CONECTA NEWS – 27/01/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR: Nova York volta a cair com sentimento de amplas ofertas
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 18,41 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,08 centavo em relação ao fechamento anterior (ou 0,43%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 18,08 centavos (-0,6%). Conforme operadores ouvidos pela Reuters, os futuros do açúcar bruto estenderam as perdas das últimas três sessões, pressionados por um sentimento de ampla oferta. A produção de açúcar da India deverá crescer 3% na temporada 2021/22, na comparação com o ano anterior, totalizando 31,9 milhões de toneladas, diante de uma melhora na produtividade dos canaviais cultivados no estado de Maharashtra.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações pouco alteradas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações pouco alteradas. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 499,70 por tonelada, queda de US$ 0,10 a tonelada (-0,02%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 490,50 por tonelada, recuo de US$ 0,60 a tonelada (-0,12%).

MILHO: Plantio 2021/22 atinge 94,4% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
O plantio de milho da safra 2021/22 atinge 94,4% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é projetada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 6,5 pontos percentuais na semana e estão 3,5 pontos atrasados na comparação com igual período do ano passado. Em números absolutos, foram semeados 6,894 milhões de hectares. A área em déficit hídrico caiu de 44% para 28% na última semana. Em igual momento do ano passado, eram 15%. Atualmente, 38% das lavouras estão em condições de regular a ruim, contra 37% na semana passada e 10% em igual período de 2020/21.

SOJA: Plantio atinge 99,7% da área na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
O plantio da soja atinge 99,7% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 4,9 pontos percentuais na última semana. A área é projetada foi cortada de 16,4 para 16,3 milhões de hectares, a menor dos últimos 15 anos. O motivo foi a demora do avanço dos trabalhos em algumas regiões. Em números absolutos, já foram semeados 16,244 milhões de hectares. A área em déficit hídrico caiu de 52% para 36% na última semana. Em igual momento do ano passado, eram 25%. Atualmente, 19% das lavouras estão em situação de regular a ruim, contra 27% na semana passada e 14% em igual período de 2020/21.

CAFÉ ROBUSTA: Londres cai com crescimento da oferta no Vietnã
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com cotações em baixa. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.191 a tonelada, com queda de US$ 27, ou de 1,21%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.174 a tonelada, perda de US$ 17, ou de 0,77%. Os futuros do café robusta sucumbiram para mínimas de dois meses e meio, atingindo os patamares mais baixos desde o início de novembro, pressionados pelo incremento da disponibilidade no Vietnã, maior produtor mundial, com a colheita agora praticamente completa e os produtores se preparando para a semana do Ano Novo Lunar. Conforme operadores ouvidos pela Reuters, em uma sinalização de que as preocupações com a oferta estão mais suaves, o ágio dos contratos com entrega em março em relação à posição maio é agora o menor desde meados de outubro.

CARNES: Preços do boi e do frango para produtores do PR avançam
Os preços das carnes bovina e de frango pagos aos produtores do Paraná apresentaram valorização neste início de ano. É o que mostra análise realizada pela Companhia Nacional Abastecimento (Conab). Segundo o acompanhamento do mercado paranaense, as cotações médias de frango vivo pagas aos avicultores apresentaram alta de cerca de 8% em relação a janeiro do ano passado, ficando em torno de R$ 5,35 o quilo. Já para as carnes bovinas o percentual de acréscimo chega a 13,5% para o mesmo período, o que resulta numa média de R$ 311,25 por arroba. 
Já no caso de suínos, o valor pago aos produtores está em torno de R$ 5,56 por quilo, o que representa uma retração de 11,46% em relação ao preço médio praticado em janeiro de 2021. 
A queda pode ser explicada pela redução das exportações brasileiras em novembro e dezembro de 2021 devido à menor demanda da China pelo produto. Os problemas climáticos enfrentados no estado paranaense devem influenciar na tendência de alta para os próximos meses, impactando no custo de produção das carnes. 
Com os baixos índices pluviométricos registrados no Paraná desde novembro do ano passado, as pastagens e o milho cultivado para produção de silagem, principalmente nas Mesorregiões Centro-Ocidental, Noroeste, Oeste e Sudoeste do Paraná, não têm se desenvolvido de forma adequada, o que culmina em uma menor oferta de alimentos voltados para a ração animal. 
As análises do mercado pecuário no Paraná começaram a ser divulgadas pela Companhia a partir deste mês. No documento, a estatal fornece informações de caráter micro e macroeconômico. O objetivo é subsidiar os agentes internos e externos à Conab na tomada de decisões. Além dos dados da pecuária, a Conab também divulga perspectivas do mercado regional para os produtos de soja e trigo.

AGRICULTURA: Com estiagem, potencial de produção de soja no Paraná cai 39%
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, fechou janeiro com projeção de redução em 39% na produção de soja no Estado para a safra 2021/22, em relação ao potencial. A primeira Previsão de Safra Subjetiva (PSS) deste ano, apresentada nesta quinta-feira (27) pelos técnicos do órgão, aponta também que, no caso do milho de primeira safra, as perdas estão em 36%, enquanto o feijão terá 31% a menos na produção em relação à projeção. 
Por se tratar de commodity, esses produtos dependem de várias conjunturas, inclusive oscilações decorrentes de produção internacional, mas as perdas monetárias para os produtores paranaenses devem se posicionar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões. No Estado, o maior impacto para a redução de produção e perda de renda é essencialmente o climático, com a estiagem forte iniciada em 2019, aliada ao calor intenso tanto no ambiente quanto no solo. 
"Conforme vínhamos nos posicionando desde final de dezembro, há um efeito negativo intenso na produção agrícola, nós perdemos muita produção com essa estiagem prolongada, essa escassez hídrica, essas altas temperaturas no ambiente, no solo, provocaram perdas de elevada monta em culturas como soja, milho, feijão, tabaco, produção de silagem para alimentação de gado de leite, produção de hortaliças, de frutas, pastagens, enfim, toda forma de vegetação sofreu e sofre", disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. 
"Embora não tenhamos fechado todos os dados e todo tipo de perda, esse impacto está entre R$ 25 e R$ 30 bilhões, de coisas que não estão sendo produzidas", afirmou Ortigara. "É um quadro realista, de perda, que provoca impacto, traz desconforto, desarticulação da cadeia de renda do agricultor, mas estamos trabalhando junto com o governo federal para minimamente socorrer, apoiar, incentivar os nossos agricultores nas suas necessidades para que continuem produzindo".
Para o chefe do Departamento de Economia Rural, Salatiel Turra, a estimativa divulgada pelo departamento destaca uma redução bastante significativa das culturas de soja, milho e feijão. "Principalmente a soja, que corresponde a mais de 90% da área plantada de grãos no Estado do Paraná", salientou. "Qualquer redução de produção impacta diretamente na economia local e regional, pois o Paraná é um Estado bastante ligado ao agronegócio". 


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