CONECTA NEWS – 26/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CANA: UNICA divulga dados da primeira quinzena de julho nesta quarta-feira
Nesta quarta-feira, dia 27 de julho, às 11h, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) divulgará a atualização dos dados da safra 2022/2023 de cana-de-açúcar da região Centro-Sul, referente à primeira quinzena de julho. Os dados incluem a moagem de cana-de-açúcar, produção de açúcar e de etanol e vendas de etanol.

MILHO: ANEC projeta embarques de 6,091 milhões de toneladas em julho
Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) projetam que o Brasil deverá exportar 6,091 milhões de toneladas de milho em julho. Em julho do ano passado, o Brasil embarcou 3,041 milhões de toneladas de milho. Em junho de 2022, os embarques do cereal somaram 1,498 milhão de toneladas. No acumulado de 2022, os embarques de milho atingem 12,475 milhões de toneladas. De acordo com a ANEC, na semana entre 17 e 23 de julho, foram registrados embarques do cereal de 1,487 milhão de toneladas. Entre 24 e 30 de julho, os embarques estão projetados em 1,735 milhão toneladas de milho.

ALGODÃO: NY fecha com boa alta com piora nas condições das lavouras americanas
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais altos nesta terça-feira. As cotações subiram bem diante da piora nas condições das lavouras norte-americanas, como demonstrado no relatório da segunda-feira do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Até 24 de julho, 34% das lavouras estavam entre boas e excelentes condições, 34% em situação regular e 30% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 38%, 35% e 27%, respectivamente. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 94,48 centavos de dólar por libra-peso, alta de 3,42 centavos, ou de 3,75%.

GRÃOS: Ministro da Agricultura argentino descarta redução nas retenções neste ano
O Ministro da Agricultura da Argentina, Julián Domínguez, anunciou que as retenções agrícolas (imposto sobre as exportações de grãos) não serão reduzidas neste ano. Além disso, ele espera que este ano seja o ano com as maiores receitas cambiais do setor agrícola. "Posso dizer isso porque discuti com o presidente antes de vir para cá. Não haverá desvalorização nem retenções menores. Essa é uma decisão do presidente. A Argentina tem o que é preciso para superar a crise. Temos que superar a dificuldade do alto consumo de gás e combustível projetado para este mês", disse. O ministro calculou que os produtores têm 23 milhões de toneladas de soja para comercialização estimou que no segundo semestre serão obtidos cerca de US$ 7 bilhões entre os diferentes produtos que a oleaginosa fornece, aos quais se somarão outros US$ 4 bilhões para o milho e trigo. As informações partem da Agência CMA Latam.

MILHO: Lavouras nos EUA e incerteza no Mar Negro impulsionam Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado foi impulsionado, durante toda a sessão, uma combinação de fatores positivos. A piora nas condições das lavouras norte-americanas, em meio ao clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos, sugere menor produtividade ou menor qualidade do produto do país. Além disso, segue o ceticismo em relação à efetivação do acordo para a exportação de grãos por portos da Ucrânia. O dia também foi de forte alta para os vizinhos, soja e trigo. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 17 de julho, 61% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 63% -, 25% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 64%, 25% e 11%, respectivamente. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,97 por bushel, ganho de 17,00 centavos de dólar, ou 2,93%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,00 3/4 por bushel, alta de 17,00 centavos, ou 2,91% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Clima seco, temperaturas elevadas e piora nas lavouras dos EUA impulsionam contratos em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O mercado encerrou perto das máximas do dia e enfileirou a terceira sessão seguida de ganhos. O clima seco e de temperaturas elevadas no Meio Oeste americano trouxe preocupação quando ao potencial produtivo da safra americana e garantiu a sustentação das cotações. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou a piora nas condições das lavouras. Segundo o USDA, até 24 de julho, 59% estavam entre boas e excelentes condiçõeso mercado esperava 60% , 30% em situação regular e 11% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 61%, 29% e 10%, respectivamente. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 43,75 centavos ou 3,22% a US$ 13,99 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,83 por bushel, com ganho de 37,75 centavos de dólar ou 2,8%. Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 19,80 ou 4,76% a US$ 435,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 58,79 centavos de dólar, com ganho de 0,47 centavo ou 0,8%.

SOJA: Brasil deve embarcar até 7,393 milhões de toneladas em julho, aponta ANEC
As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 7,393 milhões de toneladas em julho, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em julho do ano passado, as exportações ficaram em 7,969 milhões de toneladas. Em junho, o país embarcou 9,952 milhões de toneladas. Na semana entre 17 e 23 de julho, o Brasil embarcou 1,334 milhão de toneladas. Para o período entre 24 e 30 de julho, a ANEC indica a exportação de 1,636 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 2,104 milhões de toneladas em julho. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,748 milhão de toneladas. Em junho, volume ficou em 2,157 milhões de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 391,41 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 617,081 mil toneladas. As informações são da ANEC.

TRIGO: Chicago fecha em forte alta com piores lavouras nos EUA e ceticismo sobre Mar Negro
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O cereal foi impulsionado pelas dúvidas sobre a retomada de exportações da Ucrânia, após ataques ao país por mísseis russos durante o final de semana. Apesar de sinais dos dois países de que os embarques podem ocorrer normalmente, traders e investidores estão céticos quanto a isso. A piora nas condições das lavouras de trigo primavera dos Estados Unidos completa o quadro positivo aos preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo primavera. Segundo o USDA, até 24 de julho, 68% estão entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 71% -, 24% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 71%, 23% e 6%, respectivamente. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 8,03 3/4 por bushel, ganho de 33,75 centavos de dólar, ou 4,38%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,22 por bushel, alta de 33,50 centavos, ou 4,24% em relação ao fechamento anterior.

EMPRESAS: ADM projeta fortes lucros em meio a manutenção do aperto da oferta de grãos
O aperto da oferta global de grãos deve manter fortes os lucros da trader de grãos Archer-Daniels-Midland Co (ADM) pelo resto do ano. Nesta terça-feira, executivos da empresa projetaram que os embarques pela Ucrânia recomecem lentamente. As ações da empresa subiram 5% ao maior nível em mais de um mês após a empresa reportar 74% de alta nos rendimentos no segundo trimestre. Intermediários da cadeia de suprimentos como a ADM tiveram demanda robusta por grãos embarcados ao redor do mundo desde a invasão russa na Ucrânia, no final de fevereiro. A ADM opera um terminal exportador na Ucrânia, um dos maiores fornecedores globais de milho e trigo. O CEO da ADM, Juan Luciano, disse que, apesar do acordo assinado na sexta-feira para a retomada do fornecimento ucraniano através do Mar Negro, vai levar tempo para que grandes volumes deixem o país. Transportadoras encontram dificuldades na obtenção de combustíveis, funcionários, seguro e financiamento. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que cerca de US$ 10 bilhões em grãos estarão disponíveis para venda, com aproximadamente 20 milhões de toneladas da colheita da safra passada. Luciano espera que as exportações ucranianas de 20 a 30 milhões de toneladas sejam vistas nos próximos dois ou três meses. No segundo trimestre de 2022, o lucro operacional ajustado da do núcleo agrícola da ADM e da unidade de oleaginosas subiu para US$ 1,12 bilhão. Em igual momento do ano passado, foram US$ 570 milhões. Conforme o CFO (diretor financeiro) da ADM, Vikram Luthar, os resultados do terceiro trimestre também devem registrar aumento significativo ante mesmo período do ano passado. Os rendimentos líquidos atingiram US$ 1,24 bilhão, ou US$ 2,18 por ação, contra US$ 712 milhões, ou US$ 1,26 por ação, no ano passado. O lucro por ação projetado para o ano fica em US$ 6,50. Em 2021, o lucro por ação foi de US$ 4,79 por ação, ou US$ 5,19 numa base ajustada. "Nosso cenário considera a continuidade do aperto", disse o CEO.

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