CONECTA NEWS – 26/01/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações em baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em leve baixa. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 499,80 por tonelada, queda de US$ 4,20 a tonelada (-0,83%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 491,10 por tonelada, recuo de US$ 5,40 a tonelada (-1,08%).

MILHO: Rendimento projetado cai leve na área da Coopavel (PR)
As lavouras de milho verão receberam chuvas benéficas, mas ainda desparelhas, na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. Segundo fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, as precipitações de ontem oscilaram entre 10 e 50 milímetros. "Aqui na sede da cooperativa, choveu 10 milímetros", relata, acrescentando que a situação está melhorando aos poucos. São previstas precipitações para hoje e amanhã na região, com volumes de 10 a 15 milímetros. Agora, a produtividade média esperada foi levemente reduzida para 5.200 quilos por hectare, ante 5.260 quilos por hectare na semana passada. Inicialmente, o rendimento médio esperado era de 10.300 quilos. A área colhida avançou para 15%, ante 8% na semana passada. Das lavouras restantes, 57% estão em fase de maturação e 43% em enchimento de grão. A área a ser plantada foi estimada em 28 mil hectares. Em relação ao plantio do milho safrinha, o percentual chega a 20%, ante 9% na semana passada. Das lavouras semeadas, 71% estão em fase de emergência e 29% em desenvolvimento vegetativo. São esperados 157 mil hectares este ano com a segunda safra de milho, ante 129 mil na temporada passada. A produtividade média está estimada em 6.700 quilos por hectare, ante 6.740 na semana anterior.

TRIGO: Canadá deve produzir 21,652 milhões de toneladas em 2021/22 – USDA
O Canadá deve produzir 21,652 milhões de toneladas em 2021/22. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 20/21, foram 35,183 milhões de toneladas. As exportações do país são projetadas em 15,7 milhões de toneladas, contra 27,723 milhões no ano anterior. O consumo do país é estimado em 8,55 milhões de toneladas. Os estoques ao início de 21/22 são estimados em 5,688 milhões toneladas. Os estoques finais são projetados em 3,64 milhões de toneladas na temporada.

CAFÉ ROBUSTA: Londres recua com realização de lucros
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quarta-feira com cotações em baixa. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.218 a tonelada, com queda de US$ 19, ou de 0,84%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.191 a tonelada, perda de US$ 12, ou de 0,54%. As cotações ignoraram o direcionamento positivo do referencial nova-iorquino e ainda do petróleo e acabaram recuando, em movimento de realização de lucros após os bons ganhos registrados na sessão da terça-feira.

TRIGO: Austrália deve produzir 34 milhões de toneladas em 2021/22 – USDA
A Austrália deve produzir 34 milhões de toneladas em 2021/22. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 20/21, foram 33,3 milhões de toneladas. As exportações do país são projetadas em 26 milhões de toneladas, mesmo volume do ano anterior. O consumo do país é estimado em 9 milhões de toneladas. Os estoques ao início de 21/22 são estimados em 3,864 milhões toneladas. Os estoques finais são projetados em 3,564 milhões de toneladas na temporada.

SOJA/MILHO: China promove produção em consórcio em mais de 1 milhão de hectares
O Ministério da Agricultura da China promoverá o consórcio de soja com milho em mais de 1 milhão de hectares de terra este ano. Conforme comunicado da pasta, o objetivo é aumentar a produção da oleaginosa sem reduzir a produção de milho. A China, o maior importador de soja do mundo, disse no final do ano passado que aumentar sua produção da oleaginosa era uma prioridade política, mas deu poucos detalhes sobre como alcançará um aumento. A produção caiu 16% em 2021 em relação ao ano anterior, já que alguns agricultores mudaram para culturas mais lucrativas, como o milho. 
O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais disse em comunicado que promoverá o "plantio composto em tiras", ou cultivo de soja e milho em fileiras lado a lado, em 1 milhão de hectares de terra. A abordagem "basicamente não provocaria diminuição na produção de milho" enquanto adicionaria uma safra extra de soja, disse. A área plantada de soja havia sido estimada anteriormente em 8,4 milhões de hectares na safra 2021/22, enquanto o milho será cultivado em 43 milhões de hectares. O ministério não disse quanto cultivo consorciado é usado atualmente, mas tem sido estudado na China há anos e mostrado em outros lugares para beneficiar a saúde do solo e melhorar os nutrientes nas plantações. As últimas pesquisas e novas máquinas abriram "um novo caminho técnico para expandir o plantio de soja e melhorar a capacidade de produção de soja", acrescentou o ministério. 
A China sempre citou a necessidade de aumentar a produção doméstica de soja nos últimos anos para garantir a segurança dos grãos e reduzir a dependência das importações dos Estados Unidos. A meta é produzir cerca de 23 milhões de toneladas de soja até o final de 2025, um aumento de 40% em relação aos atuais níveis de produção de 16,4 milhões de toneladas, de acordo com um plano publicado recentemente. 

MILHO: Governo e setor avaliam cigarrinha e enfezamentos em Mato Grosso
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em conjunto com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja MT), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea MT) realizaram, nesta semana, visita técnica no estado de Mato Grosso para traçar medidas de contingenciamento e monitoramento da cigarrinha e enfezamentos do milho junto aos principais produtores da cultura. A presença desse inseto e os prejuízos causados pelas doenças têm gerado grande preocupação para os produtores que buscam adoção de medidas para não comprometer a safra de milho no estado. Até então, não há uma medida de controle isolada capaz de evitar a ocorrência da praga. 
As medidas preventivas podem reduzir ou evitar a incidência dessas doenças. Para o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, escutar os produtores é importante para definir as ações de combate e prevenção da praga. "Buscamos debater com os produtores rurais, em conjunto com a pesquisa agropecuária, recebendo as sugestões para adoção de medidas no âmbito regional, a fim de evitar prejuízos para as próximas safras". Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essas doenças são causadas por microrganismos denominados mollicutes e também por vírus, que invadem sistemicamente e multiplicam-se nos tecidos do floema da planta de milho e são transmitidos de plantas doentes para plantas sadias, pela cigarrinha Dalbulus maidis. 
Para informações sobre a identificação das doenças nas lavouras e sobre o manejo mais adequado para se minimizar os impactos gerados pelos enfezamentos do milho, pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo elaboraram cartilha sobre o Manejo da Cigarrinha e Enfezamentos na Cultura do Milho. No site da Embrapa também é possível obter mais informações sobre o manejo das doenças que também vêm ocorrendo em outras regiões do país. Com informações da assessoria de imprensa do Mapa.

ECONOMIA: OMC autoriza China a impor tarifas compensatórias contra os EUA
A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou a China nesta quarta-feira a impor 645 milhões de dólares em tarifas compensatórias contra os Estados Unidos. A China foi à OMC em 2012 para contestar as tarifas antissubsídios que os Estados Unidos impuseram entre 2008 e 2012, principalmente durante o mandato do presidente dos EUA, Barack Obama, sobre 22 produtos chineses que vão de painéis solares a fios de aço. 
O caso de uma década sobre supostos subsídios se concentrou em saber se os Estados Unidos poderiam tratar empresas chinesas nas quais o governo possui participação majoritária como controladas pelo Estado. Autoridades dos EUA argumentaram que a China se beneficia de um tratamento mais fácil na OMC, enquanto subsidia produtos manufaturados e os despeja nos mercados mundiais. 
A China pediu inicialmente ao painel da OMC que lhe concedesse o direito de impor tarifas sobre US$ 2,4 bilhões em produtos dos EUA. O prêmio real é ofuscado pelas tarifas dos EUA sobre mais de US$ 300 bilhões em produtos chineses impostas pelo ex-presidente dos EUA Donald Trump, a maioria dos quais ainda está em vigor. No entanto, é outra vitória simbólica para Pequim no órgão de comércio com sede em Genebra. 
Em novembro de 2019, a OMC concedeu à China direito a tarifas retaliatórias de US$ 3,58 bilhões depois de encontrar falhas na maneira como Washington determinou se os produtos chineses estão sendo despejados no mercado americano. As informações partem da Reuters.

CAFÉ: Arábica representou 75% do faturamento das lavouras do Brasil em 2021
O faturamento bruto da lavoura dos Cafés do Brasil calculado para o ano-civil 2021 totalizou R$ 42,59 bilhões, sendo R$ 32,14 bilhões para os cafés da espécie arábica, montante que corresponde a 75,5% desse valor total, e R$ 10,45 bilhões para os cafés da espécie conilon, receita bruta que equivale a 24,5% do que foi calculado para o citado ano. Tais estimativas foram realizadas tendo como base os preços médios recebidos pelos produtores de café arábica e conilon no período de janeiro a dezembro de 2021. 
Como as cinco regiões geográficas brasileiras produzem cafés, se for estabelecido um ranking desse faturamento, em ordem decrescente, constata-se que a Região Sudeste, considerando a soma bruta das receitas das duas espécies citadas (arábica e conilon), destaca-se em primeiro lugar com R$ 36,89 bilhões de faturamento bruto, o que representa aproximadamente 86,6% do total geral. 
Na segunda posição figura a Região Nordeste com R$ 2,61 bilhões, valor que equivale a 6,1% dessa mesma base comparativa. Em terceira colocação vem a Região Norte, cujo faturamento bruto da produção de cafés em 2021 foi estimado em R$ 1,84 bilhão, cifra correspondente a 4,3% do total geral. Na sequência, em quarto lugar, está a Região Sul com R$ 879,67 milhões (2%), e, por fim, em quinto, a Região Centro-Oeste, que teve o faturamento bruto da lavoura cafeeira calculado em R$ 359,41 milhões, receita que equivale a aproximadamente 0,85% do total estimado para as duas espécies de cafés.

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