CONECTA NEWS – 30/06/2022

Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Colheita 21/22 atinge 46,5% na Argentina
A colheita de milho da safra 2021/22 atinge 46,5% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 4,2 pontos percentuais na semana. A projeção de produção fica em 49 milhões de toneladas, contra 52,5 milhões de toneladas em 2020/21. Em números absolutos, foram colhidos 23,337 milhões de toneladas ao longo de 3,323 milhões de hectares.

TRIGO: Plantio atinge 73,5% da área na Argentina
O plantio de trigo atinge 73,5% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 6,3 milhões de hectares. Os trabalhos avançaram 11,6 pontos percentuais na última semana e estão 10,6 pontos atrasados na comparação com o ano passado. Em números absolutos, foram semeados 4,633 milhões de hectares.

ARROZ: Preço de exportação da Tailândia cai de novo por menor demanda
Os preços de exportação de arroz na Tailândia caíram nesta semana, acompanhando a menor demanda que o esperado. O preço indiano está mais competitivo que o tailandês. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados valia de US$ 412 a US$ 415 nesta quinta-feira (30), ante US$ 420 a US$ 425 na semana anterior. No Vietnã, o preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados também recuou. O motivo foi o aumento da oferta, com o andamento da colheita no país. A tonelada valia de US$ 415 a R$ 420 nesta quinta-feira (30), ante US$ 418 a US$ 423 por tonelada na semana passada.

AÇÚCAR: Nova York fecha mista / Posição julho expira
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mistas. Os contratos com entrega em julho/2022 encerraram o dia a 18,83 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,28 centavo (+1,5%) em relação ao fechamento anterior. A posição outubro/2022 fechou cotada a 18,50 centavos (-0,05%), acumulando ganho de 5,5% no mês, alta de 4,35% no trimestre e de 0,75% no semestre. Na última sessão do mês, o mercado foi pressionado pelos fatores câmbio e petróleo. Enquanto a desvalorização das cotações internacionais do petróleo pode fazer as usinas do Brasil e outras origens produzirem mais açúcar ao invés de etanol, com o real desvalorizado, as exportações de açúcar do Brasil são estimuladas. No último dia de negociação da posição julho, o pregão foi dominado por rolagens de posições, com os investidores procurando se livrar do compromisso da entrega física.

CAFÉ: Londres fecha em baixa, seguindo petróleo e com aversão ao risco
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. Em sessão volátil, Londres terminou o dia na contramão do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que se aproxima do fechamento em alta. Fatores técnicos, com o encerramento do mês, trimestre e semestre nesta quinta-feira, 30 de junho, a queda do petróleo e a aversão ao risco em mercados com medo da recessão global pressionaram o robusta em Londres. No acumulado de junho, o robusta em Londres teve queda de 3,65% para setembro. O trimestre termina com o contrato setembro acumulando baixa de 4,9%, e o semestre neste contrato finaliza tendo desvalorização de 10,9%. Os contratos para entrega em setembro/2022 fecharam o dia a US$ 2.033 a tonelada, baixa de US$ 16, ou de 0,8%. A posição novembro/2022 fechou a US$ 2.031 a tonelada, queda de US$ 13, ou de 0,6%.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em agosto/2022 fecharam a US$ 556,60 por tonelada, alta de US$ 2,80 (+0,5%) na comparação ao fechamento anterior. Outubro/2022 fechou a US$ 534,60 por tonelada, alta de US$ 3,40 a tonelada (+0,64%).

TRIGO: Safra 2022 deve atingir 3,856 milhões de toneladas no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal de junho, que a safra 2022 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,856 milhões de toneladas, 21% acima das 3,208 milhões de toneladas colhidas na temporada 2021. Em maio, a safra havia sido estimada em 3,879 milhões de toneladas. A área cultivada deve ficar em 1,166 milhão de hectares, contra 1,225 milhão de hectares em 2021, queda de 5%. A produtividade média é estimada em 3.307 quilos por hectare, acima dos 2.632 quilos por hectare registrados na temporada 2021.

FEIJÃO: 2a safra 2021/22 é indicada em 556,7 milhões de toneladas no Paraná
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou, em seu relatório mensal de junho, que a produção da 2a safra de feijão em 2021/22 deve chegar a 556,7 mil toneladas, 110% acima das 286 mil toneladas na safra anterior (2020/21). Em maio, a safra havia sido indicada em 601,9 mil toneladas. A área plantada foi estimada em 317,6 mil hectares, 18% acima dos 272,3 mil hectares plantados na safra anterior. A produtividade é estimada em 1.748 quilos por hectare, ante os 1.138 quilos por hectare da safra 2020/21.

ALGODÃO: Cenário global pode levar à estagnação da demanda
O cenário favorável para as margens de algodão confirma um aumento de 17% para a área plantada destinada à cotonicultura no Brasil, em relação à safra 2020/21. A estimativa da área plantada deve retomar patamares próximos ao alcançado durante a safra 2019/20 e atingir 1,6 milhão de hectares. A estimativa de produção no Brasil, indica para um volume de 2,7 milhões de toneladas de pluma produzidos em 2021/22, 100 mil toneladas abaixo da estimativa inicial. A ausência de chuvas durante parte do desenvolvimento da fibra limitará o potencial produtivo durante o ciclo 2021/22. Por outro lado, um cenário desafiador começa a se desenhar e deve ser monitorado nos próximos meses pelos cotonicultores brasileiros e players do setor. O primeiro ponto é a demanda internacional pela pluma, que diferentemente de commodities agrícolas relacionadas à produção de alimentos, apresenta maior elasticidade em relação à renda populacional. O cenário de inflação global associado a elevação das taxas de juros levará a uma estagnação da demanda global pela fibra. Mesmo com a reabertura gradual das indústrias têxteis e do comércio ao redor do mundo, os impactos econômicos decorrentes da pandemia do coronavírus devem resultar em retração do PIB mundial e, dessa forma, a expectativa é de manutenção no consumo global de algodão, de 26,4 milhões de toneladas de pluma para a safra 2022/23. Além da demanda enfraquecida globalmente pelos fatores econômicos, vale destacar também a competição do algodão com as fibras sintéticas. Nesse caso, a valorização das cotações do barril de petróleo (matéria-prima para produção de poliéster, por exemplo), que apresentou aumento de 59% em relação aos dados de junho 2021, também vem favorecendo as cotações da fibra em 2022.

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