colheita na Argentina chega a 22% e produtividades são negativas-BCR
A colheita do milho na Argentina chega a 22% e os rendimentos apresentados até agora não são nada bons, de acordo com dados do último Guia Estratégico para Agricultura da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR). O relatório indica que muitos produtores estão antecipando a colheita com umidade acima dos limites comerciais. "Os caminhões estão cheios, mas não pesam; a surpresa é que o peso é menor do que o esperado", afirma o documento. Segmentados por região, em Cañada Rosquín, a colheita chega a 30% do milho cedo: os rendimentos são 50% inferiores à campanha anterior. Em Rojas, os primeiros lotes debulhados são os piores e estão rendendo 40 qq/ha. Mas, o que também não é bom, porque eles esperam que a média da região chegue a 60 qq/ha. Em El Trébol, eles estimam melhores rendimentos, entre 80 a 90 qq/ha, como em Monte Buey com 75 a 85 qq/ha, mas as produtividades são muito inferiores a isso.

ALGODÃO: Brasil exporta 1,030 milhão de toneladas de agosto/21 a janeiro/22
O Brasil exportou 1.030,4 mil toneladas no acumulado de agosto a janeiro de 2022, totalizando uma receita de US$ 1,832 bilhões proveniente das exportações. O volume embarcado é 30,7% inferior ao volume embarcado no mesmo período da safra 19/20. No acumulado de agosto de 2021 a janeiro de 2022, a China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras (384 mil toneladas) e representa 37% das exportações acumuladas brasileiras. Apesar do menor volume total exportado, nove países aumentaram as importações brasileiras, com destaque para Itália (+3,3 mil toneladas), Filipinas (+1,3 mil toneladas) e Hong Kong (+0,5 mil toneladas). As informações são da Abrapa.

ALGODÃO: Em janeiro, China lidera compras do Brasil
O Brasil exportou 199,4 mil toneladas em janeiro de 2022, totalizando uma receita de US$ 380,6 milhões proveniente das exportações. O volume embarcado em dezembro/2021 foi 27,2% inferior ao volume embarcado no mesmo mês de 2021. No mês de janeiro de 2022, o maior comprador do algodão brasileiro foi a China, somando 84,7 mil toneladas embarcadas. O país representou 43% dos embarques do mês. Em comparação com dezembro de 2020, as maiores quedas de importação foram registradas pelo Paquistão (-19 mil toneladas), Bangladesh (-14 mil toneladas) e China (-11 mil toneladas). Na contramão, a Turquia aumentou as compras no mês de janeiro (+2,6 mil toneladas) em comparação a janeiro de 2021. As informações são da Abrapa.

AGRICULTURA: Moldávia suspende exportações de trigo e açúcar até 24 de abril
A Moldávia suspenderá as exportações de trigo e açúcar a partir de 1 de março, disse a primeira-ministra, Natalia Gavrilita, nesta sexta-feira. A suspensão durará até o fim do estado de emergência que o país declarou até 24 de abril, disse Gavrilita. A Moldávia declarou estado de emergência devido à operação militar da Rússia contra a Ucrânia. As informações partem da Reuters.

AGRICULTURA: Sanções à Rússia aumentam preços de energia e grãos – FMI
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse na sexta-feira que as sanções financeiras internacionais contra a Rússia aumentarão os impactos econômicos da guerra na Ucrânia, que estão sendo transmitidos principalmente por meio de preços mais altos de energia e grãos, aumentando a inflação. Georgieva também disse que a maior incerteza do mercado financeiro causada pelo conflito pode causar "saídas de capital dos mercados emergentes, quando precisamos exatamente do oposto - mais financiamento indo para lá". Ela também disse que o aumento das tensões regionais pode impactar a atividade econômica em países e regiões ao redor da Ucrânia, como Moldávia e ainda a região do Cáucaso. "Já vimos ações tomadas em termos de sanções que aumentariam o impacto econômico desta crise e se transmitirão principalmente através dos preços da energia, bem como dos grãos, somando-se ao que tem sido uma preocupação crescente com a inflação", disse ela. A Rússia está entre os maiores exportadores de petróleo do mundo e também é um grande exportador de grãos, junto com a Ucrânia, cujos portos do Mar Negro foram fechados ao transporte marítimo. As informações partem da Reuters.

ALGODÃO: Bayer e governo da India negociam retomada de investimento
A Bayer e governo da India negociam a retomada do investimento no desenvolvimento de cultivares e eventos biotecnológicos de algodão no país. O objetivo é melhorar a produtividade média atual (inferior a 500kg/ha/ano) daquele que já é o maior produtor global da pluma. As informações são da Abrapa.

ALGODÃO: ICAC estima produção global em 26,44 mi de toneladas em 2021/22
De acordo com o último balanço de oferta e demanda publicado no relatório do ICAC, as perspectivas para a temporada global 2021/22 são: a produção global estimada em 26,44 milhões de tons, alta de 8,7% com relação a 2020/21. Os maiores crescimentos são projetados nos EUA, Brasil e Zona Africana (CFA). O consumo global está em manutenção, diferente do relatório do USDA, que projeta aumento de 2,8%. O relatório do ICAC é mais conservador na demanda e projeta um consumo relativamente estável para a nova safra, em 25,62 milhões de toneladas (-0,02%). Os estoques mundiais de algodão são estimados pelo ICAC em 21,19 milhões de toneladas para 2021/22, aumento de 4% em relação ao final da safra passada. Considerando as últimas seis safras, os estoques finais projetados em 2021/22 são inferiores apenas aos da safra 2019/20. O consumo global projetado em níveis mais conservadores proporciona um comércio internacional levemente inferior à safra 2021/22. As exportações totais são estimadas em 10,27 milhões de toneladas. Esse leve declínio no consumo pode ser atribuído a vários fatores, de acordo com o ICAC. Em primeiro lugar, o alto preço do algodão está causando preocupação nas fiações, que estão relutantes em garantir grandes volumes de algodão. Muitas fiações estão operando com muito pouco algodão em estoque, para atender aos altos níveis de demanda pós-pandemia.

FERTILIZANTES: Conflito na Ucrânia gera apreensão em principais portos do PR
A ação militar da Rússia em território ucraniano gera apreensões em todo o mundo. Em especial, a atividade portuária e o comércio exterior temem pelos reflexos do conflito que podem atingir o mercado e a produção no Brasil. Como principal porta de entrada dos fertilizantes no país, a administração dos portos paranaenses acompanha o momento de tensão no Leste Europeu, com atenção. Apesar de ainda ser cedo para saber quais serão os impactos diretos e indiretos das atividades militares na Ucrânia, como comenta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a situação preocupa, principalmente o segmento dos granéis de importação, especialmente dos adubos. "Para se ter uma ideia, das quase 11,5 milhões de toneladas importadas de fertilizante no ano passado, cerca de 2,35 milhões, mais de 20%, vêm da Rússia", afirma o executivo. 
A Ucrânia, segundo Garcia, não é região tradicionalmente produtora de fertilizantes. "A preocupação realmente é com a Rússia que, guerra, tende a suspender as atividades portuárias e o comércio com os países, principalmente ocidentais", pontua o dirigente dos portos paranaenses. Segmento Como explica o gerente executivo do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), Décio Luiz Gomes, tanto a Rússia como o país vizinho, Belarus, são grandes produtores de fertilizantes, principalmente o cloreto de potássio. "A apreensão é quanto os problemas logísticos para escoar esses produtos. A invasão da Rússia à Ucrânia complica ainda mais a situação que já estava delicada com a Belarus, outro importante mercado", comenta.
Segundo Gomes, o mercado e a indústria dos fertilizantes no Brasil - assim como em todo o mundo - já estava sentido há algum tempo, quando a Rússia decidiu suspender as exportações dos produtos. Outra situação no Leste Europeu, que também já vinha preocupando o segmento, era o impedimento imposto pela Lituânia para circulação de produtos da Belarus. O país é outra opção, além da Rússia, para o escoamento da produção de cloreto de potássio para o mundo. "Uma alternativa para o mercado brasileiro, na importação do produto, seria o Canadá, também grande produtor e exportador do cloreto", completa. 
A maioria das empresas produtoras de fertilizantes nos dois países - Rússia e Belarus -, como ainda explica Gomes, são estatais. "Ou seja, as decisões dessas empresas vão a reboque do que decidem os respectivos governos em relação ao mercado internacional", pontua o gerente executivo. "A redução da oferta mundial de fertilizantes certamente vai nos afetar", comenta. 
A falta de produto e o aumento de preço, segundo ele, serão os principais efeitos do conflito que gera impacto, também, nas demais atividades, incluindo a agricultura e o consumo final no país. Escalas Dificilmente os portos do Paraná recebem navios com bandeiras desses países (Rússia, Ucrânia ou Belarus). 
Segundo o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado do Paraná (Sindapar), Argyris Ikonomou, a preocupação não é tanto com a mão-de-obra, no caso, das tripulações. "A possibilidade de impacto negativo que eu consigo enxergar, no momento, seria a dificuldade, alto risco e o aumento do valor dos fretes para navios que, a partir de agora, vão escalar em portos da Rússia para carregamento de fertilizantes, por exemplo", comenta. No entanto, segundo Argyris, é preciso aguardar a evolução desse conflito. "Ainda é muito cedo para saber o que vai acontecer nos próximos dias", completa o representante das agências marítimas no Paraná.

EMPRESAS: Produtora de etanol de milho FS anuncia associação à ÚNICA
A FS, maior produtora de etanol de milho do Brasil e pioneira neste segmento, é a nova associada da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Com duas usinas em atividade em Mato Grosso (MT), uma em Lucas do Rio Verde e outra na cidade de Sorriso, e projetos de mais quatro unidades até 2026, a FS deve produzir mais de 4 bilhões de litros de etanol por ano, após a finalização do plano de expansão. "Sustentabilidade, inovação, eficiência e compromisso com uma matriz energética limpa e renovável são valores que compartilhamos com a UNICA. Por isso, estamos muito felizes em unir forças com parceiros que, assim como nós, enxergam na bioenergia um futuro sustentável para nosso país. Agradecemos aos associados e os executivos da entidade por acreditarem nessa importante complementação", afirma o presidente da FS, Rafael Abud. 
De acordo com o presidente da UNICA, Evandro Gussi, a chegada da FS reforça a posição do etanol como uma solução de baixo carbono para mobilidade do presente e do futuro. "Produzimos energia do Brasil para o mundo e é bom saber que podemos contar com empresas que, assim como nós, têm em seu DNA a sustentabilidade". Ao longo das últimas décadas, o setor de biocombustíveis revolucionou sua forma de produzir, adotando práticas que tornaram os produtos referências mundiais de sustentabilidade. 
Atualmente, 90% do etanol comercializado no país está certificado pelo RenovaBio, maior programa de descarbonização do setor de transportes do mundo, que garante a rastreabilidade, efetividade da redução de emissões e a nulidade do desmatamento. 
Em 2020, a FS foi a primeira usina de etanol de milho a obter certificação para fazer parte do RenovaBio e emitir créditos de descarbonização (CBIOs) e, em 2021, assumiu seis compromissos de longo prazo com a sociedade (Compromisso de Sustentabilidade FS 2030). Esses compromissos têm metas correlacionadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Organizações das Nações Unidas e estão alinhados com o Acordo de Paris. 
A empresa também está entre as principais no ranking da Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de etanol no RenovaBio. A FS foi certificada com a divulgação de dados primários, que incluem a rastreabilidade das emissões agrícolas dos fornecedores de grãos e atualmente é vinculada ao Climate Bonds Initiative.

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