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    CONECTA NEWS – 06/10/2022

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    MERCADO SOJA: Em dia parado, Brasil tem preços de estáveis a mais baixos
    Os preços da soja voltaram a ficar de estáveis a mais baixos nesta quinta-feira no Brasil. Em algumas praças, as cotações ficaram como referência pois não foram registrados negócios. O movimento seguiu o mesmo padrão dos dias anteriores. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 176,00 para R$ 174,00. Na região das Missões, a cotação desvalorizou de R$ 175,00 para R$ 173,00. No Porto de Rio Grande, o preço decresceu de R$ 184,00 para R$ 182,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 174,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 181,00. Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 162,00 para R$ 166,00. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 170,00 para R$ 168,00. Em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 162,50 para R$ 163,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em queda, atingindo o menor patamar desde julho. O avanço da colheita nos Estados Unidos e as fracas exportações semanais norte-americanas determinaram a perda. Os investidores seguem preocupados com o futuro da economia global e tem por uma recessão. Este cenário atinge a oleaginosa em dois pontos: queda natural no consumo e a fuga de capital para investimentos mais seguros. Completando o cenário negativo, as condições favorecem o plantio da soja no Brasil. Hoje, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a primeira estimativa para a safra 2022/23. A previsão é de aumento de 3,4% na área. Com clima favorável, a produção poderá bater em 152 milhões de toneladas. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2022/23, com início em 1º de setembro, ficaram em 777.100 toneladas na semana encerrada em 29 de setembro. O México liderou as importações, com 233.400 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 550 mil e 1,2 milhão de toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 11,75 centavos ou 0,85% a US$ 13,58 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,70 1/2 por bushel, com perda de 10,00 centavos de dólar ou 0,72%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,10 ou 1,27% a US$ 393,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,02 centavos de dólar, com ganho de 0,48 centavo ou 0,73%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,44%, sendo negociado a R$ 5,2100 para venda e a R$ 5,2080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1760 e a máxima de R$ 5,2190.

    CAFÉ: Desafios na produção são debatidos entre líderes mundiais do setor na Colômbia – CNC
    Os líderes globais do café seguem reunidos durante toda essa semana na Colômbia, momento em que estão discutindo os desafios atuais para a produção cafeeira mundial. O Fórum Mundial dos Produtores tem trazido a realidade dos países que, em certa medida, estão enfrentando problemas similares. A começar pelas mudanças climáticas. Uma das maiores lideranças da indústria cafeeira, Andrea Illy, presidente da illycaffè, está participando do Fórum. Ele destacou o alto investimento da cafeicultura em pesquisas e avanços tecnológicos. "É necessário dar atenção à agricultura regenerativa, com enriquecimento da microbiota do solo e produção de cultivares mais resilientes. É visível o aumento da temperatura e, na próxima década, haverá um impacto cada vez mais grave para a produção cafeeira". Para Illy, a organização do setor será fundamental, pois há recursos disponíveis no mundo para minimizar os impactos. "Devemos criar mais resiliência e, para isso, se necessita de investimento. Há quantidades enormes de recursos para isso, empresas e governos estão em busca de enquadrar suas realidades aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)". O problema não é conseguir o recurso, o problema está no direcionamento dele. Para isso é importante mostrar ao mundo que 1ha de solo, sequestra 100kg de CO2 por ano e a cafeicultura contribuiu para essa conversão do carbono. A Organização Internacional do Café (OIC) deve ser essa ponte entre os detentores de recursos e os produtores, destacou o empresário. Juan Esteban, presidente do Fórum Mundial de Produtores de Café (WCPF), organizador do evento, fez questão de ressaltar o quanto o café é uma ferramenta de prosperidade. "No Fórum sempre falamos da renda de subsistência, mas queremos ir além. Para isso, toda a cadeia tem que trabalhar junto e saber que o cafeicultor poderá prosperar, sem perder de vista os cuidados com o meio ambiente. Na Colômbia, por exemplo, as chuvas têm ameaçado as plantações. Precisamos sentar e alinhar propostas de políticas públicas e ações privadas para combatermos a pobreza, isso é muito importante. O cuidado deve ser em primeiro lugar com os produtores, para que tenham capacidade de cumprir com todas as exigências ambientais. As medidas não podem ser benéficas para um lado e trazer impactos negativos a outra lado, no caso, os cafeicultores", defendeu. Enselme Gouthon, presidente da Agence de Cafés dAfrique et de Madagascar, foi um dos palestrantes do Fórum. Doutor em Economia pela Escola Superior de Economia e Gestão da Universidade de Bremen, outubro de 1976, (República Federal da Alemanha), Enselme Gouthon tem mais de 35 anos de experiência profissional na administração de empresas agroindustriais e financeiras. Segundo ele, é momento oportunopara o mundo refletir sobre as mudanças climáticas, mas tendo o produtor no centro da discussão. "Toda vez o produtor sai fragilizado e temos a capacidade de reverter a situação. Há uma necessidade premente de fomentar o consumo de cafés de qualidade. Assim, estudar como podemos cativar jovens agricultores que estejam dispostos a produzir de maneira sustentável. Temos vários parceiros buscando soluções dinâmicas, para isso a construção de parcerias são fundamentais para que a gente consiga elevar o consumo e explicar/capacitar todas etapas do café, da produção ao consumo", analisou. Gouthon fez ainda um pedido para Vanusia Nogueira, Diretora Executiva da OIC, que segundo ele "pode nos ajudar a esclarecer isso para os países consumidores", finalizou. Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café, está representando o Brasil no Fórum Mundial, acompanhado do Embaixador brasileiro em Londres, Marco Farani. Silas aproveitou o momento para defender os cafeicultores do Brasil. "Nossos cafeicultores brasileiros estão empenhados em produzir com sustentabilidade. Há vários projetos sendo desenvolvidos no país, a exemplo do Café Carbono Neutro/Negativo e o Programa Café Produtor de Água. No entanto, a responsabilidade precisa ser compartilhada, já que os custos estão ficando incorporados apenas na produção. Estamos aqui para mostrar isso ao mundo", explicou o presidente do CNC. As informações partem da assessoria de comunicação do CNC.

    MERCADO TRIGO: Situação das lavouras do Paraná segue como principal ponto de atenção
    O excesso de chuva sobre que as lavouras de trigo do Paraná vêm enfrentando segue sendo o principal ponto de atenção dos agentes do mercado doméstico de trigo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, além do trigo do norte e do oeste, a previsão de chuvas para a próxima semana já deve encontrar lavouras do sudoeste e do sul do estado prontas para a colheita. "Todo o volume de precipitações de forma quase ininterruptas nas últimas semanas deve afetar de forma significativa a qualidade dos grãos colhidos. Com um menor volume de trigo com qualidade para atender a exigente indústria local, a necessidade de importação aumentará", disse. Além disso, se a safra gaúcha confirmar o potencial de produção sem perdas qualitativas , os moinhos do Paraná devem um dos destinos do cereal produzido no RS. Nesta quinta-feira as indicações de preços no Paraná indicavam a base de compra a R$ 1.750/tonelada no CIF para retirada imediata e pagamento em 30 dias. Os vendedores seguem pouco flexíveis e mantêm as pedidas entre R$ 1.800 e R$ 1.850/tonelada. No Rio Grande do Sul, os moinhos seguem pouco ativos e com indicações abaixo dos preços oferecidos pelos compradores internacionais. Os produtores, por sua vez, não têm demonstrado interesse nem na exportação. O dólar comercial estancou a forte queda pós-eleição e voltou a operar próximo a R$ 5,20. O segundo turno das eleições presidenciais segue como ponto de atenção. Porém, a principal força altista da divisa norte-americana vem do cenário externo. Risco de recessão global, petróleo voltando a subir após a decisão da OPEP+ de reduzir a oferta, guerra na Ucrânia e juros altos nos Estados Unidos estão entre os principais ingredientes do combustível altista para a alta do dólar. Com a moeda norte-americana recuperando e com os preços internacionais firmes, as paridades se elevam e servem de suporte para os preços domésticos. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pela alta do dólar frente as outras moedas, o que reduz a competitividade norte-americana no cenário exportador. Além disso, as vendas semanais dos EUA, divulgadas há pouco, foram modestas, ficando próximas do mínimo esperado por analistas. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2022/23, que tem início em 1o de junho, ficaram em 229.400 toneladas na semana encerrada em 29 de setembro. As Filipinas foram a principal importadora, com 85.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 450 mil toneladas. No fechamento, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,79 por bushel, baixa de 23,00 centavos de dólar, ou 2,54%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,92 3/4 por bushel, retração de 22,50 centavos, ou 2,45%, em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,44%, sendo negociado a R$ 5,2100 para venda e a R$ 5,2080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1760 e a máxima de R$ 5,2190.

    MERCADO BOI: Preços seguem acomodados, com frigoríficos na dianteira
    O mercado físico de boi gordo teve mais um dia de preços estáveis nesta quinta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a primeira semana de outubro vai chegando ao fim com poucas alterações na dinâmica do mercado. No Centro-Norte ainda são evidenciadas tentativas de compra abaixo da referência média. No entanto a queda dos preços não acontece na mesma intensidade se comparado a semanas anteriores. Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate confortáveis, e tem alguma capacidade para testar o mercado. A demanda de carne bovina durante o último trimestre será fator importante no curto prazo, em linha com o ápice do consumo no Brasil, momento em que será possível evidenciar alguma recuperação dos preços, assinalou. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 267,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 258,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 287,00 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 260,00 para a arroba do boi gordo. Atacado O mercado atacadista apresentou preços estáveis ao longo do dia. O viés ainda é de alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo. A tendência é que haja espaço para alta dos preços no decorrer do último bimestre, em linha com o ápice do consumo no mercado doméstico. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 20,85 por quilo. A ponta de agulha permaneceu no patamar de R$ 15,55. O quarto dianteiro seguiu a R$ 15,60 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,34%, sendo negociado a R$ 5,1870 para venda e a R$ 5,1850 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1620 e a máxima de R$ 5,2440.

    MILHO: Plantio atinge 64% da área no Rio Grande do Sul – Emater
    A área estimada de cultivo para a safra 2022/2023 é de 831.786 hectares. A produtividade esperada é de 7.337 kg/ha. O plantio do milho atinge 64% da área no Rio Grande do Sul. As lavouras apresentam, de modo geral, um desenvolvimento inicial mais lento devido às temperaturas mais baixas. Em algumas microrregiões, o aquecimento do ar já propiciou o aceleramento no crescimento das plantas. Nas regiões onde ocorreram chuvas, as lavouras mais antigas receberam adubação nitrogenada em cobertura, e os produtores efetuaram o controle de plantas daninhas. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

    TRIGO: Colheita atinge 3% no Rio Grande do Sul – Emater
    A colheita de trigo atinge 3% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, eram 2%. Em igual período do ano passado, 3%. A média dos últimos cinco anos é de 3%. A estimativa de cultivo de trigo no Estado para a safra 2022 é de 1.413.763 hectares. A produtividade estimada permanece em 2.822 kg/ha. A cultura apresenta ótima condição de desenvolvimento, com alto potencial produtivo e com baixa incidência de doenças. As lavouras em formação de grãos representam 46% da área cultivada e mantêm um excelente aspecto, com espigas grandes e com boa granação. Esse cenário gera uma boa expectativa de produtividade, que pode se mostrar superior à inicial em parte dos cultivos, dependendo agora da manutenção ou da reposição do teor de umidade nos solos a partir de novas precipitações. As lavouras em maturação alcançaram 19%. Em relação ao aspecto fitossanitário, diante das previsões de ocorrência de chuvas, muitos triticultores se anteciparam e realizaram tratamento antifúngico preventivo para o controle da giberela, além do controle simultâneo de outras doenças, como ferrugens, e de pragas, como pulgões, conforme a situação das lavouras.

    CARNES: BNDES e Mapa selecionam parceiro para elaborar calculadora de emissão de carbono aplicada à pecuária
    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciaram que o consórcio liderado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ficou em primeiro lugar na seleção para parceiro executor responsável pelos estudos da iniciativa Pecuária de Baixo Carbono. A iniciativa tem como objetivo a elaboração de estratégias e modelos de negócios que adotem tecnologias de baixo carbono na produção de carne e leite no Brasil, estimulando a sustentabilidade através avaliação e certificação das emissões evitadas de carbono. O consórcio, que conta ainda com as empresas Imaflora, Agrotools, Waycarbon, WRI e DSM, foi escolhido por meio de processo de seleção pública. Neste, um comitê de especialistas do BNDES e do MAPA avaliou as propostas recebidas com base em critérios de economicidade, qualidade do projeto e capacidade técnica do proponente. O consórcio encabeçado pela FGV participará agora das etapas finais do processo: análise pela equipe técnica, aprovação em Diretoria do BNDES e assinatura de contrato. O estudo terá dois produtos principais. O desenvolvimento de uma calculadora de análise de ciclo de vida dos produtos é o primeiro deles, e se caracteriza por um método para medição e certificação de emissões de carbono desde os insumos na produção agrícola até o processamento industrial. O segundo objeto é a indicação de mecanismos de incentivo que estimulem investimentos na redução de emissões, tanto na etapa agrícola quanto na industrialização da carne e leite bovinos. Pecuária de Baixo Carbono - Já existem técnicas de produção pecuária que permitem neutralizar e até sequestrar carbono, situação em que uma atividade retira mais carbono da atmosfera do que emite, como são os casos das tecnologias preconizadas pelo Plano ABC+ do MAPA. É nesse contexto em que se cria a expectativa de que os estudos possam consolidar um sistema de incentivos que acelerem a adoção de tecnologias mais sustentáveis pelos produtores de carne e leite bovinos. As informações partem da assessoria de imprensa do BNDES.