CONECTA NEWS – 30/05/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AGRONEGÓCIO: Bahia Farm Show espera mais de R$ 2 bilhões em negócios
Após dois anos de hiato em função da pandemia da Covid-19, a Bahia Farm Show volta a ser realizada com a expectativa de superar, pela primeira vez, a barreira dos R$ 2 bilhões na prospecção e fechamento de negócios. Maior vitrine do agronegócio do Norte e Nordeste do Brasil, a feira agrícola chega com a infraestrutura pronta e ampliada para receber o público visitante nesta terça-feira (31), a partir das 9h, em Luís Eduardo Magalhães. Durante cinco dias, 360 empresas expositoras, representando mais de 1200 marcas, estarão distribuídas em 191 mil metros quadrados, para apresentar o que há de mais moderno em máquinas, equipamentos, implementos e tecnologias que vão proporcionar mais produtividade e rentabilidade para os agricultores no campo. 

GRÃOS: Produção de feijão-preto supera consumo em pelo menos 100 mil toneladas
Neste ano, a produção brasileira de feijão-preto deverá superar pela primeira vez o consumo interno. Enquanto a demanda pelo produto gira em torno de 520 mil toneladas, a colheita na safra 2021/22 está estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 619,3 mil toneladas, uma diferença de aproximadamente 100 mil toneladas. A análise está publicada na edição mais recente do Boletim AgroConab, divulgado na última sexta-feira (27). 
A maior parte do feijão-preto no país é cultivada nas duas primeiras safras da leguminosa, sendo que 70% da produção total se concentra no estado do Paraná. "Com os preços de mercado mais atrativos para os produtores no começo do ano, quando comparado com a variedade cores, houve uma inversão de comportamento entre os produtores paranaenses neste ano. No Paraná, o cultivo é majoritariamente de carioca na segunda safra. No entanto, na atual safra a escolha pelo feijão-preto foi preponderante nas duas primeiras safras do estado", explica o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio DeZen. 
Apesar do início da entrada da segunda safra do produto, os preços seguem em patamares elevados no período, para o feijão-carioca. Fator que é explicado pela indefinição da safra paranaense, devido às condições climáticas. "Ainda podemos ter novas surpresas, caso haja um volume intenso de chuvas durante a colheita da leguminosa", lembra o superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Companhia, Allan Silveira. 
Já para o feijão-preto, o aumento na produção também impacta na demanda. Com maior oferta no mercado, as cotações do feijão-preto, após a alta observada em janeiro, estão em queda, fazendo com que este seja um dos fatores de escolha para o consumidor, o que limita a valorização do carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. "Vale também destacar que o feijão-preto possibilita um período de estocagem maior, quando comparado com o carioca, o que permite o produtor ter mais tempo para a comercialização do produto", reforça o analista de mercado da Conab, João Ruas. 
Segundo as estimativas da Conab, a produção total de feijão (incluindo as variedades cores, preto e caupi) deverá atingir 3,1 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno é estimado em 2,85 milhões de toneladas. 

GRÃOS: Exportações da Ucrânia caem para 1,063 milhão de toneladas em maio
As exportações de grãos da Ucrânia caíram para 1,063 milhão de toneladas de 1 a 30 de maio, ante 2,8 milhões de toneladas em maio de 2021, disse o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira. O ministério disse que o volume inclui 1,007 milhão de toneladas de milho, 42 mil toneladas de trigo e alguns outros grãos.

ARROZ: Para indústria, pacto entre Tailândia e Vietnã é impossível
Um pacto entre a Tailândia e o Vietnã para aumentar os preços do arroz seria "impossível", disse um alto funcionário da indústria tailandesa nesta segunda-feira, ampliando a oposição a um plano proposto pelo governo para um cartel de arroz e questões sobre sua viabilidade. O governo da Tailândia disse na sexta-feira que planeja com o Vietnã criar um pacto entre o segundo e o terceiro maiores exportadores de arroz do mundo para aumentar seu poder de barganha e ajudar a mitigar os custos de produção crescentes. 

GRÃOS: Região ucraniana de Kherson inicia exportações para Rússia
A região ucraniana de Kherson, controlada no conflito, começou a exportar grãos que foram colhidos no ano passado para a Rússia, destacou um alto funcionário local à agência de notícias TASS. "Temos espaço para armazenar (a nova safra), embora tenhamos muito grão aqui. As pessoas agora estão parcialmente retirando-o, tendo concordado com aqueles que compram do lado russo", disse Kirill Stremousov, vice-chefe da Administração Militar-Civil. Segundo a Agência Reuters, Stremousov também foi citado dizendo que a administração estava trabalhando no fornecimento de sementes de girassol para plantas de processamento locais e russas. A Ucrânia já acusou anteriormente a Rússia de roubar seus grãos dos territórios que Moscou ocupou desde o lançamento do que chama de uma operação militar especial em fevereiro. 

GRÃOS: Putin diz estar pronto para facilitar fornecimento da Ucrânia
O presidente Vladimir Putin disse nesta segunda-feira que a Rússia estava pronta para facilitar a exportação sem obstáculos de grãos dos portos ucranianos em coordenação com a Turquia, de acordo com uma leitura do Kremlin das conversações com o presidente turco Tayyip Erdogan. Rússia e Ucrânia, juntos, são responsáveis por 29% das exportações globais de trigo, principalmente via Mar Negro, e por 80% das exportações globais de óleo de girassol. A Ucrânia também é um grande exportador de milho. Em um telefonema com Erdogan, Putin reiterou que a Rússia pode exportar volumes significativos de fertilizantes e alimentos no caso de as sanções contra Moscou serem levantadas, de acordo com a leitura do Kremlin das negociações. "Durante a discussão da situação na Ucrânia, foi dada ênfase em garantir uma navegação segura nos mares Negro e Azov e eliminar a ameaça de minas em suas águas", disse o Kremlin. "Vladimir Putin observou a prontidão do lado russo para facilitar o trânsito marítimo sem obstáculos das mercadorias em coordenação com os parceiros turcos. Isso também se aplica à exportação de grãos dos portos ucranianos." A invasão russa em 24 de fevereiro da Ucrânia tem agitado o mercado de grãos, com os futuros de trigo de Chicago batendo um recorde em março, em meio a preocupações com a oferta. Moscou espera uma safra recorde este ano, com as exportações a serem enviadas para fora dos portos abertos do Mar Negro da Rússia, enquanto a Ucrânia permanece bloqueada pela marinha russa.

SOJA: Importações argentinas de origem paraguaia caem pelo 3º ano seguido
As importações de soja pela Argentina diminuem, principalmente aqueles que foram adquiridos do Paraguai, em comparação com os registros de anos anteriores. De acordo com dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), entre Janeiro e Abril de 2022, cerca de 940.000 toneladas de soja foram importadas, quando no ano passado houve uma tonelagem equivalente a 1,7 milhão de toneladas no mesmo período, implicando um decréscimo de 44% entre os anos. De acordo com a Bolsa de Valores de Rosário (BCR), este número representa o terceiro ano consecutivo de cai no nível das importações de oleaginosas, após atingir o recorde de 2,7 milhões de toneladas importados nos primeiros quatro meses de 2019. A queda na produção do Paraguai nesta safra afetou consideravelmente a disponibilidade de soja que a Argentina pode importar. Assim, destaca-se que as estimativas de produção de soja de a Câmara Paraguaia de Exportadores e Comerciantes de Cereais e Oleaginosas (CAPECO) e a Câmara Paraguaia de Processadores de Oleaginosas e Cereais (CAPPRO) para esta campanha são 3 milhões de toneladas e 3,8 milhões de toneladas respectivamente, quando nos últimos ciclos estava perto de 10 milhões de toneladas.

AÇÚCAR REFINADO: Londres em alta com aperto na oferta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em Agosto/2022 fecharam a US$ 574,70 por tonelada, alta de US$ 6,90 a tonelada (+1,2%) na comparação ao fechamento anterior. Outubro/2022 fechou a US$ 556,70 por tonelada, alta de US$ 3,00 a tonelada (+1%). Operadores disseram que o anúncio da semana passada de que a India estava impondo restrições às exportações de açúcar pela primeira vez em seis anos ajudou a puxar as cotações internacionais. Segundo analistas, outros potenciais fornecedores de açúcar branco parecem também enfrentar problemas, com duas refinarias no Golfo trabalhando abaixo da capacidade e o banimento à exportação na Argélia sendo mantido.

CAFÉ ROBUSTA: Londres tem sessão de estreitas margens com NY fechada
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com cotações levemente mais altas. Os contratos para entrega em julho/2022 fecharam o dia a US$ 2.105 a tonelada, com alta de US$ 8, ou de 0,38%. A posição setembro/2022 fechou a US$ 2.106 a tonelada, ganho de US$ 10, ou de 0,47%. O mercado teve uma sessão de estreitas margens e fraca liquidez, diante da ausência do referencial nova-iorquino. Hoje é feriado nos Estados Unidos (Memorial Day). As exportações de café robusta do Vietnã, maior produtor mundial da variedade, devem aumentar 24% nos primeiros cinco meses de 2022, totalizando 889 mil toneladas, de acordo com estimativa do governo local.

ALGODÃO: Baixa tecnologia na produção está em pauta na India
A baixa tecnologia aplicada na produção de algodão na India está em pauta neste momento de altos preços e pouca disponibilidade de pluma no mercado local. A produtividade é inferior a 470 quilos de pluma por hectare. O algodão transgênico foi liberado no país em 2002 e contribuiu para aumento de 90% na produtividade. Mas alegações de perda de eficiência e discussão sobre valor de royalties fizeram com que as empresas de biotecnologia optassem por não lançar novos eventos na India. As informações são da Abrapa.

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