CONECTA NEWS – 25/05/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Chicago fecha em baixa predominante com clima favorável nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços predominantemente mais baixos. O mercado foi pressionado pelo indicativo de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras e aos trabalhos de cultivo nos Estados Unidos. Pode haver chuvas em parte do cinturão produtor até o final de semana, quando o tempo seco deve predominar. A força do dólar frente a outras moedas correntes, o que limita a competitividade das commodities estadunidenses no cenário exportador também influencia negativamente os preços. Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,72 3/4 por bushel, ganho de 0,50 centavo de dólar, ou 0,06%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,39 3/4 por bushel, baixa de 1,25 centavos, ou 0,16% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Chicago recua, seguindo milho e trigo e por temor de menor demanda
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. O fraco desempenho do milho e do trigo e sinais de demanda enfraquecida por parte da China pressionaram as cotações. Espera-se que a queda na demanda por óleo de soja na China reduza o consumo da oleaginosa no maior usuário do mundo, já que os bloqueios para impedir a propagação do COVID-19 fecharam restaurantes. A China é o maior consumidor mundial de óleos comestíveis, com milhões de restaurantes consumindo cerca de metade dos cerca de 17 milhões de toneladas de óleo de soja do país. Há também a sinalização de que os compradores chineses poderiam aliviar as restrições ao farelo do Brasil, restringindo a procura nos Estados Unidos. Completando os fatores de pressão, especula-se um aumento no fluxo de embarques da Ucrânia de milho e trigo, o que pressionou as cotações futuras em Chicago, movimento que se estendeu à soja. Para amanhã, as atenções se voltam para o relatório de embarques semanais dos Estados Unidos, que será divulgado na parte da manhã pelo Departamento de Agricultura norte-americano. O mercado aposta em um número entre 400 mil e 1,3 milhão de toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 12,00 centavos ou 0,7% a US$ 16,81 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,20 1/2 por bushel, com perda de 11,75 centavos de dólar ou 0,71%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,90 ou 0,67% a US$ 424,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 78,92 centavos de dólar, com perda de 1,20 centavo ou 1,49%.

OLEAGINOSAS: Indonésia definirá venda doméstica por capacidade das empresas
A Indonésia determinará o volume de vendas domésticas obrigatórias dos produtores de óleo de palma com base em sua capacidade de refino e no nível de demanda local para a produção de óleo de cozinha, mostrou um documento regulatório divulgado nesta quarta-feira. O cumprimento de cada empresa da chamada Obrigação do Mercado Interno (DMO) será usado como base para o volume de exportação em suas licenças, afirma o regulamento. Os produtores e exportadores também serão obrigados a participar do programa de óleo de cozinha a granel do governo.

FERTILIZANTES: Senado debate dependência do Brasil de importados
A necessidade de redução da dependência brasileira de fertilizantes estrangeiros foi tema de audiência pública, nesta terça-feira (24), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), representantes do setor agropecuário, indústria e da Embrapa discutiram os principais desafios, restrições e as exigências ambientais para a produção de fertilizantes no Brasil. 
Apesar da alta produtividade agrícola no país, o Brasil importa cerca de 80% do que atualmente utiliza em sua produção. Agora, com o conflito entre Rússia e Ucrânia, a situação se agrava porque grandes companhias de transporte marítimo interromperam operações na Rússia, principal exportador desse tipo de produto para o país. 
O senador Carlos Viana (PL-MT), membro da FPA, destacou que as consequências do conflito envolvendo a Ucrânia e a Rússia trouxe riscos de desabastecimento alimentar no mundo e alta na escala de preço dos fertilizantes. "O preço da importação do Fosfato Monoamônico (MAP fosfatado), por exemplo, muito utilizado no Brasil, teve alta de 35% entre 10 de fevereiro e 10 de março. No mesmo período, o preço do MAP no mercado de Rondonópolis (MT) subiu cerca de 30%. A uréia por sua vez teve aumento de 50% e no que se refere ao potássio, nossa dependência é de 95%, onde praticamente metade disso é fornecido pela Rússia e Belarus.” 
Segundo Viana, o Brasil se vê hoje diante de duas realidades: é incapaz de produzir a maior parte de fertilizantes que o país precisa e fica vulnerável às oscilações de oferta e preço. O senador alertou que os resultados da guerra podem ser catastróficos para o Brasil. "Diante do que precede, a elevada dependência de fertilizantes revela falta de planejamento e de uma estratégia do nosso país em desenvolver estruturas industriais domésticas que pudessem diminuir nossa dependência externa," alerta. 
Entre as possíveis soluções para reduzir a dependência, foram citados: -a busca de novos parceiros comerciais, 
/-o uso de fontes alternativas, 
/-o investimento em tecnologia e infraestrutura
/- regulamentação do Marco Legal do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/2021). 
Representante do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, sugeriu a chamada diplomacia dos fertilizantes, ou seja, buscar novos parceiros comerciais. "O que nós queremos até 2050 é transformar uma realidade de 85% em 50%," disse. Rangel entende que do ponto de vista de estratégia e soberania, "ser autossuficiente hoje no mundo globalizado não parece ser uma estratégia inteligente". Ele explica que ter capacidade de reagir a esses choques de ofertas internacionais "é estratégico e tem sido perseguido pelos países do mundo como um todo," completou. O senador Esperidião Amin (PP-SC) lembrou que a longo prazo essa hiperinflação desestimula a atividade no campo e ameaça a segurança alimentar e a soberania do Brasil. "O preço desses fertilizantes deu uma disparada, e o produtor rural que tinha comprado fertilizante no ano passado, não tinha usado". 

CAFÉ: Nova York fecha em alta com correção técnica
A Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica fechou a sessão de hoje com cotações em alta. Os contratos com entrega em julho/2022 do café arábica encerraram a sessão negociados a 217,05 centavos de dólar por libra-peso, alta de 3,40 centavos (+1,6%) ante ao fechamento anterior. No fechamento, setembro/2022 tinha cotação de 217,30 centavos (+1,56%). O mercado apresentou uma reação com correção técnica depois das perdas das últimas sessões. Do lado fundamental, as cotações perderam a sustentação do fator clima, com as regiões produtoras brasileiras por ora sem enfrentar temperaturas muito baixas. Ao mesmo tempo, preocupações com a demanda diante do conflito Ucrânia e Rússia voltaram à tona.

AÇÚCAR: Nova York volta a cair com sentimento de amplas ofertas
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais baixas. Os contratos com entrega em julho/2022 encerraram o dia a 19,68 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,07 centavo (-0,35%). A posição Outubro/2022 fechou cotada a 19,84 centavos (-0,35%). O mercado voltou a cair com um sentimento de amplas ofertas em termos globais, o que mantém o primeiro contrato abaixo da linha de 20 centavos. A India deve iniciar a safra 2022/23 com estoques de passagem de 6,2 milhões de toneladas, mesmo se vier a exportar um recorde de dez milhões de toneladas na atual temporada, disse o governo local. Na terça-feira, a India impôs restrições aos embarques de açúcar pela primeira vez em seis anos. No entanto, operadores disseram que a medida não será totalmente efetiva, e que a notícia foi eclipsada ainda pela decisão do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de substituir o diretor da Petrobras, em uma tentativa de conter a alta nos preços dos combustíveis, o que pode impactar a rentabilidade do etanol.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações mais altas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em Agosto/2022 fecharam a US$ 563,90 por tonelada, alta de US$ 7,40 a tonelada (+1,32%) na comparação ao fechamento anterior. Outubro/2022 fechou a US$ 548,20 por tonelada, ganho de US$ 7,20 a tonelada (+1,33%).

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