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    CONECTA NEWS – 10/08/2022

    Fique ligado nas principais notícias do agronegócio no Brasil e no mundo. O conteúdo do Conecta News é uma parceria com o SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS
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    CONECTA NEWS – 10/08/2022
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    MERCADO ETANOL: Preços ficam firmes apesar de desaceleração nas vendas domésticas
    O mercado físico de etanol teve uma quarta-feira com preços entre estáveis a levemente mais altos. As usinas observaram com muita atenção os novos dados da Unica, principalmente quanto ao aumento nas vendas de anidro e hidratado na região. O volume de demanda interna de 1,38 bilhão de litros de hidratado em julho se mostrou 3,40% mais baixo no comparativo anual, mas 4,12% mais alto que o mês anterior, junho. Além disso se mostrou praticamente em linha com a média da safra. O detalhe é que os dados de julho se mostram no limite de alta nas vendas que a safra corrente 2022/23 tem indicado. Algumas usinas têm olhando esta questão como suporte aos preços, ainda mais frente aos ganhos de 4,12% na margem, disse o analista da Consultoria SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci. Porém as distribuidoras contra-argumentam que o volume de julho ainda não é o maior do ano, que fora de 1,39 bilhão de litros em maio e de quase 1,46 em março, com as vendas de julho ficando ainda em terceiro lugar no padrão de consumo máximo mensal de 2022. Além disso o mix do etanol tem crescido muito, saindo de 52% para 57% entre a primeira e a segunda metade de julho, o que tende a elevar ainda mais a oferta de hidratado que cresceu 10% na segunda metade de julho e a de anidro que avançou 5,7% no mesmo período. Apesar disto algum suporte existe diante da saída do volume de produção de seu ápice de oferta, com o restante do segundo semestre devendo ser marcado por volumes cada vez menores de produção, assinalou Muruci. Neste contexto o hidratado em Ribeirão Preto firme, a R$ 3,15 o litro, com usinas pedindo R$ 3,20 e distribuidoras tentando comprar a R$ 3,13. O anidro na mesma localidade firme a R$ 3,38 o litro.

    MERCADO SOJA: Preços recuam no Brasil, pressionados pelo dólar
    Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais baixas nesta quarta no mercado brasileiro. As cotações foram pressionadas pelo recuo do dólar. Chicago operou em alta na maior parte do dia, mas fechou misto. A movimentação seguiu moderada. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 186,50 para R$ 183,50. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 186,00 para R$ 183,00. No Porto de Rio Grande, o preço caiu de R$ 192,00 para R$ 189,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 184,50 para R$ 180,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca desvalorizou de R$ 191,00 para R$ 190,00. Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 173,00 para R$ 171,00. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 175,00 para R$ 171,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 168,00 para R$ 167,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mistos. Após ganhos na maior parte do dia, o mercado consolidou nas últimas operações, realizando lucros e buscando um melhor posicionamento frente ao relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta. Durante boa parte da sessão, o mercado encontrou sustentação na previsão de clima seco nos Estados Unidos, na nova venda de 196 mil toneladas de produto americano para a China e na menor aversão ao risco. A inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos trouxe otimismo ao financeiro. Mas, no final, o mercado cedeu a um movimento de realização de lucros. Os operadores aguardam os números do USDA. Amanhã será divulgado o relatório de exportações semanais. O mercado espera embarques entre 400 mil e 900 mil toneladas. Na sexta é a vez do relatório mensal. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 3,25 centavos ou 0,21% a US$ 15,09 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,27 3/4 por bushel, com perda de 1,00 centavo de dólar ou 0,06%. Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 0,50 ou 0,11% a US$ 449,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 67,38 centavos de dólar, com ganho de 1,62 centavo ou 2,46%. Câmbio O dólar fechou em queda de 0,79%, cotado a R$ 5,0880. A moeda foi impactada diretamente pela inflação norte-americana, que se manteve estável em julho ante expectativas de alta de +0,2%. Esta desaceleração inflacionária fez com que aumentassem as apostas para um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais brando na reunião de setembro. Agenda de quinta - Atualização da estimativa para a safra brasileira de grãos em 2021/22 - Conab, 9hs. - Levantamento Sistemático de Produção Agrícola de julho - IBGE, 9hs. - Dados trimestrais de abate no Brasil - IBGE, 9hs. - EUA: O índice de preços ao produtor de julho será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho. - Exportações semanais de grãos dos EUA - USDA, 9h30min. - Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas - Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs. - Dados das lavouras no Rio Grande do Sul - Emater, na parte da tarde. - Resultados financeiros da Rumo, JBS e Marfrig, após o fechamento do mercado.

    MERCADO AÇÚCAR: Preços sobem nesta quarta-feira no cenário doméstico
    Os preços do açúcar cristal ficaram mais altos no mercado físico paulista no dia de hoje. Em Ribeirão Preto, a saca de 50 quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa teve preço de R$ 130,00 (22,99 centavos de dólar por libra-peso), alta de 0,78%. O etanol hidratado se mostrou 2,6% mais baixo em relação ao açúcar bruto de Nova York equivalendo a 15,71 centavos de dólar por libra-peso (PVU), 24,14% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 98,62 por saca (17,44 centavos). Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mais altas. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 18,28 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,30 centavo (+1,66%) em relação ao fechamento anterior. A posição março/2023 fechou cotada a 18,30 centavos (+1,55%). O mercado avançou com cobertura de posições vendidas por parte de fundos e especuladores e com o fator câmbio, na medida em que o real se valoriza ante o dólar, o que deve desestimular as exportações de açúcar do Brasil. O mercado rompeu importantes resistências gráficas e técnicas, superando a linha de 18 centavos no primeiro contrato, atraindo compras automáticas (stops) de fundos e especuladores. A valorização do petróleo completou o tom mais positivo do dia para os futuros do açúcar. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,79%, sendo negociado a R$ 5,0880 para venda e a R$ 5,0860 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0360 e a máxima de R$ 5,1420.

    CAFÉ: SAFRAS estima colheita 2022/23 no Brasil em 89% até 09/agosto
    A colheita de café da safra brasileira 2022/23 está em 89% até o dia 09 de agosto. O número faz parte do levantamento semanal de SAFRAS & Mercado para a evolução da colheita da safra. Na semana anterior, o índice era de 83%. Tomando por base a estimativa de SAFRAS para a produção de café do Brasil em 2022/23, de 61,1 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que foram colhidas 54,26 milhões de sacas até o dia 09 de agosto. A colheita está no mesmo patamar de igual período do ano passado. Os trabalhos estão atrasados contra à média dos últimos 5 anos, que é de 91%. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a colheita de café no Brasil diminuiu um pouco o ritmo na última semana, o que é característico em etapas finais de trabalho. A colheita de conilon está praticamente encerrada, restando apenas uns poucos repasses. Já no arábica entra na sua reta final, indica. A colheita de arábica chega a 84% da produção, superando ligeiramente os 83% colhidos em igual período do ano passado, mas ainda abaixo dos 87% de média dos últimos 5 anos para o período. Já os trabalhos com conilon se alcançam o 97% do potencial da safra e estão bem perto do final.

    MERCADO TRIGO: Compradores levam vantagem na disputa por preços no Brasil
    O mercado de trigo segue operando com reduzido volume de negócios devido ao desencontro entre as ofertas e as pedidas. As indicações de compra no interior das principais regiões de produção do Brasil (Paraná e Rio Grande do Sul) ficam entre R$ 1900 e R$ 1920 a tonelada para trigo pão. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os vendedores mantêm as pedidas próximas a R$ 2.100 a tonelada. "Olhando-se paro momento atual, no entanto, na queda de braço entre compradores e vendedores para a formação de preços no Brasil, os primeiros parecem em vantagem. Os preços internacionais e o câmbio estão recuando. No âmbito doméstico a colheita de uma safra cheia se aproxima. Tratando-se de trigo, eventos climáticos até o momento da colheita podem mudar o cenário. Esperamos que isso não aconteça", disse. Os preços atuais ainda são quase 20% superior ao do mesmo período do ano passado no Paraná e 30% no Rio Grande do Sul. "No primeiro estado em especial, uma safra sem prejuízos resultará numa produtividade maior que a anterior, o que tende a compensar em boa parte o forte aumento dos custos de produção. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado buscou suporte no clima adverso nos EUA e na Europa e na piora nas condições das lavouras de trigo primavera estadunidenses. Cresceu o otimismo do mercado após a divulgação do Indice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos. O resultado veio bem melhor que o esperado por analistas, reduzindo risco de aumento de juros do país. Ainda assim, fontes ouvidas pela Dow Jones acreditam que a reação ao dado é limitada. As atenções do mercado estariam voltadas, além do clima adverso, ao relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta sexta-feira (12). Segundo analistas consultados por agências internacionais, os estoques finais dos Estados Unidos em 2021/22 devem ser indicados em 660 milhões de bushels, mesmo volume de julho. As estimativas variaram de 655 milhões a 660 milhões de bushels. Em 2020/21, foram 845 milhões de bushels. Para 2022/23, os analistas esperam 651 milhões de bushels. As estimativas variam de 607 a 684 milhões de bushels. Em julho, foram 639 milhões. Os estoques globais ao final de 2021/22 são estimados em 280,1 milhões de toneladas, contra 280,1 milhões de toneladas em julho. O volume mínimo estimado foi de 278 e o máximo, 281,4 milhões de toneladas. Na temporada anterior, foram 290,3 milhões de toneladas. Para 2022/23, as reservas são estimadas em 267,8 milhões de toneladas. As estimativas variam de 265 a 273 milhões de toneladas. Em julho, foram 267,5 milhões de toneladas. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,99 3/4 por bushel, ganho de 18,25 centavos de dólar, ou 2,33%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,16 1/4 por bushel, recuo de 17,00, ou 2,12%, em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,79%, negociado a R$ 5,0880 para venda e a R$ 5,0860 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0360 e a máxima de R$ 5,1420.

    CANA: Estudo aponta que Pará pode despontar na produção
    O agronegócio é fundamental para a economia paraense, no entanto o estado tem capacidade de desenvolver ainda mais as culturas já existentes e ampliar a importância de outras. A produção de cana-de-açúcar é uma das áreas que deve crescer nos próximos anos e contribuir para o desenvolvimento local e a geração de emprego e renda. Um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz (Esalq), vinculada à Universidade de São Paulo, mostrou que o Pará teria condições de ampliar a produção canavieira para até 9 milhões de hectares de terra plantada. O estudo mapeou áreas já desmatadas e quem tem boa aptidão para a cultura da cana-de-açúcar, seria portanto uma atividade sem impacto ambiental, já que a ocupação ocorreria em áreas já alteradas, ou seja, sem desmatamento ou perda de cobertura vegetal. Na atualidade, porém, são apenas 20 mil hectares de área plantada com cana-de-açúcar, sendo distribuída parte para a produção de suplementos da alimentação bovina e outra parte para álcool e açúcar, de acordo com Fernão Zancaner, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e responsável pela Câmara Setorial da Cana-de-Açúcar. Zancaner afirma que a expectativa do setor produtivo é dar um salto nesse segmento, contando com a parceria de órgãos do governo e de instituições de pesquisa em torno das ações previstas pelo programa ProPará. Um dos projetos é o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar , previsto para ser instalado no município de Ulianópolis, localizado no sudeste paraense e onde funciona a primeira usina de processamento de cana-de-açúcar do estado. Uma questão estratégica para o Centro de Excelência está relacionada à cooperação entre a iniciativa privada e as instituições de pesquisa, principalmente porque se percebe que ainda há pouco interesse em estudar a área devido à realidade atual da produção canavieira no estado. "O objetivo é agregar todas as tecnologias vinculadas àquela cadeia produtiva para que elas sejam replicadas. Com as instituições de pesquisa e a iniciativa privada atuando juntas, queremos que seja criado um banco de conhecimento para a expansão dessa cadeia", esclarece o vice-presidente da Faepa. As análises técnicas realizadas até então são promissoras. Fernão Zancaner explica que o planejamento estratégico do programa estabeleceu uma meta de expansão da área plantada para 2 milhões de hectares. "Com isso, nós teremos capacidade de gerar quase 16 mil empregos direitos e mais de 62 mil indiretos, além de 87 usinas", destaca. Com o beneficiamento, outras áreas podem ser desenvolvidas, como a indústria de etanol e açúcar e o aproveitamento de resíduos, já que o bagaço da cana é útil na geração de energia e na fabricação de ração animal. Fernão Zancaner diz que com uma produtividade média de cana-de-açúcar no estado de 78 toneladas por hectare , seria possível, por exemplo, produzir cerca de 5,5 bilhões de litros de etanol e mais de 116 milhões de sacas de açúcar. "Na minha avaliação, o foco deveria ser a produção de biocombustível e de açúcar porque o Pará é importador desses produtos. Seria um impacto positivo para a balança comercial, para a questão ambiental porque diminui o consumo de gasolina e para a geração de energia porque o bagaço pode gerar uma energia limpa que é a biomassa. Ou seja, é uma cultura que pode agregar em vários aspectos", ressalta. A regularização fundiária com segurança jurídica para os produtores rurais, a disponibilidade de crédito para favorecer a instalação de empreendimentos e a desburocratização para facilitar o acesso e o licenciamento de áreas onde já houve outras atividades econômicas são alguns desafios para avançar nesse sentido. Apesar disso, Zancaner mantém o otimismo e encoraja: "O Pará tem potencial para ser o maior produtor agrícola brasileiro. Precisamos explorar esse potencial".