CONECTA NEWS – 28/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MERCADO ALGODÃO: Vendedores se afastam com preços mais baixos
O mercado doméstico de algodão teve um dia fraco de negócios. Conforme informações da Consultoria SAFRAS & Mercado, as recentes quedas nas bolsas internacionais refletiram nos preços da pluma brasileira, tirando muitos vendedores das praças de comercialização e travou os negócios. A média no CIF da indústrias de São Paulo chegou a R$ 6,50/libra-peso, uma queda de 4,41% em relação ao dia anterior. Na comparação com o mesmo momento de um mês atrás a pluma nacional caiu 17,20%, quando era indicada a R$ 7,85 c/lb. Já, no acumulado do ano passado a alta foi de 38,30% e estava cotada a R$ 4,80 c/lb. A fibra também caiu no FOB exportação do porto de Santos/SP, fechou cotada a 127,64 cents/lb, correspondendo a uma desvalorização do dia anterior de 4,96%. Ante ao contrato de maior liquidez (dez/22) em NY, a pluma encerrou cotada a um valor 36,54% superior contra 42,8% da véspera. Há uma semana era 29,60% superior e há um mês era 31,5% superior. Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta terça-feira. O mercado completou a sétima sessão seguida de perdas, em uma sessão extremamente volátil. NY chegou a ter ganhos, com recuperação técnica e diante da piora nas condições das lavouras americanas. Mas, as preocupações com o cenário econômico americano e global de inflação e recessão novamente pesaram sobre os preços. O contrato dezembro trabalha nos patamares mais baixos em seis meses e acumulou perda de quase 22% em sete sessões. O relatório com as condições das lavouras americanas divulgado segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que até 26 de junho, 37% das lavouras estavam entre boas e excelentes condições, 33% em situação regular e 30% em condições entre ruins e muito ruins. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 93,48 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 0,57 centavo, ou de 0,6%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,61%, negociado a R$ 5,2670 para venda e a R$ 5,2650 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1890 e a máxima de R$ 5,2790.

MERCADO MILHO: Lentidão segue prevalecendo, com produtores retendo oferta
O mercado brasileiro de milho registrou preços de estáveis a mais baixos para a safrinha nesta terça-feira. O analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, disse que os negócios seguiram lentos, com os consumidores ainda aguardando o avanço da colheita da safrinha nos estados para tomar uma posição mais contundente em relação aos seus estoques. "Os produtores passaram a reter oferta, na expectativa de alguma alta das cotações, que pode acontecer, mesmo que de maneira momentânea, de acordo com os números apresentados pelo USDA no próximo dia 30", apontou Iglesias. No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 90,00 (compra) a R$ 94,00 (venda) a saca (CIF) para junho. Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 90,00/94,00 a saca para junho. No Paraná, a cotação ficou em R$ 84,00/87,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 83,00/87,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 86,00/89,00 a saca. No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 92,00/94,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 80,00/81,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 78,00/R$ 82,00 a saca em Rio Verde - CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 70,00/75,00 a saca em Rondonópolis. CHICAGO A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços significativamente mais altos. O mercado foi sustentado pelo indicativo de piora no quadro de desenvolvimento das lavouras norte-americanas de milho. O cenário de avanço nos preços do petróleo também garante suporte. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 26 de junho, 67% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 69% -, 25% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 70%, 24% e 6%, respectivamente. Os investidores também estão em compasso de espera para os relatórios de área plantada e de estoques trimestrais de milho na posição 1 de junho, que serão divulgados na quinta-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga na quinta-feira (30), às 13h, seu relatório de área plantada e a expectativa do mercado é de que ela possa ocupar 89,693 milhões de acres na safra 2022/23, volume que fica acima dos 89,49 milhões de acres estimados em março. A área, entretanto, deve ficar abaixo dos 93,357 milhões de acres cultivados na temporada 2021/22. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga na quinta-feira (30), às 13h, o relatório de estoques trimestrais na posição 1 de junho e o mercado espera que eles sejam indicados em 4,330 bilhões de bushels, volume que fica acima dos 4,111 bilhões de bushels indicados na posição 1 de junho de 2021. Na posição 1 de março de 2022, os estoques haviam sido indicados em 7,85 bilhões de bushels. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,69 3/4 por bushel, ganho de 8,50 centavos de dólar, ou 1,28%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,59 1/4 por bushel, alta de 6,25 centavos, ou 0,95% em relação ao fechamento anterior. DÓLAR O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,61%, negociado a R$ 5,2670 para venda e a R$ 5,2650 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1890 e a máxima de R$ 5,2790.

MERCADO SOJA: Preços sobem no Brasil favorecidos por dólar e Chicago
Os preços da soja subiram no mercado físico brasileiro nesta terça-feira. A valorização acompanhou o movimento em Chicago, favorecida pelo dólar. A alta permitiu a realização de negócios, uma vez que o mercado esperava melhores preços. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 187,00 para R$ 188,00. Na região das Missões, a cotação valorizou de R$ 185,50 para R$ 186,50. No Porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 192,50 para R$ 195,50. Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 187,50 para R$ 190,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 194,00 para R$ 197,00. Em Rondonópolis (MT), a saca foi elevada de R$ 172,00 para R$ 177,00. Em Dourados (MS), a cotação aumentou de R$ 175,50 para R$ 178,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 171,00 para R$ 174,00. Chicago Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte alta, enfileirando três sessões seguidas em recuperação. A piora nas condições das lavouras americanas e sinais de retomada da demanda chinesa sustentaram as cotações. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 26 de junho, 65% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 68% -, 27% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 68%, 26% e 6%, respectivamente. O afrouxamento nas restrições ao Covid na China trouxe otimismo ao mercado internacional. Com a perspectiva de maior procura, as commodities subiram. O petróleo subiu mais de 5%, arrastando também a soja para o território positivo. Os analistas também se posicionam frente ao relatório de área plantada do USDA que será divulgado na quinta, juntamente com os estoques trimestrais até 1 de junho. O mercado aposta em área maior do que a do ano anterior, mas menor do que a indicação do relatório de intenção de plantio, que foi divulgado em março. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 27,00 centavos de dólar por bushel ou 1,76% a US$ 15,56 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,62 1/2 por bushel, com ganho de 29,75 centavos ou 2,07%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 5,10 ou 1,23% a US$ 419,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 69,00 centavos de dólar, com alta de 1,15 centavo ou 1,69%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,61%, sendo negociado a R$ 5,2670 para venda e a R$ 5,2650 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1890 e a máxima de R$ 5,2790. Agenda de quarta - A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o Indice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) referente a junho. - Alemanha: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 9h pelo Destatis. - A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana anterior será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

MERCADO BOI: Preços devem continuar em alta com oferta restrita
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais altos em algumas regiões nesta terça-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, novamente houve negociações acima da referência média. "A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo os frigoríficos em dificuldade para compor suas escalas de abate, que atendem entre quatro e cinco dias úteis em média. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento. A demanda por animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês segue aquecida, com esse tipo de animal carregando ágio de até R$ 30 na comparação com animais destinados ao consumo doméstico", assinalou Iglesias. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 327,00 na modalidade à prazo. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 299,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 294,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 320,00 por arroba. Em Goiânia, preços a R$ 305,00 a arroba Atacado O mercado atacadista apresentou preços firmes. O ambiente de negócios sugere para maior propensão a reajustes na virada de mês, período que conta com maior apelo ao consumo. O padrão de consumo delimitado para 2022 ainda aponta para avanços da demanda em relação a proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e do ovo propriamente dito. O quarto dianteiro permanece com preço de R$ 17,55 por quilo. A ponta de agulha permaneceu precificada a R$ 17,10 por quilo. O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 22,65 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,61%, negociado a R$ 5,2670 para venda e a R$ 5,2650 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1890 e a máxima de R$ 5,2790.

MERCADO CAFÉ: Preços caem no Brasil em mais um dia lento de negócios
O mercado físico brasileiro de café teve um dia fraco em termos de volume de negócios. No entanto, com mais uma sessão de volatilidade nos referenciais externos, alguns produtores aproveitaram repiques de alta e a necessidade de compradores e apareceram para negociar, mas com volumes considerados pequenos. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 1.310,00 (compra) a R$ 1.330,00 (venda), ante R$ 1.320,00 (compra) a R$ 1.350,00 (venda) da segunda-feira. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 1.320,00/1.340,00 a saca, contra R$ 1.330,00/1.360,00 a saca do dia anterior. Já o café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 1.130,00/1.150,00 a saca. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 685,00/695,00 a saca, estável. Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. Novamente, NY esboçou uma alta na primeira metade do pregão e falhou em manter os ganhos. NY não teve forças para garantir o avanço e romper resistências e recuou. E na queda rompeu a linha de US$ 2,20 a libra-peso para baixo. Já são 4 sessões seguidas de perdas. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, rompendo a linha de 220 cents o mercado "afunda em campo técnico negativo". Para ele, o mercado ainda assimila os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicando aumento do superávit global na temporada 2022/23, diante do crescimento da produção e da acomodação do consumo. "A previsão de clima seco, favorecendo a colheita, e a ausência de frio no Brasil colaboram com inclinação negativa da curva de preços", diz Barabach. Os baixos estoques certificados servem como atenuante às investidas de baixa, comenta. Na queda desta terça-feira, a posição Setembro/2022 perdeu importantes suportes, recuando abaixo do parâmetro de 100 períodos e da importante linha de 220 cents em NY. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 217,75 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 4,35 centavos, ou de 1,9%. A posição dezembro/2022 fechou a 215,65 centavos, queda de 4,60 centavos, ou de 2,1%. Dólar O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,61%, negociado a R$ 5,2670 para venda e a R$ 5,2650 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1890 e a máxima de R$ 5,2790. 

MERCADO TRIGO: Produto dos EUA é mais atrativo em outras praças do Brasil
A alta volatilidade das variáveis que formam os preços do trigo no Brasil segue dificultando a tomada de decisão dos agentes. No acumulado do mês de julho as cotações do trigo Hard de Kansas (alternativa ao argentino) recuaram 14% até o fechamento do mercado na segunda-feira (27). Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, com esse tombo o cereal norte-americano está 17% mais acessível que o da Argentino nos respectivos portos de embarque. Com a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) de 10%, o produto da origem extra-Mercosul chega aos moinhos do nordeste brasileiro, por exemplo, com um preço mais de 10% inferior do parceiro do Bloco. "Até mesmo os moinhos paranaenses já começam a fazer contas que mostram a opção norte-americana como a mais atrativa. Uma manutenção dessa trajetória de queda nos Estados Unidos tende a trazer pressão, especialmente no início da safra nova brasileira. Parte desse tombo externo tem sido compensada pela depreciação do real em relação ao dólar", disse. No acumulado de junho, até o fechamento do mercado na segunda-feira (17), o padrão monetário dos Estados Unidos havia recuperado 9%. "É neste cenário de alta volatilidade que os produtores seguem nos trabalhos de plantio da safra nova e, aqueles que possuem lotes da safra velha, buscando o melhor momento de venda. No Rio Grande do Sul o excesso de chuvas vem atrasando o plantio daquela que tem o potencial produtivo para ser a maior já colhida no estado. Esse é mais um fator de incerteza para o fechamento de negócios futuros, especialmente destinados ao mercado externo", finalizou. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado buscou uma recuperação frente às perdas acumuladas nas últimas sessões, encontrando suporte no indicativo de condições das lavouras norte-americanas de trigo de inverno e de primavera abaixo do esperado. O quadro positivo nos mercados inflacionários e a alta nos preços do petróleo também influenciaram positivamente as cotações. Além disso, sinais de demanda internacional e a expectativa de corte na área plantada nos Estados Unidos completaram o quatro altista. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo de inverno. Segundo o USDA, até 26 de junho, 30% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 31% -, 27% em situação regular e 43% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 30%, 27% e 43%, respectivamente. Para o trigo primavera, até 26 de junho, 59% estão entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 60% -, 33% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 59%, 35% e 6%, respectivamente. O plantio de trigo nos Estados Unidos deve ocupar 46,889 milhões de acres neste ano. A expectativa é de analistas consultados por agências internacionais à espera de relatório trimestral do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento será divulgado na quinta-feira, às 13h. Em março, a superfície era estimada em 47,351 milhões de acres. Em 2021, foram 46,703 milhões de acres. As projeções variam de 46,3 a 47,5 milhões de toneladas. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 9,36 por bushel, alta de 18,50 centavos de dólar, ou 2,01%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 9,50, ganho de 17,00 centavos de dólar, ou 1,82%, em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,61%, sendo negociado a R$ 5,2670 para venda e a R$ 5,2650 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1890 e a máxima de R$ 5,2790. Agenda de quarta-feira - A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o Indice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) referente a junho. - Alemanha: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 9h pelo Destatis. - A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana anterior será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE). - Lançamento do Plano Safra 2022/23 - Palácio do Planalto, 17hs.

MERCADO ETANOL: Preços caem refletindo mudanças tributárias
O mercado físico de etanol teve um dia ainda dominado pelo impacto da limitação do teto do ICMS dos combustíveis e seus efeitos sobre os preços do etanol nas usinas. A medida derrubou os preços do etanol nas usinas em média R$ 0,23 por litro, com base em Ribeirão Preto. Os agentes também ficaram atentos quanto ao mais recente reporte da Unica sobre a primeira metade de junho, onde foi possível ver que o padrão de demanda segue dentro da média do ano tanto para o anidro quanto para o hidratado, sem grandes avanços significativos. Pelo lado do etanol hidratado a demanda de pouco mais de 682 milhões de litros sugere um mês de junho fechado em 1,36 bilhão de litros de venda de hidratado. Pelo anidro as vendas de pouco mais de 420 milhões de litros sugerem um mês de junho com vendas ao redor de 840 milhões de litros. "Isto destoa muito com os avanços fortes na competitividade que tem sido visto desde a segunda quinzena de maio em importantes estados produtores. De modo geral muitas usinas saíram do mercado e não mais voltaram após a assinatura da lei de limite do ICMS no aguardo de preços mais altos", assinalou o analista de SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci. Neste contexto, o etanol hidratado em Ribeirão Preto teve baixa de 6,45% negociado a R$ 3,45 o litro, com usinas pedindo R$ 3,50 e distribuidoras tentando comprar a R$ 3,40 o litro. O anidro na mesma localidade sem indicação tanto de usinas quanto de distribuidoras.

MERCADO AÇÚCAR: Terça-feira tem preços estáveis no cenário doméstico
Os preços do açúcar cristal ficaram estáveis no mercado físico paulista no dia de hoje. Em Ribeirão Preto, preços a R$ 127,00 a saca (22,01 centavos). O etanol hidratado foi 5,97% mais baixo que o açúcar bruto de Nova York equivalendo a 15,46 centavos de dólar por libra-peso (PVU) e 14,95% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 108,01 por saca (18,72 centavos). Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mais Altas. Os contratos com entrega em julho/2022 encerraram o dia a 18,53 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,23 centavo (+1,25%) em relação ao fechamento anterior. A posição outubro/2022 fechou cotada a 18,50 centavos (+1,3%). O mercado reagiu com correção técnica após as perdas de ontem, depois de cair para seu patamar mais baixo desde 1 de março, a 18,20 centavos, seguindo o direcionamento das cotações internacionais do petróleo. A moagem de cana no Centro-Sul do Brasil ficou no ponto mínimo das estimativas do mercado ao longo da primeira quinzena de junho diante de adversidades climáticas, com uma produção de 2, milhões de toneladas de açúcar, recuo de 3,8% no comparativo anual Com informações da Reuters. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,32%, negociado a R$ 5,2350 para venda e a R$ 5,2330 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2030 e a máxima de R$ 5,2760.

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