CONECTA NEWS – 27/07/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MERCADO TRIGO: Retração internacional e do dólar pressionam preços no Brasil
A recente queda dos preços internacionais e o dólar mais fraco seguem pressionando as cotações do trigo no âmbito doméstico. No Paraná, as indicações da safra velha estão por volta de R$ 2.000 a tonelada, o que corresponde a uma queda de 13% em relação ao mesmo período do mês passado. Os vendedores mantêm a pedida entre R$ 2.200 e R$ 2.300 a tonelada. A paridade com o trigo de Kansas no interior paranaense está por volta de R$ 2.120 a tonelada. Safra nova indicada a R$ 1.900 a tonelada no estado. No Rio Grande do Sul as indicações no interior ficam entre R$ 1.920 e R$ 1930 a tonelada para a safra velha. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os moinhos locais seguem na defensiva e os saldos remanescentes encontram dificuldade para serem comercializados. "O spread entre compradores e vendedores é largo e isso limita a realização de negócios", salientou. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros. As cotações vinham de duas sessões positivas consecutivas. O aumento na taxa de juros dos Estados Unidos, apesar de já esperado, contribuiu para a queda. O reajuste sinaliza para uma retração na economia do país, o que faz com que investidores liquidem suas posições nos mercados de commodities e busquem ativos mais seguros. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,90 1/4 por bushel, recuo de 13,50 centavos de dólar, ou 1,67%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,08 1/2 por bushel, baixa de 13,50 centavos, ou 1,64% em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,92%, negociado a R$ 5,2480 para venda e a R$ 5,2460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2420 e a máxima de R$ 5,3500. Agenda de quinta-feira - A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o Indice de Geral de Preços Mercado (IGP-M) referente a julho. - Alemanha: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de julho será publicada às 9h pelo Destatis. - O Ministério do Trabalho divulga o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referente a junho. - O IBGE divulga, às 9h, o Indice de Preços ao Produtor Indústrias Extrativas e de Transformação referente a junho. - EUA: A primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2022 será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio. - Exportações semanais de grãos dos EUA - USDA, 9h30min. - Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas - Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs. - Dados das lavouras no Rio Grande do Sul - Emater, na parte da tarde.

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 2.975 sacas em 27/07
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 27 de julho de 2022 estão em 700.335 sacas de 60 quilos, com queda de 2.975 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures. Em igual período do ano passado, os estoques estavam em 2.177.081 sacas.

ALGODÃO: NY fecha com valorização seguindo petróleo e mercados
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira. Os preços subiram em mais uma sessão volátil para o algodão em NY. A valorização do petróleo, de outras commodities, das bolsas de valores, puxou para cima também o algodão em dia de menor aversão ao risco. E isso que o dia foi de divulgação de nova taxa de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (FED, o banco central norte-americano), que ficou dentro das expectativas. Como era amplamente esperado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) subiu a taxa de juros em 0,75 ponto percentual (pp) na faixa entre 2,25% e 2,50% ao ano. A decisão foi unânime. "O Comitê decidiu elevar a taxa de juros entre 2,25% e 2,50% ao ano e prevê que os aumentos contínuos na faixa-alvo serão apropriados, diz o comunicado do Fed. Além disso, o Comitê continuará reduzindo suas participações em títulos do Tesouro e da dívida de agências e títulos lastreados em hipotecas, conforme descrito nos Planos de Redução do Tamanho do Balanço patrimonial do Federal Reserve que foram emitidos em maio". Na decisão, o Fomc deixa claro que está muito atento aos riscos de inflação, mas reafirmou que está fortemente comprometido em trazer o índice para seu objetivo de 2%. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 95,07 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,59 centavo, ou de 0,6%.

MILHO: Chicago fecha em alta, após volatilidade, sustentada por clima adverso nos EUA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. Em sessão volátil, o cereal foi sustentado pelo clima quente e seco em partes dos Estados Unidos, além das incertezas sobre o fornecimento pelo Mar Negro. A valorização foi limitada, entretanto, pelo aumento na taxa de juros nos Estados Unidos, o que sinaliza para uma recessão na economia daquele país. Isso faz com que investidores liquidem suas posições nos mercados de commodities e busquem ativos mais seguros. Perto do fim da sessão, algumas posições chegaram a operar em queda, mas acabaram fechando no território positivo. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,00 1/4 por bushel, ganho de 3,25 centavos de dólar, ou 0,54%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,03 por bushel, alta de 2,25 centavos, ou 0,37% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Realização e sinais de retração nos EUA pressionam forte queda em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros. As cotações vinham de duas sessões positivas consecutivas. O aumento na taxa de juros dos Estados Unidos, apesar de já esperado, contribuiu para a queda. O reajuste sinaliza para uma retração na economia do país, o que faz com que investidores liquidem suas posições nos mercados de commodities e busquem ativos mais seguros. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,90 1/4 por bushel, recuo de 13,50 centavos de dólar, ou 1,67%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,08 1/2 por bushel, baixa de 13,50 centavos, ou 1,64% em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Clima seco nos EUA e alta em outros mercados sustentam Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. Foi a quarta sessão consecutiva de ganhos, com o contrato novembro acumulando valorização de cerca de 8% no período. O clima seco e de temperaturas elevadas foi o principal motivo de impulso para as cotações. As condições desfavoráveis em parte do cinturão produtor dos Estados Unidos indicam uma possível perda no potencial produtivo daquele país. Completando o cenário favorável aos preços, o dia foi de menor aversão ao risco no mercado financeiro, com os Estados Unidos elevando a taxa básico de juros em 0,75 ponto percentual, dentro do esperado pelo mercado. As commodities tiveram altas generalizadas e a soja também foi beneficiado pelo otimismo. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 24,75 centavos ou 1,76% a US$ 14,24 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,10 por bushel, com ganho de 26,25 centavos de dólar ou 1,89%. Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 11,00 ou 2,52% a US$ 446,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 59,85 centavos de dólar, com ganho de 1,06 centavo ou 1,8%.

CANA: Moagem diminui 5% em Minas Gerais na safra 2022/23
As usinas de açúcar e etanol de Minas Gerais processaram 30,61 milhões de toneladas de cana no acumulado da safra 2022/23, recuo de 5% em comparação à safra passada. O volume alcançado equivale a 45,02% da estimativa elaborada pela SIAMIG. A produção de açúcar alcançou 1,89 milhão de toneladas, 7% abaixo do acumulado no mesmo período do ano passado. Já a produção de etanol total atingiu 1,2 bilhões de litros, volume 2% abaixo do acumulado no mesmo período da safra passada. O anidro totalizou 448 milhões de litros fabricados, enquanto o hidratado 772,40 milhões de litros. O mix de produção apresentou 49% para açúcar, 1 ponto percentual abaixo ao do ano passado no mesmo período. As informações partem da assessoria de imprensa da Siamig.

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