CONECTA NEWS – 29/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
SOJA/MILHO: Preços de fretes oscilam nas principais rotas do país
Levantamento elaborado por SAFRAS & Mercado indica que os preços dos fretes da soja e do milho oscilaram nas principais rotas de escoamento do país na semana terminada em 29 de junho. O frete entre Cascavel e Paranaguá subiu de R$ 100,00 para R$ 132,00 por tonelada. Entre Sorriso (MT) e Paranaguá, o preço por tonelada passou de R$ 550,00 para R$ 560,00. De Rondonópolis a Paranaguá, os preços seguiram em R$ 390,00 por tonelada. Entre Passo Fundo e Rio Grande, o frete caiu de R$ 105,00 para R$ 100,00 por tonelada. Entre Rio Verde (GO) e o Porto de Santos, os preços estabilizaram em R$ 310,00 por tonelada.

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 5.055 sacas em 29/06
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 29 de junho de 2022 estão em 926.536 sacas de 60 quilos, com queda de 5.055 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

ALGODÃO: NY encontra boa recuperação após 7 sessões de baixas
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais altos nesta quarta-feira. Após sete sessões de perdas, com quase 22% de baixas acumuladas, atingindo os patamares mais baixos em seis meses, NY enfim encontrou um movimento de recuperação. Os ganhos estiveram escorados em aspectos técnicos, com reação a sinais de que o mercado ficou sobrevendido após tantas baixas seguidas. Piora nas condições das lavouras americanas também foi aspecto colocado como altista para a recuperação, segundo traders. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 26 de junho, 37% estavam entre boas e excelentes condições, 33% em situação regular e 30% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 40%, 34% e 26%, respectivamente. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 97,48 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 4,00 centavos, ou de 4,3%.

MILHO: Aversão ao risco pressiona queda em Chicago antes de USDA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais baixos. O cereal foi pressionado pelo cenário de aversão ao risco, que impacta os mercados inflacionários e limita os ganhos do petróleo. Os investidores buscaram um posicionamento frente aos relatórios de área plantada e de estoques trimestrais de milho na posição 1 de junho, que serão divulgados nesta quinta-feira. A expectativa do mercado é de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estime a área em nos EUA 89,693 milhões de acres na safra 2022/23, volume que fica acima dos 89,49 milhões de acres estimados em março. A área, entretanto, deve ficar abaixo dos 93,357 milhões de acres cultivados na temporada 2021/22. O relatório de estoques trimestrais na posição 1 de junho deve indicar, conforme o mercado, 4,330 bilhões de bushels, volume que fica acima dos 4,111 bilhões de bushels indicados na posição 1 de junho de 2021. Na posição 1 de março de 2022, os estoques haviam sido indicados em 7,85 bilhões de bushels. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,64 por bushel, recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 0,85%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,53 3/4 por bushel, baixa de 5,50 centavos, ou 0,83% em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Chicago fecha em baixa com sinais de oferta da Rússia
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. Após reabrir em alta, o mercado passou a oscilar bastante, chegando a ter preços mistos no meio-pregão. Por fim, os preços foram pressionados pelo sentimento de aversão ao risco deflagrado pelos temores envolvendo a economia dos Estados Unidos. Sinais de que a Rússia estaria disposta a colaborar pelo fim da crise global de alimentos também apareceram como fator baixista. O ministro do exterior russo disse ao secretário-geral das Nações Unidas que o país está disposto a coordenar esforços e cumprir com suas exportações de grãos e de fertilizantes. Além disso, a consultoria russa SovEcon elevou sua projeção para as exportações do país em 2022/23 em 300 mil toneladas para 42,6 milhões de toneladas. A queda foi limitada por sinais de demanda internacional pelo grão, a exemplo da licitação de importação realizada nesta quarta-feira pelo Egito. A expectativa de corte na área plantada nos Estados Unidos também influenciou positivamente. O plantio de trigo nos Estados Unidos deve ocupar 46,889 milhões de acres neste ano. A expectativa é de analistas consultados por agências internacionais à espera de relatório trimestral do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento será divulgado nesta quinta-feira, às 13h Horário de Brasília). Em março, a superfície era estimada em 47,351 milhões de acres. Em 2021, foram 46,703 milhões de acres. As projeções variam de 46,3 a 47,5 milhões de toneladas. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 9,30 por bushel, baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 0,64%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 9,30, recuo de 6,00 centavos de dólar, ou 0,63%, em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: NY tem forte e brusca reação e se aproxima de US$ 2,30
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais altos. Após 4 sessões de perdas, e de esboçar recuperações, NY enfim teve uma intensa e brusca reação, surpreendente. O mercado que no contrato setembro iniciou o dia abaixo de US$ 2,20 a libra-peso, com mínima de 217,55 centavos, disparou, superou US$ 2,20 e chegou à máxima de US$ 230,20 centavos. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a contínua queda nos estoques certificados na bolsa de NY remete ao sentimento de que a oferta no curto prazo é restrita. E a bolsa vinha caindo muito nos últimos dias, o que trazia a tendência de uma reação técnica, que terminou ocorrendo nesta quarta-feira. De qualquer modo, "o café segue acompanhando a volatilidade financeira global", avalia Barabach. Na alta, as cotações atingiram stops de vendidos, o que acelerou o movimento. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 228,25 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 10,50 centavos, ou de 4,8%. A posição dezembro/2022 fechou a 225,35 centavos, alta de 9,70 centavos, ou de 4,5%. 

ARROZ: Coreia do Sul estima safra 2022/23 em 3,720 milhões de toneladas beneficiadas
A área semeada com arroz na Coreia do Sul foi estimada em 722 mil hectares no ano comercial 2022/2023 (início em novembro de 2022), ante 732 mil na temporada anterior. As informações constam no relatório Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O país asiático deverá colher 4,984 milhões de toneladas de cereal em casca de novembro de 2022 a outubro de 2023, gerando 3,720 milhões de toneladas beneficiadas, ante patamar de 5,211 milhões (casca) e 3,882 milhões (beneficiado) na temporada 2021/22. As importações devem somar 450 mil toneladas beneficiadas em 2022/23, mesmo nível do comercial anterior.

SOJA: Na véspera do USDA, posicionamento impulsiona Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em alta, a quarta consecutiva. Na véspera da divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), posicionamento de carteiras, fatores técnicos e a expectativa de retomada da demanda chinesa garantiram a elevação. Os analistas também se posicionam frente ao relatório de área plantada do USDA que será divulgado na quinta, juntamente com os estoques trimestrais até 1 de junho. O mercado aposta em área maior do que a do ano anterior, mas menor do que a indicação do relatório de intenção de plantio, que foi divulgado em março. O Departamento deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 90,43 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior, mas abaixo da intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado nesta quinta, 30, às 13hs. A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 90,42 milhões de acres, acima dos 87,195 milhões de acres cultivados em 2021. No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 90,955 milhões de acres. O mercado aponta estoques de 959 milhões de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 1,931 bilhão e em junho do ano passado os produtores tinham 769 milhões de bushels armazenados. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 15,00 centavos de dólar por bushel ou 0,96% a US$ 15,71 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,78 1/4 por bushel, com ganho de 15,75 centavos ou 1,07%. Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 9,60 ou 2,28% a US$ 429,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 69,50 centavos de dólar, com alta de 0,50 centavo ou 0,72%.

TRIGO: Plantio chega a 96% na área da Coopavel (PR) e lavouras vão bem
A semeadura de trigo atinge 96% na área da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. Segundo fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, o clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras. "Choveu bastante e depois tivemos uns dias de sol", relata. A partir de amanhã, o tempo deve ter sol por 10 dias. Conforme relatório do dia 27 de junho, das lavouras plantadas, 20% estavam em fase de emergência e 80% em desenvolvimento vegetativo. O rendimento médio está previsto em 3.500 quilos por hectare. A área a ser plantada está estimada em 112 mil hectares.

MILHO: Colheita atinge 10% na área da Coopavel (PR) e rendimento é bom
A colheita de milho safrinha tem boa evolução na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. De acordo com fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, o percentual chegava a 10%. "Teremos 10 dias de sol a partir de amanhã, o que deve facilitar os trabalhos", destaca. A produtividade das primeiras lavouras colhidas também tem sido satisfatória. O rendimento médio esperado está estimado em 6.260 quilos por hectare. Segundo relatório do dia 27 de junho, 79% das lavouras estavam em maturação e 21% em enchimento de grão. A área plantada estava estimada em 172 mil hectares, ante 129 mil na temporada passada.

MILHO: Patos de Minas (MG) deve manter área de verão em 2022/23
As primeiras expectativas da Emater de Patos de Minas, no centro-oeste de Minas Gerais, indicam que o plantio de milho da safra de verão 2022/23 deverá ocupar 23 mil hectares, repetindo a área cultivada na temporada 2021/22. Oswaldo destaca que o plantio de milho deve começar no estado a partir de outubro.

SOJA: Patos de Minas (MG) projeta área até 12% maior em 2022/23
As primeiras expectativas da Emater de Patos de Minas, no centro-oeste de Minas Gerais, indicam um incremento na área cultivada de soja na temporada 2022/23 de até 12% frente aos 35 mil hectares plantados na safra 2021/22, chegando a 39,2 mil hectares. De acordo com o engenheiro-agrônomo Oswaldo Ferreira Filho, o aumento esperado leva em conta a abertura de novas áreas antes ocupadas com pastagens voltadas à pecuária. Oswaldo destaca que o plantio deve começar em outubro no estado, após o encerramento do vazio sanitário.

logo