CONECTA NEWS – 26/05/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Plantio inicia lentamente no Rio Grande do Sul
Nas regionais da Emater/RS de Ijuí e Santa Rosa, o plantio de trigo para a safra 2022 foi iniciado, porém em ritmo lento. A semana foi de intensos trabalhos no preparo das áreas para a cultura através da dessecação de outras espécies presentes nas lavouras, destacando-se o grande número de plantas de azevém germinados até o momento. Em Tenente Portela, na de Ijuí, onde a semeadura ocorre mais antecipada em relação aos demais municípios da região, a germinação e a emergência das plantas estão mais lentas devido às baixas temperaturas registradas entre os dias 16 e 20/05, além da baixa luminosidade, mas não apresentam riscos para a cultura. Na regional de Santa Rosa, o tempo do final de semana colaborou para que o avanço da área plantada atingisse 7% do total previsto. As lavouras implantadas estão em germinação e em início de desenvolvimento vegetativo, apresentando boa população de plantas. O tempo ensolarado e as baixas temperaturas desde quinta-feira e durante todo o final de semana foram benéficos para a boa sanidade das lavouras. Nas demais regiões, os produtores realizam o preparo para o plantio. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

FEIJÃO: Colheita da 2a safra avança de formas diversas no RS
Na regional da Emater de Ijuí, a colheita segue em ritmo lento especialmente em função da pequena área cultivada. O produto colhido apresenta boa qualidade, além de não ter sofrido danos com o longo período de alta umidade. Na de Erechim, segue a colheita. Na regional de Frederico Westphalen, a colheita chegou a 40% da área, e o rendimento é de 1.500 kg/ha. 16% das áreas estão em enchimento de grãos, e 44% em maturação. Na de Soledade, o clima foi desfavorável para a cultura, principalmente por conta da temperatura baixa na semana. As áreas que se encontram em fase de enchimento de grãos são as mais prejudicadas, somando 20%; em maturação, há 70% da área; e 10% colhida. Comercialização (saca de 60 quilos) Segundo o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar no Estado, o valor médio teve redução de -2,52% na semana, de R$ 260,00 para R$ 253,46. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

ALGODÃO: Correção técnica e exportações fracas pressionam Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços em baixa acentuada. O mercado corrigiu tecnicamente parte dos bons ganhos de ontem, apesar da alta do petróleo e do cenário de menor aversão ao risco no financeiro. As exportações semanais americanas vieram fracas e ajudaram na realização. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2021/22, iniciada em 1o de agosto, ficaram em 37.000 fardos na semana encerrada em 19 de maio. Representa uma retração 67% frente à semana anterior e um recuo de 70% sobre a média das últimas quatro semanas. O maior importador foi a India, com 21.200 fardos. Para a temporada 2022/23, foram mais 95.400 fardos. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos com entrega em julho fecharam a 145,16 centavos de dólar por libra-peso, alta de 3,62 centavos, ou de 2,55%. Dezembro/2022 fechou a 124,61 centavos, com ganho de 0,83 centavos, ou de 0,67%.

MILHO: Chicago fecha em em baixa predominante com clima favorável nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços predominantemente mais baixos. Em sessão bastante volátil, o cereal oscilou entre os territórios positivo e negativo. O fator clima, permitindo um bom andamento do plantio nos Estados Unidos, as fracas vendas de milho do país e a possibilidade de retomada das exportações da Ucrânia por corredores no Mar Negro atuaram como fatores de baixa. Como elemento positivo apareceu a forte alta nos preços do petróleo, que pode estimular a demanda por etanol de milho no país. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 151.600 toneladas na semana encerrada em 19 de maio - menor patamar da temporada. Representa um recuo de 63% frente à semana anterior e uma baixa de 73% sobre a média das últimas quatro semanas. O Japão liderou as compras, com 112.900 toneladas. Para a temporada 2022/23, foram mais 58.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 1 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sessão, os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 7,65 por bushel, recuo de 7,25 centavos de dólar, ou 0,93%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2022 fechou a sessão a US$ 7,34 por bushel, baixa de 5,75 centavos, ou 0,77% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago fecha mista atenta a Rússia, soja e plantio nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mistos. Em sessão volátil, os preços chegaram a ter forte queda no início do dia. No meio-pregão, os contratos reverteram ao território positivo acompanhando a valorização da soja. Por fim, as primeiras posições voltaram ao território negativo. Segundo a Reuters, a elevação dos contratos mais distantes levou em conta a expectativa de novo atraso no plantio de primavera nos Estados Unidos. O cenário de abastecimento segue incerto. O aperto da oferta global tem mantido os preços em patamares elevados. A situação foi agravada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, que comprometeu o fornecimento pelos dois países, importantes produtores e exportadores. Na última quarta-feira, a notícia de que a Rússia estaria disposta a permitir o escoamento dos grãos da Ucrânia fez com que os preços despencassem. O otimismo, no entanto, arrefeceu após novas trocas de acusações entre Rússia e Ocidente. Estados Unidos e Reino Unido já se manifestaram contra a retirada das sanções à Rússia. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 11,43 1/4 por bushel, baixa de 5,00 centavos de dólar, ou 0,43%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 11,52 por bushel, recuo de 4,75 centavos ou 0,41% em relação ao fechamento anterior.

CARNE BOVINA: Brasil ganha mais espaço nos países de maioria muçulmana
A carne bovina halal brasileira está conquistando cada vez mais o paladar dos muçulmanos. Só o Egito importou 54,888 mil toneladas no primeiro quadrimestre deste ano, com aumento de 279,1% quando comparado com o mesmo período de 2021, que foram 14,478 mil toneladas, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior e a ABIEC - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras. 
A qualidade de nossa proteína também pôde ser degustada em maior quantidade nos Emirados Árabes. O país aumentou em 17,6% suas importações de proteína, totalizando em 17,466 mil toneladas neste primeiro quadrimestre contra 14,847 mil toneladas em 2021 da mesma época. E com a terceira colocação, não menos importante, ficou a Arábia Saudita com 12.649 toneladas. O volume exportado nestes primeiros quatro meses foi de US$ 580,248 milhões, aumento de 56,48% quando comparado com mesmo período de 2021, US$ 370,806 milhões. Em toneladas, foram 139,997 mil toneladas em 2022 contra 93,638 mil toneladas em 2021. 
Ao todo, foram analisadas as importações de quase 40 países de maioria muçulmana. Países como Omã, Kwait, Gâmbia, Marrocos, Mauritânia são os que mais se destacaram na importação de nossa carne. Mercado halal Para quem ainda desconhece o termo, halal significa lícito, permitido em árabe. E a maioria dos consumidores de produtos halal são os muçulmanos, mas para atender a este mercado que cresce a cada ano, é preciso ter a certificação halal e respeitar às regras islâmicas que vão desde a criação do animal, abate e transporte. 
Graças à seriedade do trabalho, rastreabilidade e qualidade, hoje o Brasil é considerado o principal exportador de proteína animal halal do mundo. Em torno de 90% dos frigoríficos brasileiros estão habilitados para produzir proteína animal halal. "É um mercado gigante e uma grande oportunidade, inclusive, para os frigoríficos de pequeno e médio porte em todo o Brasil. Hoje, somos em torno de 2 bilhões de muçulmanos ávidos por consumir produtos halal. Mas nos próximos anos, a expectativa que representemos 1/3 da população mundial. E o Brasil não pode perder esta oportunidade. Temos produtos de qualidade, rastreáveis e o mais importante, nossa proteína é muito apreciada pela comunidade", ressalta o diretor de Operações da CDIAL Halal, Ahmad M. Saifi. Cdial Halal É a certificadora da América Latina acreditada pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC), o que confere seriedade e competência nos segmentos que atua. Também é a primeira da América Latina a conquistar a categoria "N" para cosméticos e fármacos. Esta certificação é aceita em todo o mundo, inclusive nos países de maior população muçulmana como Malásia, Indonésia, Singapura e Golfo Pérsico (ou Golfo Árabe). 

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