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    CONECTA NEWS – 02/09/2022

    Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS
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    MERCADO TRIGO: Preços caem no Brasil na semana pressionados por oferta
    A primeira semana do mês de setembro encerrou com a média nacional de preços 3,5% inferior ao do fechamento da anterior. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, o início da colheita de uma safra com potencial de produção superior a 10,5 milhões de toneladas é o principal fator que traz pressão sobre as cotações. No Paraná, onde a colheita começa a ganhar corpo nas regiões norte e oeste, a média de preços no FOB interior ficou por volta de R$ 1.780/tonelada, acumulando um recuo semanal de 3,4%. Comparado ao mesmo momento do mês passado a retração é de 11%. Em relação à igual momento do ano passado acumula alta de 10,5%. No mercado gaúcho, onde a produção deve gerar um excedente de cerca de 3 milhões em relação ao consumo local, os preços recuaram 7,1% na semana (média do interior), com a tonelada indicada por volta de R$ 1.710. Em relação ao mesmo período do mês e do ano passado acumula queda de 11,2% e alta de 14%, respectivamente. "Interessante destacar essa alta das cotações em relação ao mesmo período do ano passado. No início de setembro de 2021 o mercado iniciava a colheita de uma safra paranaense com perdas significativas e ainda sem saber os reais impactos que as fortes geadas do final de julho tinham infringido às lavouras. No ciclo atual as condições continuam favoráveis e estima-se que o país colherá 2,8 milhões de toneladas a mais que na safra passada. Mesmo assim, os preços são superiores. Ao produtor, preços mais altos aliados à produtividade/qualidade maior é uma boa notícia em um ano em que os custos de produção se elevaram", disse. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado se recuperou das perdas de ontem, sustentado por compras de barganha e cobertura de posições. Na quinta-feira, os contratos tiveram a maior queda diária desde 22 de julho. Na semana, a valorização acumulada é positiva, com o contrato dezembro subindo 0,71%. Segundo a Reuters, a atividade exportadora no mercado alivia a preocupação de menor demanda devido à temores de recessão global. Importantes importadores, como Egito, Jordânia e Bangladesh foram às compras nessa semana. Apesar da fraqueza do dólar, não houve participação do produto estadunidense nas operações registradas, segundo a Dow Jones. Os agentes também se posicionam diante do final de semana prolongado. A bolsa não opera na segunda-feira devido ao feriado do Dia do Trabalho nos EUA. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,11 por bushel, ganho de 16,75 centavos de dólar, ou 2,1%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,27 1/4 por bushel, alta de 16,00 centavos, ou 1,97%, em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,97%, negociado a R$ 5,1870 para venda e a R$ 5,1850 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1570 e a máxima de R$ 5,2340. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,14% ante o real.

    MERCADO SOJA: Preços firmam no Brasil, seguindo Chicago, em semana lenta
    Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nesta sexta no mercado físico brasileiro. A alta em Chicago garantiu a sustentação, limitada pelo dólar desvalorizado. Apenas negócios pontuais foram registrados em uma semana de comercialização arrastada. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 183,00 para R$ 185,00. Na região das Missões, a cotação aumentou de R$ 182,00 para R$ 184,00. No Porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 189,00 para R$ 191,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 186,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 191,50. Em Rondonópolis (MT), a saca foi de R$ 172,00 para R$ 174,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 171,00 R$ 172,00. Em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 170,00 para R$ 172,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos, interrompendo uma série de quatro sessões negativas, quando as perdas se aproximaram de 5%. A alta foi motivada pelo movimento global de recuperação nos mercados. O petróleo chegou a subir 3% e vai encerrando o dia na casa de 1% de alta. Diante desse cenário, os investidores aproveitaram para se posicionar melhor e caçaram barganhas. O balanço da semana é negativo, combinando bom desenvolvimento das lavouras americanas - com possibilidade de safra cheia - e temores de recessão global, acentuada pelo receio com o futuro da economia chinesa. O país asiático é o maior comprador de soja do mundo. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 25,75 centavos ou 1,84% a US$ 14,20 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,25 1/4 por bushel, com ganho de 25,50 centavos de dólar ou 1,82%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,40 ou 0,57% a US$ 417,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,25 centavos de dólar, com ganho de 2,66 centavos ou 4,18%. Câmbio O dólar comercial fechou a R$ 5,187 para venda, com desvalorização de 0,97%. Com o recuo de hoje, a alta semanal recuou para 2,15%. O mercado avaliou positivamente o resultado do payroll norte-americano, encerrando a semana com o sentimento de que o Fed poderá ser menos rígido na decisão de política monetária de setembro, que será anunciada no dia 21. Com isso, abriu-se espaço para um movimento de correção. Agenda de segunda - Feriado nos EUA - Dia do Trabalho. - Opep: A reunião dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) acontecerá via videoconferência. - O BC divulga às 8h30min o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.

    CAFÉ: Fundos aumentam posições compradas na Bolsa de Nova York – CFTC
    A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders, com dados até 30 de agosto para o café na Ice Futures US. O levantamento mostrou que os grandes fundos e grandes especuladores apresentavam uma posição líquida comprada (long) de 48.687 contratos, contra 38.633 contratos comprados na semana anterior. As empresas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 50.983 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam uma posição líquida comprada (long) de 2.296 contratos. Até 30 de agosto, eram 193.889 contratos em aberto no mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, com alta de 9.517 lotes na semana.

    MILHO: Exportações ditam ritmo do mercado; acompanhar câmbio é essencial
    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias. - As exportações ainda ditam o ritmo no mercado brasileiro de milho, portanto acompanhar a movimentação da CBOT e do câmbio é essencial para compreender a dinâmica da formação de preços; - Durante a semana foram reportadas negociações nos portos de Santos e Paranaguá entre R$ 90/92; - O Line-up em setembro indica para embarques na ordem de 5,7 milhões de toneladas; - A quebra da safra europeia de grãos mantém o milho brasileiro bastante demandado no mercado internacional; - O frete ainda é uma variável importante que torna a originação de milho bastante onerosa em estados como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com a saca ainda acima de R$ 90; - Vencimento de dívidas dos produtores no final do mês pode resultar em maior disponibilidade de milho. - No mercado norte-americano, o foco está na produtividade média no Meio-Oeste, o resultado do Crop Tour colocou uma grande interrogação sobre o potencial das lavouras nesta temporada; - Nesse ambiente, o relatório do USDA será fundamental para determinar os números de produtividade; - Dados corriqueiros como vendas líquidas semanais e condição das lavouras também são relevantes para o entendimento do mercado no curto prazo; - O avanço da colheita durante o mês de setembro é outro elemento importante a ser considerado na formação de tendência de curto prazo. Ano passado o trabalho de campo teve início na segunda semana do mês.

    ALGODÃO: NY volta a tombar com melhora nas condições das lavouras e fatores técnicos
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta sexta-feira. Os preços voltaram a cair com muita força rompendo suportes técnicos e acelerando o movimento baixista dos últimos dias. Os preços bateram em limite de baixa e se aproximam da linha importante de US$ 1,00 a libra-peso. Além de aspectos técnicos, a melhora nas condições das lavouras norte-americanas indicada no último relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) exerceu pressão sobre as cotações. No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 12,4%. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 103,21 centavos de dólar por libra-peso, queda de 5,00 centavos, ou de 4,6%.

    SOJA: Mercado observa economia global e clima para ceifa nos EUA
    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque. - Os players do mercado da soja permanecem com as atenções centralizadas no clima para o desenvolvimento final das lavouras da nova safra norte-americana. Paralelamente, os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional também chamam a atenção. No lado financeiro, a situação econômica global, com dados de importantes economias, traz uma volatilidade adicional sobre os mercados de renda variável. - Esta última semana foi de registro de um clima pouco úmido e com temperaturas elevadas em boa parte do cinturão produtor norte-americano. Embora a maior parte das lavouras já estejam na reta final do desenvolvimento, ainda são necessárias chuvas em alguns estados para que as plantas não percam potencial. Em seu último relatório semanal, o USDA trouxe uma manutenção nas condições das lavouras, mas é possível que no próximo haja uma piora nas condições em alguns estados, principalmente na metade oeste do cinturão. Atenção ao relatório da próxima segunda. - De qualquer forma, neste momento o mercado entende que apesar dos problemas, a safra dos EUA se desenvolve de forma satisfatória, e a colheita deve se confirmar recorde. Os números da Pro Farmer endossaram o sentimento do USDA. Mesmo assim, o clima ainda é fator importante, até mesmo porque a colheita irá começar na segunda quinzena de setembro, e o clima precisa ser favorável para o avanço das máquinas. - Novas vendas de soja dos EUA para a China e para outros destinos continuam a ser anunciadas, o que é um importante fator de suporte para os contratos futuros em Chicago. À medida que nos aproximamos do início da colheita, o ritmo de anúncios deve - O mercado financeiro voltou a pesar sobre as bolsas de renda variável nesta última semana, acentuando algumas correções em Chicago. Esperamos pela continuidade da volatilidade vinda deste lado, mas é difícil prever os movimentos. Atenção às notícias. - Chicago teve uma semana negativa, mas conseguiu segurar o importante patamar de US$ 14,00 por bushel na posição novembro/22. Se as condições das lavouras piorarem na segunda, é possível vermos um fôlego de curto prazo. Esperamos lateralidade entre as linhas de US$ 14,00 e US$ 14,75 por bushel.