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    CONECTA NEWS – 07/10/2022

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    AGROPECUÁRIA: Crédito contratado pelo Plano Safra supera R$ 115 bilhões
    O volume de crédito rural desembolsado nos três primeiros meses do atual Plano Safra (julho a setembro) totalizou R$ 115,96 bilhões, representando um aumento de 23% em relação a igual período da safra passada (R$ 94,54 bilhões). Do total, R$ 80,26 bilhões foram liberados para operações de custeio (aumento de 55%), R$ 23,09 bilhões para investimento, R$ 6,99 bilhões para comercialização e R$ 5,62 bilhões para industrialização. O diretor do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destacou, entre os recursos a taxas controladas, o aumento de 52% dos financiamentos concedidos ao amparo da poupança rural. Entre os recursos livres, o destaque fica para a fonte LCA, com aumento de 164%, indicando a sua crescente contribuição para o crédito rural, respondendo por 28% (R$ 32,39 bilhões) do total das contratações neste início de safra. Do total de recursos controlados, foram aplicados R$ 72,44 bilhões, correspondendo a 38%. Em relação aos recursos livres, num total programado de R$ 145,18 bilhões, foram aplicados R$ 43,52 bilhões, o que corresponde a 30%. Os valores são provisórios e foram extraídos, no dia 5 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural. Dependendo da data da consulta no sistema, podem ser observadas variações nos valores. A equipe irá analisar as movimentações referentes aos valores liberados até o fim de setembro, sobretudo de investimentos, já que existem muitas operações contratadas, ainda não liberadas e em processo de análise. Onze instituições financeiras receberam recursos equalizáveis: Banco do Brasil; Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. - Banrisul; Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais - BDMG; Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES; Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE; Caixa Econômica Federal - Caixa; Credialiança Cooperativa de Crédito Rural - Credialiança; Credicoamo Crédito Rural Cooperativo - Credicoamo; Confederação Nacional das Cooperativas Centrais de Crédito e Economia - Cresol; Banco Cooperativo Sicoob S.A. - Sicoob; e Banco Cooperativo Sicredi S.A. - Sicredi. Após os remanejamentos de recursos realizados em agosto, o Plano Safra 2022/2023 conta com R$ 336,51 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. Desse total, R$ 251,63 bilhões são destinados ao custeio e comercialização. Outros R$ 84,89 bilhões são para investimentos. A programação de recursos com juros controlados soma R$ 191,34 bilhões e com juros livres R$ 145,18 bilhões. O montante de recursos equalizados soma R$ 111,44 bilhões na atual safra. As informações partem da assessoria de imprensa do Mapa.

    AÇÚCAR: Fundos/especuladores reduzem carteira comprada em NY – CFTC
    A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders com dados até 04 de outubro para o açúcar bruto na ICE Futures U.S. (Bolsa de Nova York). Os números do relatório revelam que os grandes fundos e especuladores possuíam até a data 47.087 posições líquidas compradas (long), ante 48.601 posições compradas na semana anterior. As casas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 63.354 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam que os especuladores estão vendidos em 16.267 contratos líquidos. Em 04 de outubro, 687.018 contratos estavam em aberto no mercado futuro de açúcar bruto da ICE Futures US, 23.869 lotes a menos que na semana anterior.

    SOJA: Plantio avança para 18,61% no Mato Grosso, aponta IMEA
    A semeadura da safra de soja 2022/23 do Mato Grosso atingiu 18,61% da área projetada, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), com número obtido até 3 de outubro. No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 20,31%. Na semana passada, o número era de 6,26%.

    CAFÉ: Fundos reduzem posições compradas na Bolsa de Nova York – CFTC
    A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders, com dados até 04 de outubro para o café na Ice Futures US. O levantamento mostrou que os grandes fundos e grandes especuladores apresentavam uma posição líquida comprada (long) de 42.151 contratos, contra 44.680 contratos comprados na semana anterior (27 de setembro). As empresas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 44.264 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam uma posição líquida comprada (long) de 2.113 contratos. Até 04 de outubro, eram 184.698 contratos em aberto no mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, com queda de 451 lotes na semana.

    SOJA: Porto de São Luiz (MA) lidera exportações do Brasil em setembro
    As exportações de soja do Brasil pelo porto de São Luiz (MA) totalizaram 858,3 mil toneladas em setembro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o porto liderou os embarques da oleaginosa brasileira no mês e está em segundo lugar no acumulado do ano. Em setembro de 2021, 760 mil toneladas foram embarcadas em São Luiz. De janeiro a setembro de 2022, foram 10,397 milhões de toneladas. Em segundo lugar em setembro e em quinto no ano, está o porto de Rio Grande (RS), que totalizou 687,1 mil toneladas no mês. No acumulado de 2022, foram 3,807 milhões. O terceiro maior polo exportador de soja do Brasil em agosto foi o porto de Paranaguá (PR), com 626,3 mil toneladas. No ano, o porto paranaense exportou 8,815 milhões toneladas. O porto de Santos (SP) respondeu por 741,4 mil toneladas, contra 219,3 mil toneladas em igual período do ano passado. No acumulado do ano, Santos lidera as exportações com 24,541 milhões de toneladas. No total, o Brasil exportou 4,294 milhões de toneladas em setembro, contra 4,827 milhões no mesmo mês do ano passado. De janeiro a setembro de 2022, foram 70,763 milhões de toneladas, 9% abaixo das 77,518 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2021. Farelo O porto de Santos foi o principal responsável pelas exportações de farelo de soja em setembro, embarcando 879,5 mil toneladas do subproduto. Paranaguá (PR) ficou em segundo lugar, com 479,9 mil toneladas e Rio Grande (RS) em terceiro, com 342,9 mil. O Brasil exportou 1,918 milhão de toneladas de farelo no mês. No ano, são 15,985 estado exportador no acumulado de 2022.

    ETANOL: Alta na produção de milho sustenta crescimento do mercado Unem
    A produção de milho no Brasil deverá ser de 126,941 milhões de toneladas na próxima safra, 12,5% a mais do que a produção registrada na safra 2021/2022, essa alta vai sustentar o crescimento do mercado de etanol. Os dados são do primeiro levantamento de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicados esta semana pela estatal. O crescimento será impulsionado principalmente pela produção de segunda safra, que deverá passar de 85,622 milhões de toneladas para 96,276, quase 11 milhões de toneladas a mais. O milho de primeira safra deverá subir de 25,026 milhões de toneladas para 28,692 milhões de toneladas, variação de 14%. O milho segunda safra é a principal fonte de matéria-prima para o etanol de milho e produtos de nutrição animal, como DDGS e óleo de milho. O presidente da União Nacional de Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, explica que a projeção da Conab vem ao encontro das perspectivas de crescimento do setor do biocombustível, que deverá contar com pelo menos mais duas unidades em operação a partir de 2023 e possível expansão de indústria que já estão em atividade. O setor de etanol de milho tem uma previsão de crescimento que está baseada nas perspectivas de produção do grão no país. Atualmente, o país cultiva milho de segunda safra em cerca de 40% da área utilizada para o plantio de soja, ou seja, existe um potencial de expansão muito grande para o milho sobre estas áreas já consolidadas pela agricultura. O levantamento da Conab aponta que a segunda safra de milho 2022/2023 deverá ser cultivada em 17,2 milhões de hectares, enquanto a soja vai ocupar 42,9 milhões de hectares. Com isso, a expectativa do setor é produzir 10 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2030/2031, mais que o dobro do que é produzido atualmente. De acordo com dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o país deverá produzir 4,5 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2021/2022, incremento de 31% em comparação com a safra anterior, que colocou 3,43 bilhões de litros no mercado. Para gerar 4,5 bilhões de litros, as indústrias vão processar 10,3 milhões de toneladas de milho, o que representa menos de 10% do total produzido no país. O setor de etanol de milho trouxe mais previsibilidade para o mercado do milho, impulsionando investimentos na produção de segunda safra sem competir diretamente com a produção de alimentos. Vale lembrar que os farelos de milho originados na indústria de etanol são destinados à produção de proteínas. De acordo com o levantamento do Imea, a produção de farelos de milho (DDG; DDGS; WDG), utilizados como insumo para ração de animais, tanto pets quanto suínos, peixes e aves, e na intensificação da pecuária de corte, deverá superar 2,5 milhões de toneladas na safra 2021/2022 e a expectativa é chegar a 6 milhões de toneladas na safra 2030/2031. Com base nestas projeções, as indústrias de etanol estão buscando novos mercados para os produtos de nutrição animal. Este ano, o país já exportou 159,5 mil toneladas para países como Vietnã, Nova Zelândia, Arábia Saudita e Reino Unido. Em 2020 o setor havia embarcado cerca de 85 mil toneladas para a Turquia, mas com a pandemia os envios foram suspensos em 2021. Há um potencial muito grande no mercado internacional para os farelos de milho e estamos estudando, junto com os associados, destinos, rotas e características deste setor lá fora. A exportação é uma importante ferramenta para precificar e dar vazão ao excedente produzido, explica Nolasco. As informações partem da assessoria de imprensa da Unem.

    SOJA: Mato Grosso é o principal estado exportador no acumulado de 2022
    As exportações de soja do Mato Grosso totalizaram 23,104 milhões de toneladas em 2022. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume é 1% superior ao exportado pelo estado no mesmo período de 2021 e corresponde a 32,65% das exportações brasileiras no acumulado de 2022. No total, o Brasil exportou 70,763 milhões de toneladas em 2022, 9% abaixo das 77,518 milhões de toneladas exportadas em 2021. O estado de Goiás foi o segundo maior exportador, com 8,978 milhões de toneladas no período. São Paulo exportou 4,619 milhões de toneladas e o Paraná, 4,521 milhões.

    ALGODÃO: NY avança em sessão volátil na trilha do petróleo
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta sexta-feira. Os preços avançaram no dia em uma sessão volátil, em que o mercado demorou a tomar uma direção definitiva. As preocupações com a economia global e recessão seguem e são aspecto baixista. Porém, o avanço do petróleo estimulou uma reação também no algodão. Apesar dos ganhos da sexta-feira, no balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 1,3%. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 84,23 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 1,33 centavo, ou de 1,6%. A posição março/2023 fechou a 82,66 centavos, alta de 1,22 centavo, ou de 1,5%.